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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| “Democraticamente”

por josé simões, em 28.05.09

 

Ou seja, “ter a coragem de, democraticamente, defender a nossa democracia”, passa por anti-democraticamente, impor aos outros a obrigação de fazer uma coisa que, democraticamente e em liberdade, não o querem fazer.

 

Dizem que este senhor é militante do partido fundado por Mário Soares e que também tem assento no Conselho de Estado.

 

(Mas por que raios é que estão sempre a falar do Chávez, do Putin, do Khadafi e do Fidel?)

 

Leitura aconselhada.

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 28.05.09

 

Com um buraco financeiro – um buraco é favor; uma cratera – de 1800 milhões de euros e após uma injecção de 1400 milhões de euros, a «Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, pretende receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros», o que, contas por alto, dá qualquer coisa como 2203,8 milhões de euros a pagar pelo erário público, vulgo contribuinte.

 

Como diz o povo: e o rabinho lavado com água das malvas, também não?

 

 

|| Diário da Campanha; dia III

por josé simões, em 27.05.09

 

Dia Loureiro foi demitido do Conselho de Estado por Oliveira e Costa.

 

Entre um imposto europeu, um imposto mundial e um imposto sobre transacções na Bolsa, os comícios acabaram mais cedo porque o futebol ainda manda muito e não há militância que resista a uma final da Liga dos Campeões.

 

E lá diz o povo, enquanto o pau vai e vem folgam as costas, que neste caso é como quem diz enquanto se fala num, não se fala no outro.

 

(Imagem de Lee Lockwood para Time & Life Pictures via Getty Images)

 

 

|| Abaixo a Reacção

por josé simões, em 27.05.09

 

Este é um daqueles casos que, a acontecer antes do dia 9 de Novembro de 1989, ia fazer correr rios de tinta nos jornais e quilómetros de película nos telejornais, contra o comunismo e a falta de liberdade e a ausência de democracia. E vinham logo estes camaradas, no extinto O Diário (a verdade a que temos direito) e no Avante!, com editoriais inflamados contra a direita e a reacção e os reaccionários, e contra a ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano.

 

Assim resta-nos (reaccionários e revolucionários) praguejar contra a cegueira e a injustiça da Justiça portuguesa, e desconfiar das razões do não envio do pedido de visto, e da mãozinha de Putin por detrás de um programa, habitualmente em directo e que de repente passa a diferido.

 

(Imagem de Sergei Supinsky / AFP)

 

 

Post.Scriptum: Não me lembro de alguma vez ter escrito uma coisa com tantos "e".

 

 

|| Mais um imposto; meu Deus!

por josé simões, em 27.05.09

 

Ao contrário de muitos que por aí andam com sorriso de orelha-a-orelha, o senhor “doutor de Coimbra; meu Deus!” tem o mérito de não enganar ninguém: vai propor a criação de um imposto, «mais pormenores só quando for eleito», e dito isto ninguém vai ao engano no dia das eleições.

 

Escusava era de nos tomar a todos por tolos. Em matéria de impostos, os dinheiros não nascem do nada, e quer nas transacções financeiras quer em fatias suplementares dos orçamentos nacionais, a tributação vai sempre recair sobre o suspeito do costume: o contribuinte.

 

José Sócrates a esta hora já deve ter suspirado por uma “borracha do tempo” que lhe permitisse apagar aquele malfadado congresso de Espinho. Meu Deus!

 

(Imagem fanada no Le Monde)

 

|| O Fim

por josé simões, em 26.05.09

 

Não sei até que ponto  é para levar a sério alguém que aquando da primeira ida à Assembleia da República não deu pio, e na segunda leva cinquenta e não sei quantas folhas formato A4, para ler em mais de 4 horas. E já lá vão mais de 7 - sete - horas de audição com coisas de mentirosos, trafulhas e vigaristas. Os outros.

 

O espectáculo do estertor do cavaquismo é muito triste de se ver.

 

(Na imagem The Last Days of Pompeii,1935, Directed by Ernest B. Shoedshack)

 

 

|| Diário da Campanha; dia II

por josé simões, em 26.05.09

 

Para que conste, além de ser o dono das tintas, também é o dono das paredes.

 

O problema é que nós não queremos os jovens a trabalhar aos 16 anos, assim como a serem pais aos 16 anos, ou a consumir álcool aos 16 anos ou a conduzir aos 16 anos. Se o argumento “pode trabalhar” serve para desbloquear o “pode votar”, então serve para tudo. É o caminho mais fácil. Já que que não se consegue impedir que trabalhem dá-se-lhes o direito de voto. Numa coisa tem razão: há adultos que não sabem.

 

|| A bater sola

por josé simões, em 26.05.09

 

«Porque é que as pessoas devem votar na CDU e não no BE, que fazem parte da mesma família europeia?»

 

Uma vez que isto está tudo ligado, aguardemos para ver quem primeiro – se Paulo Pinto Mascarenhas se Helena Sá Lopes – faz a pergunta a Nuno Melo (porque a Rangel não a fizeram, vá-se lá saber porquê):

 

Porque é que as pessoas devem votar no CDS e não no PSD, que fazem parte da mesma família europeia?

 

(Imagem de Angelo Franceschi)

 

|| Propaganda Prioritária

por josé simões, em 26.05.09

 

Gostei muito de encontrar hoje num Público comprado em Setúbal, um folheto de propaganda às obras de reabilitação urbana a desenvolver pela Câmara de Lisboa. Sim, leram bem, de Lisboa. De seu nome Programa de Investimento Prioritário em acções de Reabilitação Urbana, em formato A2, verde alfacinha alface, com respectivas fotos ilustrativas dos prédios e edifícios degradados, organizados por zonas de intervenção, com moradas e tudo. Em Lisboa.

