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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Galeria dos Óscares (XLXXXXIX)

por josé simões, em 29.10.08

 

2006

 

The Departed

 

 

Rewind (com alguns ajustes)

por josé simões, em 28.10.08

 

Mais um post começado por “ia ali na A2 a conduzir” e com o rádio sintonizado numa emissora a que agora não me apetece fazer publicidade, e o rapazito que está a mexer nos microfones faz uma sequência perfeita Talking Heads/ Richard Hell & The Voidoids/ Kaiser Chiefs/ Ramones/ CSS. E eu a pensar assim, foda-se que nunca mais me passa a ressaca do baile de finalistas!

 

O que não abona nada em favor dos putos d’agora.

 

 

Um pequeno-almoço na Gebalis

por josé simões, em 28.10.08

 

 

Quatrocentos e cinquenta euros é para aí o valor de um pequeno-almoço na Gebalis, com gorjeta incluída. Quem pomposamente escreve “empresário” antes do nome, e se pavoneia em escandalosa exibição de sinais exteriores de riqueza, desde as roupas às viaturas, e (alegadamente) não tem arcaboiço para pagar uns míseros 450 euros a um empregado, que feche a tabanca e que vá trabalhar por conta doutrem. A ganhar 450 euros mensais.

 

(Foto de Lucia Baldini)

 

 

 

 

Acontece “O Veto”

por josé simões, em 28.10.08

 

Acontece o PS dizer que vai "apreciar devidamente as razões do veto do Presidente da República" (é caso para perguntar o que é que andaram a fazer até agora?). Acontece que o Presidente invoca a Constituição e «uma questão de princípio e de salvaguarda dos fundamentos da República». Acontece a argumentação de Cavaco Silva desta vez não ser ideológica.

 

E se o PS insiste confiante na “chatice” que foi o povo ter interrompido a praia no suspense duma comunicação ao país que rapidamente todos os fazedores de opinião trataram de transformar num bluff; e se o PS insiste e reincide pela necessidade de alimentar um embrião de Alberto João nos Açores; e se o Presidente usar a “bomba atómica”?

 

 

 

Galeria dos Óscares (XLXXXXVIII)

por josé simões, em 28.10.08

 

2005

 

Crash

 

 

Premonições?

por josé simões, em 27.10.08

 

 

Não sei o que é que Pacheco Pereira quer dizer com isto do «Quarteto Alban Berg a tocar a Morte e a Donzela de Schubert», mas não deve ser nada de bom…

 

 

 

 

Big Brother?!

por josé simões, em 27.10.08

 

 

Desculpem lá a minha inocência; desculpem lá que pergunte: mas o que é que o Big Brother tem a ver com o caso?

 

Independentemente do excelente trabalho feito n’ O Jumento, que aliás faz parte das leituras diárias indispensáveis aqui da casa, para todos os efeitos estamos a falar de fugas de informação. O que é que estavam à espera que os homens fizessem; que ficassem de braços cruzados, impávidos e serenos a assitir? Os funcionários não estão sujeitos ao dever de sigilo? Ou o jogo só tem um player; o que tem acesso à informação confidencial e a faz publicar?

São ossos do ofício...

 

 

Como diz a outra: “Eu Hoje Acordei Assim”

por josé simões, em 27.10.08

Mailer secreto

por josé simões, em 27.10.08

 

«los republicanos son una monstruosidad psicótica. Por un lado, son Dios, bandera y familia -aunque pocos de ellos reconocerían a Jesus Cristo si estuviera haciendo pis en el retrete de al lado»

 

Norman Mailer, cartas inéditas sobre política.

 

 

 

Galeria dos Óscares (XLXXXXVII)

por josé simões, em 27.10.08

 

2004

 

Million Dollar Baby

 

 

Fim-de-semana

por josé simões, em 26.10.08

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

SuperstitionStevie Wonder

 

(Vinyl 7”)

 

 

 

Uma Casa Portuguesa (Gebalis)

por josé simões, em 26.10.08

 

Três bandidos foram legal e institucionalmente empossados como administradores de uma empresa pública que era suposto administrar os bairros sociais de Lisboa. Até aqui nada de novo.

 

Durante um ano roubaram contra a apresentação de factura, 64 – sessenta e quatro – 64 mil euros em almoços, viagens, livros, canetas de marca e outras minudências. Até aqui nada de novo também. Um bocado à imagem do que é feito no sector privado, com os gestores e administradores que chegam a ganhar até 30 vezes mais num mês que os operários ou funcionários num ano.

 

Só não percebo é porque é que insistem em chamá-los de “Gestores”.

 

(Na foto de Américo Ribeiro, uma caldeirada na taberna do João Bicho no Bairro Santos Nicolau na década de 1940)

 

Post-Scriptum: ver correcção de leitor na caixa de comentários

 

 

 

Dá-me música

por josé simões, em 26.10.08

 

Escreve José Manuel Fernandes em Editorial hoje no Público:

 

«não existem estudos sérios que mostrem que o investimento em auto-estradas para o interior é um real factor de desenvolvimento e que o TGV traga reais vantagens a médio ou longo prazo». E logo a seguir, não no fim do Editorial, mas no mesmo paragrafo, logo logo a seguir só com um ponto final de separação: «Ora, se o investimento público não potencia o desenvolvimento, é dinheiro deitado à rua».

 

Afinal no que é que ficamos? Se não «existem estudos sérios» como se pode concluir que «o investimento público não potencia o desenvolvimento»?

 

E depois no outro paragrafo escreve qualquer coisa sobre “demagogia”.

Para bom entendedor meio Editorial basta.

 

(Foto de Jaime Bahia)

 

 

 

Uma Casa portuguesa (Do Estado social no Estado Novo)

por josé simões, em 25.10.08

 

Não explica tudo mas ajuda a perceber.

 

Estive esta manhã na esplanada do café à conversa com um senhor de quase 80 anos, que me disse ter votado em Salazar n’Os Grandes Portugueses porque quando era novo e precisou de uma habitação para «constituir família», juntou-se com «mais uns quantos» que trabalhavam «lá na fábrica», pediu um empréstimo à Caixa de Previdência, comprou o terreno, construíram o prédio, e ficaram a pagar 450 escudos (2 euros e vinte e picos cêntimos) por mês durante 25 anos. «Nem mais um tostão; só pagámos o que pedimos». «Não é como estes filhos da puta de agora que dizem que são democratas, e o meu filho, veja lá o senhor, pediu um empréstimo ao banco para pagar em 25 anos e vai pagar 15 casas até a casa ser dele!».

 

E vou para casa a pensar no mercado de arrendamento tão caro à Direita e nos empréstimos bancários e na Euribor e no Fundo Imobiliário e que segunda-feira vou trabalhar outra vez e que é só uma questão de tempo até parecer por aí um Haider qualquer.

 

(Na foto de Américo Ribeiro, uma das habitações do Bairro dos Olhos de Água em Setúbal em 1954)

 

 

 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 25.10.08

 

Rapariga Checa Cantando; 1990

 

Jan Saudek