Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O cabeça de vento maria-vai-com-as-outras

por josé simões, em 24.09.17

 

not here.jpg

 

 

Descontando Pedro Passos Coelho, dos suicídios em Pedrógão Grande, das 64 vítimas que não eram 64 vítimas mas 64 vítimas, do dinheiro dos donativos para as vítimas dos incêndios à guarda das IPSS, Caritas e Misericórdias e com o qual o Governo do PS se andava a abotoar à socapa dos portugueses, ninguém sabe notícias pelo Expresso, mesmo o Presidente da República, ex-jornalista do Expresso. Se calhar porque ninguém quer capitalizar politicamente à custa das desgraças alheias e, na ânsia de ser mais rápido que a própria sombra, enterra o pé em lama até às orelhas.

 

Temos de comprar o Expresso para saber o que se passa no país?

 

[Imagem]

 

 

 

 

Não perceber nada de nada

por josé simões, em 22.09.17

 

Maren Morstad.jpg

 

 

Não perceber nada de nada é trazer o histriónico Paulo Rangel para a campanha da senhora Leal ao Coelho em Lisboa, para criar ainda mais anti-corpos no eleitorado, enquanto se sublinha a vocação cosmopolita de uma cidade, não só capaz de eleger alguém oriundo do Porto como presidente da Câmara, algo que o Porto, enredado nas teias do complexo regionalista-futeboleiro está longe de o conseguir fazer - eleger alguém nascido em Lisboa para o comando da autarquia, mas também de o adoptar como um igual - um "burocrata de Chelas" ou um amigo do Bairro São João de Brito, em campanha sem recurso à mentira.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"Igualdade de oportunidades" diz ele

por josé simões, em 21.09.17

 

Live For The Story_Summer_Brand_Car in pool.jpg

 

 

No PSD "preocupamo-nos com a igualdade de oportunidades", nada de confusões com "igualitarismo" que isso é coisa de comunistas e de socialistas. E continuou Passos Coelho blah-blah-blah enquanto a câmara de televisão rodava e mostrava José Pedro Aguiar-Branco sentado a uma mesa a olhar para baixo, quiçá a pensar na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de ganhar um milhão de euros com a privatização dos transportes públicos do Porto, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro da Defesa de ir Bogotá promover um conjunto de empresas ligadas ao sector militar uma semana depois da sua sociedade de advogados ter promovido em Lisboa um seminário sobre como investir na Colômbia, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de visitar o Peru e três meses depois o seu escritório anunciar uma parceria com uma sociedade de advogados de Lima. E mais blah-blah-blah e geringonças e comunismos e radicalismos, que José Pedro Aguiar-Branco é candidato por Guimarães mas foi a Viana do Castelo como a cara do salvador dos estaleiros. Das suspeitas da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Judiciária não os salvou, não.

 

[Imagem]

 

 

 

 

As habilidadezinhas em tempo de perdão fiscal

por josé simões, em 19.09.17

 

CorreioManha26Set2015.jpg

 

 

Corria o ano de 2014 e o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, vá-se lá saber porquê, perdoou, por dívidas ao fisco, 5,7 milhões de euros à Cofina, a empresa proprietária, entre outros, do campeão nacional da luta pela transparência e cumprimento, Correio da Manha [sem til], que, no ano seguir, e uma semana antes das eleições, fazia esta maravilhosa primeira página, vá-se lá saber porquê.

 

[Via]

 

 

 

 

Uma pergunta simples

por josé simões, em 18.09.17

 

xixi cao.jpg

 

 

Já não indo pelo "falar verdade" na boca de Passos Coelho da "habilidadezinha de comunicação" do simulador online para a devolução do IRS e da carga fiscal que, em princípio, só iria aliviar em 2019, se ainda durante o anos de 2015 "nós [eles] pusemos em prática um alívio do IRS" porque é que a generalidade dos portugueses não o sentiu no bolso, antes pelo contrário?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

donald-trump-short-fingered-.jpg

 

 

Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

E nunca mais ninguém falou nisso

por josé simões, em 08.09.17

 

burning man.jpg

 

 

À enésima vez de tentarem capitalizar politicamente a desgraça alheia e à enésima de acabarem enterrados até ao pescoço com a estratégia, a direita radical, depois de se começar a perceber que afinal os donativos para o incêndio de Pedrógão Grande andavam pelas mãos da bem-fadada sociedade civil e pelo quarto sector, o da "economia social", maioritariamente ligado à Igreja Católica, Misericórdias, Caritas e e IPSS's diversas, maioritariamente administradas por elementos ligados ao PSD e ao CDS, ensaia uma saída de fininho pela porta das traseiras. Afinal não há má-fé, afinal não é fraude, afinal não é o insinuado gamanço, pelo Estado, pelo Governo, pelo PS no Governo, afinal é só morosidade que estas coisas têm trâmites a seguir e levam o seu tempo, como ensaiou Duarte Marques no frente-a-frente com Mariana Mortágua no Jornal das 9 da SIC Notícias.

