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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Um Pirum (*)

por josé simões, em 26.02.08

 

(*) Alcunha alentejana para alguém presunçoso ou vaidoso.
 
O Nuno Rogeiro do futebol foi agredido.
 
Não querendo que isto seja interpretado como um regozijo – antes pelo contrário! (atitudes deste calibre são sempre condenáveis, seja qual for o interveniente) – admirado andava eu, por uma situação destas não ter acontecido já há mais tempo, face ao chorrilho de barbaridades com que a SIC Notícias nos resolve prendar todos os santos domingos, pela boca do senhor comentador.
 
Inacreditável! A SIC paga ao senhor Rui Santos, para nos dizer todas as semanas e em directo, aquilo que o comum do português fanático por futebol diz de borla, pelos cafés e tascas deste país, com mais lucidez e maior capacidade interpretativa!
 
Diz Rui Santos que não quer ser um “segundo caso Bexiga”. Presunção e agua benta…
Ricardo Bexiga denunciou um conjunto de casos concretos de promiscuidade ente política e desporto; Rui Santos não denuncia nada; é a versão Moda Milão de Octávio Machado: “eu sei que vocês sabem que eu sei. Se não me agarram; eu digo; eu faço; eu aconteço!”. Bah!
 
E já que aqui estamos, seria útil saber qual, ou quais os critérios, que levam a que a SIC Notícias conceda, por exemplo, a um programa como A Quadratura do Círculo pouco mais que 50 minutos, e a um programa como o Tempo Extra quase duas horas.
 
Adenda: Segundo li, foram 3 os agressores. Uma aliança? Um por cada um dos 3 “grandes”?
 
(Foto via New York Times)
 
 

Lobby Cards: The Leonard Schrader Collection XII (*)

por josé simões, em 26.02.08

 

(*) Via Vanity Fair
 
 

Mulheres e crianças

por josé simões, em 25.02.08

 

Aqueles que, assim que ocupam o poder se encarregam de recusar e de retirar  às mulheres os seus mais elementares direitos e garantias; aqueles que, para quem as mulheres não são mais que um acessório necessário para a procriação; são aqueles que, organizam uma manifestação, e, sem um mínimo de pudor, colocam à cabeça do protesto as mulheres e as crianças. Que nome se dá a isto?
(Link)
 
(Foto via El País)
 
 

Onde é que para a polícia?!

por josé simões, em 25.02.08

 

 

 Como muito bem escreve Tomas Vasques; e eu assino por baixo:

 
“Nestas manifestações, o caricato é que são ilegais à luz de um decreto-lei assinado por Vasco Gonçalves, ou seja, num tempo em que se queria ilegalizar as manifestações contra o governo e em que não haviam sms, email e blogues. Tanta conversa que por aí vai, mas ninguém no Parlamento, em tantos anos, atirou o dito decreto-lei para o lixo. Devem estar à espera de condenações de manifestantes em pena de prisão (os Tribunais aplicam as leis em vigor) para poderem gritar que a democracia se está a esvair.”
 
Agora a questão que se coloca é: e aquelas manifestações “espontâneas”, do beijinho e do aperto de mão, em que tudo é sorrisos e boa disposição, do manifestante ao governante; também são ilegais à luz do decreto-lei de Vasco Gonçalves; ou não? Onde é que anda a diligente e zelosa polícia nessas alturas?
(Foto via Chicago Tribune)
 
 

Lobby Cards: The Leonard Schrader Collection XI (*)

por josé simões, em 25.02.08

 

(*) Via Vanity Fair
 
 

Fim-de-semana

por josé simões, em 24.02.08

 

Este fim-de-semana foi assim.
 
Get Mysel Into ItThe Rapture
 
(Red vinyl, 7”)
 
 

O Estado e a Polícia Judiciária

por josé simões, em 24.02.08
“Interessa ao Estado não ter uma Polícia Judiciária operacional.
O Estado quando olha para a Polícia Judiciária, gostava de ter uma Polícia Judiciária extraordinariamente operacional no que diz respeito à criminalidade violenta, ao tráfico de droga… a esse tipo de criminalidade, e gostava de ter uma Polícia Judiciária completamente inoperacional no que diz respeito à criminalidade economico-financeira”
 
(Aqui)
 
 

Depois do Metro de Londres

por josé simões, em 24.02.08
O Metro de Paris. Com uma nuance. Não é uma virgem nua. Não são os barbudos. E só. O Resto é igual. Censura. Liberdade de expressão. Outros talibans.
 
Un cartel publicitario del semanario de información internacional 'Courier International' que jugaba con un titular del diario español 'El País' sobre el presidente francés, Nicolas Sarkozy, ha sido rechazado por el metro de París.
El director de 'Courier International', Philippe Thureau-Dangin, denunció que ese rechazo, revelado por el sitio web 'Rue89', de hecho es "una forma de censura bajo la cobertura de lo 'políticamente correcto'".
 
Na integra aqui
 
 

O Quarto Poder

por josé simões, em 24.02.08

 

Regresso à entrevista a Sócrates. Escolho três exemplos do que foi o comentário geral nos blogues, e depois nos jornais, no pós-pós-entrevista. Não faço uma recolha exaustiva. Restrinjo-me ao Expresso, hoje.
 
“(…) esperar-se-ia que um chefe de Governo fosse à televisão fazer o trabalho das oposições? (…) quererão que os jornalistas tenham o condão de obrigar Sócrates a dizer o que não pensa e o contrário do que lhe convém?”
Uma Espécie de Cavaco, por Fernando Madrinha.
 
