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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Chico-espertice (II)

por josé simões, em 02.10.08

 

Este blogue anda a ficar mal frequentado.

A semana passada foi a ASAE, ontem o SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Procuravam “Diário Económico Encriptado”. Não sei o que é que se passa com o Diário Económico; se anda a passar informação confidencial encriptada para o exterior, segredos de Estado, espionagem económica ou o diabo. Não sei nem quero saber. Mas, o que é que estes senhores pensam que este sito é? Um filme do James Bond, um livro do John Le Carré? Agora por falar em Le Carré, o personagem Harry Pendel n’ O Alfaiate do Panamá de John Boorman encaixa na perfeição nestes excelentíssimos. Ai não que não encaixa.

 

(Na imagem o PrintScreen de um Magnify User do Statcounter que dá conta da origem e objectivo da visita)

 

 

 

Tão longe e tão perto

por josé simões, em 02.10.08

 

“Quando a ditadura expirou, num suspiro imperceptível, caindo suavemente como uma flor de paina que desce, na ausência de ventos, em seu voo quase sem gravidade, talvez um ingénuo tenha pensado: agora os rostos vão voltar. Mas nada aconteceu, porque, na realidade, nada mudara naquele lugar. Tudo se manteve intacto, o poder nas mesmas mãos, os mesmos sobrenomes, os mesmos métodos sem transparência, a idêntica geratriz económica, a mesma rede de influências, o mesmo tráfico.”

 

Desenganem-se! Não é Portugal. Podia ser mas não é. Foi escrito no Brasil e pode ser lido na contracapa de Carassotaque, a nova obra de Alfredo Aquino, com selo da Editora Iluminuras e com lançamento agendado para o próximo dia 16 de Outubro em S. Paulo – Brasil.

 

Mais sobre Carassotaque aqui.

 

 

 

Protect the Human (IX)

por josé simões, em 02.10.08

 

John Hurt:

 

"It always comes back to the complexity of the individual and understanding the nature of our own being. The more we understand, the more chance we have of decreasing the horrors of this world"

 

Photograph: Jake Gavin

 

Amnistia Internacional, campanha Protect the Human

 

 

 

Galeria dos Óscares (XLXX)

por josé simões, em 02.10.08

 

1987

 

The Last Emperor

 

 

Revisionismo

por josé simões, em 01.10.08

 

Reabilitados, ainda que demasiado tarde para a devida referência nas Teses ao Congresso. Aguardemos pelo próximo Avante! É que os descendentes políticos de Vladimir Ilitch Ulianov no ex-país dos Sovietes continuam a afirmar não ter nada a ver com o caso. Foram mortos pelo povo, dizem. O povo tem as costas largas…

 

 

Quem é do povo e tem as costas largas - suficientemente largas para abarcarem 50 milhões de mortos, mais coisa menos coisa - é Jamil Ziyadaliev, georgiano de 64 anos que ganha a vida a vestir a pele do seu ídolo Estaline. De manhã à noite, todos os dias da semana. E não está só. A sua conterrânea Liana Imanidze de 71 anos que tem no quintal uma máscara mortuária do ditador, lamenta a ignorância da juventude georgiana, seus netos incluídos, por estarem mais interessados na Paris Hilton que na Segunda Guerra Mundial:

 

“lamented that younger Georgians were ignorant about Stalin, including her own grandchildren, who she complained were more interested in Paris Hilton than in World War II”

 

Talvez por não ter bigode; penso eu de que. (Ou então se tem, pelo menos faz a depilação).

 

 

Dúvida pertinente

por josé simões, em 01.10.08

 

Eu que não gosto nada de saber que o dinheiro dos meus impostos é desbaratado a eito, ainda por cima para pagar as alarveirices de meia-dúzia de privilegiados, e principalmente quando não há dinheiro para nada, e quando o mais certo é que daqui por uns anos (aposto que não vão ser muitos) vai haver outra vez privatização dos bancos e que estes vão regressar às mãos dos ditos alarves, ou na pior das hipóteses acabar nos seus filhos ou familiares ou amigos, se fosse amaricano votava nos republicanos; naqueles que votaram contra o Plano Paulson?

