"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
22
Mai 13
Por josé simões, às 12:34 | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

A direita da família, da família tradicional, da família tradicional núcleo central da sociedade, da família tradicional núcleo central da sociedade para a responsabilização individual, da família tradicional núcleo central da sociedade para a responsabilização individual e colectiva [não é repetição desnecessária, é assim mesmo que funciona], a direita do quase avô que ainda é jota, a direita do quase avô que ainda é jota e é jovem empresário, jovem agricultor, jovem empreendedor, jovem et caetera, jovem enquanto o progenitor for vivo na cadeia alimentar, a direita disso tudo é cobarde e manda recados, e mensagens encriptadas nas entrelinhas, escondida atrás das calças do pai:

 

"É evidente que posso fazer isso, mas vai ser uma tragédia para o país. Tudo o que conseguimos cai de um dia para o outro, todo o critério internacional cai de um dia para o outro, vamos ter outro resgate, vamos ter uma austeridade pior que esta. Isto está na minha mão. Como é que eu posso fazer isso?".

 

E o que responde o pai do homem providencial insubstituível com uma missão a cumprir na vida terrena antes de comparecer frente ao Criador? "Isto não tem conserto. Entrega isto" que alguém há-de pagar o arranjo da merda que fizeste. A educação familiar da direita, da direita da família, da família tradicional, da família tradicional núcleo central da sociedade, da família tradicional núcleo central da sociedade para a responsabilização individual, da família tradicional núcleo central da sociedade para a responsabilização individual e colectiva.

 

[Imagem de Vivian Maier]

 

 

 

 

 

 


17
Mai 13
Por josé simões, às 08:26 | comentar | ver comentários (4)

 

 

 

Lembram-se do liberal Pedro Passos Coelho que, antes de ser primeiro-ministro, queria privatizar a Caixa Geral de Depósitos para retirar o "peso do Estado" da economia e que, depois de chegado ao Governo, exige que a mesma Caixa Geral de Depósitos financie mais a economia ou "vamos de ter mudar a administração" [ler "substituir os boys nomeados"], lembram-se?

 

Do que ninguém se lembra é de ter ouvido Pedro Passos Coelho falar sobre que tipo de financiamento à economia exige, a que género de economia é que se refere, coisa desnecessária para os boys nomeados que perceberam bem a irritação do chefe, o "posto de trabalho" em risco, e conhecem como ninguém as prioridades económicas do Governo das marcas e das grandes empresas. A ministra Cristas, do partido da lavoura, essa continua calada. Ou a rezar para que pare de chover que já estamos quase em Junho.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


14
Mai 13
Por josé simões, às 20:49 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

E além de mentir com todos os dentes que tem na boca [pois claro que as medidas vão ter consequências directas na [qualidade de] vida dos cidadãos uma vez que vão incidir sobre serviços essenciais como a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde], continua na senda de colocar os portugueses uns contra os outros.

 

As medidas não se aplicam à generalidade dos cidadãos, é só para os outros, os sub-humanos, os "manhosos e calaceiros" do Estado, e nós, animais, ficamos aqui, quietinhos e contentes porque não nos calhou a nós, a ver o sofrimento e o morrer devagarinho dos outros, sem um pingo de humanidade, ou de "caridade cristã", tão cara a esta dupla PSD/ CDS-PP. É isto não é?

 

Esta gente não presta. Os animais são eles.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


08
Mai 13
Por josé simões, às 08:35 | comentar

 

 

 

Um dia vem o líder do partido colaboracionista no poder, e alegado primeiro-ministro, anunciar uma taxa sobre as pensões. Dois dias passados e vem o líder do segundo maior partido da oposição, Viriato na luta contra a ocupação estrangeira, relembrar que a TSU dos reformados é o Limes entre a civilização e a barbárie. Mais dois dias volvidos e sabe-se que afinal o "cisma grisalho" não vai avante e que tudo não passou de uma encenação entre o n.º 2  e o n.º 3 do Governo, um medir o pulso, um para ver se pega. Quando passarem oitos dias sobre a apresentação das medidas os portugueses vão perceber que a taxa existiu, que o "agarrem-me senão eu vou-me a ele" foi de verdade, e que a alegada concertação entre o n.º 2 e o n.º 3 do Governo foi afinal uma 'consertasão' à posteriori para limitar danos na junta governativa. As crianças brincam ao "sentido de Estado" perante uma plateia de 10 milhões de espectadores.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 


02
Mai 13
Por josé simões, às 08:14 | comentar

 

 

 

O Governo, e a maioria parlamentar que o suporta no Parlamento [PSD, partido vencedor das eleições, e CDS-PP, "o segundo maior partido da oposição"] usam o discurso do "não podemos gastar mais do que aquilo que produzimos" como forma de camuflar o discurso do "não podemos taxar mais as pessoas do que o que aquilo que elas ganham".

