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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

In Memoriam

por josé simões, em 01.03.07

 

Manuel Galrinho Bento

1949 - 2007

 

O maior Guarda-redes português de todos os tempos.

Dia de Portugal 2007

por josé simões, em 01.03.07

A presidência da República escolheu a cidade Setúbal para sede das comemorações do 10 de Junho.

 

Setúbal a Cidade Vermelha. Setúbal a cidade do desemprego e da exclusão social. Setúbal bastião do “Sim” no referendo à IVG.

 

Descontando o tempo de Sampaio, absolutamente inócuo e incolor, a última vez que Setúbal havia sido capital presidêncial, fora numa das famosas Presidências Abertas de Mário Soares e, trazia Cavaco Silva no bico – à época Primeiro-ministro.

 

Em 2006 o PC embrulhou-se numa trapalhada na Câmara de Setúbal, ao substituir Carlos Sousa na presidência da autarquia pela “correia de transmissão” que dá pelo nome de Maria das Dores Meira; com argumentos que mais ninguém percebeu, à excepção do seu Comité Central.

 

Nas últimas autárquicas, a CDU perdeu a maioria absoluta que detinha na Câmara e, surpresa das surpresas, a Cidade Vermelha colocou o PSD, com Fernando Negrão a cabeça de lista, como a segunda força mais votada, relegando o PS para um “honroso” terceiro lugar. Nunca em 33 de Democracia tal havia acontecido! Antes pelo contrário, Setúbal era, a cidade que apedrejava os comícios do PSD e do CDS.

 

Quem vir esta escolha de Cavaco Silva, unicamente como uma abordagem ao povo de esquerda com o pensamento num segundo mandato, desengane-se; esta sede presidencial para o dia de Portugal trás outras (mais) coisas no bico.

 

Ondas de choque

por josé simões, em 01.03.07

As ondas de choque provocadas pelo resultado do referendo a Interrupção Voluntária da Gravidez continuam a fazer-se sentir; propiciando alguns comentários no mínimo hilariantes e, sintomáticos da confusão que reina na cabeça dos apoiantes do “Não”.

 

Isilda Pegado, ex-mandatária do movimento Plataforma Não Obrigado, ontem comentando o acordo estabelecido entre o PS, PCP, BE e Verdes para a nova lei:

 

“Não respeita as nossas preocupações do Presidente da Republica”

 

E até admite a hipótese da possível inconstitucionalidade da Lei que vier a ser aprovada!

 

Honestamente: A princípio fazia-me alguma confusão a evidente passividade e até, algum deslumbramento dos repórteres de serviço à recolha destas e outras declarações; depois passei pela fase da incredulidade e, atingi neste momento o nível da indignação.

 

Entre tanto microfone apontado, não há um – só um que seja – que se lembre de perguntar:

- Inconstitucional porquê?

- Por ter sido elaborada e negociada numa área usualmente arredada daquela a que se convencionou chamar “partidos de governo”?

- Inconstitucional por eventualmente – sublinho eventualmente – não respeitar as preocupações do Presidente da República?

- Estará Isilda Pegado mandatada por Cavaco Silva para exprimir as preocupações presidenciais?

 

Post-Scriptum: Anteriormente para demarcara as águas entre os chamados “partidos de governo” e todos os outros com assento parlamentar, a direita usava o termo “partidos democráticos”, o que recorrendo à velha dicotomia Esquerda-Direita, na esquerda significava PS.

Ontem contudo, e devido a esta nova realidade que foi a elaboração da Lei à IVG, surgiu uma nuance que passou despercebida à maioria, se não a toda a comunicação social: Esquerda Parlamentar.

Interessante.

O Parlamento em imagens

por josé simões, em 01.03.07

Resumo do debate parlamentar mensal, entre o Primeiro Ministro e os partidos da oposição.

 

O Torturador da estatística.

 

O Camelo.

 

A Mula.

 

O "vai a reboque".

 

E, para o mês que vem há mais.

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