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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 02.09.17

 

a.BMP

 

 

Acusar um candidato autárquico de pára-quedismo, de nunca ter posto os pés na terra, de não saber do que fala e de estar ali apenas por oportunismo, político ou outro, é um acto de racismo e xenofobia. Belo serviço que se presta às Le Pens deste mundo com esta desvalorização da xenofobia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Dress code

por josé simões, em 24.08.17

 

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Loures. Candidata do PS admite coligação com André Ventura

 

[Imagem]

 

 

 

 

É endógeno

por josé simões, em 06.08.17

 

July 1939 - at a water cooler in an Oklahoma City street car terminal.jpg

 

 

Nunca é "o ponta-de-lança do Benfica", nunca é "o ponta-de-lança brasileiro do Benfica", Jonas é sempre "o brasileiro do Benfica". É endógeno.

 

[Imagem Negro drinking at "Colored" water cooler in streetcar terminal, Oklahoma City, Oklahoma]

 

 

 

 

Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I

 

 

 

 

Nacional-trumpismo

por josé simões, em 18.07.17

 

Washington, D.C. March 18, 1922. Ku Klux Klan. And

 

 

Tomar o pulso, testar num subúrbio para ver até onde se pode ir a nível nacional.

 

[Na imagem "Washington, D.C. March 18, 1922. Ku Klux Klan. And Klanmobile", National Photo Company Collection]

 

 

 

 

Generalizando

por josé simões, em 18.07.17

 

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Passava os dias sem fazer nada, "abria portas", segundo o seu ex-patrão Ilídio Pinho.

Vivia de subsídios - fundos comunitários, através de uma empresa criada propositadamente para o efeito - a Tecnoforma,  e de enganar os incautos com profissões para locais de trabalho que não existiam nem viriam a existir.

Não descontava para a Segurança Social.

Chegou a primeiro-ministro de Portugal.

O PSD e Pedro Passos Coelho, uma história de ciganos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Ciganexit

por josé simões, em 17.07.17

 

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   - Comparativamente com outras etnias há dados estatísticos que permitam saber a percentagem de famílias de etnia cigana residentes em casas de habitação social propriedade das câmaras municipais que não paguem a respectiva renda até valores em que as dívidas se tornam incobráveis? [Que pela natureza das empresas prestadoras dos serviços a água e a luz nunca ficam em atraso].

 

   - Comparativamente com outras etnias há dados estatísticos que permitam saber a percentagem, em número de passageiros e valor das coimas, de cidadãos da etnia cigana identificados a cometer fraude em transportes públicos de passageiros?

 

   - Comparativamente com outros rentistas e subsídio dependentes, dos pequenos empresários às majors como a EDP e a REN passando pelos bancos privados, há dados estatísticos, por valores em euros versus número de indivíduos, que permitam identificar a percentagem dos beneficiários de etnia cigana?

 

   - Há dados estatísticos que permitam identificar no Orçamento do Estado o peso dos subsídios auferidos por cidadãos de etnia cigana comparativamente com as rendas auferidas pelas grandes empresas com lucros anuais a dividir pelos accionistas?

 

 

 

 

Açular os cães

por josé simões, em 02.11.16

 

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Açular os cães do racismo e da xenofobia. Eles caçaram 17 – dezassete – 17 condutores estrangeiros ao telemóvel numa população de 53 milhões em Inglaterra e 9 milhões em Londres e fizeram primeira página com isso sem dizer quantos bifes foram apanhados na mesma situação.


A irresponsabilidade criminosa na primeira página de um jornal com 2 milhões de exemplares diários e que é só o segundo mais lido da língua inglesa e o 12.º ano a nível mundial e que não se coíbe de, hipocritamente, fazer parangona com um "thug" que atacou à pazada alguém por falar espanhol na rua.

 

 

 

 

||| Não há limites para a estupidez humana

por josé simões, em 07.03.16

 

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"Estão ali os ciganos à beira do rio em acampamentos de luxo e os portugueses a passarem mal". Telefonema para o programa Opinião Pública na SIC Notícias a propósito da quota de refugiados que Portugal se propôs receber. Os ciganos não são portugueses.


"Vai mas é prá tua terra!". "Prá tua terra vai tu que és alentejano que eu cá nasci em Lisboa". Discussão entre um velho branco e um puto preto a que uma vez assisti no 45 da Carris em Lisboa, ainda nem sequer Durão Barroso tinha servido de mordomo à Cimeira das Lajes.


Não há limites para a estupidez humana.

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 11.09.15

 

A capa do L' Espresso.jpg

 

 

A capa do L' Espresso

 

 

 

 

|||

por josé simões, em 09.09.15

 

 

 

 

 

 

 

||| Açular os cães

por josé simões, em 08.06.15

 

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Os trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca não são trabalhadores que fazem as sandes com as mãos, são migrantes que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca. Só os ingleses. E mais de metade dos trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca são do leste da Europa, polacos. E as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão comer com a boca depois de feitas por migrantes com as mãos numa fábrica inglesa, são assim feitas com as mãos, pelos migrantes, porque em Inglaterra ninguém quer ir trabalhar para um fábrica a fazer sandes. Nem com as mãos nem com luvas a calçar as mãos. Se calhar porque o salário é baixo para aumentar a mais-valia ao dono da fábrica e/ ou aos accionistas e nem um penny sobra para comprar luvas para calçar as mãos dos migrantes que fazem as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão depois comer com a boca.


Açular os cães é isto.


[Imagem Yvonne Hemsey/Getty Images]

 

 

 

 

||| A bem dizer nunca houve

por josé simões, em 15.12.14

 

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«"não há lugar na Alemanha" para o ódio contra os muçulmanos»


[Imagem]

 

 

 

 

||| O Alto Chanceler Adam Sutler volta à carga

por josé simões, em 07.12.14

 

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«That has nothing to do with professionalism. What is does have to do with is a country in which the population is going through the roof, chiefly because of open door immigration and the fact the M4 is not as navigable as it used to be.»


[Imagem]


E ainda há o garrafão da Ponte 25 de Abril, consequência dos empregos para ucranianos, moldavos e brasileiros, só não há Nigel Farage que Paulo Portas agora vende vistos e a nova vocação do CDS ainda não passa por aí.