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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A imprensa Remix

por josé simões, em 27.08.07

As imprensas alimentam-se uma à outra e a grande maioria é especulação sem fundamento”, quem o diz é Gerry McCann, pai da malfadada Madeleine. Excluindo a espuma que é a infindável novela em torno do desaparecimento da filha, o pai MacCann é certeiro na análise que faz à mediatização do caso. Segundo Gerry McCann «a imprensa portuguesa lança rumores sobre as investigações que são retomados pela imprensa britânica. No dia seguinte os media portugueses apresentam o rumor como confirmado porque apareceu nos jornais ingleses», Público. Como diria “o outro”, esta é a questão essencial, e tanto vale de cá para lá, como de lá para cá. Aplica-se à generalidade dos casos mais ou menos mediáticos, mais ou menos susceptíveis de aumentar as vendas ou influir nos picos de audiência das televisões; explorando a veia voyuerista e coscuvilheira do povo anónimo. Este interminável ping-pong media/ audiências vale tanto para o desaparecimento duma menor como para a vinda de um novo jogador para o Benfica.   

Dito

por josé simões, em 27.08.07
“O marxismo prometia acabar com o Estado. Mas só depois de uma ditadura, para eliminar os exploradores. Assim surgiu o Estado totalitário soviético.
Os liberais também não gostam do Estado, que alguns pretendem mínimo.”
 

Francisco Sarsfield Cabral, hoje no Público.

Ainda há quem aposte em distorcer e moldar a História (I)

por josé simões, em 27.08.07
“Esta guerra não é como as do passado. Quem quer que ocupe um território logo lhe impõe o seu próprio sistema social. Todos impõem o seu sistema até onde puderem ir os seus exércitos. Não pode ser de outra maneira.”
 
In: Conversas com Estaline de Milovan Djilas.
A propósito desta interpretação simplista da história por Correia da Fonseca, para consumo interno no Partido, e, perdoem-me a expressão, mas é mesmo disso que se trata – doutrinar as camadas da sociedade mais ignorantes dos factos e acontecimentos da nossa história recente – vou aqui recuperar alguns excertos de um trabalho de Tony Judt, que pela sua extensão será publicado em vários posts.
 
Tony Judt, britânico, formado em Cambridge e na École Normale Supérieure, professor de História em Cambridge, Oxford e na Universidade de Berkeley, leccionando actualmente na Universidade de Nova Iorque a cadeira de Estudos Europeus, colunista na New York Review of Books, Times Literary Supplement, The New Republic, entre outros, escreve na sua obra Pós-Guerra – História da Europa desde 1945, editada em Portugal pelas edições 70 a propósito da divisão da Alemanha em dois estados (primeiro post):
 
"Todos esperavam que a Segunda Guerra Mundial terminasse, como a sua antecessora, com um tratado de paz que englobasse todos e, de facto, foram assinados cinco tratados distintos em Paris, em 1946. Estabeleciam questões territoriais e outras na Roménia, na Bulgária, na Hungria, na Finlândia e em Itália, mas não na Noruega, que permaneceu em estado de guerra com a Alemanha até 1951.
(…)
A questão da Alemanha, todavia, era completamente diferente. Sobretudo para os Russos, a Alemanha era, de facto, muito importante. Tal com a guerra tivera a Alemanha por objecto, o mesmo se passava com a paz, e o espectro do revanchismo germânico pairava ameaçador sobre as conjecturas soviéticas não menos que sobre as dos franceses. Quando Estaline, Truman e Churchill se encontraram em Postdam (de 17 de Julho a 2 de Agosto de 1945, com Atlee a substituir Churchill depois da vitória do Partido trabalhista nas eleições gerais britânicas), revelou-se possível chegar a um acordo sobre a expulsão dos Alemães da Europa de Leste, a subdivisão administrativa da Alemanha por razões de ocupação e os objectivos de «democratização», «desnazificação» e «descartelização». No entanto, para além deste nível de carácter geral que lhes eram comuns, começavam as dificuldades.
Assim, concordou-se em lidar com a economia alemã como uma entidade única, mas garantiu-se aos Soviéticos o direito de retirar e remover bens, serviços e activos financeiros a sua zona. Foi-lhes também concedido 10% das indemnizações das zonas ocidentais em troca de produtos alimentares e matérias-primas a ser fornecidas pelo Leste da Alemanha. Mas estes acordos introduziram uma contradição, ao considerarem os recursos económicos a leste e a oeste como se estivessem separados e fossem distintos. As indemnizações haveriam de ser, portanto, desde o início, uma questão divisória (…).
Não houve acordo final sobre as fronteiras da Alemanha com a polónia e até a base comum da democratização deu origem a dificuldades práticas de implementação. Por isso, os líderes aliados concordaram em divergir e em adiar, dando instruções aos seus ministros dos Negócios estrangeiros para se encontrarem e continuarem as conversações mais tarde. (…). Foi nestes encontros, e nomeadamente em Moscovo, Março e Abril de 1947, que a divergência entre a abordagem soviética e a ocidental do problema alemão se tornou clara." (Continua).

