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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Presidente nos 107 anos da República do Estado laico

por josé simões, em 25.04.17

 

 

 

 

 

 

O Presidente Correio da Manha

por josé simões, em 17.04.17

 

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Cinco mortos em queda de avioneta em cima de um supermercado

 

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No que Marcelo podia ser realmente útil

por josé simões, em 06.04.17

 

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No que Marcelo podia ser realmente útil, em vez de se andar a armar em Presidente do Conselho e a meter o bedelho onde não é constitucionalmente tido nem achado, seja na política económica do Governo, seja na política do Ministério da Cultura para as companhias de teatro, por acaso e só por acaso  da capital, seja na hipotética ida do ministro das Finanças para uma coisa que pelos tratados europeus não existe - o Eurogrupo, era chamar os presidentes dos clubes de futebol, da Liga e da Federação a Belém, dar um murro na mesa e pôr ordem na casa, antes que seja tarde, antes que andemos todos a ver horas de directos televisivos por uma desgraça acontecida, a que os painéis do comentário do pontapé-na-bola não são de modo nenhum alheios.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Marcelo das lamentações

por josé simões, em 06.02.17

 

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Meia-dúzia de maduros, originários de nenhures a milhares de quilómetros de distância, aterram na Portela e, semanas depois, já sabiam desde o número de funcionários da limpeza nos ministérios às fundações gordurentas, das escolas com telhados de amianto aos enfermeiros nos hospitais, das obras públicas às estradas sem portagem, do número de alunos por turma ao valor do IMI arrecadado pelas câmaras municipais, de tudo e mais alguma coisa, onde cortar e taxar, e ninguém se pergunta como, a razão desde conhecimento detalhado.

 

A gente lamenta que o Presidente não tenha detectado que a troika só detectou o que lhe disseram para detectar as embaixadas do arco da governação, semanas a fio em romagem ao quartel-general instalado no Terreiro do Paço.

 

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Fantastic! Amazing!

por josé simões, em 12.01.17

 

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Marcelo esteve ao telefone não-sei-quantos minutos com Trump para falar sobre coisas e sobre as Lajes. Só lhe fica bem, dar uma palavrinha ao homem mais poderoso do mundo, a preocupação com a economia da insularidade, a cooperação institucional entre a Presidência e o Governo, quantos mais melhor. Mas Marcelo publicitou aos quatro ventos que tinha estado não-sei-quantos-minutos ao telefone com Trump. E só podemos imaginar Trump a proferir "fantastic!" e "amazing!", duas expressões que já lhe são imagem de marca, por ter estado ao telefone não-sei-quantos-minutos, a falar sobre coisas e sobre as Lajes, com alguém que meteu a foice em seara alheia, meteu o bedelho onde não era chamado, a discutir com o homem mais poderoso do mundo matérias que não são da sua competência política e institucional.

 

 

 

 

O tempo e o modo

por josé simões, em 10.01.17

 

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Invocar a História de Portugal de Alexandre Herculano na cerimónia fúnebre de Mário Soares.

 

 

 

 

Normalidade democrática

por josé simões, em 04.01.17

 

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É eticamente aceitável que Marcelo Rebelo de Sousa, na pele de Presidente da República do Estado laico [como o próprio sublinha no início do spot], a propósito de uma boa causa – ajudar os bombeiros, não se limitar a dar a cara e a voz pela campanha mas também fazer publicidade, todos os dias e a todas as horas, a uma rádio, entidade privada propriedade de uma confissão religiosa?


Eles servem Portugal todos os dias, assim com a Renascença todos os dias serve Portugal


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Visto da esquerda

por josé simões, em 02.01.17

 

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Imaginar a esquerda, toda, com o martelo de Thor com toda a força em cima de Cavaco Silva, Presidente da República do Estado laico, quando na mensagem de Ano Novo disse:


Aprendendo a lição de que, no essencial, tivemos sucesso quando nos unimos.
E assim será em 2017.
Ao recebermos o Papa Francisco.


Que não vai a Belém, à Assembleia da República, à residência oficial do primeiro-ministro como chefe de Estado do Vaticano, vem a Fátima como líder da Igreja Católica.


