"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
17
Mai 13
Por josé simões, às 22:59 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Enquanto anda toda a gente entretida com as piruetas do líder do 2.º maior partido da oposição, e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros; com as fezadas de Maria na Senhora dali do pé de Leiria e que tem o nome da filha do Profeta; de Aníbal no caça dragões que, por acaso e só por acaso, também tem nome ali ao pé de Leiria, no local exacto onde os castelhanos levaram para contar; mais as alucinações homofóbicas de uma "grande repórter" económica que vomita num blog, ignorância, preconceito, falta de educação moral e cívica, e apelos à Senhora dali do pé de Leiria e que tem o nome da filha do Profeta [não há link, desculpem, há limites para a estupidez humana], enquanto isso tudo, o assalto e o saque continuam: Primeiro reduzir as indemnizações por despedimento, que é como quem diz, aumentar os lucros e os prémios aos accionistas e gestores, a seguir, a parte que sobra, "poderá ser entregue a privados", para que joguem com ela no casino. Se der para o torto, as reformas e as pensões, de uma vida inteira de trabalho e contruibuições, que se danem se o Estado aka o contribuinte não assumir o prejuízo, se correr bem, ou enquanto correr bem, e der lucro e fizer fortuna, a gente, se fechar os olhos e fizer muita força como fazem a Maria, o Aníbal, e a "grande repórter", acredita que reverterá a favor do dito cujo fundo, no dia 25 de Dezembro à meia-noite, quando o Pai Natal desce pela chaminé. Por falar em Natal, o peru menor do "poderá". Poderá quando estiver, e se alguma vez chegar a estar, tudo oleadinho e rolar na perfeição, que isto de correr riscos a "iniciativa" privada gosta tanto como o pai da Fátima gostava de toucinho; e "poderá" que é onde o líder do 2.º maior partido da oposição, e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, se vai agarrar para fazer uma dança do varão em directo nas televisões todas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


15
Mai 13
Por josé simões, às 14:49 | comentar | ver comentários (2)

 

 


09
Mai 13
Por josé simões, às 18:35 | comentar

 

 

 

O personagem que recebeu 384 mil euros em 2012 para administrar um banco intervencionado pelo Estado, defende que as empresas possam reduzir temporariamente os salários aos seus empregados e também uma "forte redução" das contribuições das empresas para uma Segurança Social. A mesmíssima Segurança Social, cada vez mais descapitalizada, para onde quer enviar, ao arrepio da Lei, os 600 trabalhadores [mais "adicionais"] que tenciona despedir do banco que administra.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:18 | comentar

 

 

 

Adoptam-se políticas que destroem a economia e as empresas, provocam a recessão e o desemprego [já são 952 200 oficiais e estão para chegar mais 30 000 provenientes da Função Pública, não contando com um êxodo bíblico para a emigração como não havia desde os idos do velho de Santa Comba], reduzem-se e eliminam-se as prestações e apoios sociais e, não contentes com isso, atacam as pensões e as reformas de quem, depois de velho e de uma vida inteira de trabalho e privações, vê de volta a casa os filhos e os netos, vitimas do desemprego, do subsidio de desemprego que acabou, da renda da casa que não se consegue pagar. Esta gente não presta.

 

[Na imagem "Dracula" de BramStoker]

 

 

 

 

 

 


12
Abr 13
Por josé simões, às 00:56 | comentar

 

 


05
Mar 13
Por josé simões, às 12:10 | comentar

 

 

 

Uma vez que anda toda a gente preocupada, desde o senhor Aníbal Silva ["O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?"] até ao senhor José da Esquina, com a baixa, e com a baixa da taxa de natalidade em Portugal, a imeeeeensa maioria não foi certamente devido a um aumento do agregado familiar mas antes à diminuição de rendimento disponível - salário consideravelmente mais baixo ou desemprego.

