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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Em jeito de aquecimento para amanhã

por josé simões, em 02.07.07

 

Klaxons - Gravity's Rainbow

Vamos lá amanhã?!

por josé simões, em 02.07.07

Olha aqui o bilhetinho, olha!

As bandas tugas que me perdoem, mas esses já eu estou farto de ver e ouvir!

Arcade Fire , Bloc Party ., Klaxons ; Magic Numbers dispensava, mas como está incluído...

Amanhã vemo-nos lá.

O país dos Comissários Políticos (II)

por josé simões, em 02.07.07

«É demagogia comparar os casos do professor e do médico»

É a frase chave do editorial de hoje do Diário de Notícias, e desenvolve-se assim:

 

«Imaginem-se os dois casos numa empresa privada. Ou num quartel. Ou numa estrutura sindical. Ou num clube de futebol. Todas as pessoas com responsabilidades dirigentes sabem que dos encontros dos seus trabalhadores nem sempre saem incólumes, mas isso não interfere na liderança nem nas condições de trabalho. Mas se um deles permitir que um empregado afixe numa janela da rua uma tarja contra o patrão é óbvio que ambos ficam sem condições para continuar nos cargos.

Foi isso que aconteceu.»

 

Não! Não foi isso que aconteceu. Porque quer o professor Fernando Charrua no caso da DREN, quer Maria Celeste Cardoso no caso SAP de Vieira do Minho, estamos a falar de funcionários públicos. Não estamos a falar de funcionários do Governo e ainda muito menos de funcionários do PS. Os funcionários em questão não são empregados dos respectivos ministros; são empregados do Estado, independentemente da cor partidária no momento ou do sistema político em vigor, por muito que isso possa custar a José Sócrates, a Maria de Lurdes Rodrigues, a Correia de Campos, ou a qualquer outro ministro. Os ministros e os Governos passam, o Estado e a sua estrutura mantêm-se, e, enquanto se alimentar esta promiscuidade e esta confusão deliberada, casos como estes vão tornar a acontecer. Os funcionários em causa não perturbaram o normal funcionamento do Estado ou da Administração Pública; limitaram-se a dizer / fazer umas graçolas sobre os ministros, num caso usando as palavras do próprio ministro! Demagogia é o que um jornal de referência como o Diário de Notícias faz hoje em editorial acerca do tema.

 

E nem de propósito o DN chamar para editorial as interferências na liderança e nas condições de trabalho. Veja-se outro caso surgido e ignorado (deliberadamente?) pelo DN. Agora é na Sub-Região de Saúde de Castelo Branco, onde uma norma assinada pela coordenadora Ana Maria Correia impõe a abertura pela chefia de toda a correspondência dirigida aos funcionários. Como classifica o DN esta norma? Insere-se nas boas normas de trabalho e nas condições para uma boa liderança? Chame-lhe o DN o que lhe quiser chamar. Isto é violação de privacidade e intimidação pura e simples.

 

Já várias vezes aqui foi chamado à atenção que, casos como estes, só deixaram de existir quando houver uma Administração Pública profissional e profissionalizada. Quando os cargos de chefia forem ocupados pelos mais capazes e pelos mais competentes. Enquanto servirem para alimentar e recompensar as clientelas políticas nada feito. Quem foi que uma vez falou em “Jobs For The Boys”?

 

Fim-de-semana

por josé simões, em 01.07.07

Este fim-de-semana foi assim.

"A Lenda de El-Rei D. Sebastião" - Quarteto 1111

(Vinyl 7" - Primeira prensagem)

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