“Sócrates pode dar-se ao luxo de falar deste modo porque não tem oposição de jeito (e já agora não peçam aos jornalistas que sejam eles a oposição).”
O País Irreal e o ‘Pentium’ de Sócrates, por Henrique Monteiro.
 
“Segundo parece, a direita entende que cabe aos jornalistas, e não à oposição, fazer o trabalho que a oposição não faz.”
O Estado da Direita, por João Pereira Coutinho.
 
Não fosse a inclusão de João Pereira Coutinho no rol, e poderíamos estar perante uma reacção corporativa às críticas generalizadas, pela forma como Ricardo Costa & Nicolau Santos conduziram a entrevista. Mas já que vamos por aqui, permitam-me, a mim, que não me considero de direita nem “da oposição”, mas que fui aluno de Jornalismo, que vos diga que, o que eu esperava era ver os jornalistas fazerem o seu trabalho.
 
Serem, por exemplo e só por exemplo, acutilantes e incisivos nas questões. Que confrontassem o nosso primeiro com questões como por exemplo e só por exemplo, os salários reais; a justiça; as desigualdades; a corrupção e o trafico de influências; a administração central; e não fazerem figura de “ponto” à entrevista. E por aqui me fico.
 
É pedir muito? É pedir que façam o trabalho da oposição? Antes pelo contrário; é exigir que façam o seu (deles) trabalho. Justifiquem o dinheiro que ganham. Façam jus ao denominado Quarto Poder.
 
E isto aplica-se não só a Sócrates, como a todos os outros antes de Sócrates, e a todos os que vierem depois.
 
(Foto de Reginald Coote)
 
 

Banksy

por josé simões, em 24.02.08

 

Banksy. Corrosivo e certeiro. Outdoor & Indoor.
 
Aqui
 
 

Os Insurgentes

por josé simões, em 23.02.08

 

Via Atlântico tomei conhecimento de que o O Insurgente foi tomado de assalto. Vamos lá por partes. Como “puta batida” desconfio da coisa. Cheira-me mais a manobra de propaganda. Aquilo não é conversa de esquerdalho nem de okupa. Aquilo é parlapiêt de direita; como a direita pensa que a esquerda raciocina e escreve.   Mas, partindo do princípio que é mesmo verdade, sou eu próprio tomado de assalto por um sentimento ambíguo.
 
O primeiro sentimento. É um enorme sentimento de alegria e satisfação. Sim, sim, não escondo o meu passado de insurgente, no outro lado da barricada. Aliás, não tenho problemas nenhuns com isso. Para mim o O Insurgente é assim como uma espécie de PC ao contrário. As duas faces da mesma moeda. É rara a visita em que não venha de lá “que nem uma barata”. Os gajos são mesmos reaccionários. O PC do avesso. O Jerónimo de fato Armani.
 
O segundo sentimento. Isto é mau. Muito mau. Putos; façam como eu; refinem a subversão e deixem-se de golpes baixos. Eu sei que estão a curtir à brava, mas não sejam Okupas por muito mais tempo. Deixem passar o terceiro aniversário da espelunca, e libertem a casa. Afinal todos temos direito a dizer o que nos vai na alma. É uma das regras do jogo democrático. Mesmo que sejam das maiores barbaridades reaccionárias, como é o caso no O Insurgente.
 
E agora que já escrevi O Insurgente mais vezes do que alguma vez possa ter imaginado, dou por finda a prédica com um: Abaixo o Hayerk! Abaixo o Ron Paul! Abaixo o O Insurgente!
 
(Vou guardar religiosamente o manifesto Okupa, mas, continuo desconfiado de que tudo isto não é mais do que uma manobra dos insurgentes…)
 
 

Brevemente num cinema perto de si…

por josé simões, em 23.02.08
(Até aqueles que não gostam da 7.ª arte, têm reserva para a antestreia; e nas primeiras filas da plateia!)
- Ligar o som -
 
 
 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 23.02.08

 

 

Fringe

France - 1974

Josef Koudelka

Dão-se alvíssaras!

por josé simões, em 22.02.08

 

A quem indicar uma única (não é pedir muito!) emissão do programa A Quadratura do Círculo em que, quando se fala deste, daquele, ou daqueloutro, Jorge Coelho não tenha começado a sua intervenção com “Eu conheço bem o fulano; ou o beltrano; ou o sicrano; de quem sou um bom amigo, e desde já aproveito para lhe enviar um forte abraço”; ou “e desde já aproveito para o cumprimentar”; ou ainda “tenho-o como pessoa integra”.
 
Mas não. Foi preciso a trapalhada do Casino Lisboa, para a comunicação social descobrir que o Coelhone é amigo de toda a gente…
 
Era disto que Marinho Pinto falava?
 
(Foto via Chicago Tribune)
 
 

Um alerta

por josé simões, em 22.02.08
1) UM DIFUSO MAL-ESTAR
 
Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.
Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias.
 
2) DEGRADAÇÃO DA CONFIANÇA NO SISTEMA POLÍTICO
 
Ao nível político, tem-se acentuado a degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários, praticamente generalizada a todo o espectro político.
É uma situação preocupante para quem acredita que a democracia representativa é o regime que melhor assegura o bem comum de sociedades desenvolvidas. O seu eventual fracasso, com o estreitamento do papel da mediação partidária, criará um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas, etc.
 
3) VALORES, JUSTIÇA E COMUNICAÇÃO SOCIAL
 
Outro factor de degradação da qualidade da vida política é o resultado da combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça ineficaz. E a sensação de que a justiça também funciona por vezes subordinada a agendas políticas.
 
Documento da SEDES na integra aqui.