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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A URSS reloaded

por josé simões, em 28.01.08

 

Hoje fui surpreendido com a notícia que, os militares do posto da GNR de Moura, foram proibidos de ler os jornais e ver televisão, até mesmo durante as pausas para as refeições.
 
- “ Porque é que na União Soviética os polícias andam sempre em grupos de 3?”
- “Um sabe ler, outro sabe escrever, e o terceiro vigia dois perigosos intelectuais!”
 
Era uma piada em circulação nos idos do PREC.
 
 
(Foto via Ad Lib Studios)
 
 

Novo blogue

por josé simões, em 28.01.08

 

Novo blogue. Discos Voadores, aqui ao lado, na secção Gira-discos.
 
Memórias de outros tempos; outras “lutas”.
 
 

Coisas da publicidade (I)

por josé simões, em 28.01.08

 

 

 

Fim-de-semana

por josé simões, em 27.01.08

 

Este fim-de-semana foi assim.
 
The Fallen / L. WellsFranz Ferdinand
(Vinyl, 7”)
 
 

O “elo mais fraco”

por josé simões, em 27.01.08

 

Li nos jornais, logo pela manhãzinha, que tinham assaltado uma discoteca / bar; das “da moda”. Daquelas onde param as “galinhas” das capas das revistas. Daquelas que pagam à socialite para aparecer na esperança que os / as totós encham a casa, na esperança de também serem fotografados (as). Daquelas que passam música comercial, tipo RFM. Daquelas que quando o dj se estica um bocadinho mais vai invariavelmente parar ao house pimba. À vossa atenção putos, como dos sítios pouco recomendáveis. Adiante.
 
À hora do almoço vejo no telejornal um dos sócios da baiuca dizer que os bandidos acederam ao cofre porque pressionaram de forma extremamente brutal a única mulher presente durante o assalto. Nas suas palavras, pressionaram “o elo mais fraco”.
 
O elo mais fraco”?! E ninguém diz nada? Ninguém se indigna? Ninguém protesta? Sou eu, humilde macho latino que tenho de vir aqui para o blogue teclar contra esta manifestação do mais básico machismo; em directo, via televisão, ainda por cima sendo que o repórter era uma repórter!?
 
Para o sócio gerente da baiuca-galinheiro que dá pelo nome de BBC, aqui fica uma oferta minha, do fundo do coração.
 
(Foto roubada no Le Fígaro)
 
 

Dia da Memória

por josé simões, em 27.01.08

 

Foi a 27 de Janeiro que as tropas soviéticas entraram em Auschwitz – Birkenau.
 
Porque é preciso não esquecer. Porque é preciso lembrar.
 
(Imagem: mapa dos campos de concentração / morte durante o III Reich)
 
 

Esta é sem sombra de dúvida,

por josé simões, em 26.01.08
das melhores campanhas algumas vez efectuadas. Pertence à CARE.
E aposto que chateia à brava talibans, jihadistas e afins.
 
I Am Powerful!
 
 
She as the power to change her world. You have the power to help her do it.
 
 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 26.01.08

 

Prostituée D
Calcutá – 1962
 
Frank Horvat
 
 

O muro bom e o muro mau

por josé simões, em 25.01.08

 

 

 

 A primeira imagem é do muro que divide Gaza de Israel.
A segunda imagem é do muro que divide Gaza do Egipto.
 
São os símbolos da triste realidade do dia-a-dia do comum dos habitantes da faixa mais mediática do planeta.
Ontem o Hamas numa operação que levou meses a preparar, derrubou o muro do lado egípcio. Uma operação desta envergadura, com meses de preparação, tem um objectivo nitidamente mediático.
 
É censurável um muro como este em pleno século XXI? Sem dúvida. Sem discussão. Mas uma coisa Israel conseguiu com a construção do muro: proteger, não o seu povo, mas os seus cidadãos dos atentados suicidas cobardes, levados a cabo pelo Hamas e outros jihadistas. Custa engolir mas é verdade: desde a construção do muro os atentados suicidas acabaram em Israel. Agora o perigo vem pelo ar, em forma de rockets, disparados do mesmo local donde vinham os bombistas-suicídas.
 
Mas há quem veja as coisas doutra maneira
 
Slideshow da passagem do muro para o lado egípcio aqui.
 
(Primeira imagem via Le Soir; segunda imagem de Abid Katib para aGetty Images mapa via New York Times)
 
 
 
 

Crónicas do Supremo Sacerdote

por josé simões, em 25.01.08

 

O Supremo Sacerdote da Manipulação da Opinião Pública volta à carga na última página do Público. (O que eu gosto das sextas-feiras só pelo prazer de o ler!).
 
