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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O dia seguinte

por josé simões, em 14.11.17

 

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As primeiras páginas dos jornais no dia a seguir ao Público ter feito manchete com a fraude no valor de 6.747.462 € [seis milhões setecentos e quarenta e sete mil quatrocentos e sessenta e dois euros] com fundos comunitários, era Miguel Relvas secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão Barroso e Pedro Passos Coelho administrador da Tecnoforma, a empresa beneficiária dos fundos.

 

 

 

 

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||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 23.07.15

 

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«Toda a documentação relativa ao pedido de pagamento de saldo deste projecto dos aeródromos, que decorreu entre 2004 e 2006, foi entregue pela Teconoforma à CCDRC em Março de 2007 com as assinaturas de Pedro Passos Coelho e Francisco Nogueira Leite (actual presidente da Parvalorem), então administradores da empresa.»


«Serviço europeu antifraude participou ao MP ilegalidades no caso Tecnoforma»


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 28.02.15

 

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Não pagou, só depois de cair na praça pública, em ano eleitoral, pagou, de forma voluntária, para pôr fim a acusações infundadas, em ano eleitoral.


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||| CSI São Caetano à Lapa

por josé simões, em 22.10.14

 

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Nos episódios CSI a isto chama-se "cena do crime processada":


«Ministério do Emprego não encontra processos da ONG de Passos Coelho


Projecto para Angola que nunca saiu do papel está desaparecido. O fisco analisou em 2004 um pedido de isenção de IRC relacionado com o financiamento do CPPC. O autor deverá ter sido a Tecnoforma de que Passos era administrador.»

 

 

 

 

||| Passa sim

por josé simões, em 27.09.14

 

 

 

Qual é o perímetro do  "passa pela cabeça"? Dito de outra maneira, quantos portugueses cabem dentro do "passa pela cabeça"?

 

"se ninguém apresentar provas em contrário, não passa pela cabeça que o primeiro-ministro mentiu"

 

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||| Eles acreditam que nós acreditamos e ficam felizes com isso

por josé simões, em 26.09.14

 

 

 

Pedro Passos Coelho que não se lembrava de nada  uma semana depois  lembrou-se de tudo e não foi uma semana para pensar se tinha ou não tinha fugido ao fisco, foi mesmo para se lembrar que não foi na Tecnoforma, que não foram 5 mil euros mensais, que foi numa ongue e que foi à factura, foi ao Porto, foi a Bruxelas, que foi a Cabo Verde estudar uma universidade à séria, nada de cursos à lá Relvas, trouxe as facturas dos táxis e das tripas e da cachupa e apresentou para o reembolso, não apresentou as dos grogues que bebeu além mar porque isso também já era abusar do pro bono e da boa fé da ongue. Não falou antes porque quis confirmar antes de falar se não tinha cometido nenhum ilícito que deve ser a mesma razão pela qual a ongue nunca é mencionada no currículo de cidadão ex-deputado e actual primeiro-ministro.

 

Na dimensão paralela onde habitam eles acreditam que nós acreditamos e ficam felizes com isso.

 

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||| "Se um desconhecido lhe oferecer flores isso é impulse"

por josé simões, em 25.09.14

 

Não está longe o dia em que Miguel Relvas vem passar um atestado de idoneidade a Pedro Passos Coelho. Quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo:

 

«A Tecnoforma dá na sexta-feira uma conferência de imprensa, "através de representante legal", para "prestar esclarecimentos" em "hora e local a designar" sobre as notícias recentes acerca da ligação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, à empresa.»

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 25.09.14

 

 

 

"Aquilo que o senhor primeiro-ministro fez foi requerer esse esclarecimento para o órgão competente"

 

Uma vez que anda falho de memória e que o dinheiro é mato, o senhor primeiro-ministro pediu à Procuradoria-Geral da República para esclarecer se o cidadão Pedro Passos Coelho enquanto deputado recebeu ou não cinco mil euros mensais de uma empresa privada durante três anos. Se por artes mágicas ou dons de adivinhação da Procuradoria-geral da República o caso der positivo, que recebeu sim senhor, e que tenha sido em cash e pela porta do cavalo, os cinco mil euros mensais recebidos durante três anos pelo cidadão Pedro Passos Coelho enquanto deputado são do foro privado do senhor primeiro-ministro à semelhança da casa de férias na Manta Rota?

