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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 13.01.18

 

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||| Nacional-piadismo

por josé simões, em 13.02.16

 

 

 

Pedro Passos Coelho acusa o Governo de falta de transparência no processo de privatização da TAP e espera obter esclarecimentos "o mais rapidamente possível", defendendo, ainda, que o Governo não deve ficar à espera que sejam os partidos a chamar o executivo ao parlamento.


"Esta não é uma maneira correta, adulta, não é uma forma madura de tratar os portugueses e a política portuguesa", disse.

 

 

 

 

||| Agit-prop

por josé simões, em 06.02.16

 

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A TAP na teoria é nossa e na prática é deles. Siga.


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||| E respeito nenhum

por josé simões, em 21.11.15

 

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Percebem agora porque é que o mangas de alpaca que a direita tem no governo do Banco de Portugal e onde lava as mãos consoante as conveniências contratou Sérgio Monteiro, com mestrado em PPP’s e doutoramento em contratos swap, para fazer uma, mais uma PPP com o Novo Banco?


«Bancos ficaram com o poder de mandar o Estado renacionalizar a TAP. E de obter nova garantia pública à dívida. Nunca uma privatização tinha tido estas condições.


Risco da dívida da TAP fica no Estado»


O bolso do contribuinte é um poço sem fundo. E respeito nenhum.


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||| É assim que a coisa funciona

por josé simões, em 14.06.15

 

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«Questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, sobre se a situação do Grupo Espírito Santo pode ter consequências na economia portuguesa, Cavaco Silva afirmou que o "Banco de Portugal tem sido peremptório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo (BES)".


O Presidente da República justificou que os portugueses podem confiar no BES "dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa".»

 

 

«Interrogado sobre a avaliação que Bruxelas fará do negócio, o Presidente da República explicou que as informações que recebe são dadas pelo Governo e pela Direcção-Geral da Concorrência, adiantando que a conjugação dos dois documentos aponta para que a TAP tenha possibilidade de permanecer uma "companhia europeia autónoma, com um hub [base de operações] em Portugal, satisfazendo serviços públicos e mantendo as especificidades próprias" relativas ao Brasil e ao países africanos de língua oficial portuguesa» o que o leva a estar «"mais aliviado" relativamente à privatização da TAP».


É assim que a coisa funciona, Cavaco Silva não disse, Cavaco Silva disse que lhe disseram, o que não é bem a mesma coisa de dizer e que é o esconderijo dos cobardes e dos irresponsáveis para quando as coisas correm mal, depois. Porque antes, a ideia era Cavaco dizer e dar a cara e quem foi ao engano porque ouviu Cavaco dizer é porque estava desatento porque Cavaco não disse, Cavaco disse que lhe disseram. Temos pena.


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||| Como diz "o outro", o resto são pinares

por josé simões, em 11.06.15

 

Matthew Smith-National Geographic Traveler Photo C

 

 

Importa agora é saber quem foi o facilitador e qual o escritório de advogados que trabalhou com o consórcio vencedor para perceber quem é quem e aferir o respectivo peso, de momento, na coligação de direita. O resto são pinares, como diz "o outro".


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||| Diz-me com quem andas...

por josé simões, em 16.01.15

 

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Independentemente da inconstitucionalidade obvia [mais uma do I Governo Inconstitucional da democracia] do direito ao despedimento só para quem é sindicalizado e sindicalizado em sindicatos que negoceiam com o Governo, o interessante nesta trapalhada é o Governo, que despreza os sindicatos e o sindicalismo, "falar grosso" e "partir a espinha", que sonha a cores com Margaret Hilda Thatcher e os mineiros, negociar com sindicatos na questão da privatização de uma empresa. Diz mais sobre os sindicatos envolvidos do que sobre o próprio Governo.


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Post-scriptum: "Margaret Hilda Thatcher teria feito assim"? É isto que lhes vai na cabeça neste preciso momento.

 

 

 

 

||| É uma questão de fezada

por josé simões, em 19.12.14

 

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O fulano que acreditava piamente na constitucionalidade de 4 – quatro – 4 Orçamentos do Estado é o fulano que tem a certeza de que a requisição civil para a greve na TAP é legal. Mete as mãos no fogo e jura pelas alminhas e pela rica saudinha dos entes mais queridos.


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||| E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?

por josé simões, em 18.12.14

 

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"por determinismos ideológicos e políticos" não pode haver uma greve contra uma privatização ditada pelos por determinismos ideológicos e políticos dos partidos da coligação que compõem o Governo que decreta a requisição civil para defender a economia nacional e o interesse público que deixa de ser prioritário a partir do momento em que a empresa for privatizada, ou nacionalizada por outro Estado, como tem sido norma nestes quatro anos de Governo da direita.


