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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ódios de estimação (III)

por josé simões, em 04.12.07
Caught Live Child of the Universe - Barclay James Harvest
live 1974
 
 

Che Guevara na Atlântico (Reloaded)

por josé simões, em 03.12.07

 

Quando aqui se escreveu isto, a propósito disto, a ideia era chegar até aqui:
 
“Era un secreto a voces en América Latina, pero ahora el máximo jefe represivo de la dictadura de Augusto Pinochet (1973 - 1990) ha venido a oficializarlo: la CIA estadounidense estuvo implicada en los emblemáticos asesinatos políticos de dos opositores a ese régimen de fuerza, los del ex ministro chileno de Relaciones Exteriores Orlando Letelier y ex jefe del Ejército Carlos Prats.”
(Continuação da notícia aqui)
 
Mas por maior que seja o sentimento de revolta por tudo o que aconteceu, com o alto patrocínio dos Estados Unidos, durante todos estes anos, o apego dos povos à liberdade – principalmente daqueles que já provaram o seu sabor – é grande; tão grande ao ponto de não permitir que coisas destas voltem a acontecer.
 
Em história as coisas não acontecem “porque sim”; tudo tem uma sequência; obedece a uma lógica de causa / efeito. Para os mais distraídos – o que não deve ser o caso do historiador –, as ditaduras militares já lá estavam antes dos Ches e dos Castros; uns não servem para desculpabilizar os outros, mas, por mais ensaios históricos que se escrevam, mais ou menos direccionados, e com exercícios básicos de manipulação de imagem à mistura, (qualquer puto do secundário faz bigodes e dentes podres em cartazes!), não há volta a dar-lhe.
 
Adenda: Ainda sobre o tema, e como complemento aos livros usados por Rui Ramos para a elaboração do artigo, ler também O Homem que Inventou Fidel – Castro, Cuba e Herbert L. Matthews do “The New York Times, de Anthony DePalma, Bizâncio 2006.
 
 

 

 

Natal 2007 (II)

por josé simões, em 03.12.07

 

Na saga das sugestões de prendas a oferecer no Natal que se aproxima, um elegante bule, de refinado design, para oferecer aos avós, mais dados a estas coisas do chá; descoberto aqui.
 
 

 

 

A importância do ministro

por josé simões, em 03.12.07

 

Sabia que havia um ministério do Ambiente, mas desconhecia a existência dum ministro do Ambiente; pensava até que o cargo não havia sido atribuído e estavam lá para as instalações, os funcionários e as secretárias, entregues à sua sorte; abriam e fechavam as portas no horário de expediente, davam conta da correspondência recebida e reencaminhavam e-mails e telefonemas prioritários, ou seja, relacionados com a aprovação de projectos PIN.
 
Foi pois com surpresa que ouvi um tal de Carlos da Graça Nunes Correia vir dizer que é ministro do Ambiente e que cabe ao seu ministério a última palavra sobre a localização do novo aeroporto. Como ninguém no Governo o desdisse, acredito que o homem fale verdade e seja mesmo ministro.
 
Aqui há coisa de uma semana tinha sido o da Defesa a dizer que não era por ele e pelo seu ministério que o aeroporto não se construía em Alcochete. Como na altura também ninguém o desdisse, nem sequer o mandaram calar, acredito piamente que Nuno Severiano Teixeira se quisesse e dissesse “Aqui não há aeroporto!”; não havia.
 
Ontem o ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino Soares Correia, não veio dizer que era ele que tinha a última palavra ou que a sua opinião prevalecia sobre a dos seus colegas de ofício (que isto de ser ministro em Portugal, actualmente é mais um Ofício do que uma Arte, que o diga o do Ambiente…); deve-se ter lembrado, quiçá, da rábula “à primeira todos caem; à segunda…” e por aí fora; e não caiu. Assim à laia de vingança disse que a decisão era colectiva; do Governo no seu conjunto.
 
E Sócrates? Enquanto falam os ministros, passa pelos intervalos da chuva, que é o que mais interessa. Assim, acredita quem quer; que os ministros deste Governo são todos muito importantes, e que têm todos uma palavra a dizer, seja qual for o dossier. Não se desse o caso de termos um Primeiro que é firme e não autoritário como dizem as más-línguas, e que nunca tem dúvidas e raramente se engana (onde é que eu já li isto?).
 
Se aqui no blogue houvesse daquelas setinhas idiotas do “Sobe e Desce”, como na última página do Público, hoje a seta da subida era para o Doutor Manuel António Gomes de Almeida de PINHO, ministro da Economia e Inovação. Assim mesmo. O único Doutor deste Governo. Pelo menos o único ministro que na página oficial do ministério por si dirigido tem o nome de família em maiúsculas e o respectivo doutor antes do nome.
Mas não é por isso que leva o troféu. É que um Doutor ir à Índia em comitiva governamental, contactar empresários “índios” – era para escrever indígenas –, resistir em falar em mão-de-obra barata portuguesa, e permanecer calado é obra!
 
