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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Cobrador

por josé simões, em 25.06.07

«Para cobrar as ofertas em dinheiro, superiores a 500 euros entre familiares, o Estado poderia facilitar o assunto criando, uma gentileza, a figura do cobrador que vai a casa participando também nas festas de aniversário e no Natal. Criavam-se mais empregos e por isso mais felicidade.»

 

Assinado por Mário Correia de Lisboa na secção SMS, em que os leitores enviam pequenas mensagens por telemóvel, no Diário de Notícias de hoje.

Fim-de-semana

por josé simões, em 24.06.07

Este fim-de-semana foi assim:

Lou Reed - "Walk on the Wild Side"

(Vinyl 7" - Edição made in Spain)

Patti Smith e o massacre de Virgínia Tech

por josé simões, em 24.06.07

Foi o tiroteio mais mortal da história moderna da América. A 16 de Abril, o estudante sul-coreano Seung-Hui Cho matou 32 pessoas na Universidade de Virgínia Tech, estados Unidos. A 7 de Maio, Patti Smith publicou na revista “New Yorker” o poema “Tara”, que a poeta Ana Luísa Amaral:

 

Tara

 

Ficou de pé à porta

da quinta na Virgínia

pondo uma camisola

os ramos

da cerejeira

que cuidara

curvavam-se

os botões desprendidos

ali na neve súbita

os veados de pé

em maravilha muda

junto à sebe do jardim

enfiou o telefone

no bolso

a sua filha

ilesa

entre

pétalas idas

fez estalar

um ramo

suspensa a tempestade

ela sentiu o jovem

ela sentiu os mortos

e sentiu as famílias

sentiu também o vento

não fazem isso os veados

disse

não fazem isso os veados

 

No caderno Ípsilon do Público de sexta-feira passada.

Estaline está vivo nos nossos corações! (*)

por josé simões, em 24.06.07

«Luís Marques Mendes conseguiu ver aprovados os quatro novos membros da sua direcção, no Conselho Nacional de sexta-feira à noite, mas debaixo de fortíssima contestação. A reunião, que acabou ontem de madrugada, ficou marcada por um incidente à volta dos boletins onde os conselheiros nacionais do PSD deveriam votar os nomes de Macário Correia e Calvão da Silva (vice-presidentes) e de Bernardino Vasconcelos e de José Amaral Lopes (vogais) para integrarem a Comissão Política Nacional. Acontece que os boletins de voto apenas tinham inscritos um "sim" e um quadrado para pôr a cruz. O "não" e a "abstenção" não constavam.»

Pode ser lido no Diário de Notícias hoje.

Pegunta: Que Durão Barroso tinha andado pelo MRPP já é sobejamente conhecido. Agora Marques Mendes, onde foi ele aprender estes métodos Estalinistas?

(*)Palavra de ordem usada pelo MRPP nos anos pós-25 de Abril.

Tanto jornalista bom, e no desemprego...

por josé simões, em 23.06.07

Venho no carro a ouvir a TSF. Cai o noticiário das 20; a páginas tantas: “Foi pela terceira vez indiciado e pela terceira vez reclamou inocência!”, seguem-se as declarações da praxe. Referiam-se a Pinto da Costa e ao Apito Dourado. Desculpe lá ó senhor jornalista (?), mas pagam-lhe para dizer isto?! O que é que estava há espera? Que o homem há terceira vez de ser indiciado se reclamasse culpado de todos os males do futebol português?! Tenham dó!

(Terminava a notícia (?) com Pinto da Costa a dizer que acreditava na justiça dos Tribunais e na justiça Divina. Não fosse ele conhecido como “O Papa”…)

 

O desvario dos socialistas

por josé simões, em 23.06.07

  Onde se transcreve excerto do artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso de hoje. Uma das grandes guerras aqui do blogue. Na mouche!

 

«Os nossos socialistas “modernos” têm dois fascínios fatais: as obras públicas e os interesses privados. A simbiose que daqui resulta é a pior possível. O estado, empenhado em mostrar grande obra a qualquer preço, contrata com os grandes interesses privados tudo e mais alguma coisa: as estradas, as telecomunicações, o ensino, a saúde, a defesa. E dá de si tudo o que tem para dar: terrenos e dinheiros públicos, património e paisagem, empreitadas e fornecimentos, concessões e direitos de toda a espécie.

(…)

Alguma coisa deve estar tremendamente confusa na cabeça dos socialistas e do engenheiro José Sócrates. Eles não perceberam que não são nenhuma comissão liquidatária dos dinheiros e do património públicos em nome dos “superiores interesses da economia” (agora, vai a ria de Alvor, em projecto PIN…). Eles não perceberam que o interesse público não é construir aeroportos e comboios de luxo de que o país não precisa, para “estimular a economia” e encher de dinheiro fácil empresários que não sobrevivem sem o Estado; que não é entregar todo o património natural e paisagem protegida a especuladores imobiliários sem valor nem qualificação; que não é “emprestadar” o CCB ao comendador Berardo para lhe resolver o problema de armazenamento da sua colecção de arte. Se isto é a esquerda, que venha a direita!»

