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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Um jogo perigoso. Uma questão do preço a pagar [pela pessoa e pela marca]

por josé simões, em 08.09.11

 

 

 

«Upmarket French fashion brand Lacoste has asked Norwegian police to ban mass murderer Anders Behring Breivik from wearing its clothes during court appearances»

 

«Até ao início dos anos setenta, os emblemas das roupas estavam geralmente escondidos, colocados discretamente no interior do colarinho. Pequenos emblemas do designer surgiam no exterior das camisas, na primeira metade do século, mas esses trajos desportivos limitavam-se quase exclusivamente aos campos de golfe e campos de ténis dos ricos. […]. O jogador de pólo Ralph Laurent e o crocodilo de Izode Lacoste fugiram do campo de golfe e passearam-se pelas ruas, arrastando com decisão o emblema para o lado de fora da camisa. Estes emblemas cumpriram uma função social equivalente a manter a etiqueta com o preço: toda a gente sabia precisamente a quantia que essa pessoa estava disposta a pagar para ter estilo.»

 

“A Expansão da Marca”, Naomi Klein, No Logo – O poder das marcas, Relógio D’ Água Editores, Julho de 2002.

 

[René Lacoste na imagem]