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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Prognósticos só no fim do jogo

por josé simões, em 27.01.14

 

 

 

A ver alguns paineleiros-comentadeiros, na televisão, fazedores de opiniões, nos jornais, homens com agá grande, de direita, daquela direita de que alguma esquerda gosta.

 

Apoiei Passos Coelho mas estou arrependido. Apoiei Cavaco Silva mas estou arrependido. Vou apoiar Marcelo Rebelo de Sousa [e vou-me arrepender depois, a gente já sabe o que a casa gasta]. Não apoiei Soares Carneiro porque não tinha idade para votar [logo não há lugar a arrependimento, apenas uma imensa tristeza por não se ter nascido um ano mais cedo].

 

Apoiar, a priori, para se arrepender, a posteriori, é o "prognósticos só no fim do jogo" da política, o "omo que lava mais branco", a indulgência total pelo mal causado, a remissão dos pecados, concedida por alguma esquerda àquela direita de que gostam.

 

Ah, e aquela direita de que alguma esquerda gosta, e que apoia, a priori, para se arrepender, a posteriori, bem avisou que Barack Obama era um bluff, que François Hollande se ia espalhar ao comprido, e já andam a avisar que o Matteo Renzi vai sem travões direitinho à parede.

 

Tony Blair e Gerhard Schröder, esses sim, eram homens às direitas, err… de esquerda.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| A Hannah Arendt também explica isto

por josé simões, em 27.01.14

 

 

 

«[…] considerando que a sua proibição não é a melhor forma de evitar excessos» os responsáveis pelas associações de estudantes das universidades públicas e privadas, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o reitor da Universidade de Lisboa e, quiçá, o próprio ministro da Educação, partilham da mesma opinião, são contra o fim das praxes. E a praxe vai continuar a existir e a Hannah Arendt também explica isto, naquela parte em que o carneiro que integra o rebanho se demite de pensar.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Dia 27 de Janeiro de 1945

por josé simões, em 27.01.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

International Holocaust Remembrance Day

 

[Imagens de Avital Tanchilevitch]

 

 

 

 

 

 

 

||| Mais coisas que vão acontecer em 2015

por josé simões, em 26.01.14

 

 

 

Um alívio da carga fiscal. Eleições legislativas.

 

«Pires de Lima insiste no aumento do salário mínimo em 2015»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Fim-de-semana

por josé simões, em 26.01.14

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Summertime Blues ~ The Flying Lizards

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

 

 

||| Requiescat in pace

por josé simões, em 26.01.14

 

 

 

A alternativa do Bloco de Esquerda, ou o caminho a trilhar, é/ passa/ passava por fazer a convergência com o Partido Livre e com o movimento 3D, as dissidências do Bloco de Esquerda? Isto soa mais a beco sem saída do que propriamente a caminho.

 

Requiescat in pace Bloco de Esquerda.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O Zé Manel taxista

por josé simões, em 26.01.14

 

 

 

"Fazer diferente", e um "novo contrato de confiança com os portugueses", era propor, por exemplo, que os ministros saíssem obrigatoriamente das listas dos deputados eleitos para a Assembleia da República, para o cidadão saber antecipadamente ao que ia e para evitar a arrogância e a impunidade do "eu não fui eleito coisíssima nenhuma", e não o populismo barato, e de efeito rápido, da redução do número de deputados.

 

«Redução do número de deputados defendida em conferência do PS»

 

 

 

 

 

 

||| Quando o lobby não é lobby mas Governo

por josé simões, em 25.01.14

 

 

 

As chamas vão continuar a consumir hectares de floresta; o combate às chamas vai continuar a sair do bolso dos contribuintes, para gáudio dis combatentes privados e luto dos combatentes públicos; o combate à desertificação do território, num futuro próximo, também vai sair do bolso do suspeito do costume – o contribuinte; as vidas humanas e a miséria do dia seguinte ficam a cargo dos mesmos de sempre – os que já pagam o combate às chamas e vão pagar a guerra contra a desertificação do território; a biodiversidade fica por conta dos contribuintes das gerações futuras [onde é que eu já ouvi isto?]; as televisões vão ganhar shares de audiência, assim que mudarmos para a hora de Verão, com directos do local do crime e bate-papos da treta com especialistas da tanga; o lucro, esse, já se sabe para quem fica, porque o crime compensa e está consagrado em papel de Lei e tudo. É toda uma indústria à roda do património natural, comum a milhões para benefício de algumas dezenas.