 

O que resta da esquerda?

por josé simões, em 23.06.07

«Nas últimas semanas, fez falta à esquerda um muro das lamentações. Primeiro, houve choro e ranger de dentes porque o Bloco de Esquerda deixou de ser “revolucionário”; depois, houve desagrado e embaraço por Mário Soares ter voltado a falar como um revolucionário. Todas as teses ficaram assim confirmadas: a daqueles que pensavam que a esquerda tem de mudar para continuar a ser relevante, e a daqueles que desconfiam que, por mais que pareça mudada, é sempre a mesma. Há ainda outra tese: a dos que querem convencer-se de que a esquerda deixou de existir. É uma tese muito do agrado daquela direita que não gosta que a esquerda a obrigue a parecer o que é. Mas para uma coisa que não existe ou deixou de existir, faz muito barulho. Basta reparar na fúria com que o actual Governo de José Sócrates se reclama de esquerda (embora “moderna”), só igual à ânsia com que muitos dos seus críticos e alguns dos seus amigos negam que seja tal coisa.

 

Desde Fevereiro de 2005 que a rotina manda discutir sobretudo a “crise da direita”. Sempre achei imensa graça àqueles que diagnosticam uma crise à direita porque o Governo do PS lhe teria roubado as “bandeiras”. Mas se os líderes do maior partido de esquerda precisam de roubar bandeiras ao adversário, quem é que está mesmo em crise? De facto, José Sócrates não roubou ninguém. Limita-se a fazer o necessário para dar mais uns anos de vida ao Estado social. Como não é possível subir mais os impostos, baixa as prestações. Sócrates limitou-se a tropeçar numa velha verdade socialista: o empobrecimento é o preço do controlo da sociedade pelo poder político. Só que nem toda a gente à esquerda está disposta a vazar o cálice da realidade.

 

Não é só em Portugal que a esquerda não é feliz. A esquerda não está bem onde perde, nem onde ganha. Em França, os socialistas parecem regressados ao ostracismo dos primórdios da V República, antes de Mitterrand. Em Inglaterra, Blair fez dos Trabalhistas o “partido natural de governo”, mas à custa de uma crise existencial. Há uns meses, Nick Cohen publicou um livro com um trocadilho no título: What’s left? Como se perguntar o “que é a esquerda” fosse, hoje em dia, perguntar o “que resta da esquerda”. O que resta da esquerda é o estado social e o antiamericanismo, isto é, a adesão a um sistema assente no controlo dos indivíduos pelo poder político, e o ódio àquela que, para o bem e para o mal, é a mais profunda democracia do mundo. É curioso. No século XIX, era ao contrário: era à direita que se detestava a América (isto é, a democracia), e se temia o princípio da liberdade e responsabilidade individuais. Quando se diz que a esquerda precisa de mudar, esquece-se isto: a esquerda mudou, mudou mesmo muito, e é essa mudança que hoje a faz olhar para o mundo como para um labirinto incompreensível.

 

Regressemos, por exemplo, a John Stuart Mill, cujo centenário passou o ano passado. Hoje é lembrado como um liberal. Mas Mill foi, no seu tempo, um “radical”: desejou a extinção da religião revelada e a subversão da hierarquia social. Por isso mesmo, pregou o princípio da autonomia individual contra o Estado. Mill acreditava que, uma vez libertos de constrangimentos, os indivíduos se deixariam convencer pelos melhores argumentos, e que esses argumentos eram os do secularismo e da igualdade, porque constituíam as molas do progresso. Foi esta confiança que as esquerdas perderam. E à medida que a perderam, passaram a depender cada vez mais do Estado. Hoje em dia, à esquerda estão as forças políticas que acreditam na mentira que Nietzsche disse ter sido contra o estado (“o mais frio de todos os monstros”): “Eu, o Estado, sou o povo.” Ora, o Estado nunca é o povo, como em tempos as esquerdas souberam.

 

Ao contrário do que dão a entender algumas direitas, a esquerda não é dispensável. O consenso à volta da igualdade e do secularismo da vida pública só existirá enquanto esses alicerces do nosso modo de vida tiverem defensores aguerridos, como em tempos os houve à esquerda. Hoje o panorama é aí confuso: a esquerda mais laicista é aquela que, por preconceito antiamericano, mais se dispõe a caminhar ao lado dos profetas do futuro califado; e a esquerda mais igualitarista é aquela que exibe maior zelo por um sistema, o Estado social, que tem sido por todo o lado uma mina para as classes médias e a proverbial madrasta dos mais pobres. Descobrirão as esquerdas um dia que há vida para além do antiamericanismo e do “mais frio de todos os monstros”? Talvez ajudasse ter lido mais Mill e menos Marx, e ler agora mais Nick Cohen e menos Chomsky.»

