|| Tantas vezes vai o cântaro à fonte que algum dia lá fica a asa
Um dos problemas de quem vive numa ilha é que, devido ao horizonte visual/ espaço físico estar bloqueado pelo mar, isso acabar, mais cedo ou mais tarde, por se reflectir num também bloqueio do horizonte intelectual - é a acção do meio ambiente sobre o ser humano - e, como consequência, uma afastamento da realidade tal como os outros, os que vivem no continente, a interpretam.
Alberto João Jardim, “isolado” lá na “sua” ilha, perdeu definitivamente o contacto com a realidade. Só assim se explica que continue a acenar com a independência da Madeira quando é isso precisamente o que a maioria da população continental portuguesa quer.
Há um tempo para tudo, e o tempo de Alberto João Jardim, definitivamente, já não é o tempo do Continente (se é que alguma vez o foi). Mesmo quando fala para dentro do seu espaço físico.
(Imagem de autor desconhecido)
