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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.12.19

 

Peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro há 70 anos.jpg

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente armado em o Comentador, aparecer num causa nobre como é a da liga Portuguesa Contra o Cancro com o parlapié do "voluntariado, com tudo o que é dar mais do que receber significa, por tudo o que se dá se receber multiplicado", misturando tudo, causas sociais e ganância, na base do trabalho para aquecer que enche os bolsos dos Álvaros Covões dos Noses Alives, dos Paddys Cosgraves dos Webes Summites, dos Luízes Montezes dos Meos Sudoestes e Mecos, dos donos dos Lisboas Games Weeks e Iberes Animes desta vida, já depois de na Web Summit ter gozado com a inteligência dos portugueses ter atirado areia para os olhos dos portugueses com um "se fosse mais novo era voluntario, adorava ser voluntario num acontecimento mundial, estar de perto a ouvir grandes oradores mundiais" [a partir do minuto 04:50] como se o voluntário num evento desta natureza tivesse mais que uma jornada de sete horas de trabalho de pé, umas sandes como almoço, uma garrafa de água e nem tempo para se coçar quanto mais o "receber em triplicado" que fica nos bolsos de quem tem de ficar. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Com base na lei do lobby?

por josé simões, em 05.12.19

 

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o sistema de saúde não possui capacidade para o número de alunos que todos os anos concluem os cursos de Medicina, e que a aprovação do curso 'coloca em risco a formação já avaliada e acreditada nas instituições mais próximas

 

[Three Wise Monkeys na imagem]

 

 

 

 

A espécie humana

por josé simões, em 05.12.19

 

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A Deadly Day of Chaos at the Top of Mount Everest: The viral photograph, a prelude to Everest’s deadliest day in years.

 

 

 

 

Um pantomineiro há-se ser sempre um pantomineiro

por josé simões, em 04.12.19

 

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Luís Montenegro, para os mais esquecidos era aquele deputado líder da bancada parlamentar do PSD que servia de ponto, dava as deixas para Passos Coelho dissertar longamente sobre o seu desígnio terreno de meter o país nos eixos de onde havia descarrilado no 25 de Abril de 74, sobre a tradicional mandriice portuguesa, sobre o viver acima das possibilidades, as virtudes do empobrecimento e as grandes reformas estruturais para mil anos, no debate para a liderança do PSD que a salvação do Serviço Nacional de Saúde, a resposta para os constrangimentos, passa por atribuir competências a privados, fingindo ignorar que o garrote se deve às políticas orçamentais assumidas no quadro da União Europeia do défice zero até haver excedente orçamental e, com a cumplicidade amorfa da moderadora, sai incólume sem explicar como é que não havendo dinheiro para os cuidados de saúde no Estado vai esse mesmo Estado ter dinheiro para pagar aos privados para se substituírem ao Estado na prestação desses serviços. Fernando Montenegro não está preocupado com o SNS nem com a saúde dos portugueses, está preocupado com o negócio da saúde a atribuir a privados.

 

[Na imagem Danny Kaye, o original, que tinha piada, não o sósia, um piadista perigoso]

 

 

 

 

No dia em que as sondagens davam o Chega a ultrapassar o CDS nas intenções de voto...

por josé simões, em 04.12.19

 

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Nuno Melo, eurodeputado e vice-presidente do CDS, aplaudido no Twitter pelo presidente do PNR, José Pinto Coelho.

 

 

 

 

Do que é que nos queixamos concretamente?

por josé simões, em 04.12.19

 

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Trump pergunta a Macron na Cimeira da NATO se não quer de volta os terroristas do ISIS, paridos e criados pela guerra que os 'amaricanos' inventaram no Iraque com o objectivo oficial de espalhar a democracia ao redor, em efeito dominó, e que nos deu de bónus vagas infindáveis de milhares de refugiados, já descontando os outros milhares que se ficam pelo Mediterrâneo, mar, e o pessoal ri-se muito, os presentes na audiência e os presentes em casa, com a incapacidade de resposta rápida do candidato a Napoleão para o século XXI. Do que é que nos queixamos concretamente?

 

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Malucos do Riso

por josé simões, em 03.12.19

 

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[Via]

 

 

 

 

Vou-vos contar uma história de listas de espera no SNS

por josé simões, em 02.12.19

 

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Depois de dois anos com um ferro enfiado no osso da perna [RX na imagem], motivado por fractura numa queda em BTT, a médica que me operou achou por bem retirá-lo, "você é ainda muito novo para passar o resto dos dias da sua vida em sofrimento" e, em Maio de 2017, marcou a respectiva cirurgia, "há-de receber uma carta em casa". Em Julho do mesmo ano recebo a bela da carta. Era um cheque-cirurgia para ser usado até final do ano num de três hospitais à escolha: um hospital em Torres Vedras, o hospital da Ordem Terceira em Lisboa e ainda outro, também em Lisboa, de que não me recordo o nome. Deve dirigir-se ao centro hospitalar da sua área de residência para confirmar ou recusar, lia-se na papeleta. No dia seguinte dirigi-me ao hospital de S. Bernardo em Setúbal, "vocês desculpem lá, isto é uma cirurgia de entrar num dia e sair no outro, não há-de ser nada mas nunca se sabe e em caso de correr alguma coisa mal lá anda a família em bolandas de Setúbal para Lisboa ou para Torres. Não". Assinado o termo de responsabilidade e uma vez que na carta constava que nos serviços podia consultar a lista de espera para a minha cirurgia, "já agora, se faz favor, diga-me o tempo de espera até ser novamente chamado", "o tempo de espera não lhe sei dizer, digo-lhe o número de pessoas que estão à sua frente, são 579". "OK, já esperei dois anos não é por mais um ou outro". Termo de responsabilidade assinado e ala. Passada exactamente uma semana, uma sexta-feira, estava na praia e toca-me o telemóvel, "senhor José Simões? Fala do hospital Santiago do Outão em Setúbal, temos uma vaga na próxima segunda-feira para a sua cirurgia, quer avançar?", eu "err... então mas na semana passada tinha quinhentas e tal pessoas à frente... despacharam-nas numa semana? Isso é que é eficiência..." do outro lado, "Não [risos]. Sabe, é porque estamos no Verão... Julho e Agosto... As pessoas recusam fazer cirurgias, algumas com anos de espera, estão de férias e nada as demove". E "prontes", lá fui eu.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 02.12.19

