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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A desonestidade intelectual da direita radical

por josé simões, em 10.11.17

 

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No dia em que ficámos todos a saber que o deputado do PSD Duarte Marques, invocando a liberdade e a democracia mais a luta contra a ditadura comunista norte-coreana, votou contra o Estatuto do Aluno [usado para punir disciplinarmente alunos que tiraram fotografias a comida] elaborado pelo ministro do PSD para a Educação, Nuno Crato, aprovado com os votos dos deputados do PSD [e CDS], assinado pela deputada do PSD e Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, promulgado pelo militante do PSD e Presidente da República, Cavaco Silva, referendado pelo primeiro-ministro do PSD Passos Coelho.

 

          A presente lei entra em vigor no início do ano escolar de 2012-2013.

          Aprovada em 25 de Julho de 2012.

          A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves.

          Promulgada em 24 de Agosto de 2012.

          Publique-se.

          O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

          Referendada em 28 de Agosto de 2012.

          O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.

 

Lei n.º 51/ 2012

Aprova o Estatuto do Aluno e Ética Escolar, que estabelece os direitos e os deveres do aluno dos ensinos básico e secundário e o compromisso dos pais ou encarregados de educação e dos restantes membros da comunidade educativa na sua educação e formação, revogando a Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro

 

 

 

 

Por decreto

por josé simões, em 10.11.17

 

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No telejornal da SIC Notícias de 8 de Novembro, no frente-a-frente com Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda, o deputado do PSD António Leitão Amaro, afirma, sem pestanejar e sem se rir, que o anterior Governo [PSD/ CDS] proibiu a legionella por decreto.

 

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As coisas que a gente aprende no Twitter da direita radical

por josé simões, em 07.11.17

 

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Que o Web Summit, de evento que ia colocar Portugal no "topo do mundo tecnológico", de "mudança estrutural fundamental", de grande vitória da "diplomacia económica" de Paulo Portas e de Leonardo Mathias, de Miguel Frasquilho à frente do AICEP, do grande empurrão à hotelaria e turismo, da projecção de Portugal e Lisboa na aldeia global, para histeria sem precedentes num pavilhão em Lisboa, o nacional-parolismo com os socialistas na primeira fila.

 

Que em 2014 o surto de legionella em Vila Franca de Xira não tinha nada a ver com a revogação pelo Governo PSD/ CDS no ano anterior da Lei  da verificação obrigatória da qualidade do ar em edifícios públicos, verdadeira "gordura do Estado", que bastava cumprir as normas, e daí o chumbar do projecto de resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda para reintroduzir as normas revogadas, para em 2016  ser importante saber se as normas estão a ser cumpridas, que o ministro da Saúde deve uma palavra aos portugueses, que o Governo socialista ainda não repôs a norma revogada pelo Governo PSD/ CDS e cuja reintrodução proposta pelo Bloco de Esquerda foi chumbada no Parlamento pelas bancadas do PSD e CDS, reintroduzida em 2016 com os votos contra do PSD e do CDS.

 

As coisas que a gente aprende no Twitter da direita radical, a desonestidade, intelectual e política, ou como a direita radical quando não tem mais nada em que morder morde nos seus.

 

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Recapitulando...

por josé simões, em 03.11.17

 

 

 

 

 

 

 

O grande partido da direita radical

por josé simões, em 02.11.17

 

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O que as declarações, primeiro de Pedro Santana Lopes a recuperar, entre outros, o "valor seguro" Miguel Morgado - o "ideólogo" de Pedro Passos Coelho, depois de Rui Rio, a ir mais além que Maria Luís Albuquerque que foi mais além que a troika, vieram confirmar foi que o PSD passou de partido da direita radical "de jure", sem coragem para ir a votos, escondida num programa de mentira, para partido da direita radical "de facto", e aqui há que tirar o chapéu aos rapazes que o tomaram por dentro e em 6 anos operaram as mudanças necessárias, eficazes e para ficar. Social-democracia sempre!

 

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Halloween

por josé simões, em 31.10.17

 

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Rui Rio: Faria igual a Maria Luís Albuquerque — ou pior

 

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É o que há

por josé simões, em 21.10.17

 

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Pedro Passos Coelho, o pantomineiro do pin, vai até à zona dos incêndios em missão "OMO lava mais branco" chamar aos outros antes que os outros lhe chamem a ele e, nos pinos e flic-flac que faz à frente dos microfones e das câmaras de televisão, deixa cair aquilo que seria um furo jornalístico, de primeira página e abertura de telejornal, em todo o lado sem comunicação social capturada pela direita radical e com jornalistas dignos da carteira e com brio profissional. O liberal de pacotilha, do Estado mínimo, do "aliviar o peso do Estado", da auto-regulação do mercado em benefício do consumidor, quer que o Estado intervenha no mercado da madeira queimada por forma a regular os preços, "social-democracia sempre!", sem que nenhum "jornalista" destacado para o local como câmara de eco lhe pergunte como concilia a contradição ideológica ou como justifica tamanha arte de contorcionismo, antes destacando que o "PSD quer dirigentes da Protecção Civil recrutados por concurso" e que "Passos Coelho aponta caminhos para a reestruturação da Protecção Civil", só faltando acrescentar o chavão "reforma estrutural". É o que há.