Fim-de-semana

por josé simões, em 26.08.07

Este fim-de-semana foi assim.

 

Fun, Fun, Fun - The Beach Boys

(Vinyl 7" mono - Made in USA)

A gémea que ainda não era vedeta

por josé simões, em 26.08.07

 

Só hoje cheguei à Única. No ritual semanal que é comprar o Expresso sábado após sábado, a revista vai sempre ficando para o fim, e, às vezes, nem por lá passo… Fui (foi) gradualmente perdendo o interesse após as saídas de Maria João Avillez e Vicente Jorge Silva. Hoje à falta de melhor para fazer, e desperta que tinha sido a minha curiosidade depois da leitura dum post no Lobi, aconteceu agarrar num espécime.
Faço minhas as palavras de JCS, e resumo a entrevista, com um excerto de uma resposta dada por Ana Salgado (os negritos coloridos são meus):
 
«(…) Essa ausência foi mais a partir do momento em que a Carolina se relacionou com o Mário Baptista, o pai dos filhos, e depois com o sr. Jorge Nuno. (…)»
 
Não é preciso dizer mais nada. Cada um que tire as suas conclusões.
(Acho que vou passar mais uns tempos sem passar os olhos na Única)
 

Silêncios

por josé simões, em 25.08.07
Alguns pontos que, na minha perspectiva, importam sublinhar no caso do financiamento da Somague ao PSD; onde não incluo o já tradicional “atraso de vida” da Procuradoria-Geral da República que ainda se encontra em fase de ponderação para saber se abre ou não um inquérito. Nada a que já não estejamos habituados, vide o caso dos voos da CIA.
 
. - O silêncio de Durão Barroso, ou José Manuel Barroso, como preferirem, que apesar de trabalhar em Bruxelas passa a vida nos telejornais, entrevistado em Portugal a botar sentença por tudo e por nada. Alguém viu por aí Durão Barroso?
 
. – O silêncio de Diogo Vaz Guedes, presidente da Somague, elemento fundador do Grupo dos 40, actual Compromisso Portugal – cuja bandeira bem podia ser vermelha e amarela com uma peseta ao centro –, sempre lestos em ensinar boas maneiras de governação e transparência aos nossos governos e governantes. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.
  
Há silêncios que valem por mil palavras e está tudo dito.
 
. – Depois do então secretário-geral de BarrosoJosé Luís Arnaut – ter assumido em carta enviada ao Tribunal Constitucional a “responsabilidade política objectiva” do caso, quem é / são o (s) responsável / responsáveis político (s) subjectivo (s)?
 
. - A promiscuidade Empresas-Governo: Paulo Alexandre Coelho que chefiou o gabinete do então ministro José Luís Arnaut trabalha para o grupo Somague. «À data dos factos, Arnaut era secretário-geral do partido e Paulo Coelho trabalhava para a Somague como advogado avençado. Logo a seguir, após a vitória do PSD nas legislativas de 2002, Arnaut assumiu as funções de ministro adjunto do primeiro-ministro (Durão Barroso), enquanto Paulo Coelho foi nomeado adjunto e depois chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Local Miguel Relvas. Já em 204, Miguel relvas deixou o Governo, passando a secretário-geral do PSD, e Paulo Coelho mudou-se para o gabinete de José Luís Arnaut, que entretanto se tornara ministro das Cidades, Administração Local e Desenvolvimento Regional no Governo dirigido por Santana Lopes», Público hoje.
 
