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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O verdadeiro artista (XI)

por josé simões, em 27.07.07

Juan Cruz Maiza Artola, “número três” na hierarquia da organização terrorista ETA, e responsável pelo aparelho de logística dos separatistas bascos, descoberto e preso por ter alugado uma casa a um polícia.

 

É raro encontrar um nome tão bem escolhido e que assenta que nem uma luva na pessoa: Juan Artola. Que grande Artola(s)!

Silly Season

por josé simões, em 27.07.07

A Silly Season está no auge!

 

Campanha publicitária promovida pela Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite: “O leite ajuda a crescer. Tem judo, tem manobras de skate, tem força que chegue para aquele grandalhão do 6.º B”.

Quando era puto, os grandalhões do 6.º B eram aqueles que bebiam leite, mas levavam nas orelhas do pessoal do Bairro Santos Nicolau e das Fontaínhas, que não bebia leite. Bebiam café de saco, com borras e tudo!

 

A GNR de Albufeira colocou grades de ferro em todas as janelas do posto de atendimento. “Guardam-se a si próprios” comentou o presidente da Câmara. “Quando os guardas se fecham numa casa com grades, que ideia de segurança podem transmitir aos restantes cidadãos?”, perguntou Xavier Xufre ex-presidente da autarquia.

E quando um padre manda instalar um pára-raios no telhado da igreja, como é o caso de Albufeira? Qual é a ideia que passa aos seus paroquianos?

 

O bispo de Aveiro vai, durante o mês de Agosto, organizar encontros pastorais nas praias e termas da diocese.

Muito antes dele, houve alguém na Igreja Católica que pregou para os peixes; com a escassez de pescado a afectar a costa portuguesa, temo que nem essa audiência D. António Marcelino vá ter. Também em tempos o PC teve a ideia peregrina de efectuar sessões de esclarecimento nas praias. Perante as perspectivas de linchamento dos oradores pelos banhistas, ou na melhor das hipóteses, o enforcamento no andaime da Bola de Nívea, depressa a ideia foi posta de parte.

 

Pirataria e Terrorismo

por josé simões, em 27.07.07

 

A pirataria está a financiar o terrorismo

 

Quem o diz é Eduardo Simões, director-geral da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), nas Alegações Finais no DN de hoje. E desenvolve: «Em conferências internacionais têm sido dados exemplos de financiamentos de terrorismo a partir da pirataria. Os casos mencionados foram, em conferências a que assisti, O IRA e, mais recentemente a Al-Qaeda. Nos ataques do 11 de Março, em Madrid, foi apreendida uma carrinha cheia de capas de CD pirata. (…)».

 

Acredita quem quer. Esta não engulo, e, confesso, estive quase tentado a dar a este senhor o troféu O Verdadeiro Artista.

A seguir ao 11 de Setembro em Nova Iorque, foram publicados vários relatórios com origem na Mossad e na CIA, que desmontavam as origens dos financiamentos ao terrorismo. Eram eles, por esta ordem: As colectas efectuadas nas mesquitas após as orações, o tráfico de droga e de armas, e, imagine-se (!) a especulação bolsista, depois apareciam financiamentos mais ou menos descarados provenientes de famílias árabes ricas.

 

Revolta-me a hipocrisia de pessoas como o director-geral da AFP, ao afirmarem que com a pirataria «Está em causa o modo de vida de artistas, músicos, actores, editores…», e revolta-me ainda mais a hipocrisia dos «artistas, músicos, actores» ao pactuarem com estas declarações. É mais que sabido que os artistas ganham uma ninharia, uma miséria, nicles, com os chamados royalties sobre as vendas dos seus trabalhos. A grande fatia do lucro vai parar às mãos das editoras e das lojas revendedoras – tipo FNAC’s. Onde os músicos ganham algum dinheiro é, com os direitos de autor recebidos das rádios e televisões de cada vez que a sua música ou o seu trabalho é apresentado, e dos espectáculos ao vivo.

 

Meus amigos; não sou consumidor de CD’s. Continuo a preferir o vinyl; e, vinyl como é sabido, não dá azo a piratarias. Mas uma coisa vos asseguro; uma certeza vos deixo: se o entendimento sobre “financiar o terrorismo” for contribuir para que as grandes editoras e revendedoras deixem de ter os lucros astronómicos que têm à custa do trabalho criativo de terceiros; eu vou começar a financiar. Vou começar a comprar CD’s piratas.