 

«Eucaliptos dominam pedidos ao abrigo da nova lei de arborização»

 

[Imagem]

 

Adenda: A ministra do CDS já tinha avisado o que o ministro do CDS posteriormente confirmou. Neste momento o verdadeiro lobby é fazer pressão sobre o Governo do lobby.

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 25.01.14

 

 

 

 

"Se a sociedade estiver preparada para não segregar e para aceitar as diferenças, eu tendo evidentemente a ser a favor."

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 25.01.14

 

 

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Porque hoje é sábado

por josé simões, em 25.01.14

 

 

 

Barber, 1967

 

Fred Herzog

 

 

 

 

 

 

||| Eureka!

por josé simões, em 24.01.14

 

 

 

Não sabemos é se o ministro Nuno Crato, o Governo, e as bancadas da maioria que o suporta [a ordem é aleatória] perceberam a piada.

 

Na caixa de comentários:

 

«Nós já sabemos que este governo nunca daria um tostão para o Arquimedes ir tomar banho»

 

[Na imagem o "momento Eureka!" na Universidade de Manchester]

 

 

 

 

 

 

||| Democracia fiscal

por josé simões, em 24.01.14

 

 

 

Assim como com a reforma do IRC, onde a opção foi reduzir o imposto às grandes empresas de forma a aumentar a mais-valia aos accionistas e aos patrões a que o dinheiro poupado fosse reinvestido na economia para a criação de emprego e riqueza e blah-blah-blah, a reforma do IRS passará por uma redução dos escalões de modo a torná-lo um imposto mais democrático e, em nome da democracia e da igualdade, vamos assistir a um alívio fiscal para quem mais ganha a percentagem a aplicar vai ser igual para quem ganha mil ou para quem ganha um milhão por mês, como incentivo à "mobilidade social" e blah-blah-blah também. E uma vez que o paradigma [gloup!] é a Irlanda talvez fiquemos democraticamente celtas reduzidos a dois escalões de IRS.

 

«Para já, o Governo prepara-se para nomear uma comissão para a reforma do IRS, algo que prevê concretizar até ao final  deste mês. Quem liderar este processo terá, […] quatro grandes orientações: “simplificar o imposto”, acolher “as melhores práticas internacionais”, “facilitar a mobilidade social” e fazer com que o IRS “atenda mais à dimensão das famílias”»

 

«Portugueses pagaram a maior factura de sempre de IRS em 2013»

 

[Imagem de Nicholas Ballesteros]

 

 

O mesmo Paulo Núncio em Setembro de 2012: «Portugal tem "hoje um número de escalões que não existe noutros países europeus" e sinalizou que a reforma fiscal que será feita nesta legislatura irá implicar uma "significativa redução" daqueles escalões».

 

 

 

 

 

 

 

||| A economia de mercado a funcionar

por josé simões, em 24.01.14

 

 

 

Indiano que é indiano, indiano que se preze, serve para testar medicamentos, não para ser curado por eles:

 

"Nosotros no desarrollamos este medicamento para los indios, lo hemos desarrollado para los pacientes occidentales que pueden permitírselo"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| A morte precoce de Kafka impediu-o de escrever este livro

por josé simões, em 23.01.14

 

 

 

«Dá-se preferência, por exemplo, a quem tenha desempenhado "cargos de dependência directa de membro do governo" e noutro "a prestação de apoio técnico especializado aos membros dos gabinetes do Ministério das Finanças

 

Como cantava o Gary Glitter nos idos de 1984, boys will be boys. Durante 5 anos. É o mimetizar do aparelho do Estado pelos aparelhos do PSD e do CDS. O próximo Governo que se cuide com os guerrilheiros infiltrados.