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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O julgamento de A Senhora Dona Carolina

por josé simões, em 27.06.07

À medida que o Apito Dourado vai ganhando contornos mais ou menos precisos, vai ficando também clara uma das vertentes da defesa de Pinto da Costa. Prontamente correspondida no terreno, nas palavras e pela pena, dos indefectíveis do presidente do FC Porto. (Sim, porque muito do (in) sucesso deste processo joga-se fora dos tribunais; as constantes fugas de informação e a contra-informação estão aí para o provar). A estratégia passa claramente por denegrir a imagem na opinião pública e aos olhos da justiça da ex-primeira-dama do Dragão, recorrendo para o seu passado – mais ou menos duvidoso, mais ou menos desaconselhável –, de alternadeira. O ridículo da coisa, é que entre os mais assanhados e raivosos, encontram-se precisamente aqueles que iam ao beija-mão, e brindavam de copo erguido nas festas do jet-set, à então companheira de Pinto da Costa, e há época, A Senhora Dona Carolina Salgado. Aqueles que estavam sempre ali à mão, disponíveis para aparecer nas fotografias da praxe, nas revistas da especialidade – mais ou menos cor-de-rosa – e que tinham em cima da secretária ou da cómoda no quarto, a foto de Carolina a beijar a mão ao Papao verdadeiro – em posição beata e de cabeça coberta, ao lado de Pinto da Costa. Perguntavam então: “Quem são aqueles dois que estão ao lado de Carolina Salgado?”

 

Não foi ainda Carolina Salgado que fez o papel do Brutus de Pinto da Costa. Mas já esteve mais longe de aparecer um candidato a encarnar a personagem. É uma questão de tempo.