Que fica tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, no caderno de encargos, isso do interesse público e do serviço público e que não há volta a dar-lhe pela empresa ou pelos investidores ou pelos especuladores que comprarem a TAP. Assim como estava tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, preto no branco, não havia volta a dar-lhe, no caderno de encargos que era a Constituição da República Portuguesa no capítulo que dizia que as nacionalizações eram irreversíveis.


E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?


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||| O que é muito pouco, convenhamos

por josé simões, em 16.12.14

 

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A verdade é que as únicas justificações dadas até agora pelo Governo e pelos escudeiros do Governo para a privatização da TAP é porque a dita já vinha numa alínea qualquer do PEC IV, que era tão mau tão mau tão mau para o país que até obrigou o Governo antes de ser Governo a votar contra ele; que já vinha numa alínea qualquer do memorando de entendimento com a troika, assinado e fotografado com um BlackBerry pelo Eduardo Catroga do PSD e por uma trupe de penteadinhos de gravatas Hermès do sentido de Estado e do balão e arco da marcha da governação do CDS com Paulo Portas à cabeça; e porque sim. O que é muito pouco, convenhamos.


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||| Já não percebo nada

por josé simões, em 14.12.14

 

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Eu era capaz de jurar que a troika tinha sido despedida e que até tinha havido um Conselho de Ministros especial de corrida para o assinalar com direito a discurso do Moedas que o Dono Disto Tudo punha “a funcionar” e tudo e ainda tinha havido em final countdown no Largo do Caldas com o apóstolo-soberano e os escudeiros e garrafas de espumante e tudo e afinal não passou tudo de uma pantominice porque é preciso privatizar a TAP porque estava escrito no memorando de entendimento assinado pelo Eduardo Catroga em nome do PSD e registado para a posterioridade num BlackBerry que era o último grito em telecoises e que agora já ninguém usa nem o Obama e pela delegação do CDS todos lampeiros e engravatados e penteados pelo mesmo cabeleleireiro com Paulo Portas à cabeça a dar vivas a Portugal e a a D. João IV e a Deuladeu Martins e afinal não passou tudo de uma pantominice mais outra porque afinal de contas é preciso privatizar a TAP porque vem escrito no memorando com a troika que já cá não está porque foi despedida e celebrada num Conselho de Ministros especial de corrida com discurso do Moedas e tudo e num rendez-vous no Largo do Caldas com relógios a andar para trás e rolhas de espumante a andar pelos ares.


Já não percebo nada.


«Memorando da troika estabelece apenas a “venda” da TAP

Documento não pormenoriza se a venda é parcial ou total, ao invés do que sucede com a REN e EDP. Polémica abriu nova frente de confronto entre Governo e PS.»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Serviço Público é com o Estado, com o privado é mais serviço do lucro

por josé simões, em 02.10.14

 

 

 

Para uma futura privatização há que tornar o bolo mais apetecível: juntar os 19 subsistemas existentes em apenas 5 e meter os consumidores do litoral a pagar o lucro que o privado vai ter com os consumidores do interior. Serviço Público é com o Estado, o privado é mais serviço do lucro, e o resto, embrulhado em papel de eficiência com lacinho de qualidade, é conversa para entreter anjinhos.


«Preço da água vai subir no litoral para poder descer no interior»


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||| Como diria o outro, "isto para nós são piners"

por josé simões, em 08.09.14

 

 

 

O respeito com que o Governo do inculcar a culpa e do moralismo do "viver acima das nossas possibilidades" trata o dinheiro do contribuinte e a inteligência dos cidadãos.

 

O Governo ainda não decidiu se vai corrigir um erro no caderno de encargos [que origina duas mil e duzentas – 2 200 – duas mil e duzentas perguntas] para a concessão da STCP, que poderá custar quase três milhões – 3 000 000 – três milhões de euros por ano.

 

 

 

 

 

 

|| Uma privatização pela porta do cavalo

por josé simões, em 29.01.13

 

 

 

Aquilo que tinha sido uma vitória de Paulo Portas, uma vitória de Cavaco Silva, uma vitória da luta dos trabalhadores, uma vitória da Comissão de Trabalhadores [escapou-me alguém também vitorioso?], parece ser afinal uma vitória da "camuflagem" Relvas, uma privatização encapotada, pela porta do cavalo.

 

Um parceiro tecnológico e uma emissão de dívida junto da banca comercial.

 

[Imagem "Abandoned Televisions", series by Alex Beker]

 

 

 

 

 

 

|| A reter

por josé simões, em 25.01.13

 

 

 

A falta de acutilância de José Rodrigues dos Santos, quase temor, na curta entrevista a um Miguel Relvas contido e que, a espaços, podia ter gaguejado se tivesse sido pressionado. A pressão de 42 milhões de euros sobre a cabeça de centenas de trabalhadores e um controlo político mais apertado, "a verdade a que temos direito", o que nos transporta para o início do post, da falta de acutilância do pivot do telejornal no frente-a-frente com o ministro da Propaganda. Jornalismo com medo, pois sim.

 

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