 

Mais medalhas no peito do governo PSD/ CDS-PP, ou quando não receber abono de família é um bom indicador e uma boa notícia para as famílias.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


03
Jan 13
Por josé simões, às 21:58 | comentar

 

No mesmíssimo dia em que o Governo avança com a «proposta de redução das indemnizações para 12 dias por cada ano de trabalho», o BCP, banco intervencionado pelo Estado, «ofereceu aos trabalhadores que aceitarem sair 1,7 vencimentos por cada ano de trabalho», ao mesmo tempo que, com o aval do Governo dos "12 dias", reencaminha para uma Segurança Social, "descapitalizada" e sem dinheiro para nada, nas palavras do próprio Governo, a cortar a eito, na duração e no valor, em tudo o que é subsídio e comparticipação, 600 rescisões amigáveis, directamente para o subsídio de desemprego. Este Governo não tem pena de 600 futuros desempregados, este Governo é amigo dos bancos. Mas isso já toda a gente sabe. Ou pelo menos devia saber, passado que é um ano e meio.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 


15
Out 12
Por josé simões, às 15:50 | comentar

 

 

 

"Quem Paga o Estado Social em Portugal"

 

[Imagem de The Conformist, 1970, Bernardo Bertolucci]

 

 

 

 

 

 


10
Set 12
Por josé simões, às 16:44 | comentar

 

 

 

Ou como, e quando, o Governo das empresas e das marcas trata o povo como indigente intelectual. Esta pedra não é uma pedra, é um pau.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


07
Set 12
Por josé simões, às 22:33 | comentar

 

 

 

Não foi, por hora, uma mexida nos escalões do IRS, por forma a que a base social de apoio do Governo não saísse prejudicada, foi uma mexida na taxa social única por forma a castigar a população e a poupar a base social de apoio do Governo. Como se alguma empresa criasse emprego em função da taxa social única que paga ou deixa de pagar – aumento da mais-valia, ganância, isso sim, como se a maior riqueza de um país não fossem as pessoas - as pessoas é que criam riqueza, não as empresas. E mais as gorduras do Estado que são os reformados e pensionistas – falta de respeito por vidas inteiras de trabalho. Tudo por culpa do Tribunal Constitucional. E da crise internacional. E do socialismo que nos trouxe até aqui. Falso. O que nos trouxe até aqui, e nos vai levar ainda mais até ali – Land Ho! Que é como quem diz “Grécia à vista!”, foi um ano e picos de pura incompetência governativa, da coligação PSD/ CDS, e de um Governo que governa para satisfazer os apetites da elite empresarial da sua área político-ideológica.

 

Adenda: É brilhante a capacidade de Paulo Portas em passar pelos intervalos da chuva. É ir ver o historial do dono dos Pê Pês enquanto deputado e ministro. Está sempre ausente nalgum lado, que não o comprometa, na hora H.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


14
Jul 12
Por josé simões, às 11:56 | comentar

 

 

 

No que concerne aos cidadãos podemos dividir Portugal em duas categorias distintas: os que trabalham para a reforma e os que trabalham para a reforma dos outros.

 

«Pobreza. Três milhões vivem com menos de 500 euros/mês»

 

Populismo e isso. A Democracia tem custos e tal. E já agora a sustentabilidade da Segurança Social e por via disso trabalhar de sol a sol e até morrer.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


28
Jun 12
Por josé simões, às 20:02 | comentar

 

 

 

A mocidade [pela memória colectiva recente o termo é mais consentâneo para o que está em jogo], como ia a dizer, a mocidade vai colaborar com o empresário [o novo léxico erradicou "trabalhar" e "patrão"] por exemplo, por € 500 mensais, limpos da parte do empresário, que assim aumenta em cerca de 30% a mais valia, que vai depois investir como e no que muito bem lhe aprouver, sendo que na criação de mais emprego não seja dado adquirido, ficando a mocidade com os tais € 500 mensais para governar a vidinha, em casa dos pais de preferência, e ainda fazer um seguro de saúde no sector privado, se for previdente. É isto não é?

 

[Voltando à imprensa britânica: lá, no outro lado do canal, o jornalista ia investigar a árvore genealógica e o património familiar de quem dá como "provável que a reforma que vou ter quando chegar aos 60 ou 65 anos, se é que vou ter, seja insignificante." como argumento para defender o direito do mais forte á liberdade]

 

[Imagem de Lena Vazhenina]

 

 

 

 

 

 


04
Jun 12
Por josé simões, às 15:39 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Apesar de os requisitos para o acesso ao Rendimento Social de Inserção serem cada vez mais restritivos, o número de beneficiários tem vindo a aumentar e mais de 47 mil pessoas voltaram ao RSI em 2011. "Não sabia que havia tanto cigano em Portugal", devem estar neste momento a pensar lá para as bandas do Largo do Caldas e de S. Caetano à Lapa.

