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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 01.08.17

 

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O CDS do cheque-ensino pela liberdade de escolha das famílias que mais não é que a liberdade das escolas poderem escolher os alunos oriundos das famílias que muito bem entenderem; o CDS do financiamento dos colégios privados com dinheiros públicos, colégios privados em duplicação de oferta em áreas cobertas pelo ensino público; os colégios privados da inflação de notas em prol do rankig das escolas; os colégios privados de todas as ilegalidades e prepotências; o CDS quer mais rigor na aplicação e fiscalização do dinheiro dos contribuintes do Orçamento do Estado para o RSI; o CDS na forma rompeu com om PSD em Loures mas no conteúdo continua coligado com André Ventura a nível nacional.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Dear Europe

por josé simões, em 30.03.17

 

 

 

Dear Europe is a collaborative video about the upcoming European elections and how lessons gleaned from Brexit and Trump, might relate. The piece was made by artists who call the US and the UK home. Turn on closed captions for French, Dutch and German and Italian!

Our hope was to impress upon our friends in Europe that the future is written by those who vote.

 

 

 

 

 

Só 3 coisinhas

por josé simões, em 10.11.16

 

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Só 3 coisinhas a propósito do alarido que Trump causou numa Europa a tomar balanço para um Geert Wilders e uma Marine Le Pen, com Viktor Orbán devidamente integrado, um Farage por agora retirado já que Theresa May dá conta do recado sozinha, e um Grillo a esfregar as mãos em Itália.


- "Há que ter cuidado e estar atento ao populismo e aos populistas", insistem nisto depois de quase 20 anos de Paulo Portas à frente do CDS e duas vezes ministro em governos de coligação com o PSD.


- "Há que ter cuidado e estar atento aos radicais e ao radicalismo", insistem nisto depois de quase 5 anos de Passos Coelho primeiro-ministro, com Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque a meias na pasta das Finanças.


- "Há que ocupar o abandonado centro político como resposta aos radicalismo e aos extremismos", continuam com esta conversa depois do renascimento dos radicalismos e extremismos exactamente pela indiferenciação esqueda-direitra-esquerda depois da rendição da esquerda às políticas da direita, iniciada com Gerhard Schröder na Alemanha e com o apogeu na Terceira Via de Tony Blair.


Podem ir pondo as barbas de molho, vox pop, que com o mal dos outros posso eu bem, vox pop também, e porque a mulher dos outros é sempre melhor que a nossa, ainda vox pop.


[Na imagem a primeira página do populista The Sun]

 

 

 

 

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O populismo explicado às criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 07.09.16

 

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Marcelo Rebelo de Sousa faz uma inédita presidencial visita ao DCIAP [Departamento Central de Investigação e Acção Penal] dias depois de ter abrilhantado o circo "Abertura do Ano Judicial" com a peregrina proposta "à organização da Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política", os políticos e os agentes políticos que deixem a organização da Justiça para os juízes, advogados e ilhas adjacentes, e na véspera do "O que é aquilo? É um avião? É o Super Homem? Não, é o Super Juiz Carlos Alexandre" com a corda na garganta por os prazos para a investigação não serem ad aeternum e de José Sócrates nada além da condenação na primeira página do Correio da Manha [sem til] dar uma entrevista à televisão do militante n.º 1.


[Imagem]

 

 

 

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.01.16

 

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E, quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo, vemos o alerta para os perigos dos extremismos e dos populismos que põem em causa a construção europeia, pela boca de quem em quatro anos, sem uma única ideia para a Europa, não só apoiou as opções, as políticas e as opções políticas que fomentaram e propiciaram o nascimento dos extremismos e dos populismos, como ainda quis ir além de.


[Imagem]

 

 

 

 

|| Ainda hei-de ver Paulo Portas em Davos, nas cabeças das manifs anti-globalização, a apedrejar lojas de marca

por josé simões, em 20.09.10

 

 

 

 

 

A gravata que Paulo Portas traz à roda do pescoço é Made in Portugal?

O fato que Paulo Portas veste é Made in Alcains?

Os sapatos que Paulo Portas calça são Made in S. João da Madeira?

E quando ele começa a debitar populismo não há um jornalista, um só que seja, que lhe diga: oh stôr (assim mesmo que a direita é muito ciosa do seu estatuto) mostre lá aí as etiquetas da sua roupa (sff, que também se usa).

 

(Imagem de Narendra Shrestha para a EPA, via Guardian)

 

 

 

|| Populismo manhoso

por josé simões, em 25.03.10

 

 

 

 

«Professora diz que bullying existe em todas as escolas e atinge todas as classes sociais»

 

Voltamos ao princípio: como é que o CDS vai responsabilizar - e cortar nas prestações sociais - as denominadas “classes sociais altas”?

 

(Na imagem New York, July 22, 1918, B.V.D. Valentine, the family at an American Red Cross event., George Grantham Bain Collection)

 

 

 

|| Cenas dos próximos capítulos

por josé simões, em 10.02.10

 

 

 

Já que nós [eles], o Presidente, primeiro-ministro, ministros, secretários de Estado, deputados, presidentes de câmara demos o exemplo, agora é a vossa [nossa] vez.

