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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Vacina contra a ignorância

por josé simões, em 19.04.17

 

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Pelo que vamos lendo nas caixas de comentários dos jornais e na rede, mas sobretudo pelo que se vai vendo e ouvindo nas televisões e nas rádios, em reportagens de rua e nos fóruns abertos, a não vacinação dos infantes só acontece em dois segmentos, chamemos-lhe assim, distintos da sociedade portuguesa: ou no Bairro da Bela Vista em Setúbal, por ignorância, ou na Quinta da Marinha em Cascais, por ignorância.

 

 

 

 

 

O embrulho e o papel do embrulho

por josé simões, em 27.12.16

 

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O que a história nos diz, o que a história nos ensinou é que terminada a legislatura e/ ou a comissão de serviço nos respectivos ministérios, ministros e secretários de Estado, com mais ou menos período de nojo, transitam para as seguradoras e para os bancos para os quais legislaram enquanto servidores da cousa pública.


Governo avança com Registo Oncológico contra parecer da Protecção de Dados


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||| Por iniciativa da esquerda, pela mão da esquerda, com o apoio da esquerda

por josé simões, em 15.03.16

 

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"É assim que de uma forma sub-reptícia e matreira se vai privatizando a saúde"

 

 

 

 

 

 

||| O PPD e o PSD e a "matriz social-democrata" que inventaram e lhe colaram para quando dá jeito

por josé simões, em 28.12.15

 

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[Aqui]

 

 

 

 

||| Da série "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 27.12.15

 

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O Governo, que administra o Estado, cria legislação que permite ao Estado pagar com o dinheiro dos dias de trabalho do contribuinte, por via do Orçamento do Estado, a uma empresa privada que contrata médicos para, temporariamente, trabalharem num hospital público, do Estado, do contribuinte, do cidadão, ganhando tanto ou mais com cada médico contratado do que o médico contratado vai ganhar.


E depois há os que fazem contorcionismo, até espremer o osso [ortopedia em hospital público, do Estado, pago com o dinheiro dos dias de trabalho do cidadão] para conciliar Juramento de Hipócrates [descoberto na manhã da véspera de Natal] com contenção de custos na saúde, cortar gorduras e acabar com a má-despesa, rigor e exigência, até a culpa cair no médico.


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"Aliviar o peso do Estado na economia"

 

 

 

 

||| Afinal parece que há almoços grátis

por josé simões, em 01.08.15

 

 

 

Diz o ministro da Saúde que "são oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora". Só. O que é excelente, para o utente que paga pouco, para o contribuinte que não paga nada, uma vez que a dotação de 25 milhões de euros [num montante global de 125 milhões] a oito misericórdias para consultas e operações é dinheiro caído dos céus, por obra e graça do Criador, já que é de heterónimos da Igreja Católica de que falamos, e não dinheiro caído do bolso do contribuinte por via das transferências do Orçamento do Estado. O utente só paga a taxa moderadora, deviam sublinhar isto. Amém.


Afinal parece que há almoços grátis.


[Imagem Helge Nissen, Leaves Out of the Book of Satan, 1921. Dir. Carl Theodor Dreyer]

 

 

 

 

||| A falta de respeito

por josé simões, em 16.07.15

 

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A falta de respeito do ministro da Saúde pelo dinheiro dos contribuintes e pelo sacrifico das famílias que, em 40 anos, construíram um dos melhores sistemas de saúde público da Europa e do mundo, conjugada com a falta de respeito do seu colega da Educação na destruição e desmantelamento de um dos também melhores sistemas de educação públicos da Europa, assente na mentira da excelência do privado.


Enquanto a Educação continuar a produzir os profissionais de que a Saúde precisa mas não contrata há que pôr as exportações "a bombar", parafraseando outro ministerial colega e que se lixem [também de ministro] os contribuintes e as famílias.

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 23.06.15

 

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O ministro da Saúde do Governo que fez a 'reforma do IRS' por via da redução dos escalões e do encolhimento da sua progressividade, é o mesmo ministro da Saúde do mesmo Governo que vem agora clamar por uma ‘reforma’ do financiamento do Serviço Nacional de Saúde por via da progressividade dos impostos, os que podem mais pagam. Ou anda distraído, ou anda a gozar com a cara dos cidadãos, ou anda a apostado em lançar a confusão a três meses das eleições...


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| A magia da receita milagrosa

por josé simões, em 09.06.15

 

 

 

Em contrapartida pediu às empresas para comparticiparem, ou mesmo assumirem na totalidade, os encargos com a saúde e a educação do agregado familiar dos trabalhadores colaboradores, podia ter dito o FMI. Podia mas não era a mesma coisa, logo a começar pela mais-valia que o patrão e o accionista deixavam de embolsar a pretexto do retorno do dinheiro para a economia através de novos investimentos que nunca acontecem e da criação de mais emprego que nunca há.


«El FMI pide a España subir el IVA y reducir el gasto en sanidad y educación»

 

 

 

 

||| Ninguém perguntou ao ministro...

por josé simões, em 10.04.15

 

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E porque há-de o dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, pagar a um heterónimo da Igreja Católica, com a inócua e incolor denominação de Instituições Particulares de Solidariedade Social, para fazer aquilo que o Estado, que já paga às IPSS, e não é assim tão pouco quanto isso, por via das transferências do orçamento do Estado, não faz?


Dito de outra maneira, porque é que um médico faz numa IPSS, pago pelo dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, aquilo que não faz no Serviço Nacional de Saúde, pago pelos mesmos suspeitos do costume e sem intermediários?

 

Porque é que o ministro da Saúde, por interposta pessoa o Ministério da saúde, se demite das suas competências?


Ninguém perguntou ao ministro...