 

Nem tudo são más notícias na Educação

por josé simões, em 27.07.07

No dia 19 de Julho insurgi-me aqui, contra os erros sistemáticos nos enunciados das provas de exame. É já uma tradição. E perguntava eu:

 

«Senhora ministra da Educação: uma vez que, e segundo o director do Gave , «este é um trabalho de equipa», com os péssimos resultados por todos conhecidos, não será de aplicar aqui a lei do despedimento colectivo com justa causa?»

Hoje fiquei agradavelmente surpreendido ao ler no Diário de Notícias que: «Os autores dos exames nacionais em que o Ministério assumiu a existência de erros (...) não voltarão a ser convidados a participar na elaboração de provas. A garantia foi dada ao DN pelo secretário de Estado a Educação, Valter Lemos, (...) "Com certeza (que quem cometeu esses erros) não será convidado, como é evidente", disse o secretário de Estado, (...)»

 

Nem tudo são más notícias na educação. No entanto manda a prudência, aguardemos pela próxima época de exames. Até lá, o benefício da dúvida para o ministério, pelas intenção em resolver a coisa.

Carrinho das Compras

por josé simões, em 27.07.07

LIVROS

 

 

Pura Anarquia

Woddy Allen

Grádiva

 

 

Naomi

Junichiro Tanizaki

Relógio D'Água

 

 

Hot Kid

Elmore Leonard

Teorema

 

 

A Revolução Liberal, 1834 - 1836

Vasco Pulido Valente

Alêtheia

 

 

DISCOS

 

 

Scrimming the Scum

Lefties Soul Connection

Melting Point / Flur

 

 

Spiderman of the Rings

Dan Deacon

Carpark / Flur

 

 

Early Violence

Psychic Ills

The Social Regestry / Flur

 

 

Full House

Wes Montgomery

Universal

 

 

 

 

 

 

O Zé Mula e a Virgem Enganada

por josé simões, em 26.07.07

 Dois acontecimentos, duas notícias. Hoje. Exemplo dos dois condimentos, aparentemente opostos, mas essenciais à composição e construção desta espécie que dá pelo nome de Português. Depois de devidamente amassados e fermentados por quase 900 anos de história.

 

A primeira componente: O Zé Mula.

- A PJ e a ASAE numa operação conjunta encerram três sites portugueses que se dedicavam à partilha de conteúdos – filmes, músicas, jogos, programas, etc. – sem o correspondente pagamento de direitos de autor. Os sites davam pelos nomes de btuga, zetuga, zemula.

Lapidar! Podíamo-nos ficar só pelos nomes de baptismo dos sites e não era preciso dizer mais nada. O Tuga, espécie de troglodita “chico-esperto”, que invariavelmente se chama qualquer coisa” e é Mula, no sentido de manhoso e ardiloso, sempre com estratagemas a roçar a ilegalidade, para contornar a lei e dar a volta ao sistema.

 

A segunda componente: A Virgem Enganada.

- Uma portuguesa de 38 anos, imigrante na Escócia. Mal fala inglês e não pesca nada de informática. Durante três meses manteve relações sexuais forçadas com um escocês de 63 anos que se fazia passar por agente secreto. O 007 forjava e imprimia e-mails devidamente traduzidos para português, que entregava à vítima. Neles constava que agências governamentais de Portugal e do Reino Unido a tinham seleccionado para dar prazer ao espião e, caso não seguisse as ordens do Scotsman, ela, a sua família e os amigos seriam mortos. Se tentasse escapar o avião ou o meio de transporte usado explodiria. O caso começou esta semana a ser julgado no tribunal de Edimburgo.

O português: mais totó que anjinho. Não obstante nunca ter visto o mar, e nem sequer a língua pátria saber falar, mete-se à aventura por esse mundo fora à procura do El Dorado; aparece com frequência nos noticiários a queixar-se que trabalhou sem receber, ou que fez trabalho-escravo. Às vezes dá-se bem, outras nem por isso.

 

Quer um – O Zé Mula -, quer o outro – A Virgem Enganada -, despedem-se sempre do seu interlocutor com um “Até amanhã se Deus quiser!” e “Saudinha a todos é o que eu desejo!”.