 

Rui Ramos, historiador, no Público de 20 de Junho.

Alguém que me explique isto, s. f. f.

por josé simões, em 22.06.07

Vejo na televisão o ministro da Saúde, Correia de Campos, vir dizer candidamente que vão estar isentas do pagamento de taxas moderadoras todas as mulheres que resolverem interromper voluntariamente a gravidez. O mesmo ministro que há umas semanas atrás disse que estava em estudo a possibilidade de vir a aplicar taxas moderadoras às crianças com menos de 12 anos, e… às grávidas!

Vamos lá a ver se nos entendemos: eu tenho, por exemplo, uma terrível dor de cabeça, uma terrível dor de estômago, ou sou atacado por uma gripe fortíssima; não estou doente porque me apetece ou porque sim. Dirijo-me ao SADU ou ao Hospital, e, zás! levo com a taxa em cima. Uma mulher engravida e decide trazer o filho ao mundo. Ao longo de 9 meses necessita de regular assistência e acompanhamento médico; toma lá com a taxa! Uma mulher que resolve abortar porque sim; não interessa aqui invocar a justeza ou não justeza da decisão, ou os factores por detrás, que a levaram a tomar tal opção; resolve abortar, e está automaticamente isenta. Alguém que me explique isto, s. f. f. Se é que isto é passível de alguma explicação assente no bom senso.

 

Post-Scriptum: Não sei qual é a ideia que passa pelas cabecinhas dos que fizeram campanha pelo NÃO no referendo ao virem invocar que as recomendações à lei feitas pelo Presidente da República não foram cumpridas. Acaso sabem que no nosso sistema político as recomendações do senhor Presidente não passam mesmo disso; de recomendações que têm tanto valor como a opinião do cidadão comum? Acaso não sabem que o Presidente da República não tem poder para fazer recomendações legislativas ou regulamentares; que esse poder compete ao Governo e à Assembleia da República? O poder que o Presidente tinhapromulgar ou não – foi exercido. Promulgou a Lei. Ponto final parágrafo.

 

Adenda: Houve uma altura em que me convenci de que as ideias deste Governo e deste ministro, para a saúde em Portugal, fossem acabar de vez com o Serviço Nacional de Saúde. Chego agora à conclusão que a ideia deste Governo e deste ministro, para a saúde em Portugal, é não terem ideia nenhuma.

O (s) verdadeiro (s) artista (s) – ou o cúmulo da hipocrisia

por josé simões, em 22.06.07

Deputados do PS queixam-se do Governo.

 

«Numa reunião emotiva, onde se discutiram casos sociais que tocaram os deputados, o grupo parlamentar do PS decidiu ontem solicitar a presença, em reuniões da bancada, dos ministros que lideram as reformas mais “sensíveis”, a aprovar pela Assembleia da República até ao Verão, com os da Educação, Saúde e Obras Públicas.

(…)

Há pouco PS no Governo”, terá mesmo afirmado um deputado (…).»

Pode ser lido no Público de hoje numa caixa assinada por Leonete Botelho.

 

Expliquem-me como se eu fosse muito burro: Não é a bancada parlamentar do PS que sustenta o Governo? Não é a bancada parlamentar do PS que viabiliza as políticas de José Sócrates?

Arraial Pride 07

por josé simões, em 22.06.07

 

É já no dia 23 de Junho, a partir das 18h (e até às 04h) na Praça do Comércio.

(Este blogue é hetero)

Carrinho das Compras

por josé simões, em 22.06.07

LIVROS

 

 

Indulgência Plenária

Alberto Pimenta

& Etc.

 

 

A Cidade Proibida

Eduardo Pitta

Quidnovi

 

 

O Espelho Que Foge

Giovanni Papini

Presença

 

 

As Mulheres do Meu Pai

José Eduardo Agualusa

Dom Quixote

 

 

DISCOS

 

 

Release the Stars

Rufus Wainwright

Geffen / Universal

 

 

Apples

June Tabor

Topic rec. / Megamúsica

 

 

Feil Knapp

Bjorn Torske

Smalltown Supersound / Ananana

 

 

The Queen Alone

Carla Thomas

Stax / Universal

 

 

No Shouts, No Calls

Electrelane

Too Pure / Popstock

 

Justiça por medida

por josé simões, em 21.06.07

O cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa apresentou uma queixa-crime contra o cidadão António Balbino Caldeira, enquanto dono e autor do blogue Do Portugal Profundo (http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/), responsável pela divulgação da notícia sobre os contornos da sua licenciatura na Universidade Independente. O cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa teve o cuidado de deixar bem vincado que, a queixa-crime, é feita enquanto cidadão no exercício dos seus direitos cívicos, e, que o facto de ser Primeiro-Ministro do Governo de Portugal, não é para aqui chamado. Só que o cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa faz-se de esquecido. Esquece-se que a notícia só é (foi) notícia porque o cidadão em causa é Primeiro-Ministro do Governo de Portugal. Caso contrário, o caso, nunca tinha despertado interesse.

