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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A Sagrada Família

por josé simões, em 27.11.08

 

 

Tendo em conta a contribuição do BPP para o financiamento da economia nacional (estimado em 0,2 por cento do crédito distribuído), o Banco de Portugal iria dar um parecer negativo ao pedido de garantias estatais para um financiamento de 750 milhões de euros limitando o valor do aval a 45 milhões; dizia Vítor Constâncio há menos de uma semana.

 

Afinal o governador do BdP descobriu a pólvora. Já que, pelos vistos legalmente (a moralidade não é para aqui chamada), não pode socorrer as fortunas de Balsemão, Savioti e Cia, empresta aos outros e por sua vez os outros emprestam ao BPP e para a coisa ter um ar decente corre-se com o João Rendeiro. Esse empecilho.

 

Em época natalícia é reconfortante ter uma visão da Sagrada Família.

 

 

 

The Paint For The Planet competition

por josé simões, em 27.11.08

 

 

Tewanat Saypan, 12 anos - Tailândia

 

The Paint for the Planet features a selection of stand-out entries from the United Nations Environment Programme (UNEP) International Children’s Painting Competition.

 

 

More Change

por josé simões, em 26.11.08

 

 

Isto daqui para a frente vai ser extremamente interessante.

A legião que na blogocoisa lusa fez mais campanha por Obama que os próprios supporters do candidato nos States fizeram, vai dividir-se. Uns quantos vão calar-se para sempre – leia-se até lá para 2012. Outros tantos vão fazer uma gimnástica contorcionista tal para explicar a argúcia e a inteligência e a visão política do futuro presidente que, até vai parecer que o Homem de Borracha tem ossos. Entretanto nos blogues dos agitadores tugas pró McCain vão gradualmente começar a aparecer banners “O”. Isto é tão giro!

 

 

 

Fogos e contra-fogos

por josé simões, em 26.11.08

 

 

O que é que José Manuel Fernandes quer insinuar hoje no editorial que assina no Público?

 

«Um crescendo de contestação social» a começar pelos professores e a alastrar aos alunos com o arremesso de ovos aos ministros que os impede de «vejam lá, continuar a entregar computadores Magalhães…».

Depois surge o caso BPN e como Dias Loureiro se pôs a jeito, a oportunidade foi «aproveitada para virar os canhões para outra direcção. A ideal: O Presidente da República». A isto, segundo JMF, dá-se o nome de «clima de uma guerra de “terra queimada” onde nenhuma referência se salva: nem Governo, nem oposição, nem Presidente. Em democracia não se deve brincar com o fogo – mas numa democracia em tempos de crise, optar pela táctica da “terra queimada” pode ser suicidário.»

 

Infelizmente não ocorreu a JMF que o bombeiro Cavaco Silva podia ter usado a arma do contra-fogo e acabado de vez com o incêndio…

 

E ainda: «o descontentamento, nalguns casos mesmo a fúria, de muitos portugueses face a políticas do actual Governo não era enquadrável por nenhum partido da oposição com respeitabilidade para ser alternativa».

Quem é que decide da respeitabilidade ou falta dela para ser alternativa válida ao Governo? Pela parte que me toca, quando para o ano for chamado a votar dispenso o JMF.

 

(Na foto, Beltane Fire Society via Daily Telegraph)

 

Post-Scriptum: na tourada à portuguesa há a figura do "Inteligente".

 

 

 

A Voz do Povo

por josé simões, em 26.11.08

 

 

Quanto é que ganha um Conselheiro de Estado?

(Pedaço de uma conversa entre duas senhoras, ouvida há bocado ao balcão do café)

 

 

 

Natal 2008

por josé simões, em 26.11.08

 

Uma prenda bonita para colocar no sapatinho.

 

 

 

 

 

À atenção do das Neves, da Zézinha Pinto e restante agremiação

por josé simões, em 26.11.08

 

Nem tudo está perdido neste antro de fornicadores – e já nem estou a falar das fufas e da paneleiragem que por aí vai –, de abortistas, e de consumidores de drogarias várias.

 

«Solicitou as freiras que compareceram para poder beijar uma "imagem do Menino Jesus." (…) faleceu com os sacramentos, regressou à fé da sua infância».

 

Em italiano é muito mais bonito:

 

«La misericordia di Dio santamente ci perseguita. Il Signore non si rassegna a perderci», ha commentato ancora l'esponente vaticano.» (Amén; digo eu).

 

No mínimo a beato com o Gramsci. Já!

 

 

 

The Paint For The Planet competition

por josé simões, em 26.11.08

 

 

Netpakaikarn Netwong, 14 anos - Tailândia

 

The Paint for the Planet features a selection of stand-out entries from the United Nations Environment Programme (UNEP) International Children’s Painting Competition.