 

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A Lapa

por josé simões, em 11.10.17

 

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Quando Pedro Passos Coelho decidiu interromper o seu "desígnio terreno" escrevi que mais importante do que conhecer o seu sucessor era saber do futuro de ideólogos e apóstolos do "predestinado" interrompido, porque "incompreendido", dentro do partido. Ontem ouvimos Pedro Santana Lopes ser pago para anunciar na SIC Notícias a sua candidatura à liderança do PPD enquanto assumia a defesa do "defunto" ["Não parece bem que o partido possa ser entregue a quem, numa altura tão difícil para o país, passou a vida a pôr em causa o trabalho de salvação nacional que quase era feito. Para mim, é algo absolutamente incongruente. Devo dizer: não consigo compreender que isso possa acontecer. Porque, tal como os seres humanos, não concebo que a generalidade dos militantes do PSD, que defendeu e foi solidária com o Pedro Passos Coelho, possa agora dizer: Ai Passos Coelho saiu? Então vamos agora escolher aqueles que o quiseram deitar abaixo e disseram mal o tempo todo. E por isso acho que tenho esse dever"] e rematar que "Miguel Morgado e Duarte Marques são valores dentro do partido". Nada como a separação das águas e a clarificação.

 

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O surrealista naif, Capítulo II

por josé simões, em 09.10.17

 

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Marcelo, o novato ingénuo, recebeu Santana Lopes para falar sobre "o papel da Misericórdia no sistema económico e financeiro português".

 

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O surrealista naif, Capítulo I

 

 

 

 

Obrigada, Pedro Passos Coelho

por josé simões, em 09.10.17

 

 

 

Tenho lido nos últimos dias vários elogios a Passos Coelho. É normal. Compreensível que os adeptos e amigos lamentem a sua saída da liderança do PSD e mais compreensível ainda que queiram consolá-lo na derrota. Já mais difícil é aceitar o conteúdo de tais odes.

Dizem por exemplo que "tem uma ideia para o país" e que quis fazer reformas "necessárias", como a da segurança social e da saúde. Devo ter andado distraída porque só vi cortes e mais cortes, na maioria apresentados como "transitórios". Não dei por qualquer proposta de reforma. E não se invoque como desculpa a obstaculização pelo Tribunal Constitucional porque quando este em agosto de 2014 chumbou a denominada "contribuição de sustentabilidade", apresentada em substituição da transitória CES (contribuição extraordinária de solidariedade), e que diminuía definitivamente as pensões de mais de mil euros, reconheceu a necessidade de uma reforma do sistema que assegurasse a "justiça intergeracional" enquanto verberava o executivo por só propor cortes cegos. Recorde-se aliás que o governo Passos nomeou pelo menos dois grupos de "sábios" para estudar um projeto de reforma da SS -- e nada. O "pensamento" de Passos nesta área merece pois tanto respeito como aqueles papéis da "reforma do Estado" que encomendou a Portas e que ainda hoje nos fazem rir.

E quanto a ideia para o país, a tal que nos asseveram que tem? Conto variadíssimas, enjorcadas e contraditórias. Será a que traduziu nos ataques que fez em 2009 a Ferreira Leite, defendendo o governo Sócrates e a sua aposta no investimento público? Ou a de 2010 e da revisão ultra liberal da Constituição que meteu ao bolso mal mergulhou a pique nas sondagens - na mesma época em que se dizia pela legalização do aborto, pelo casamento das pessoas do mesmo sexo, pela adoção por casais homossexuais e pela "legalização de todas as drogas" (modernices que abjurou a partir de 2011, votando contra a adoção por casais homossexuais e a legalização da canábis e tendo imposto "aconselhamento psicológico" compulsivo às mulheres que quisessem abortar e pagamento de taxa moderadora)? Será a da justificação do chumbo do célebre PEC IV por "atacar a despesa social (...), recorrendo aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)" apesar de estar perfeitamente ciente de que ao falhanço daquele plano se seguiria irremediavelmente o pedido de resgate e medidas muito mais gravosas? Quiçá está plasmada no programa eleitoral do PSD, que já com o memorando da troika assinado ainda garantia que num governo chefiado por Passos "após PEC 1, 2 e 3, que impuseram sacrifícios a funcionários públicos, pensionistas e contribuintes em geral" a austeridade iria "incidir sobre as estruturas do Setor Público Administrativo, do Setor Empresarial do Estado e do "Novo Estado Paralelo", bem como através da reavaliação e reestruturação dos compromissos assumidos com as PPP"? Ou na campanha, quando jurava que nunca mexeria no subsídio de Natal? Ou, ao invés, encontramo-la na efetiva governação PSD e nos cortes sobre cortes a salários de funcionários públicos e pensões, no aumento de impostos que até o seu ministro das Finanças assumiu ser sem precedentes e na proclamação sanguinária de "ir além da troika"?