 

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"Marcelo não vai cumprimentar Greta Thunberg para evitar "aproveitamento político""

 

Pensei duas vezes, estar a misturar podia ser considerado um aproveitamento político por mim de uma realidade mais ampla e mais vasta e acho que não tenho esse direito

 

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"Agora pençem"

por josé simões, em 01.12.19

 

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[Não há erro de ortografia no título do post, é assim que os grunhos homofóbicos, racistas e xenófobos escrevem nas "redes" e nas caixas de comentários dos jornais].

 

Gilberto Porcidonio, repórter do jornal O Globo, escreveu na sua conta Twitter: "Se o racismo acabasse HOJE, o que você faria?

Eu iria ao shopping de chinelo FÁCIL."

 

As respostas são surpreendentes, ou não:

 

- "eu me comportaria de forma mais aberta sem medo das pessoas me acharem agressiva ou terem algum medo de mim", Brenda

- "Eu entraria em uma loja e abriria a minha bolsa so pra ver se não tinha esquecido o meu celular em casa.", Simone

- "Correria na rua, com tranquilidade", Rodrigo França

- "Usaria o capuz dos meus casacos", Jota Éli

- "me encaixaria na perfil da empresa e conseguiria um emprego", cobra criada

- "Não teria trauma em namorar homens brancos", fabualisso

- Iria num bom restaurante sozinha, Iria num supermercado sem segurança atrás, As pessoas não trocariam mais de calçada quando eu ando, nem mudariam de lugar no ônibus! Será que doeria menos viver?!, ada sak

- "eu ia me sentir de boa olhando na vitrine da loja sem os vendedores acharem que estou cuidando pra assaltar o estabelecimento", descolado

- "entraria de mochila em supermercados e lojas de conveniência sem me preocupar em ser seguidor por um segurança que acha que posso estar roubando.", bernardoalq

- "Parava de ensinar meu filho de como agir na rua sendo preto!", Sam Vargas

- "Deixaria o cabelo crescer", Sterzinha

- "Eu poderia aceitar cargos sem saber que vai ter aquela pressão de ter um desempenho maior do que a média por que vão me "cobrar pela oportunidade", e por isso não vão ser tão tolerantes as falhas a que estão submetidos qualquer iniciante.", Tiago da Silva

- "Me sentiria protegido na presença da polícia.", Claudio

- "Seria promovida a namorada", Fernanda

- "Deixaria minha sobrinha encostar nos brinquedos pequenos das prateleiras", Regiane

- "Teria um filho e viajaria de chinelo.", Karen

 

E mais, muito mais, à hora em escrevo isto já vai com 4 200 RT's. "Agora pençem"...

 

 

 

 

Fim-de-semana

por josé simões, em 01.12.19

 

Cabaret Voltaire ‎– Nag Nag Nag.jpg

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Nag Nag Nag ~ Cabaret Voltaire

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.11.19

 

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Graça Franco, depois de 5 - cinco - 5 longos anos, todos os dias na televisão do militante n.º 1, SIC Noticias, a exigir contas certas: "Estamos fartos de contas certas", "Costa vai ter de perceber que já estamos todos fartos de tanto rigor".

 

[Bessie Love na imagem]

 

 

 

 

Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 30.11.19

 

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[Via]

 

 

 

 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 30.11.19

 

I funerali di Palmiro Togliatti, Roma, 25 agosto 1964.  Paolo Di Paolo.jpg

 

 

I funerali di Palmiro Togliatti, Roma, 25 agosto 1964

 

Paolo Di Paolo

 

 

 

 

"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo", vox pop

por josé simões, em 29.11.19

 

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No dia 8 de Novembro o primeiro-ministro António Costa aparece na pele de líder do PS perante militantes socialistas da Federação da Área Urbana de Lisboa a "defender mais justiça na repartição dos ganhos do crescimento entre empresas e trabalhadores e que o nível do salário médio deve atingir o nível registado antes da crise de 2010".

 

No dia 27 de Novembro, 19 dias depois, Siza Vieira, o ministro da Economia do Governo do líder do PS, António Costa, vai à câmara alta não eleita do Parlamento, a Concertação Social, dar aos patrões o referencial de 2, 7% de aumento salarial para o ano de 2020, abaixo do que já está a ser negociado em algumas empresas, e quando para atingir a meta proposta por António Costa ao país a fingir que falava para aos militantes os salários só recuperaram para valores pré-crise com subida de 4%.

 

[Imagem de autor desconhecido]