 

Dos 14 milhões que se calcula terem sido doados pelos portugueses a diferentes fundos, apenas 3 milhões são geridos pelo Estado no fundo REVITA. A RTP entregou os seus donativos ao provedor da Santa Casa de Pedrógão Grande, candidato do PSD à Câmara.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.09.17

 

clown (3).jpg

 

 

Qualquer dia temos mais gente a sair de Portugal porque não têm incentivo suficiente à poupança

 

[Imagem]

 

 

 

 

Camaradas, a hora é de luta!

por josé simões, em 07.09.17

 

PPD (1).jpg

 

 

Vejamos a diferença de tratamento quando um dirigente sindical, um elemento de uma comissão de trabalhadores, até mesmo um dirigente de uma qualquer colectividade anónima, aparece no foco mediático, a reivindicar, qualquer coisa, por mais banal que seja. A dissecação da sua vida feita pela comunicação social, mesmo para além das funções que temporariamente o projectaram para as rádios e televisões, até inevitável e invariavelmente chegarmos todos ao PCP. É militante do PCP. Se não é militante é pelo menos simpatizante com o cartão de militante escondido na gaveta da mesa de cabeceira. Um irresponsável. Um agitador. Um desestabilizador. Um destruidor de riqueza. Pior que isso, é comunista. Comuna. É pior que ter lepra. Tudo o resto ficou para trás, já não interessa nada, da justeza e legitimidade da reivindicação. Faz tudo parte de um plano. Uma conjura. É comuna. Ponto final.

 

Vejamos a diferença de tratamento para uma militante do PSD, do Conselho Nacional do PSD, não é uma qualquer borra-botas. E foi eleita nas listas de Passos Coelho. É a bastonária da Ordem dos Enfermeiros. Só. Ponto final.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

"a realidade tira o tapete à ideologia", capítulo IV

por josé simões, em 05.09.17

 

cavaco (1).jpg

 

 

Unidade da Fitch revê em alta crecimento de Portugal

 

"a realidade tira o tapete à ideologia"

 

 

 

 

Não disto foi nada com ele

por josé simões, em 03.09.17

 

Tweety-Bird.jpg

 

 

Aquele senhor que passou quase 5 anos de uma legislatura a tentar meter desempregados contra trabalhadores no activo - os direitos adquiridos, e a meter desempregados, principalmente os jovens, contra reformados e pensionistas - não descontaram para receber o que recebem, alguns deles a suportarem com as magras reformas filhos e netos no desemprego, vítimas do "ajustamento, fala agora em "maior coesão geracional". Não podemos diabolizar os reformados depois do "não podemos diabolizar o FMI" e do "não podemos diabolizar o eucalipto".

 

Aquele senhor que mais desigualdades e miséria provocou em 5 anos de governação reduzindo o debate à despesa do Estado e às "gorduras do Estado", gerindo o Estado na lógica de quem gere uma família, cortando a eito subsídios e comparticipações numa altura em que as pessoas mais deles precisavam diz agora que "não podemos reduzir o debate à despesa do Estado".

 

Aquele senhor que publicamente lamentou que durante os quase 5 anos de duração da sua legislatura a única reforma que ficou por fazer foi a da redução dos custos do trabalho lamenta agora que em Portugal só uma percentagem reduzida da população pague IRS.

 

Aquele senhor que durante quase 5 anos de legislatura reduziu o subsídio de desemprego - nos montantes a pagar e na sua duração temporal, e que quase eliminou o RSI, aparece agora preocupado com a necessidade de definir um "patamar mínimo para a sobrevivência".

 

Aquele senhor que fez a "reforma da Saúde" cortando salários, aumentando a carga horária dos profissionais, pagando o máximo a empresas de trabalho temporário para contratarem pelo mínimo e atribuindo competências a empresas privadas, Misericórdias e IPSS; aquele senhor que fez a "reforma da Educação" congelando salários e progressões nas carreiras, congelando contratações e aumentando o número de alunos por turma, reduzindo verbas no ensino público enquanto atribuía competências a colégios privados em duplicação de oferta nas áreas cobertas pelo Estado; aquele senhor cujo vice-primeiro-ministro apresentou um "Guião Para A Reforma do Estado" com meia dúzia de generalidades e banalidades em meia dúzia de folhas A4 em Times New Roman tamanho 24 diz que agora "não se discutem reformas".

 

Nada disto foi nada com ele.

 

 

 

 

"a realidade tira o tapete à ideologia", capítulo III

por josé simões, em 03.09.17

 

Cavaco.jpg

 

 

Moody's melhora perspectiva do "rating" de Portugal

 

"a realidade tira o tapete à ideologia"

 

 

 

 

O argumento dos argumentos

por josé simões, em 01.09.17

 

1960's box eclipse viewers.jpg

 

 

É nos dias que correm o argumento dos argumentos invocado pela direita radical quando não tem argumento: a liberdade de expressão contra a censura e o silêncio.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"a realidade tira o tapete à ideologia", capítulo II

por josé simões, em 31.08.17

 

 

 

"a realidade tira o tapete à ideologia" [via]