 

Ah, segundo consta a Câmara de Lisboa está endividada até ao tutano, falida, não tem dinheiro para mandar cantar um cego.

 

(Pelo menos no Público e nos eleitores de Setúbal já estão a investir...)

 

 

 

 

|| Diário da Campanha; dia I

por josé simões, em 25.05.09

 

Paulo Rangel reuniu-se com os Trabalhadores Social-Democratas num… hotel de 5 – cinco – estrelas. É o “partido mais português de Portugal”; dizem eles. Toda a gente é bem e vive bem, azar o meu que só conheço quem vá comer sardinhas assadas à Tasca do Toninho um sábado por mês, e upa upa. Se fosse por imitação, dia 7 lá estávamos a fazer a cruz para sermos como “eles”.

 

Paulo Portas que insiste em tomar conta do puto Nuno não vá ele ter a veleidade de ganhar asas, esqueceu o Trabalho Liberta de há uns tempos atrás e o demagógico recente do produzir produzir, trabalhar trabalhar, e teve direito a plenário no interior da fábrica, com paragem da produção e warm-up ensaiado pelo patrão. O CDS partido de operários; para que conste nos telejornais. Falta saber se esta é daquelas empresas em que o sindicato tem ordem de reunir com os trabalhadores do lado de fora da rede.

 

(Na imagem Eva Peron via Bettmann / Corbis)

 

 

|| Princípios “porcalhões”

por josé simões, em 25.05.09

 

Nada melhor para começar uma semana de trabalho que a leitura de uma crónica de João César das Neves na segunda-feira logo pela manhã. É assim como um prolongamento das noites de domingo com a Britcom na RTP 2.

 

Dizem que o senhor é professor universitário, e pagam-lhe para escrever isto (!):

 

«(…) tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, autodenominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava "porcalhões". As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança (…).»

 

«A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.»

 

«(…) o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas (…)»

 

Adenda: Se o professor João César das Neves me permitir uma correcção, há 50 anos o PS não podia defender as «tão respeitadas» «ideias económicas do Bloco de Esquerda» por uma razão muito simples: há 50 anos o PS não existia como partido.

 

|| O maluco do Cemitério

por josé simões, em 25.05.09

 

Quando era criança, havia à porta do cemitério de Nossa Senhora da Piedade em Setúbal um maluco que, esperava a chegada dos funerais, para, juntamente com o cortejo fúnebre, entrar a chorar que nem uma Madalena atrás do caixão, como se fosse familiar ou amigo do defunto. E repetia a operação quantos funerais houvessem durante o dia; durante os dias do ano.

 

No dia 22 lá estive em Montemor-o-Velho. Apesar de não ter recebido nenhuma notificação do Tribunal, por carta registada com aviso de recepção, por carta normal, por e-mail, ou sequer por sms. À hora aprazada fui chamado em voz alta pelo meirinho e encaminhado para a sala das testemunhas de defesa. Em voz alta tornei a ser chamado a depor perante a juíza, a delegada do Ministério Público, advogados e restante sala pouco composta. Depois de dizer quem era, jurei dizer a verdade e só a verdade, sem Bíblia que isto não é a América. E disse. Fui dispensado, e que se voltassem a precisar de mim avisavam. Não sei como, já que daquela vez não tinham avisado.

Não me foi pedido qualquer tipo de identificação, nem sequer o cartão de sócio do Vitória de Setúbal. Isto num país em que é preciso fazer prova de vida para tudo e mais alguma coisa.

 

À imagem do “maluco do Cemitério” não se arranja por aí um “maluco do Tribunal”, ali à porta, disponível para fazer as vezes das testemunhas que por não terem sido convocadas não aparecem, mas ainda assim são chamadas em voz alta pelo meirinho?

 

No meu caso era “muitos em um”: evitava a multa por faltar à audiência, evitava faltar ao trabalho, evitava ter de sair de casa ás 6 da manhã, evitava papar 550 quilómetros ida e volta, evitava gastar 50€ em combustível, e evitava pagar 30€ de portagens…

 

(Imagem fanada na Time Magazine)

 

Adenda: Safou-se ter conhecido o Paulo Abrantes, a Maria Sá Carneiro e respectiva Comadre.

 

|| Fim-de-semana

por josé simões, em 24.05.09

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Shine A LightAdam Franklin : Handsome Furs

 

(Vinyl 7”)

 

|| A naturalidade das coisas

por josé simões, em 24.05.09

 

Disse ao meu patrão que estava doente e meti baixa para poder ir de férias com ela

 

E o resto que se dane. E depois quando querem mudar as leis do trabalho vem toda a gente muito indignada reclamar e protestar contra o patronato e a exploração capitalista e o coiso e tal. Pois.

 

Fora isso, fiquei muito contente por saber que o dinheiro dos meus impostos serviu para pagar uma falsa baixa médica, que deu em casamento de Santo António. Deus é grande; Aleluia!

 

|| Abrupto!

por josé simões, em 24.05.09

 

Proletários de todos os países UNI-VOS!

O Abrupto vai mudar de nome. Vai passar a ser Abrupto!

 

(Às 23 horas eram 107 – cento e sete – 107 as fotos, Às 24 horas ia em 158 – cento e cinquenta e oito – 158. E dura, dura, dura, dura…)

 

(Imagem fanada no New York Times)