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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Lembro-me sempre das histórias contadas pelo meu pai à mesa da refeição

por josé simões, em 07.09.10

 

 

 

 

 

Fazer todos os dias 20 quilómetros ( 10 para cada lado) com a lancheira numa mão – pão, linguiça e azeitonas – e a ardósia na outra, descalço debaixo de chuva ou debaixo de sol, para ir à escola num barraco manhoso na parte de trás da igreja lá na aldeia. O meu avô era um analfabeto, médio rendeiro no Alentejo, e o meu pai andar na escola implicava o esforço de menos um braço de trabalho no campo.

 

Parece que agora os meninos, filhos da geração da fartura que nunca houve, do facilitismo e do venha a nós, vão ter de fazer até 30 e tal quilómetros de autocarro para ir para uma escola toda xpto, com refeitório e ginásio e computadores e tudo. É uma maldade inaceitável as coisas que agora se fazem às crianças.

 

(Imagem de Boris Mikhailov)

 

 

 

|| The Real USSR

por josé simões, em 07.09.10

 

 

 

Uma mina

 

 

 

 

|| Accidentalia negotii

por josé simões, em 07.09.10

 

 

 

Excluída que parece estar a piedade cristã do “dar a outra face”, resta como prémio de consolação a aprendizagem, a posteriori e por actio in personam, da velha máxima “não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”. Menos sorte tiveram as suas vítimas, pela ausência de prerrogativa em pedir transferência para longe do agressor.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

|| É que se for eu também quero um

por josé simões, em 06.09.10

 

 

 

Desculpem que mal pergunte mas, o Estado é alguma agência de emprego?!

 

(Na imagem Clint Eastwood, autor (e filme) desconhecido)

 

 

 

 

|| Atalaia Red Summer Festival

por josé simões, em 05.09.10

 

 

 

 

 

Ver na televisão o secretário-geral vestir a mesma camisa branca que o secretário-geral vestia para ler o mesmo discurso que o secretário-geral lia é qualquer coisa de surreal.

 

Em Santa Maria da Feira também fazem um festival medieval.

 

 

 

|| Nem melhor nem pior, antes pelo contrário

por josé simões, em 05.09.10

 

 

 

O problema é ser tudo muito pequeno - e nem estou a referir a dimensão fisica - uma proximidade (ia escrever promiscuidade mas arrependi-me) muito grande entre poder político, poder judicial e jornalistas (basta ver o tratamento de excepção que os agora condenados, e nomeadamente Carlos Cruz, tiveram nos media enquanto durou o processo,comparativamente com as vítimas), que não permite olhar e ao mesmo tempo manter uma distância de segurança e a necessária independência.

 

Ao contrário do que se diz por aí, e bastava estar minimamente atento às conversas cruzadas na rua, nos cafés ou nos transportes públicos, a surpresa foi o ter havido culpados e condenados. O resto, e voltando ao início, é conversa do sítio onde tudo é muito pequeno.

 

(Na imagem Alfred Hitchcock por Sandro Becchetti)

 

 

 

 

|| Fim-de-semana

por josé simões, em 05.09.10

 

 

 

 

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Fire With Fire - Scissor Sisters

 

(12” vinyl)

 

 

 

|| Bem Parece – Albufeira by night (Allgarve 2010, relatório e contas)

por josé simões, em 04.09.10

 

 

 

 

 

Começa tudo logo na descida da Avenida do MFA pelas bifas acabadinhas de chegar em contentores via Easyjet ou Ryanair - as branquinhas peixe-rei virgens, as vermelhas gamba já com quilómetros - em produções fashion-estronça do tempo jurássico em que se ia a Londres via Porfirios para andar na moda, e a caminho da rua dos encontrões que é como quem diz onde estão os bares house pimba ou comercial “só grandes músicas”, com mini-saias pelo umbigo e sem roupa interior ou com as banhas a sair pelo cós das calças e as mamas apertadas pelo soutien dois números abaixo do número,  à procura do verdadeiro macho latino, clone do Cristiano Ronaldo com três botões da camisa desabotoados a mostrar a ausência capilar e com uma amêijoa em cada orelha. O Zezé Camarinha está velho e está lá na Rocha, o middle age Allgarve do tempo em que o Algarve se escrevia só com um éle, e onde não se passa nada. As outras bifas, as que sobram, não são bifas, são indígenas clones perfeitos das bifas que pensam que se forem como as originais pescam alguma coisa, nem que seja ao chichorro. Acabam a pescar as sobras do primeiro arrasto da noite, os clones menos clones do CR7, ou aqueles que nem thank you sabem dizer malgré o Novas Oportunidades. Tudo está bem quando acaba bem.

 

Fuck me, I’m famous. David Guetta até tocava naquela coisa sem nome que dá pelo nome de Kadoc. Falando num algarvio irrepreensível: Maldita aora; nunca havera de sair de Legues!

 

(Bem Parece é o nome de uma panificadora em Albufeira com sitio logo ao cimo da Av. do MFA e que me pareceu ficar bem como título do post)

 

(Em stereo)

 

 

 

 

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