 

Recentemente o PSarmou uma guerra”, porque o cidadão Alberto João Jardim enquanto presidente do executivo insular, de manhã procedia à inauguração de obras do seu Governo Regional, e, de tarde, participava enquanto cidadão líder do PSD Madeira na campanha eleitoral em curso.

Manobras eleitoralistas

por josé simões, em 21.06.07

No mínimo curioso, é como se pode classificar o que aconteceu ontem no Parlamento. Toda a oposição votou em conjunto uma proposta de resolução. Tirando aqueles votos de condolências pela morte de alguma personalidade de vulto, ou aqueloutros de felicitações pelas vitórias da selecção, é raro isto acontecer. A proposta era sobre o novo aeroporto de Lisboa; foi apresentada pela bancada do CDS / PP e, se aprovada, veiculava o Governo a ter em conta um estudo que consagrasse a hipótese Portela + 1.

Não passou porque a bancada do PS votou contra. “Este debate é urgente porque se trata do maior investimento previsto para o país”, argumentou Telmo Correia em defesa da sua proposta. “É urgente para si porque há eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, e tem a difícil tarefa de evitar mais uma derrota eleitoral para o seu partido”, respondeu o deputado do PS Miguel Coelho.

Derrota por derrota, o PS nesta altura do campeonato leva um goal-average muito superior. Desde a maioria absoluta nas legislativas que vem somando derrotas atrás de derrotas; foram as autárquicas e depois as presidências. Eleitoralista não foi a proposta do CDS / PP. Eleitoralista foi o voto contra do grupo parlamentar do PS. Parafraseando Miguel Coelho, o PStem a difícil tarefa de de evitar mais uma derrota eleitoral para o seu partido”, agora na Câmara da capital; e todas as iniciativas são bem-vindas, como esta de afastar um engulho de nome Portela +1 do caminho de António Costa.

O verdadeiro artista (V)

por josé simões, em 20.06.07

«Quando foram marcadas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, afirmei a intenção de me silenciar, até 15 de Julho, sobre questões partidárias. Assim faria se não verificasse que todos aqueles que contribuem para a lenta agonia do meu partido aproveitam o meu silêncio para maquinarem os seus propósitos ínvios.»

 

Quer o leitor, como diriam os ingleses, “have some fun”? Então delicie-se com o resto do artigo de Luís Filipe Menezes no Público de hoje. Menezes a chegar-se à frente, num grande exercício de presunção e narcisismo político! De rir e chorar por mais!

 

(Porque será que tudo o que Menezes escreve ou diz me soa a falso?)

Religião, Estado e Laicismo

por josé simões, em 20.06.07

Um muçulmano, com o tempo, vai deixar de ser muçulmano, não no sentido religioso, que isso é do domínio da fé, pessoal, mas no sentido político, pois será só cidadão do Estado.

 

Isto foi escrito corria o ano de 1948 por Muhammad Ali Jinnah Fundador do Estado do Paquistão, que se queria laico e secular, à imagem dos estados europeus. Mas isso foi em 1948. Hoje o Paquistão tem um ministro para os Assuntos Religiosos o que é uma óbvia perversão aos princípios fundadores da República por Jinnah, e que acha justificável um atentado suicida contra Salman Rushdie só pelo simples facto de o escritor ter sido agraciado por Sua Alteza Rainha de Inglaterra Isabel II com o grau de Cavaleiro e o título de Sir. Levando à letra as declarações incendiárias do seu incendiário ministro, a turba, irracional e sempre ali à mão para os shows televisivos, dedicou-se ontem, em algumas cidades do Paquistão, a incendiar efígies da rainha. Como se isto não fosse por si só demasiado bizarro e burlesco, o alto-comissário Robert Brinkley, convocado pelas autoridades paquistanesas para receber um protesto formal, pela agraciação concedida por uma nação soberana a um escritor, justificou-se – fazendo a figura dos arrumadores de carros na avenida: se eles não estivessem lá nem nós víamos o lugar –, dizendo “não ser verdade que o grau de cavaleiro tenha sido concebido como um insulto ao profeta Maomé.” A sério senhor Brinkley? Se o senhor não (lhes) nos dissesse, nem (eles) nós sabiam (os)! Ao que nós chegámos… Uma das mais antigas democracias do mundo – Inglaterra – a dever explicações aos fanáticos-radicais-barbudos!