 

 

As costas largas – memória do 25 de Novembro

por josé simões, em 25.11.08

 

 

Andava eu no 12.º ano e tinha um prof. , daqueles meio marados e que descaradamente nos roubava “o estatuto”, porque – aparentemente - quem nunca estava na sala de aula era ele. O gajo até tinha fugido da guerra colonial, mas ao contrário dos outros não foi para Paris carpir as mágoas, antes baldou-se para Londres porque lá é que havia música boa e gajas; dizia ele. Adiante.

 

Falava-se bué (também foi por estas alturas que o termo apareceu trazido pelos retornados de Angola) de política nas aulas daquele sôtor (não digo o nome). E, por tudo e por nada, o gajo dizia: “O 25 de Novembro tem as costas largas!”. Nem eu, e calculo que nem ninguém naquela turma, alguma vez percebeu o que o sôtor “marado” queria dizer com aquilo.

 

Continuo a não perceber, mas lembro-me sempre dele no dia 25 do Mês do S. Martinho.

 

(Foto roubada no La Repubblica)

 

 

 

Aprender, aprender, aprender sempre

por josé simões, em 25.11.08

 

 

Graças a um comentário na caixa de comentários deste post, com dois links que remetem para dois textos, descobri que o revisionismo não é exclusivo daqueles que negam o Holocausto.

 

 

 

Como diz a outra: "Eu Hoje Acordei Assim"

por josé simões, em 25.11.08

 

 

The Paint For The Planet competition

por josé simões, em 25.11.08

 

 

Gabrielle Medovoy, 12 anos – Estados Unidos da América

 

The Paint for the Planet features a selection of stand-out entries from the United Nations Environment Programme (UNEP) International Children’s Painting Competition.

 

 

 

Crime de lesa-pátria

por josé simões, em 24.11.08

 

Fulano de tal é dono de uma empresa; por exemplo. Ou tem participação numa dessas famosas sociedades de advogados; também por exemplo. As mais-valias obtidas através da actividade da empresa ou da actividade profissional são entregues à guarda do BPP para que o banco as aplique em bolsa, em produtos financeiros de alto risco, or ever, e as rentabilize e faça crescer como fermento na massa. Até aqui tudo absolutamente normal e legal. Não é alguém que trabalha por conta de outrem que consegue depositar no BPP. Ou então, sejamos honestos, anda no gamanço ou a comercializar substâncias proibidas.

E o governador do Banco de Portugal vem dizer esta coisa fantástica: «vai dar parecer negativo ao pedido de garantias estatais para um financiamento de 750 milhões de euros, (…) limitando o valor do aval a 45 milhões de euros» não porque seja imoral salvar um banco deste ramo de actividade especifico com o dinheiro do contribuinte, mas «porque o montante solicitado pelo BPP era excessivo tendo em conta a contribuição do BPP para o financiamento da economia nacional (estimado em 0,2 por cento do crédito distribuído)».

 

Do contribuinte, um euro só que fosse, aplicado para salvar o BPP já era crime de lesa-pátria. Haja vergonha!

 

 

 

O Povo do Presidente

por josé simões, em 24.11.08

 

 

No imaginário popular o Presidente da República é aquele ser impoluto, incorrupto e incorruptível. Não só por efectivamente o ser, mas, e acima de tudo, por não pactuar com os que não o são. Está assim numa espécie de Olimpo. A derradeira bóia de salvação a que a plebe se agarra.

 

Numa época de descrença e de desânimo generalizado, era bom que Cavaco Silva não assassinasse o imaginário popular do povo a que preside.

 

(Foto daqui)

 

 

 

Não explica tudo, mas ajuda a perceber

por josé simões, em 24.11.08

 

 

Se esta coisa estiver correcta, «Os Conselheiros de Estado gozam de imunidade como sinal de máxima honra do cargo que ocupam. Assim um Conselheiro de Estado apenas pode ser presente a juízo com autorização prévia do Conselho que levante a sua imunidade. Ao contrário da imunidade dos Deputados da Assembleia da República que é obrigatoriamente levantada quando o crime em causa é punível com pena superior a 3 anos de prisão, a decisão do Conselho de Estado quanto ao levantamento da imunidade de um dos seus membros é livre; em caso de recusa o membro suspeito apenas responde em Tribunal quando deixar de ser Conselheiro de Estado.»

 

Desde o Presidente aos "outros", toda a minha gente se descarta. Fico é com a estranha sensação - será problema meu? - de ser apenas meio-descarte. Descartam-se do acessório.