Foi assim que chegámos à Índia. Foi assim que descobrimos o mundo. Foi assim que inventámos a globalização. Foi assim que nos tramámos. Ficámos nessa zona semi-obscura que, melhor que ninguém conseguimos definir, e que se denomina “”. Ficámos lá. No entretanto, os “outros” partiram para outra.

 

Como dizem os americanos: I Love This Country!!!

 

Honestidade e telemóveis

por josé simões, em 25.07.07

 A Reader´s Digest promoveu um “teste mundial de honestidade”. Consistiu em deixar telemóveis, estrategicamente “perdidos”, em locais públicos de 32 cidades. Depois, o jornalista telefonava para o número e avaliava a reacção de quem o “achava”; Se o devolvia ou não. Lisboa ficou muito mal classificada. 28.º lugar em 32 metrópoles. Pior que “nós” só Amesterdão, Bucareste, Hong Kong e Kuala Lumpur.

 

Faz agora precisamente um ano, acabava de estacionar o carro em Cartagena e piso um Nokia 6630. Olé! Adoro esta cidade! Pensei eu com um largo sorriso de orelha a orelha. Ainda nem sequer tinha fixado bem a cor do aparelho e não é que ele toca?! Atendi e era o dono. Acabei por deixar o dito cujo no Posto de Turismo junto à Muralha Púnica, não sem que antes o tenha atendido mais duas vezes, para tentar explicar a uma qualquer Dolores que não parava de me chamar “Cariño”, que eu não era o seu namorado, sim mas um turista que tinha achado o aparelho.

 

Se fosse hoje, e depois de ter lido esta notícia, não entregava o telemóvel. Juro que não entregava. Mais que não fosse só para chatear o Saramago!

 

 

Contra o medo, liberdade

por josé simões, em 25.07.07

O PS da luta pela liberdade, que José Sócrates invoca quando lhe convém, assina hoje no Público uma página inteirinha e mais um pedaço de outra. Para ler com atenção. 

 

«Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmo inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.

Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que “só é livre o homem que liberta”. Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, “o partido sem medo”, como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra de sinal contrário.»

 

O texto na íntegra, aqui.

 

O verdadeiro artista (X)

por josé simões, em 25.07.07

“O aborto não será, com certeza, a primeira decisão de uma mulher porque é contra-natura. A função das mulheres é, precisamente, a da procriação. Julgam que elas precisam de uma qualquer lei do Governo socialista para executarem decisões que têm de tomar na sua vida. Até à data qualquer mulher que tinha de tomar essa decisão não deixava de a tomar… tomava as suas providências e fazia-o lá fora.”

 

Rafaela Fernandes, deputada do PSD à Assembleia Regional da Madeira.

 

Wallpaper

por josé simões, em 25.07.07

Habitualmente este é um tema que fica a cargo do meu vizinho aqui do lado. Uma vez que o posto se encontra encerrado para descanso do pessoal, aqui fica a notícia (mas só deta vez!): Já está nas bancas o número de Agosto da Wallpaper

 

 

Continuação de boas férias para o blogue.

 

 

 

 

Nobel da Paz

por josé simões, em 24.07.07

 

Adivinhem quem foi nomeado em 1939 para Prémio Nobel da Paz?

Ele há coisas fantásticas não há?

Via Womenage A Trois

Vida familiar e vida profissional

por josé simões, em 24.07.07

É sabido que cada vez mais, os pais passam cada vez menos tempo com os filhos. É a chamada “vida profissional”, em contraponto à “vida familiar”, ou, em como é possível haver mais vida para além da vida; mas isso são contas de outro rosário… As consequências dos filhos crescerem desacompanhados e ao “Deus-dará” – abandono escolar, delinquência, drogas – são por demais conhecidas e já foram mais que esmiuçadas em tudo quanto é sítio, desde jornais a televisões, livros editados e uma legião de novas profissões que surgiram recentemente e que se encarregam de acompanhar pais e filhos; é o apoio familiar, com os psicólogos à cabeça. Outra forma de ganhar a vida, para além da vida; que também são contas de outro rosário.

