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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O verdadeiro artista (XIX))

por josé simões, em 26.09.07

O PSD voltou a ser um partido com credibilidade institucional e política.

 
Vasco Graça Moura no Diário de Notícias

Todo o burro come palha é preciso é saber dá-la… (*)

por josé simões, em 26.09.07
Manuel Serrão, o tal, aquele que está para Pinto da Costa como Vasco Graça Moura esteve para Cavaco, ou se preferirem, como Vital Moreira está para Sócrates, escreve hoje sobre uma notícia bombástica (segundo o próprio), já com uma semana de vida, e que, para sua indignação, não foi motivo de indignação para mais ninguém; passou despercebida… (Aqui).
 
A notícia é que «o metro Sul do Tejo custa em média 15 mil euros por dia, com cada carruagem a transportar em média 4 pessoas por viagem» e como a notícia já tem uma semana «pode o custo ser maior ou já ter falecido algum dos utentes habituais» e mais grave ainda «descontando esta tal semana a mais, os primeiros quatro meses de funcionamento do percurso Corroios-Cova da Piedade já custaram ao erário público quase dois milhões de euros» e só «estamos a falar dos custos de funcionamento, que a notícia era omissa no que toca a custos de construção». E conclui dando largas à sua revolta e indignação: «Fosse Corroios em Gaia ou a Cova da Piedade em Matosinhos e uma semana depois esta notícia permaneceria plena de actualidade. Todos os burros comem palha…»

Ao manjar dos burros já lá iremos mais à frente. A novidade aqui reside no facto de a cruzada Porto-Lisboa iniciada há umas décadas por Pinto “Geraldo Sem-Pavor” da Costa, a pretexto da hegemonia futebolística e que rapidamente arregimentou cruzados, entre cavaleiros nobres, escudeiros e cavaleiros-vilãos com a cobertura e apoio de alguns senhores das terras; e evoluiu posteriormente para outro patamar que passou a abarcar o político-administrativo, a novidade nesta guerra, ia eu a dizer, é o já se estender ao resto do Al-Andaluz… A não ser, e como estamos a falar de burros, que Manuel Serrão não pesque nada de Geografia e julgue que Corroios e Cova da Piedade sejam freguesias de Lisboa, o que duvido…
 
Esta bomba com timming de deflagração - afinal já passou uma semana… - arrisca-se a rebentar por simpatia. É que ontem Ana Paula Vitorino, a secretária de Estado dos Transportes, andou entretida a largar bombas mesmo nas barbas de Manuel Serrão sem que ele tenha dado por isso (?), quando disse preto no branco que a linha de alta velocidade entre o Porto e Vigo «não é sustentável do ponto de vista financeiro» mas que apesar disso vai ser construída por se considerar que beneficiará o tecido económico do Norte do país. (Ler aqui). Qual custos de construção, qual custos de funcionamento, qual média de pessoas por viagem e por carruagem, isso não interessa nada. Construa-se que é no Porto, perdão, no Norte.
Em 8 de Novembro de 1998 os portugueses foram chamados a dizer de sua justiça entre o Sim e o Não à Regionalização. Se a memória não me falha ganhou o Não, num referendo comprovadamente desnecessário, uma vez que os lobies regionais funcionam bem; bastante bem até. Só assim se compreende os milhões retirados ao erário público para a construção de uma linha não rentável de TGV.
E agora o manjar dos burros: Quando se tem a manjedoura cheia de palha, como é o caso de Manuel Serrão, e se vira o focinho para o lado sem sequer se dignar a cheirá-la, compreende-se melhor a sua ânsia em querer dar de almoçar aos outros.
 
(*) Título da crónica de Manuel Serrão no Jornal de Notícias.

O verdadeiro artista (XVIII)

por josé simões, em 26.09.07

 

“Estamos a assistir a situações que me recordam muito o general Humberto Delgado”
 
Luís Filipe Menezes ao Jornal de Notícias
(Ler na integra aqui)

A outra face do Holocausto (III)

por josé simões, em 26.09.07
O Museu do Holocausto de Nova Iorque exibe uma exposição de 116 fotografias desconhecidas até à data, tiradas entre Maio e Dezembro de 1944 no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, e que mostram uma outra faceta do Holocausto.
 
(Via El País)
Acordeones en medio del genocidio
 
Un acordeonista anima el canto de las SS nazis durante su retiro en Solahutte, a las afueras del campo de Auschwitz-Birkenau (Polonia).