 

 

 

O Nuno Rogeiro do comentário desportivo (II)

por josé simões, em 03.12.07
Aqui ficam mais algumas humildes sugestões para futuros “Rui Santos pergunta”:
 
- Deve um Arsenal – Manchester United ser dirigido por um árbitro português?
 
- Deve um Real Madrid – Barcelona ser dirigido por um árbitro português?
 
- Deve um Milan – Juventus ser dirigido por um árbitro português?
 
 

Les Baisers de Cinema (*)

por josé simões, em 03.12.07

Tom Hanks e Meg Ryan
Karen Allen e Harrison Ford
Sharon Stone et Michael Douglas
(*) Via Le Soir
 
 

Fim-de-semana

por josé simões, em 02.12.07

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

The Look of Love - ABC

(Vinyl 12")

O Nuno Rogeiro do comentário desportivo

por josé simões, em 02.12.07

 

O spot é: “Rui Santos pergunta: deve um Benfica – Porto ter um árbitro estrangeiro?”, segue-se em letras miudinhas o endereço para onde responder.
Se é de clássicos que falamos; se é de rivalidades e ódios de estimação que falamos, aqui ficam algumas sugestões para futuros “Rui Santos pergunta”:
 
- Deve um Vitória de Setúbal – Belenenses ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Sporting – Benfica ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Vitória de Guimarães – Sporting de Braga ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Marítimo – Nacional da Madeira ter um árbitro estrangeiro?
- Deve um Farense – Portimonense ter um árbitro estrangeiro?
 
Mas afinal quem, e que género de pessoas é que responde a estas merdas?
 
(Volta Gabriel Alves!)
 
 

 

 

Um líder regional

por josé simões, em 02.12.07

 

Sobre a ameaça de demissão de António Costa da Câmara de Lisboa caso o veto do PSD na Assembleia Municipal ao pedido de empréstimo bancário de 500 milhões de euros se concretize.
 
Confesso que a ideia inicial com que fiquei foi que Luís Filipe Menezes ia (finalmente) começar a fazer oposição a sério, e aproveitar o affair Lisboa para abrir duas frentes de batalha; uma espécie de dois em um político. Lisboa e a sua Câmara; o Governo e as suas políticas. Era simples e eficaz; confrontar Sócrates pelo espartilho colocado às autarquias via Lei das Finanças Locais de que Costa passou por obreiro e pela qual deu a cara enquanto ministro da Administração Interna. É que não é só em Lisboa que o problema das dívidas existe…
 
Mas a ideia inicial com que tinha ficado desvaneceu-se. Useiro e vezeiro que Menezes é em dizer hoje uma coisa para amanhã dizer exactamente o oposto, refinou simplesmente a técnica (e aqui há que lhe tirar o chapéu pela evolução); não disse para não poder ser acusado; insinuou por interposta pessoa, o voto contra, dos vereadores PSD na Câmara.
 
Talvez a explicação para esta tomada de posição seja muito mais simples do que possa parecer e possa ser lido naquilo que escreve Fernando Madrinha no Expresso:
 
“(…) Sucede, por outro lado, que o destino da Câmara de Lisboa nos próximos tempos está escrito e é esse mesmo de contrair dívidas novas para pagar dívidas velhas.
Por isso se compreende mal que um partido cujo líder preside a uma dessas autarquias – Vila Nova de Gaia – queira fazer um caso deste caso.”
 
Mas ao contrário de Fernando Madrinha, penso que a solução está mesmo aí, na Câmara de Gaia. Tudo isto não passa afinal de mais um episódio das célebres guerras e picardias que alguns dirigentes autárquicos, com especial incidência a norte de Coimbra, têm em relação a tudo que tenha a ver com Lisboa e a sua suposta hegemonia e primazia; com futebóis pelo meio e tudo. Afinal sempre é a Câmara da capital, a tal, e Menezes o líder regional que por mais que lhe doa não consegue aspirar à dimensão nacional. Está os genes; é mais forte que ele.
 
(Foto de Deckard)
 
 
 

Porque hoje é sábado (alínea a)

por josé simões, em 01.12.07

 

Porque hoje é sábado; e porque estamos quase no Natal; e porque a tradição, aqui, ainda é o que era; vou ao circo com os putos. E com os putos dos meus amigos também. Quase um autocarro cheio deles, comigo, o "Ti Zé" no comando das operações. Vai ser uma barrigada à antiga!
 
 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 01.12.07

 

L' Aeroplane de Papa - 1934

Robert Doisneau

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