 

Ontem o ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, afirmou «estar empenhado em promover o alargamento do horário de funcionamento dos infantários de modo a facilitar uma maior conciliação entre a vida profissional e familiar (…)» Diário de Notícias. Não sei, sinceramente, qual a ideia – e se é que tem alguma – de conciliação entre as “duas vidas” que vai na cabeça do ministro. Alargar o horário de funcionamento dos infantários pressupõe à partida que as crianças vão ficar mais tempo fora dos pais. E porquê a necessidade deste alargamento de horário? Porque os pais vão estar mais tempo a trabalhar. Do que na realidade se trata é de tirar vida familiar às famílias, para dar vida de trabalho às empresas. São coisas diferentes. Com esta medida, o que se está a dizer aos portugueses, é que podem ficar tranquilos a trabalhar, se preciso for até à noite, porque há um sítio onde podem deixar as suas crianças depositadas; porque na grande maioria dos casos, aquelas coisas que dão pelo nome de infantário e creche é disso mesmo que se tratam: depósitos de crianças. Se houvesse a vontade de conciliar a vida profissional com a vida familiar incentivavam-se as empresas a disponibilizar esses equipamentos, como aliás acontece no “país fetiche” do nosso Primeiro – a Dinamarca, para que os pais ficassem o mais tempo possível junto dos filhos.

 

Se houvesse a real intenção de conciliar a vida profissional com a vida familiar; se houvesse a real intenção de combater o abandono escolar, a delinquência juvenil, o consumo de drogas, etc., etc., etc., estas medidas estavam a ser promovidas e direccionadas para o momento em que as crianças entram no primeiro ciclo, que é a altura crítica da formação do individuo, e não para os infantários e creches. Assim não passa de mais um “momento-Chávez” na vida deste Governo.

 

É o que dá misturar num mesmo ministério Trabalho e Solidariedade.

SMS

por josé simões, em 24.07.07

«Salas preparadas para as tecnologias da informação, câmaras e cartões electrónicos à la Orwell. Tudo isto numa escola cada vez mais ‘off’ no que diz respeito à Educação. Agora procura-se alcançar progressos pedagógicos, depois de se ter criado uma geração de professores-entertainers.»

 

Y. Araújo, na secção SMS do Diário de Notícias, em que os leitores enviam mensagens por telemóvel.

30 euros

por josé simões, em 24.07.07

Neste fim-de-semana que passou houve um acontecimento que veio relatado nos jornais, naqueles quadradinhos no canto inferior da página; aquelas notícias que quase ninguém lê. Dizia que em S. Pedro do Sul tinha decorrido um encontro organizado pela Confederação Nacional de Acção sobre Trabalho Infantil. O encontro juntou jovens entre os 12 e os 16 anos que condenaram a participação de crianças em novelas e séries de televisão e alertava para o incumprimento da legislação em vigor e consequente exploração dos jovens nessas situações.

 

Ontem no telejornal, aparece-me o nosso Primeiro acompanhado pela ministra da Educação em mais uma acção de campanha; como Pacheco Pereira diz: “o momento-Chávez” do dia. Era a apresentação – mais uma… – do programa “Escola – Plano Tecnológico da Educação”. Tudo corria sobre rodas até que essa espécie humana irritante que dá pelo nome de jornalista se lembrar de desatar a entrevistar as criancinhas. “Estou inscrito numa empresa que é a NBP. Telefonaram lá para casa e eu vim…” disse um dos entrevistados, “Quanto é que vens ganhar?” pergunta o jornalista, “30 euros” responde o puto.

 

Para começar não está mal. Mesmo nada mal. Já há alguém a ganhar umas coroas com o QERN e com o PTE. E não são os putos. Esses só ganharam 30 euritos. O senhor Nicolau Breyner da NBP por cada 30 que pagou, no mínimo o dobro ganhou, porque é assim que funcionam as empresas de trabalho temporário. Resta-nos a consolação de ao menos desta vez sabermos para que bolsos vão os milhões que a União nos “oferece”.

 

Poderíamos ser levados a pensar que ultimamente nada corre bem a Sócrates. Primeiro foram os figurantes vindos do Alandroal e Cabeceiras de Basto para a festa do António Costa. Agora os figurantes para a festa de Maria de Lurdes Rodrigues. Desenganem-se! Está encontrada a panaceia para o abandono escolar. 30 euros por cada dia na escola. Preparem-se para reabrir as escolas encerradas no interior do país por falta de alunos! A isto some-se os novos incentivos à natalidade e daqui por 20 anos seremos 30 milhões. No mínimo.

 

Adenda: Acho que me vou matricular num qualquer curso nocturno.

Anos 60

por josé simões, em 24.07.07

Outra das minhas bandas preferidas dos anos 60 (o que quer que isso signifique).

 

"My Generation" - The Who