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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não é qualquer um!

por josé simões, em 14.07.07

Não é qualquer um que é jogador deste clube!” foi a ideia-chave da entrevista dada por Carlos Carvalhal esta semana a um jornal de Setúbal. O tema era a próxima época e a política de aquisição de jogadores pelo Vitória. Na altura pensei em ironizar sobre o assunto por me ter parecido que Carvalhal se estava a “armar” e a colocar o Vitória num pedestal que não é o seu desde os anos 60 do século passado. Tinha razão o novo treinador do Vitória; assim à primeira vista e sem puxar muito pela cabeça, Quaresma, Simão ou Moutinho não jogam no Vitória… Não é qualquer um que é jogador do Vitória, parece-me uma verdade indiscutível. Até ao nível da descoberta de novos talentos o clube anda há muito perdido. O último sonante que me recordo saído de Setúbal foi Vítor Baptista, que, infelizmente, havia de ficar para a história por outros motivos.

Ontem descobri que o famoso Zéquinha que ficará para a posterioridade como o cromo que tirou um cartão vermelho da mão do árbitro é jogador do clube da minha cidade. Sublinho, da minha cidade. E ganhou a medalha do mau-comportamento com a camisola da selecção do meu país. Sublinho, do meu país. Bem sei que Carvalhal está agora a “agarrar” a equipe; mas era a isto que se referia quando disse “Não é qualquer um que é jogador deste clube!”?

 

Entretanto Couceiro continua a facturar, e soma os sub-20 ao score dos sub-21. Questionado por um jornalista se via a sua posição em perigo, respondeu que não percebia onde é que queriam chegar com aquela pergunta. Lapidar. Eu tenho uma pergunta que gostava de fazer a Couceiro: Ainda usa a famosa gravata, oferecida por Pinto da Costa, e que uma vez orgulhosamente exibiu na televisão?