 

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||| De uma coisa podem ter a certeza

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

Quando daqui por 20 anos perguntarem a um actual remunerado pelo valor do salário mínimo nacional quanto é que ganhava por mês no ano da graça de 2014 vai responder prontamente, sem gaguejar e com 505 euros na ponta da língua, seja ele porteiro ou operário especializado, em regime de exclusividade na empresa ou a fazer uns biscates extra horário de trabalho para poder oferecer uma prenda às filhas no Natal.

 

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||| Percebem ou é preciso um desenho?

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

Uma senhora que telefona para o 'Opinião Pública' na SIC Notícias para dizer que apoia António José Seguro nas primárias do PS e que não gosta nada do que o jornal Público "está a fazer a Pedro Passos Coelho". Percebem ou é preciso um desenho?

 

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||| Em pequenino não conta

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

De pin com a bandeira portuguesa na lapela:

 

"independentemente de ele poder ter sido entretanto prescrito ou não"

 

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||| Ground zero

por josé simões, em 23.09.14

 

 

 

Não lhes bastava a destruição do Estado e o desmantelamento do Estado social, não lhes bastava o arrasar da imagem da Justiça aos olhos do povo, não lhes bastava a destruição da Segurança Social, não lhes bastava a mutação das Finanças de ministério ao serviço do contribuinte em executor de penhoras ao serviço de entidades privadas,  não lhes bastava a destruição da instituição Presidência da República, ainda tiveram de arrastar para a lama e de destruir a imagem da casa da democracia, a Assembleia da República.

 

Para memória futura, o nome e os cargos: secretário-geral do Parlamento, Albino de Azevedo Soares, ex-secretário de Estado de um Governo do PSD.

 

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||| Um mentiroso compulsivo

por josé simões, em 23.09.14

 

 

 

||| Dinheiro é mato

por josé simões, em 22.09.14

 

 

 

Não se lembra. Cinco mil euros mensais entre 1995 e 1998, como 'porteiro'. Não se lembra. Em 2014 Marinho e Pinto vem dizer que 4 800 euros não dão para viver razoavelmente em Lisboa, como deputado. A inflacção. Quase 20 anos antes e não se lembra. Vivia em Massamá. Cinco mil euros mensais como 'porteiro', extra parlamento. No país do salário médio a rondar os 980 euros e o mínimo a não bater os 500. Não se lembra. O custo de vida aumenta, o povo não aguenta. E o remanescente não ia para o partido que PPD não é PCP. Não se lembra. O 'porteiro'. No 'condomínio' entravam e saíam muitas caras. Ninguém é obrigado a ter memória de polícia político. Não se lembra. A vida custa a todos.

 

«Assembleia da República garante que Passos Coelho não tinha regime de exclusividade entre 1995 e 1999»

 

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||| Palavras para quê? [*]

por josé simões, em 20.09.14

 

 

 

Ele, o cidadão,  não tem presente todas as responsabilidades que exerceu, enquanto deputado  no passado, mas espera que o Parlamento presente, tenha presente todas as responsabilidades não declaradas pelo deputado, exercidas por ele, o cidadão,  no passado.

 

«O primeiro-ministro defendeu hoje que o Parlamento deveria pronunciar-se sobre as condições em que ele próprio exerceu funções de deputado há cerca de 15 anos, quando questionado sobre alegados pagamentos que recebeu da Tecnoforma nessa altura.»

 

"Responsabilidades". "Responsabilidades". "Responsabilidades". Repetir duas ou três vezes, enquanto se brinca com as palavras, com pontuação e com ar sério e com voz de barítono à frente das câmaras de televisão e dos microfones dos media amorfos e acéfalos que o pagode gosta de música e de espectáculos musicais.

 

[*] É um artista português e só usa pasta medicinal Couto e restaurador Olex.