. – O silêncio da sempre eficaz central de informação e contra-informação do Governo não tem a haver com férias, ou com andar ocupada com o caso dos fascistas ecológicos no Allgarve. Tem mais a haver com uma máxima cristã, herdada dos tempos do beato António Guterres, e que reza assim: “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, sabiamente convertida pela cultura popular portuguesa em: “Quem em telhados de vidro não atira pedradas”.
E as pedras estão todas guardadas nos alforges, à espera dos pecados do PS com as suspeitas de financiamento da campanha eleitoral de 2005 pelas Máfias dos bingos do Brasil.

O verdadeiro artista (XIII)

por josé simões, em 25.08.07

«Gualter insiste no argumento inicial de que os activistas cobriram o rosto para se protegerem da "inalção de pólen transgénico" (...)»

 

Gualter Batista, porta-voz do movimento Verde Eufémia no Público de hoje.

In Memoriam

por josé simões, em 25.08.07

 

Eduardo Prado Coelho

1944 - 2007

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 25.08.07

 

Househusband, 2003

 

Foto de Sára Saudková

 

Carrinho das Compras

por josé simões, em 24.08.07

O carrinho esta semana é obrigatóriamente mais curto. Cheguei há dois dias e ainda não tive tempo de me pôr ao corrente das novidades que são mais que muitas.

LIVROS

A Obra de Arte e o Seu Mundo

Fernando Guimarães

Quasi

 

 

Plano de Evasão

Adolfo Bioy Casares

Cavalo de Ferro

 

 

DISCOS

 

 

Floating Heavy

Me & You

Tru Thoughts / Symbiose

 

 

Maskarada

Taraf de Haidouks

Crammed / Megamúsica

 

 

Yesterdays Universe

Yesterdays New Quintet

Stones Throw / Flur

Memória alentejana

por josé simões, em 24.08.07

 

Via e-mail, recebi de José Barbieri – e não se trata de amiguismo na blogosfera porque desconheço a pessoa em questão – um excelente trabalho de recolha, da cultura popular alentejana de tradição oral, que abrange os Contos Tradicionais, a Poesia Popular e o Cante Alentejano. Eu próprio que tenho uma costela alentejana de parte paterna, ao ver este excelente trabalho – não é demais dizê-lo –, senti alguma pele de galinha por me trazer à memória serões passados durante a minha infância e adolescência em casa dos meus avós, em que tantas vezes ouvi as histórias, os contos e os cantos agora aqui recolhidos.
O link vai entrar direitinho para a coluna “Utilitários” aqui ao lado.
Trabalhos como este: venham mais!
 
O trabalho tem os patrocínios da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S. A. do Observatoire Méditerranéen Pour Le Tourisme Durable, e do Programme Interreg IIIB MEDOCC Pour la cohésion des territoires de LEurope du Sud.
 
Post-Scriptum: Um só reparo ao trabalho: não é possível efectuar linkagens com vista a republicar no blogue algumas das recolhas. A corrigir.  

O regresso (II)