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Marcelo, Ano I

por josé simões, em 01.01.17

 

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Estreia de Marcelo nas mensagens de Ano Novo com homilia em modo miss Mundo, one size fits all, proporcionando a Porfírio Silva do PS o título de bullshitista de 2017 e ainda o primeiro dia do ano não chegou ao fim. De assinalar só o verde Legião Portuguesa no spot de entrada e saída, sem A Portuguesa, com uma música que podia muito bem ser a do sorteio da Factura da Sorte. Habituem-se.

 

 

 

 

A última ceia

por josé simões, em 29.12.16

 

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"Pai, afasta de mim esse cálice"


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O Auto dos Deserdados

por josé simões, em 19.12.16

 

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Depois, quando a corda começar a apertar na garganta do TAS – Teatro Animação de Setúbal, ou de O Bando – empurrado de Lisboa para o Vale de Barris em Palmela [só para citar aqueles que me são geograficamente mais próximos], Marcelo vai fazer deslocações rápidas e cirúrgicas para assistir à última peça levada a cena e para mostrar que o "amiguismo lisboeta", o herdeiro democrático da salazarento "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem", mais do que não ter razão de ser no século XXI, é um mito que só existe na cabeça dos provincianos que vivem longe do cosmos turístico da capital.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

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Agora com um desenho

por josé simões, em 05.12.16

 

 

 

Primeiro o PSD está bem entregue, está entregue a quem os social-democratas escolheram, portanto está bem entregue, e segundo porque se eu fosse eleito presidente do PSD não podia acumular presidente do PSD com presidente de todos os portugueses, assim, o PSD está bem entregue, ao líder [...]

 

 

 

 

Não sei o que é mais preocupante

por josé simões, em 12.10.16

 

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Se Marcelo pensar que o Presidente é o Presidente do Conselho de antigamente, fingir não saber que o Presidente não Governa, que isso é do foro do Governo suportado por maioria de deputados eleitos para a Assembleia da República, e não se conter a dar a sua opinião sobre tudo e mais alguma coisa, por iniciativa própria ou a pedido, agarrando-se ao simbolismo do Conselho de Estado, convocado de cada vez que a vaca tosse; se a comunicação social, motivada pela originalidade [para ser bondoso] da solução governativa saída do Parlamento e desconhecendo ela própria o sistema parlamentar constitucional, que o Presidente não governa, que co-habitação e cooperação institucional são coisas diferentes, entre si e diferentes do acto de governar, e não se inibir de por dá cá aquela palha andar atrás de Marcelo de microfone esticado para saber a sua opinião sobre tudo e mais alguma coisa e até sobre diplomas não saídos e rumores ouvidos e orçamentos por publicar.

 

 

 

 

Mais respeito pelas pessoas, sff

por josé simões, em 10.10.16

 

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Marcelo, o Presidente, em homenagem a Aníbal, o ex-Presidente, elogia a "sensibilidade social" do homem que, em directo e a cores para todo o país, deu uma rabecada a uma idosa que se queixava da pensão de miséria, atirando-lhe à cara a escassa reforma de Maria, a esposa, a quem tinha de sustentar com a sua reforma do Banco de Portugal, que não chegava nem para as sopas, e pela qual optou em detrimento do salário inerente ao cargo de Presidente, desprestigiando a instituição Presidência, por "ter sabido compreender o que se passava na sociedade portuguesa, ter sabido eleger a inclusão social como tema do primeiro roteiro presidencial", enquanto passava 4 anos, impávido e sereno, a assistir ao desmantelamento, às mãos do Governo da direita radical, do Estado social, inclusivo, em favor da indústria da engorda às custas da miséria alheia e das transferências do Orçamento do Estado, conhecida pela sigla IPSS, rematando "com a memória das pessoas [que] às vezes é curta".


Mais respeito pelas pessoas, sff.

 

 

 

 

O populismo explicado às criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 07.09.16

 

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Marcelo Rebelo de Sousa faz uma inédita presidencial visita ao DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal] dias depois de ter abrilhantado o circo "Abertura do Ano Judicial" com a peregrina proposta "à organização da Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política", os políticos e os agentes políticos que deixem a organização da Justiça para os juízes, advogados e ilhas adjacentes, e na véspera do "O que é aquilo? É um avião? É o Super Homem? Não, é o Super Juiz Carlos Alexandre" com a corda na garganta por os prazos para a investigação não serem ad aeternum e de José Sócrates nada além da condenação na primeira página do Correio da Manha [sem til] dar uma entrevista à televisão do militante n.º 1.


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