«Quer ter médico de família? Pode ter de ir a uma IPSS»


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||| "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 07.04.15

 

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O dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa a escola pública, forma os melhores médicos da Europa, que as universidades privadas são muito bonitas mas é em matéria de papel e caneta, e mesmo assim com os resultados que são conhecidos, que isso de investir em ciência está quieto pois requer muito conhecimento, responsabilidade e... investimento. Fica para o Estado portanto, que o privado é para dar lucro. Médicos que depois vão para a emigração, ganhar no serviço nacional de saúde inglês ou alemão o que o Serviço Nacional de Saúde português lhes nega, ou para o hospital privado pátrio, pagos com o dinheiro... do Estado, dinheiro que não há para o hospital público porque as empresas de colocação avulsa de médicos e enfermeiros ganham outro tanto e porque aquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde do mundo é para desmantelar por duas ordens de razões: fanatismo e cegueira ideológica   .


«Leal da Costa, no Fórum TSF, admitiu que existe de facto uma transferência para os hospitais privados, mas esclareceu que parte dessas transferências é suportada pelo Estado, demonstrando assim que este cenário não se deve a um esforço de alívio das contas públicas.»


A nós ninguém perguntou se queríamos ver o Serviço Nacional de Saúde esvaziado de competências e valências, transferidas para a medicina privada e suportadas pelo Estado que é um eufemismo que a direita usa quando quer esconder a denominação "dinheiro do contribuinte" quando não lhe agrada a conversa, em nome de uma poupança que não há, pois não?


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||| Mais um sucesso do Governo

por josé simões, em 10.02.15

 

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Depois de todo o esforço dos alunos, das famílias, dos professores e dos contribuintes, adivinha-se nova descida da taxa de desemprego:


«Um grupo de hospitais árabes, o National Guard, University & Research Hospitals, anunciou esta terça-feira que vem em Março a Portugal recrutar oito dezenas de enfermeiros e outros profissionais de saúde para as suas unidades em Riade, Jeddah e Damman (no Golfo Pérsico) [...].


As entrevistas (presenciais) irão decorrer em Lisboa em 13 e 14 de Março próximo, e o objectivo é recrutar não só enfermeiros mas também técnicos de análises clínicas e de radiologia, fisioterapeutas, perfusionistas/ cardio-pneumologia, segundo o anúncio que foi tornado público esta terça-feira por André Leite, da empresa FFF Healthcare.»


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||| Liberalismo e neoliberalismo rimam com lei da selva

por josé simões, em 06.02.15

 

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O direito do mais forte à vida, o direito do mais forte à liberdade. Quem tiver dinheiro paga pelo acesso aos cuidados de saúde, pelo acesso à justiça, pelo acesso à educação. Tudo são números e as pessoas acima de tudo são números e quando as pessoas deixam de ser números é porque passaram a ser danos colaterais, menos um a atrapalhar na cadeia alimentar. Ao contrário do que escreveu Jean-Jacques Rousseau em "O Contrato Social", o homem é naturalmente mau, sendo a sociedade, instituição regida pela política, a responsável pela sua humanização. É por isso que é importante desregular, desmantelar o Estado, liberalizar, abolir a solidariedade e expurgar qualquer réstia de humanidade. Louvor ao Deus Mercado que matou a herança e a tradição judaico cristã.


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||| Na minha terra a isto chama-se uma besta

por josé simões, em 05.02.15

 

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Extra esforço dos pais e das famílias, os contribuintes, por interposta pessoa o Estado, gastam uma pipa de massa todos os anos com a formação de médicos, dos melhores da Europa e do mundo, a maioria para trabalhar naquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde da Europa.


Depois. os partidos que administram temporariamente o Estado – os partidos do Governo, o PSD e o CDS, resolvem "tirar o peso do Estado da economia" e pagar 30€ por dia a uma empresa de trabalho temporário que coloca os médicos nos hospitais a 15€ por dia, embolsando os outros 15€, dinheiro do contribuinte, sem que tivesse mexido uma palha em medicina.


Os médicos, formados na universidade pública, com o esforço dos pais e das famílias e com o dinheiro dos contribuintes, acham, e acham muito bem, que para ganhar o mesmo que qualquer empregada da limpeza ganha a lavar escadas e a limpar escritórios e estabelecimentos comerciais, depois de um porradão de anos a estudar medicina, mais vale ficar pelo consultório ou pela clínica privada ou então emigrar, para Inglaterra, para França, para a Alemanha, onde vão ganhar muito mais que os 15€ + 15€ que ganhariam em Portugal.


Perante a falta de médicos nos centros de saúde e nos hospitais públicos o pantomineiro que chefia o Governo da maioria PSD/ CDS que administra temporariamente o Estado – Pedro Passos Coelho, conclui que o problema reside na falta de resposta das universidades públicas e que a solução passa por abrir a formação de médicos a entidades privadas.


Ou estamos perante a anedota viva da pulga que sem patas não ouve ou na minha terra a isto chama-se uma besta.


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||| Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 04.02.15

 

 

 

Quando a realidade nos diz que é o Estado que é arrastado para os buracos criados pelo privado que tapa buracos onde o privado falha, por motivos diversos que vão desde a incompetência à incúria passando pela ausência de responsabilidade, de respeito e solidariedade para com o próximo, ou onde o privado se desinteressa, abandona por não ser rentável e/ ou economicamente viável, ou até por falta de financiamento... do Estado, vem o primeiro-pantomineiro reinterpretar os factos, reescrever a história e dizer que "muitas vezes há a tentação de pensar que o privado só tem lugar onde o Estado está a falhar. Não é assim.". Não ter a puta da vergonha na cara é isto.