Tem sempre a vida facilitada; escreve à sexta, dá-lhe tempo mais que suficiente para ir deitando um olho aqui, outro olho ali, pelos blogues, depois é só alinhavar, e como todo o bom cozinheiro que se preze, uma pitada da sua autoria. Adiante.
 
O tema é a Cunha Vaz & Associados (manipulação e embrulhos, uma área da sua especialidade). E pasme-se (!!!) o elogio de Santana Lopes, por recusar a “interferência de Cunha Vaz no grupo parlamentar do PSD”. Termina com: “Não aceitou. O “menino guerreiro” começa a crescer?
 
Pois é, caro Vasco Correia Guedes. Começa a crescer mas não no sentido que V.ª Ex.ª lhe quer dar na crónica. Não no sentido de maturidade e juizinho. Começa a crescer mais para os lados. No sentido de ocupar terreno e marcar posição. Luís Filipe Menezes que se cuide.
 
(Foto via Time Magazine)
 
 

Ainda a Lei do Tabaco

por josé simões, em 25.01.08

 

(Observações de um fumador inveterado)
 
Também podemos ver a coisa pela positiva. Pelo lado dos resíduos sólidos: pontas, beatas; piriscas; o que lhe queiram chamar.
 
É que antes da Lei eram “saltitantes”, como na canção de Luís Piçarra; não havia sítio onde não houvesse uma. Agora têm poiso certo. Às portas dos restaurantes, dos centros comerciais, das gares. Montanhas delas num raio de 2 / 3 metros. Torna a vida mais fácil aos varredores, por economia de esforço.
 
Agora, porreiro, porreiro, era colocarem uns cinzeiritos nas paredes. Não custava nada; pois não?
 
(Foto de Abelardo Ojeda)
 
 

 

Carrinho das Compras

por josé simões, em 25.01.08

LIVROS

 

 

A Torre do Desassossego

Lawrence Wright

Casa das Letras

 

 

Leni - A vida e obra de Leni Riefenstahl

Steven Bach

Casa das Letras

 

DISCOS

 

 

I Belive In You. Your Magic Is Real

Yatch

Err / Flur

 

 

Night Drive

Chromatics

Italians Do It Better / Sabotage

 

 

Dance Of The Soothsayer's Tongue

Dennis González

Clean Feed / Trem Azul

 

DVD

 

 

Blade Runner - Perigo Eminente, the final cut

Ridley Scott

Warner

 

 

 

 

 

Liberdade e Democracia: os "pequenos" partidos"

por josé simões, em 24.01.08

 

António Vilarigues faz um apelo no seu blogue, à participação na “Marcha – Liberdade e Democracia”, convocada pelo PCP para o próximo dia 1 de Março em Lisboa. Um dos pontos na convocatória à marcha é, entre outros, e segundo o Avante!:
 
“Assistimos agora à solicitação, por parte do Tribunal Constitucional, da prova da existência de um número mínimo de 5 000 militantes de inscritos nos partidos, accionando um preceito da Lei que pode pôr em causa o direito inalienável à reserva das opções individuais de cada um.
Com a aplicação da Lei estamos perante mais um passo no já vasto e preocupante condicionamento e limitação das liberdades democráticas.”
 
As voltas que o mundo dá! Em Novembro de 1974 era o camarada Vasco Gonçalves primeiro-ministro é aprovado um decreto-lei que exige aos partidos políticos um mínimo de 4 000 filiados. Não sei se por distracção minha, mas na altura não dei notícia do PCP ter convocado uma “marcha” de protesto…
 
Nunca passou pela cabeça do camarada Vilarigues ter de vir para a rua lutar contra uma lei, menos restritiva ao direito de associação, que outra aprovada nos idos do ícone Vasco Gonçalves. Aposto!
 
Curioso como lá para os lados da Soeiro Pereira Gomes o conceito de Liberdade e Democracia varia consoante os ventos da história. É que em 1974 haviam muitas foices e martelos, em variadas bandeiras vermelhas, a morderem nos calcanhares ao PCP
 
Uma vez que a manif tem como mote “Liberdade e Democracia”; uma vez que um dos princípios bases das democracias é a aceitação no seu seio daqueles que perfilham ideias diferentes, mesmo até daqueles cujo objectivo último é o fim da democracia; uma vez que na convocatória se pode ler:
 
Marcha que está aberta à participação de todos os que, preocupados com a situação do País, querem um futuro de liberdade, democracia e progresso social.
 
uma dúvida me assalta: assim como quem não quer a coisa, se outros pequenos partidos também afectados por esta lei, por exemplo o PPM, o MRPP, o POUS ou o MPT, decidirem aderir à Marcha, e, uma vez que o entendam, demonstrar“expressamente, incluindo com o cartão de militante”, “num acto livre e não imposto”, qual vai ser a reacção do PCP?
 