Mahmoud Ahmadinejad nos Estados Unidos

por josé simões, em 25.09.07

 O louco que governa o Irão nos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

Da Birmânia até à China

por josé simões, em 25.09.07

Estes homens, e desde hoje estas mulheres também, uma vez que as freiras budistas se juntaram ao protesto, são o símbolo máximo na Birmânia quando se fala em ética e integridade. Protestam contra uma junta militar que há 45 anos oprime um povo e um país.
 
Ontem Condoleezza Rice disse que «o povo da Birmânia merece melhor. Tem o direito de viver em liberdade, como toda a gente». O que é que a ditadura militar da Birmânia fez mais que a ditadura do partido único na China não tenha feito, para receberem tratamentos diferenciados?
 
(Uma pergunta desnecessária para uma resposta que toda a gente sabe).
 
Adenda: Activista dos Direitos Humanos preso em Pequim (Aqui).
Só mais um, entre milhares…

 

 

Os capelães

por josé simões, em 25.09.07

Mais cedo ou mais tarde havia de estar de acordo com Vital Moreira.

 
«(…) No exercício das suas funções, os encarregados da assistência religiosa continuam a ser apenas ministros do culto e não agentes públicos. Devem ser livremente nomeados e credenciados pelas respectivas igrejas. Não cabe ao Estado nomeá-los nem sustentá-los, mas somente reconhecê-los e respeitá-los. Deve terminar de uma vez por todas a bizarra figura dos capelães designados e remunerados pelo Estado, como funcionários públicos. No caso das forças armadas, o responsável católico pela assistência religiosa tem mesmo uma patente de oficial, o que consubstancia a mais inadmissível promiscuidade entre o Estado e a religião. A assistência religiosa não constitui uma tarefa própria do Estado.
A assistência religiosa só é naturalmente devida a quem a solicite explicitamente. É o que resulta da Constituição, da lei e da Concordata. Nem no Estado Novo era diferente. Está naturalmente excluída qualquer actividade de proselitismo ou de assédio religioso. Nos estabelecimentos públicos. É inaceitável que um ministro de uma religião entre, por exemplo, numa enfermaria de um hospital e se dirija a todos os pacientes como se todos fossem crentes e precisassem de ajuda religiosa. A crença religiosa não se presume, muito menos a necessidade de assistência religiosa. (…)»
 
Vital Moreira no Público de hoje.

O verdadeiro artista (XVII)

por josé simões, em 25.09.07

 

Pinto da Costa pede 50 mil euros ao estado por alegada detenção ilegal
 
Na acção o presidente do Futebol Clube do Porto refere ter sofrido um tratamento “vexatório aplicado pelas autoridades” e “ danos elevados à sua imagem”.
(Aqui)

Influências

por josé simões, em 25.09.07

Muito do que hoje sou ao nível musical - a atitude, a irreverência e a rebeldia -  devo-o a Patti Smith e à sua banda. E o que eu sofri por isso! Os meus amigos ouviam Genesis, Yes, King Crimson e Van Der Graaf Generator; eu ouvia Patti Smith e outros que, a seu tempo aqui serão chamados.

Free Money - The Patti Smith Group live at Stockholm 1976

"

A outra face do Holocausto (II)

por josé simões, em 25.09.07
O Museu do Holocausto de Nova Iorque exibe uma exposição de 116 fotografias desconhecidas até à data, tiradas entre Maio e Dezembro de 1944 no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, e que mostram uma outra faceta do Holocausto.
 
(Via El País)
La cara del Holocausto fuera de Auschwitz
 
El Museu del Holocausto de Nueva York exhibe 116 fotos desconocidas de uno del campo I de Auschwitz-Birkenau tomadas entre mayo y diciembre de 1944 por Karl Hocker (en la foto, Hocker en médio de auxiliares de las SS).

Troca de seringas

por josé simões, em 24.09.07

 

Leia-se a resolução do Conselho de Ministros n.º 39/ 2001, publicada no Diário da República – I Série – B em 9 de Abril de 2001, no capítulo IX Prevenção em meio prisional, e, especialmente no nº.3Medidas dirigidas a toxicodependentes reclusos, e no n.º 5Intervenção em meio prisional. (Formato PDF, aqui).
 
Alguém sabe alguma coisa sobre as medidas implementadas até hoje com vista a que os reclusos toxicodependentes durante o cumprimento das penas a que foram condenados optem pelo caminho da desintoxicação? Bem me parecia… Mas sobre a troca de seringas toda a gente sabe…
 
Se há droga nas prisões é porque alguém a transporta lá para dentro e faz negócio com ela, mas paciência… vamos proceder à troca de seringas. É mais fácil, dá menos trabalho e menos dores de cabeça.
 