por josé simões, em 23.08.07
Quando fui de férias Catarina Eufémia, a camponesa de Baleizão que teve o azar de estar no sítio errado e na hora errada, era vermelha e ícone comunista – apesar de nunca o ter sido em vida –, símbolo da resistência e da luta dos camponeses alentejanos por melhores salários e melhores condições laborais.
Regresso passadas três semanas e descubro que Catarina Eufémia se travestiu de verde e viu o seu nome e a sua imagem pirateados por um grupelho de anarcas anti-globalização e pseudo-ecologistas, unidos na actuação e nas ideias (?) aos mesmos que causaram a célebre confusão do dia 25 de Abril no Chiado em Lisboa, como aqui havia sido dissecado. O que então aqui foi escrito assenta que nem uma luva aos vândalos do Allgarve.
Quando fui de férias Luís Filipe Menezes era candidato à liderança do PSD, e nessa condição, não podendo – nem devendo – desprezar todas as armas à sua disposição resolveu activar o seu blogue pessoal, há algum tempo em stand by.
Regresso passadas três semanas e constato que Luís Filipe Menezes foi caçado no copianço. (Nos meus tempos de escola primária não era nada que umas reguadas acompanhadas por umas orelhas de burro não resolvessem). Afinal parece que o blogue que é de Menezes é escrito por um assessor deMenezes, que, disse sem corar, não se poder misturar um blogue pessoal com um blogue dum candidato à liderança do PSD. Confusos?! Também eu, por duas ordens de razões:
. – Se é pessoal, porque é que é escrito por um assessor?
. – Como é que o Menezes candidato se dissocia de Menezes bloguista? Dupla personalidade que, e seguindo o raciocínio de Menezes, lhe permite uma condição de plagiador aos olhos da opinião pública na pele de um personagem – o bloguista, e já não é aceitável nem admissível noutra – o candidato?
Aparentemente parece que algumas coisas mudaram realmente nas três semanas de ausência. Aparentemente, porque as mudanças são na forma, o conteúdo, esse continua lá; todinho.
  

O regresso

por josé simões, em 23.08.07
Pela primeira vez em mais de uma década não tive qualquer contacto com o mundo real. Três semanas foram passadas sem ler um jornal, sem ouvir um noticiário, sem ver um único telejornal. A música que ouvi era a dos cds que tinha levado comigo – quase todos os Tom Waits , bastantes Van Morrison , um Tchk Tchk Tchk e um LCD Sound System que andavam esquecidos debaixo do banco do carro; as únicas leituras foram as de dois livros arrumados à última da hora na mala: O Homem Que Inventou Fidel – Castro, Cuba e Herbert L. Matthews do “The New York Times” de Anthony DePalma da Bizâncio, e O Mestre de Colm Tóibín da Dom Quixote.
 
Apesar do sítio, apesar das motivações, apesar das férias, os primeiros quatro a cinco dias foram um bocado complicados de passar. Foi doloroso não ter um jornal à mão ou uma televisão à vista. Ajudou a quase metade das três semanas terem sido passadas literalmente debaixo de água – mergulho e caça submarina. Agora que já tinha apanhado o ritmo, agora que já estava feito à coisa; acabou-se. Enfim…
 
Regresso ao Condado, e à primeira vista, depois de um zapping rápido pelos blogues e pelos jornais, parece que nada mudou: Os problemas do PSD resumem-se a quem paga ou não paga as quotas; continuam as trafulhices com a licenciatura do nosso Primeiro; a Esquerdapara desgosto meu – continua a ter problemas no que respeita à propriedade privada; a mesma GNR que não é capaz de impedir que meia dúzia de bandalhos destruam um campo de milho transgénico, consegue prender meia centena de neo hippies que fumavam umas ganzas num festival no Alentejo; Luís Filipe Menezes é um copiador nato; José Sá Fernandes descobriu que existem corvinas no Tejo, rio de onde diariamente são extraídas 40 (qu-a-ren-t-a)!!! toneladas de amêijoa; os ícones ingleses, da classe para quem os-filhos-são-uma-chatice-que-não-vale-o-investimento-de-levar-a-jantar-a-um-restaurante, continuam por cá à procura da desgraçada da Maddie; Vital Moreira é cada vez mais, para Sócrates e para o Governo PS, o que Vasco Graça Moura foi para Cavaco e para o cavaquismo; … Ah! E o Benfica continua sem ganhar, e já – finalmente – despediu o engenheiro.
 
Parece que nada mudou, mas ao mesmo tempo, tenho a sensação de ter chegado a um sítio estranho para se viver…

Férias 2007

por josé simões, em 05.08.07

O blogue vai estar encerrado para descanso do pessoal até ao fim do mês de Agosto.

Para quem me quiser encontrar, vou andar por aqui:

 

 

Há um ano que esperava por este dia! Férias!

Volto no dia 24. Até lá! 

Fim-de-semana

por josé simões, em 05.08.07

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Bonde do Rolê - "Office Boy" : CSS Remix

(Vinyl 7", edição especial para coleccionadores, em cor-de-rosa)