(Foto via Time Magazine)
 
 

Clandestinos; ilegais; vítimas

por josé simões, em 24.01.08

 

Ainda sou to tempo em que um vulgar estudante português, portador do cartão InterRail, via recusada a entrada em Inglaterra por suspeita de subterfúgio para imigração ilegal. Comigo, pessoalmente, nunca aconteceu, mas tenho amigos que passaram por essa situação. E os que conseguiam entrar – e foi o meu caso uma vez, não em Inglaterra, mas em França – não se livravam de um minucioso interrogatório efectuado pelo guarda fronteiriço; ao que vinham, quanto tempo iam ficar, quanto dinheiro traziam. Note-se: não iam (os) clandestinamente numa barcaça; não iam (os) clandestinamente dentro de um contentor dum camião TIR; iam (os) de InterRail!
 
Vem isto a propósito dos imigrantes clandestinos provenientes de Marrocos que deram à costa na margem sul da West Coast of Europe.
Ouvi nos telejornais, uma advogada de nome Manuela Costa, classificá-los como “vítimas de auxílio à imigração ilegal”; ouvi nos telejornais, um deputado do Bloco de nome José Soeiro, afirmar que repatriá-los significa “devolvê-los à miséria” e deixá-los “à mercê das redes de tráfico e auxílio à imigração ilegal que eles ajudaram a denunciar”.
 
Vítimas? Quais vítimas?
 
O termo vítima vem do latim victimia e victus, vencido, dominado. No sentido original, vítima era a pessoa ou animal sacrificado aos deuses no paganismo. Actualmente, a palavra vítima estende-se por vários sentidos. No sentido geral, vítima é a pessoa que sofre os resultados infelizes dos próprios actos, dos de outrem ou do acaso.
No sentido penal-jurídico-restrito, vítima é a designação do indivíduo que sofre directamente as consequências da violação das leis penais.
No sentido jurídico-penal-amplo, vítima abrange o indivíduo e a sociedade que sofrem directamente as consequências dos crimes.
 
Deram “o salto” à procura de melhores condições de vida; de um futuro melhor. É censurável? Não.
Alguém os meteu à força dentro da barcaça? Não.
Foram enganados; não sabiam ao que vinham; não sabiam as possíveis consequências dos seus actos? Não.
Vítimas dos seus próprios actos.
 
Às malvas o politicamente correcto!
 
Portugal precisa deles; da sua experiência; da sua força de trabalho? Desconheço as suas habilitações, as suas capacidades técnico-profissionais. É discutível. Discutível não é a tomada de posição do Governo. Dar um sinal forte de que Portugal não pactua com este género de situações. Cortar o mal pela raiz para evitar que o Algarve se transforme num porto de acostagem permanente para cayucos. Para ilegais já bastam os que diariamente entram por via terrestre e aérea.
 
Casos com este não são compatíveis com a poesia de Manuela Costa e José Soeiro. Estamos no campo da realidade, e a realidade é dura. Tão dura que até dói.
Como dizia “o outro”: “com a miséria dos outros posso eu bem!”; o “bom coração” de Soeiro quando diz que repatriá-los significa “devolvê-los à miséria”, resolve, temporariamente, a situação destes imigrantes em concreto. Mas resolve a situação de miséria “”, para onde vão ser devolvidos? Ou a solução passa por “venham todos! Fujam à miséria, que nós não vos devolvemos!”?
Bem me queria parecer.
 
Quando Lisboa – como Paris – já estiver a arder, voltamos a abordar casos como este.
 
Adenda: “Vão longe os tempos em que altas figuras do PS (como Vera Jardim, que foi ministro da Justiça) iam para o aeroporto de Lisboa impedir a repatriação de estrangeiros ilegais, em nome dos princípios. Agora, é o governo do PS que, às escondidas, os devolve a Marrocos, invocando a lei e os princípios. Tudo muda na vida.” Francisco José Viegas, na versão Correio da Manhã.
 
(Foto roubada ao New York Times)
 
 

Nazanin Pouyandeh

por josé simões, em 24.01.08

 

Vale a pena “deitar um olho”.
 
“E’ uno de prodoti migliori dell’arte comtemporanea. A dispetto della giovane età (è nata in Iran nel 1981) Nazanin Pouyandeh è da un po’ nel mirino della critica internazionale. Le sue opere sono una scintilla che scocca in un mondo dove l’arte è al primo posto. Raconta storie di tutti i generi (dalla solitudine dell’individuo, alla società di massa alle incursione nella politica.”
 
Foto galeria aqui. Site pessoal aqui.