Se as médias a Matemática e a Português são baixas, a solução encontrada passa por alterar os programas e baixar os critérios de avaliação. É mais fácil, dá menos dores de cabeça e passa toda a minha gente.
 
Por esta altura já vocês devem estar a pensar: “Este tipo deve estar maluco… Só pode! O que é que têm as médias de Matemática e Português a haver com a troca de seringas?!”. Tem e não é pouco. São ambas regidas pelo mesmo princípio orientador: O caminho mais fácil. A já célebre "cultura do facilitismo".

Os juros e o populismo

por josé simões, em 24.09.07

Interessante o artigo de Francisco Sarsfield Cabral (FSC) no Público de hoje.
Desde Sarkozy a Paulo Portas, passando por Francisco Louçã todos são classificados como populistas por defenderem uma intervenção dos governos na politica monetária do Banco Central Europeu (BCE) de modo a proteger as famílias da violência da subida das taxas de juro. Na sua argumentação FSC vai ao ponto de evocar o Partido Populista Norte-Americano dos finais do sec. XIX criado para «promover a luta dos agricultores contra o crédito difícil e contra os bancos», e, Adolf Hitler, que antes de se tornar chanceler discursava em comícios onde prometia «acabar com a escravatura dos altos juros».
 
A culpa desta situação, segundo FSC, é do Governo – deste e dos anteriores –, que não souberam criar legislação que permitisse às famílias arrendar casa em vez de a comprar, «pela simples razão de que, com as rendas congeladas ou quase, há muito deixou de haver casas para alugar». O que FSC não explica – e eu pessoalmente adorava ouvir a sua explicação! – é, porque é que um qualquer cidadão há-de ter de pagar uma renda durante toda a vida por uma habitação que nunca será sua, se pode pagar durante 25 / 30 anos a mesma importância, por uma casa que no fim do empréstimo é a sua casa, e que, possivelmente, se converterá num bem imóvel a deixar como herança à descendência. A isto chama-se investimento, e FSC, melhor que ninguém o sabe (quando lhe interessa saber).
 
Mas o interessante no artigo de FSC está guardado para o último parágrafo, quando dá como exemplo o Governo espanhol que «já anunciou incentivos para estimular o aluguer de habitações»; à parte este anúncio ser uma repescagem eleitoralista do executivo de Zapatero,que já havia anunciado a mesma medida há um ano atrás, e que consiste em o Estado subsidiar as rendas de jovens até aos 30 anos de idade e com fracos rendimentos; na óptica de FSC o intervencionismo estatal / governamental nos mercados é aceitável, depende é dos moldes em como ele é feito. Se for para atenuar os problemas das famílias, estranguladas pelo aumento das taxas de juro, é populismo e é coisa para esquecer, porque a política monetária do BCE é independente e deve continuara sê-lo; se for para financiar com o dinheiro dos nossos impostos o mercado de arrendamento, para que meia-dúzia de proprietários lucrem com as rendas é aceitável e recomenda-se. Pelos vistos há bons intervencionismos e maus intervencionismos…
 
Muito me conta senhor Cabral! Realmente é uma chatice estas coisas das democracias, em que cada um é proprietário da sua humilde casinha; saudosos tempos em que meia-dúzia de senhorios punham e dispunham das habitações e viviam de papo para o ar à custa das rendas!
 
(Imagem roubada aqui)

 

 

A outra face do Holocausto (I)

por josé simões, em 24.09.07
O Museu do Holocausto de Nova Iorque exibe uma exposição de 116 fotografias, desconhecidas até à data, tiradas entre Maio e Dezembro de 1944 no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, e que mostram uma outra faceta do Holocausto.
 
(Via El País)
El fotógrafo y el ejecutor de Auschwitz
 
La primera página del álbum de Karl Hocker (dcha) adjunto al comandante responsable del campo de extreminio nazi en 1944, Richard Baer, que estos dias muestra el Museo del Holocausto de Nueva York.

In Memoriam

por josé simões, em 23.09.07

 

Marcel Marceau

1923 - 2007

Fim-de-semana

por josé simões, em 23.09.07

 

Este fim-de-semana foi assim.

Gorillaz - Dare

(Vinyl 12", DFA promo remix - only one side)