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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A extrema-direita de gravata e cabelo à betinho

por josé simões, em 03.12.13

 

 

 

Ainda que com outros predicados, a argumentação, na sua essência, é a mesma da dos carecas de Doc Martens, envolta num papel de embrulho neoliberal e respeitadora das instituições e da legalidade democrática. Há os ideólogos e há a tropa de choque. Sempre houve.

 

A imigração que contribuiu para que a Suécia fosse ultrapassada por Portugal no Pisa 2012 não é a mesma imigração, a do boom, que nos mesmíssimos anos Portugal recebeu, por via das obras públicas e dos estádios do Euro e das pontes e barragens e da Expo e etc., os tais empregos para moldavos e brasileiros de Manuela Ferreira Leite, e que contribui para que Portugal ultrapassasse a Suécia no Pisa 2012. Os nossos imigrantes não faziam filhos. Ou se os faziam não os punham na escola, vá lá. E os imigrantes dos suecos gastavam o cheque-ensino em bebedeiras e em luxo ocidental.

 

Arame farpado para os que chegam e um barco de volta para os que estão, na Brigada Helena.

 

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||| Tudo se conjuga

por josé simões, em 03.12.13

 

 

 

A importância do contexto socioeconómico, a igualdade de oportunidades, a escola pública, o ensino privado, o cheque-ensino e a possibilidade das escolas escolherem os alunos que muito bem entenderem. Tudo se conjuga e tudo é para deitar fora, mesmo que a realidade teime em não confirmar a teoria. Mas temos Nuno Crato, o eduquês implacável, e as exportações que vão pagar o enorme sucesso para os credores que foi a troca de títulos e os juros da dívida atirados para 2017. Hasta la vista, baby!

 

 

 

 

 

 

||| Servidão voluntária

por josé simões, em 03.12.13

 

 

||| O Reichsstatthalter

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

 

 

Ver Durão Barroso na televisão, blah-blah-blah, "de muitos, muitos ucranianos verem o seu futuro na Europa", blah-bla-blah, "dentro de um espírito que seja bom para a Ucrânia", blah-blah-blah, com a cúpula do Reichstag e a cruz de ferro de Friedrich Wilhelm III com a águia prussiana no topo, como pano de fundo ambiente de trabalho. Sim, é mesmo disso que a Ucrânia está à espera, isso é música para futuros candidatos.

 

 

 

 

 

 

||| "Não estamos a pedir mais dinheiro", diz ela

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

Reestruturar a dívida através duma extensão das maturidades e uma redução dos montantes e juros não pode ser, nunca em tempo algum, porque isso era reconhecer o fracasso, e o desastre para a economia e para o país, que foi este programa de ajustamento, ainda para mais alavancado pelo "ir além da troika". A opção é empurrar o problema lá mais para a frente, a mui famosa "herança que deixamos às gerações vindouras", martelada ad nauseam pelo Governo. Não é uma reestruturação da dívida, isso não, que isto é tudo gente séria e as dívidas são para serem pagas na íntegra, doa a quem doer e "aguenta! aguenta!". É "só" passar o problema para o Governo que se seguir e que vai ter de se haver com um aumento dos juros e o agravamento das necessidades de financiamento. Quem vier que se desenmerde que estes meninos têm de ficar bem na fotografia.

 

"Não estamos a pedir mais dinheiro", diz ela. Pois não, os mercados é que nos vão pedir mais dinheiro quando derem pela chico-espertice e os as taxas de juro recomeçarem a galgar barreiras.

 

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||| Ver mais longe

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

Nas notícias substituir União Europeia por Lebensraum e à frente de Ucrânia abrir parêntesis, Galícia, fechar parêntesis. A "mãe" Rússia está onde sempre esteve, a Europa tem dias, e tanto pode estar hoje dentro do Limes como amanhã já não estar. E a Alemanha também tem o "colo" da Rússia sempre garantido. Ferreira Fernandes tem razão, Viktor Ianukovich está a ver mais longe.

 

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||| A cadeia alimentar

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

Este foi aquele fim-de-semana em que, graças ao humanismo e à solidariedade dos portugueses, o n.º 2 e o n.º 3 no top 25 da lei da selva ficaram um pouco mais gordos para o ataque ao n.º 1.

 

«Banco Alimentar recolhe mais de 2000 toneladas de produtos»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Nós por cá todos bem

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

Que é como quem diz, temos de ser punidos por ousar comprar habitação própria a contar com o salário do emprego que tínhamos antes de termos empobrecer para voltarmos a ser ricos outra vez;

 

temos de ser punidos porque o banco perseguia para emprestar a quem ganhava 700 por mês para ficar com uma prestação de 500;

 

temos de ser punidos por ser mais barato comprar casa do que alugar a casa que não havia para alugar;

 

temos de ser punidos porque ter habitação é um óbice à mobilidade social que é ir trabalhar daqui para 100 kms mais ali nos empregos que ali não há para os que ali moram quanto mais para os que daqui vão, num regresso à pré-história do nomadismo;

 

temos de ser punidos porque o ambicionar ser proprietário é um impedimento para que floresça um mercado de arrendamento dominado por meia dúzia com capital para investir agora na miséria dos outros e viver toda a vida, e a vida da sua descendência, de papo para o ar a expensas das rendas;

 

temos de ser punidos porque as pessoas antes de serem pessoas são números e são descartáveis e são danos colaterais na guerra dos mercados e um sistema bancário saudável e enxuto é essencial para o regular funcionamento da economia.

 

«Islândia corta até 24.000 euros nas hipotecas de cada família com empréstimos à habitação»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Fim-de-semana

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Overcome ~ Tricky

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

 

 

||| O camarada Basílio

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

Descontando aquela parte em que António José Seguro aparece depois a dizer "eu convidei-os, eles é que não quiseram…" e que vai servir para justificar uma coligação com o CDS que, por todas as razões e mais estas, deve ser reduzido a mínimos históricos nas próximas eleições legislativas, de modo a acabar de vez com todas as veleidades "coligacionistas" do PS com a extrema-direita, com adeptos fervorosos dentro de portas e traduzidos na mui famosa entrevista do mui à esquerda Francisco Assis à Rádio Renascença em Fevereiro, se PS + CDU, muito pela irredutibilidade e ortodoxia dos comunistas [alô Rui Tavares], já é uma equação improvável, uma coligação CDU + CDS, ainda que com o PS pelo meio… A sério "camarada" Basílio?! Não, não é a sério porque voltamos ao início, aquela parte em que António José Seguro aparece depois a dizer "eu convidei-os, eles é que não quiseram…", e que vai servir para justificar uma coligação com o CDS.

 

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||| Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

«Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Tinha alcançado da corte castelhana de Madrid plenos poderes para aplicar em Portugal pesados impostos, os quais deram origem à revolta das Alterações de Évora (Manuelinho) e a motins em outras terras do Alentejo. Foi a primeira vítima do golpe de estado do 1º de Dezembro de 1640. Depois de morto, foi arremessado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço, pelos conjurados.»

 

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