 

 

 

Facciosismo

por josé simões, em 01.10.08

 

Hoje sou obrigado a dar a mão à palmatória àqueles que sistematicamenteescrevem que os desportivos da capital ignoram os feitos do FC Porto.

 

 

 

Protect the Human (VIII)

por josé simões, em 01.10.08

 

Tracey Emin:


"I have decided to support the Stop Violence Against Women campaign and feel passionately about it because I'm a woman and I know how it feels to be hurt - I wouldn't wish it upon anybody"

 

Photograph: Jake Gavin

 

Amnistia Internacional, campanha Protect the Human

 

 

 

Award

por josé simões, em 01.10.08

 

O Imhotep Portugal decidiu premiar aqui o estaminé com uma estatueta. Segundo ele o Der Terrorist é “um misto de pensamentos médicos, mágicos e arquitecturais sobre a edificação desta grande pirâmide que é Portugal”.

 

Agradeço a distinção, e segue respectivo link para a coluna à direita, secção blogues letra "i".

 

 

 

A Nobreza republicana

por josé simões, em 01.10.08

 

Declaração de interesses: fui estudante de jornalismo, fui 10 anos roadie de bandas e artistas vários (entre os quais Vitorino), trabalhei 7 anos em Lisboa.

 

Vamos lá a ver se eu percebi, ou se houve aqui uma falha de comunicação:

 

Há a “habitação social” – lá para os arrabaldes da cidade; antes do sol nascente – e há o “património disponível” – uns quaisquer quatro mil fogos espalhados pela cidade. Por um qualquer princípio que desconheço ou que me escapa, há esta distinção.

 

Quatro mil fogos, contas por baixo, dá pelo menos habitação para quatro mil pessoas. Quantas pessoas é que foram escondidas em cada um desses guetos antes do sol nascente?

E há também o fenómeno construção civil. É necessário construir, nem que seja nos arrabaldes, nem que sejam bairros sociais. A tal promiscuidade financiamentos das campanhas eleitorais e dos partidos/ empresas. O fenómeno é interessante. A Câmara perde dinheiro com os terrenos e a construção de baixa qualidade na “habitação social”, e deixa de ganhar nas zonas nobres, com o bodo “aos pobres” no “património disponível”.

 

Como já não há condes nem marquesas, o espaço social foi ocupado pela nova nobreza arts & press, e, por esse princípio que desconheço ou que me escapa de atribuição de “património disponível”, estipulou-se que, por exemplo, a Rua do Salitre era o local indicado para morar uma vereadora, ou que a Rua Ferreira Borges é perfeita para um artista. Onde é que já se viu um preto das obras ou um cigano das feiras habitar um prédio em downtown? Dito de outra forma, o bairro do Padre Cruz ou o da Boavista ou Chelas são lá sítios para um homem da política das artes e da cultura?

 

Tomemos o exemplo de Vitorino. Compreende-se o critério. É do Alentejo, e como todos os dias úteis dá espectáculos em Lisboa, e no pouco tempo de sobra grava discos também na capital, para se evitar o vaivém diário, recebe uma habitação. Mora em Lisboa com renda controlada e tem casa de férias na terra natal. O outro tem em Constância. E toda a gente sabe como morar em Lisboa é essencial para se ter acesso à rede de amiguismo e cumplicidades, perdão, é essencial ao processo criativo.

 

Cada um tem a casa que merece. E alguns merecem morar antes do sol nascer.

 

Adenda: Leituras complementares aqui e aqui.

 

 

 

Galeria dos Óscares (XLXIX)

por josé simões, em 01.10.08

 

1986

 

Platoon

 

 

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