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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| A história da carochinha

por josé simões, em 03.06.10

 

 

 

Não foi há muito tempo, foi no pós-revolução de Abril aí por alturas do PREC, e mais ou menos por estas alturas, que nas televisões passavam reportagens a preto-e-branco, desde a Pr. de Espanha em Lisboa, com bichas (filas é lá no Brá-ziu) intermináveis de quilómetros de lisboetas à espera – e a reclamar – do autocarro para as praias da Caparica. Há bocado passou num telejornal qualquer uma reportagem com o jornalista na Pr. de Espanha, numa bicha monstruosa, só que dentro do carro a "assar" no acesso à ponte Sobre-o-Tejo, que era assim que o pessoal do reviralho dizia durante a ditadura para não ter de pronunciar o nome do velho de Santa Comba.

 

Vem esta conversa da treta a propósito do tempo de antena do POUS da inenarrável Carmelinda Pereira, transmitido ontem antes do telejornal, onde a senhora dizia, mais coisa menos coisa, que um dos maiores erros da nossa história recente havia sido a “entrada” (sic) para a então CEE e, posteriormente, a adesão ao Euro.

 

A camarada Carmelinda vale o que vale e tem a importância que cada um lhe quiser dar, não é por aí. O problema é este país de miseráveis de espírito estar infestado de Carmelindas, da Direita à Esquerda, e que insistem em contar-nos uma história da carochinha. Como se nós nunca tivéssemos estado “lá”.

 

(Banda sonora do dia)