 

Eu que não sou funcionário público, nem faço ideias de o vir a ser, só me ocorre dizer: "cantas bem mas não me alegras".

 

(Na imagem Girl Holding Icecream Bomb by Bansky)

 

 

 

|| Este homem é perigoso

por josé simões, em 15.05.09

 

Na edição de hoje do trissemanário O Setubalense (os negritos são de minha autoria), página 7:

 

«Cardeal Óscar Maradiaga visitou o bairro da Bela Vista (…) o qual atravessou, a pé, juntamente com Eugénio da Fonseca, presidente da Caritas de Portugal. (…) Referindo-se ao Centro Social Nossa Senhora da Paz (Bela Vista), o cardeal disse que o mesmo “é um centro de primeira qualidade e os pobres merecem, também, coisas bonitas”»

 

No mesmo jornal, na mesma edição, página 3:

 

«Paulo Portas em visita surpresa ao centro histórico (…) para criticar as políticas sociais e de segurança do Governo (…). O dirigente popular considera que “é preciso ajudar as pessoas a procurar melhorar a sua vida, a pedirem ajuda (…)»

 

Cada qual que tire as suas conclusões, mas uma coisa é certa, as gentes de Setúbal estão fartas de papagaios em permanente campanha eleitoral populista, na exploração das  suas misérias alheias.

 

E vai à missa e comunga e invoca o nome de Deus por dá cá aquela palha. E faz gala em que se saiba.

 

 

Uma Casa Portuguesa (O Voto É A Arma Do Povo)

por josé simões, em 11.10.08

 

«Tal como na Áustria, os políticos portugueses precisam de um susto. Vou votar PNR!»

 

Na caixa de comentários à notícia.

 

Não sei se é a sério se é só mais uma “boca”. Mas eu costumo levar estas coisas muuuuuito a sério. E a Esquerda também devia começar a levar estas coisas muuuuuito a sério. Enquanto for Paulo Portas e a sua esperteza-saloia e mais o "seu" rendimento mínimo… Enquanto for Pinto Coelho e a sua pouca inteligência e mais os "seus" imigrantes… O pior é que de hoje para amanhã aparece-nos por aí um qualquer Haider e depois ficamos todos pelos fóruns a filosofar “como é que isto foi possível?”. Quando afinal fomos nós a fazer a merda.

 

(Foto fanada aqui)

 

 

 

Os juros e o populismo

por josé simões, em 24.09.07

Interessante o artigo de Francisco Sarsfield Cabral (FSC) no Público de hoje.
Desde Sarkozy a Paulo Portas, passando por Francisco Louçã todos são classificados como populistas por defenderem uma intervenção dos governos na politica monetária do Banco Central Europeu (BCE) de modo a proteger as famílias da violência da subida das taxas de juro. Na sua argumentação FSC vai ao ponto de evocar o Partido Populista Norte-Americano dos finais do sec. XIX criado para «promover a luta dos agricultores contra o crédito difícil e contra os bancos», e, Adolf Hitler, que antes de se tornar chanceler discursava em comícios onde prometia «acabar com a escravatura dos altos juros».
 
A culpa desta situação, segundo FSC, é do Governo – deste e dos anteriores –, que não souberam criar legislação que permitisse às famílias arrendar casa em vez de a comprar, «pela simples razão de que, com as rendas congeladas ou quase, há muito deixou de haver casas para alugar». O que FSC não explica – e eu pessoalmente adorava ouvir a sua explicação! – é, porque é que um qualquer cidadão há-de ter de pagar uma renda durante toda a vida por uma habitação que nunca será sua, se pode pagar durante 25 / 30 anos a mesma importância, por uma casa que no fim do empréstimo é a sua casa, e que, possivelmente, se converterá num bem imóvel a deixar como herança à descendência. A isto chama-se investimento, e FSC, melhor que ninguém o sabe (quando lhe interessa saber).
 
Mas o interessante no artigo de FSC está guardado para o último parágrafo, quando dá como exemplo o Governo espanhol que «já anunciou incentivos para estimular o aluguer de habitações»; à parte este anúncio ser uma repescagem eleitoralista do executivo de Zapatero,que já havia anunciado a mesma medida há um ano atrás, e que consiste em o Estado subsidiar as rendas de jovens até aos 30 anos de idade e com fracos rendimentos; na óptica de FSC o intervencionismo estatal / governamental nos mercados é aceitável, depende é dos moldes em como ele é feito. Se for para atenuar os problemas das famílias, estranguladas pelo aumento das taxas de juro, é populismo e é coisa para esquecer, porque a política monetária do BCE é independente e deve continuara sê-lo; se for para financiar com o dinheiro dos nossos impostos o mercado de arrendamento, para que meia-dúzia de proprietários lucrem com as rendas é aceitável e recomenda-se. Pelos vistos há bons intervencionismos e maus intervencionismos…
 
Muito me conta senhor Cabral! Realmente é uma chatice estas coisas das democracias, em que cada um é proprietário da sua humilde casinha; saudosos tempos em que meia-dúzia de senhorios punham e dispunham das habitações e viviam de papo para o ar à custa das rendas!
 
(Imagem roubada aqui)