"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Especulando, e caso a resposta fosse “Sim”, teria Judite de Sousa engatilhada a pergunta “em caso de maioria simples, pondera uma aliança parlamentar com Paulo Portas?”. Nunca saberemos.
Em 1983, quando fiz o meu primeiro Interrail, à parte o ter perdido os primeiros comboios até me habituar à ideia que havia sítios onde os comboios chegavam e partiam a horas, o que me chamou a atenção foi o não haver passagens de nível em países como França e Itália. E ninguém atravessava a linha, porque até nos apeadeiros mais manhosos havia uma passagem subterrânea para passageiros.
Entretanto passaram 26 anos, entrámos na Europa, mas a Europa não entrou em Portugal, e os milhões para o TGV andam por aí. Não é que seja contra o TGV, antes pelo contrário, é a nossa mania de “queimar etapas”.
(Imagem The Southend Pier Train fanada no The Times)
Um ficheiro classificado como Top Secret revela que em 1920 o regime dos sovietes doou a Francis Meynell, director do Daily Herald, qualquer coisa como £ 40.000 em diamantes como forma de financiar e ajudar à sobrevivência da publicação.
Acredita que nós acreditamos. Porque a praxis tem um “buraco”. Era também o tempo em que as pessoas levavam a mínima suspeita à sua honorabilidade até às últimas consequências e, em caso de culpa, “pintavam a cara de Preto” – com a interpretação que lhe quiserem dar.