Não sabemos, nem quem o elogia nos satisfaz a curiosidade sobre de qual dos Passos fala. Só nos garante que se trata de "uma pessoa séria e lisa". Percebe-se a tentação de, por contraste, passar certificados de seriedade a quem não esteja indiciado de corrupção, mas mantenhamos os critérios: poderá ser sério quem assim muda de discurso? Pode ser séria a pessoa que em 2015 garantiu não ter entre 1999 e 2004 -- período em que, após sair do parlamento, trabalhou a recibos verdes para a Tecnoforma -- pagado contribuições à SS porque "não sabia que tinha de o fazer"? Que deputado e empresário seria este que não conhecia a legislação nem as obrigações fiscais básicas dos cidadãos? E que raio de lisura é a de quem mantém o apoio a um candidato autárquico que faz declarações racistas, acusando quem o critica por isso de "populismo e demagogia"? Ou a de quem aceitou apresentar um livro de "segredos de políticos" e manteve a intenção após saber-se dos nojos que lá constavam?

Não, não há aqui espaço para recordar todas as "lisuras" de Passos cidadão, político e governante; falemos então da coragem que lhe atribuem, a "de impor sacrifícios para salvar o país". Como é que compaginam isso com a alegação tantas vezes repetida de que todas as malfeitorias estavam inscritas no memorando assinado com a troika? É que das duas uma: ou teve a coragem de impor algo a que não era obrigado ou só fez o que era obrigatório fazer por via de um programa negociado por outros. Sendo que, como é sabido, o PSD participou ativamente na negociação entre Portugal e a troika (e por várias vias: António Borges era à época o chefe do FMI-Europa, posição em que ainda estava quando recomendou Vitor Gaspar para ministro das Finanças, e de onde saiu diretamente para estratega-mor das privatizações).

Lamento: não tenho prazer em zurzir em quem está de saída, mas o que é demais é demais. Há porém um inestimável serviço ao país pelo qual Passos ficará na história -- uniu a esquerda. E isso sim, é obra.

 

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A caricatura

por josé simões, em 04.10.17

 

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A caricatura, que levou dois longos anos para perceber que era uma caricatura, diz que se vai embora para não ser apontado e acusado de caricatura, se bem que, se decidisse continuar, tinha apoios internos que lhe permitiam continuar como caricatura, afiança. Mais caricatura menos caricatura e mais importante que ver a lista de caricaturas assumidas, na calha ou envergonhadas, para suceder à caricatura na liderança do partido, numa espécie de "regresso ao passado", "primeiro como tragédia, depois como farsa", é perceber o que vão agora fazer, o lugar dentro do partido para ideólogos e apóstolos da caricatura - Miguéis Morgados, Brunos Maçães, Avillezes, Ruis Ramos, Marias Joões Marques, Abreus Amorins, Josés Manuéis Fernandes, Camilos Lourenços, assim de repente e perdoem-me os que ficaram esquecidos, e de uma bancada parlamentar miserável e indigente, pontuada por Hugos Soares e Duartes Marques, a levar goleada de qualquer das outras de qualquer latitude em qualquer que seja o tema a debate, transformando aquele que já foi o maior partido português numa caricatura.

 

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O País Está de Luto

por josé simões, em 03.10.17

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

Sumário

por josé simões, em 02.10.17

 

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Das eleições autárquicas, que passou a falar de política nacional a a tentar surfar todos os relatórios inventados e todas as pequenas más notícias ampliadas até à catástrofe, não se tiram ilações nacionais. Além disso o "doutor Costa não ganhou as eleições em 2015", foi ele quem as ganhou, e assim sendo não se demite para não deixar órfão e sem liderança um partido sem liderança e órfão desde 2015, o ano em que o doutor Costa não ganhou as eleições. Vai reflectir. Como diz o doutor Cavaco Silva, o que quer que isso possa significar, "trago sempre no bolso as chaves do meu carro" e se Passos Coelho, o doutor Passos, reflectir, tudo muito bem reflectidinho, ainda vai a tempo de inventar uma empresa a meias com o doutor Relvas que lhe permita candidatar-se ao Portugal 2020 e começar de novo.

 

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Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019, Capítulo II

por josé simões, em 29.09.17

 

 

 

Passos descai-se e volta a assumir intençaõ de cortar 600 milhões nas pensões

 

 

[Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019, Capítulo I]

 

 

 

 

Contagem decrescente

por josé simões, em 29.09.17

 

 

 

Passos matou PSD em Lisboa, é homicídio qualificado