 

 

[Imagem de Johanna Neurath]

 

 

 

 

 

 

 


14
Mai 12
Por josé simões, às 19:45 | comentar

 

 

 

Os remediados passaram a ricos, por decreto governamental, os miseráveis crescem como cogumelos, por via da "majoração" e do "elevador social", promessas da campanha eleitoral.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


09
Mai 12
Por josé simões, às 19:13 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

"Eu não minto, não engano nem ludibrio os portugueses"

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


15
Abr 12
Por josé simões, às 23:50 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

O pouco que o ministro tem falado tem sido demais. Quanto mais o ministro falar, quanto mais o ministro explicar, mais as pessoas vão perceber a profundidade das "reformas", o verdadeiro objectivo das "reformas", o que realmente está em causa e as consequências, efectuadas as "reformas". Que continue o silêncio e o secretismo, neste e noutros ministérios, a bem das "reformas".

 

 

 

 

 

 


14
Abr 12
Por josé simões, às 16:39 | comentar

 

 

 

Descontando a agit-prop em torno do rebaptizado rendimento mínimo, com a intenção de manter os tolos entretidos, e distraídos, do rendimento máximo [garantido] intocável, e do facto de o ministro não poder ter sido mais esclarecedor sobre as reais intenções, se bem que construindo a frase ao contrário - onde se lê "introduzir limites nas contribuições para introduzir limites nas pensões" deve ler-se "introduzir limites nas pensões para justificar a introdução de limites nas contribuições" -, e, ainda assim, haver quem precise que lhe façam um desenho para perceber o caminho que a coisa está a tomar, e onde e como vai acabar, a notícia na notícia é o amanuense de serviço aparecer classificado como político ["declarações feitas pelo político"]. De resto, como diria o "outro", o país continua.

 

[*] e nunca são tidas nem achadas nas decisões sobre o futuro das gerações futuras. Há um álibi perfeito argumento de peso.

 

[Imagem de Chad Person, via]

 

 

 

 

 

 


10
Abr 12
Por josé simões, às 09:02 | comentar

 

 

 

E lá continuamos nós embeiçados com as estratégias de comunicação, em como passar a mensagem, em versão hardcore "a quantidade de vaselina usada", fazer parecer ser aquilo que não é. O que está em causa não é o secretismo da medida mas a medida ela própria. Vira o disco e toca o mesmo, o povo gosta é de "grandes músicas".

 

[Rose Arianna McGowan na imagem]

 

 

 

 

 

 


07
Abr 12
Por josé simões, às 22:38 | comentar

 

 

 

Só é pena o Diário de Notícias que, em 3 parágrafos, faz – e muito bem - o resumo da jornada, tenha depois uma atitude igual à daqueles que, 10 minutos antes do jogo terminar, começam a abandonar o estádio e acabam por não assistir ao golo decisivo já em cima do apito do árbitro. E os 10 minutos para o jogo acabar que faltam no editorial do DN são o investimento que não aparece, os empregos que não vão haver, os subsídios de desemprego que vão acabar, o recurso ao RSI e às senhas de sobrevivência nas "cantinas sociais" e nas IPSS e, por agora, a obrigatoriedade de ser útil à sociedade nas autarquias, juntas e IPSS. Por agora.

 

[Na imagem Max Schreck em Nosferatu de F. W. Murnau]

 

 

 

 

 

 


10
Mar 12
Por josé simões, às 10:30 | comentar

 

 

 

Tudo ficava muito mais claro se perguntassem ao excelentíssimo senhor ministro, não se o senhor, quando atingisse uma provecta idade, ia para um lar destes, um lar nestas condições [mesmo jurando "pelas alminhas" ou "eu seja ceguinho"], não. Mas se o excelentíssimo senhor ministro punha o excelentíssimo senhor seu pai, ou a excelentíssima senhora sua mãe, num lar destes, num lar com estas condições. A resposta seria reveladora da natureza humana.

 

[Imagem de Jean-Philippe Charbonnier]

 

[+] Título do post fanado ao Wim Mertens

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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