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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Não gostar de franceses (nem de judeus)

por josé simões, em 24.05.11

 

 

 

 

Atente-se ao pormenor, ao que realmente interessa. A grande preocupação não era qual o destino daqueles milhões de seres humanos, até ali vizinhos, colegas de escola, colegas de trabalho, amizades de gerações, não, a preocupação era saber qual o destino dado aos animais deixados para trás:

 

"Indeed, when they started interning Jews, the newspapers were flooded with outraged letters from Germans wondering what had happened to the pets they left behind.

 

E esta é, para mim, a parte para levar a sério, aquela que nos devia deixar todos a pensar.

 

Depois há o rafeiro que aprendeu a falar e a primeira coisa que disse foi 'Mein Führer' quando inquirido sobre quem era Adolf Hitler. E aquele outro, o Rolf, que dissertava sobre religião, além da falar línguas e escrever poesia, talvez por ser de raça, Airedale terrier, talvez com ascendência britânica e possivelmente educado no seio de uma família judaica, penso eu de que. E um, patriota, que logo pediu para ser alistado no exército porque não gostava de franceses…

 

Isto é tão, mas tão surreal, para sair nas páginas de um prestigiado Telegraph, que ainda não estou em mim:

 

«The patriotic German dog even expressed a wish to join the army, because he disliked the French.»

 

(Imagem)