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


01
Mai 13
Por josé simões, às 16:10 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

O Dia do Trabalhador comemorado num hotel de 5 estrelas [Sofitel] no coração da capital, no país do milhão de desempregados, dos desempregados sem direito a subsídio de desemprego ou outra qualquer ajuda do Estado, dos salários de €450 mensais e dos salários de €450 mensais muitos meses em atraso, deve ser por causa da nossa imagem no estrangeiro.

 

Dizer, com ar erudito e prenhe de "sentido de Estado" que "as contas não batem certo desde que vivemos em democracia", cada qual que tire as suas conclusões.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


17
Abr 13
Por josé simões, às 19:11 | comentar | ver comentários (3)

 


16
Abr 13
Por josé simões, às 22:53 | comentar | ver comentários (2)

 

 


14
Abr 13
Por josé simões, às 13:06 | comentar

 

 

 

O sistema de "checks and balances" [freios e contrapesos] é bom quando se quer dar um ar da sua graça e parecer muito erudito e responsável e prenhe de sentido de Estado e democrata e liberal e essas coisas que se dizem sem rir. Mas é só lá na América, quanto mais longe melhor.

 

Governação condicionada, forças de bloqueio, e rápida revisão constitucional.

 

"Mas o que é o próprio governo, senão a maior das críticas à natureza humana? Se os homens fossem anjos, não seria necessário governo algum. Se os homens fossem governados por anjos, o governo não precisaria de controles externos nem internos", James Madison.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:08 | comentar | ver comentários (1)

 

 


11
Abr 13
Por josé simões, às 08:32 | comentar

 

 

 

Ver comentadeiros-opinadores, os que fizeram campanha por Manuel Ferreira Leite – a salvadora-mor da pátria, por Pedro Passos Coelho a atacar Manuela Ferreira Leite – a suprema-irresponsável da nação. Who the fuck is Manuela Ferreira Leite?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


08
Abr 13
Por josé simões, às 00:18 | comentar

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 


07
Abr 13
Por josé simões, às 20:15 | comentar

 

 

 

Estava tudo a correr tão bem até vir o Tribunal Constitucional e o seu acórdão, que é como quem diz, nada melhor que um acórdão do Tribunal Constitucional para o povo ficar a conhecer os anti-democratas travestidos de liberais.

 

Assistimos hoje ao maior ataque ao Estado de direito, ao Estado social, a Portugal e aos portugueses, de que há memória em quase 40 anos de democracia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:05 | comentar

 

 

 

Como a maioria PSD/ CDS-PP gosta de papaguear para justificar o esbulho ao rendimento dos cidadãos e o saque do Estado social, é a de um Governo que desconhece em absoluto os princípios mais elementares de um Estado de direito, para que serve um Tribunal Constitucional, uma Constituição, e os limites por ela impostos e, reincidente, incapaz de admitir erros, arrepiar caminho e reformular medidas de governação.

Basta "folhear" online a imprensa internacional de hoje e ver os títulos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 04:22 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

Depois de todas as metas e previsões falhadas, depois de dois Orçamentos do Estado consecutivos feridos de inconstitucionalidade, depois da demissão do "braço direito" do primeiro-ministro, depois de o maior partido da oposição, e um dos subscritores do memorando com a troika, se colocar claramente de fora de uma solução de consenso, "reitera o entendimento de que o Governo dispõe de condições para cumprir o mandato democrático em que foi investido" e parem lá de olhar para ele porque ainda esta semana a Assembleia da República chumbou uma moção de censura ao Governo, e já que o Tribunal Constitucional que, e ao contrário do que possam pensar, não é nenhuma "força de bloqueio",  disse, está dito, e a Assembleia da República que se desenvencilhe que é essa a sua função.

Para que serve um Presidente da República? [Não vale responder "para inaugurar fábricas, vernissages de espremedores de Nutella, indultos natalícios e distribuição de fitas e medalhas].

 

«You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Well, who the hell else are you talkin' to? You talkin' to me? Well, I'm the only one here. Who the fuck do you think you're talkin' to? Oh yeah? Huh?»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


05
Abr 13
Por josé simões, às 18:07 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

A gente ensina aos nossos filhos, como os nossos pais nos ensinaram a nós e os nossos avós lhes ensinaram a eles, e assim sucessivamente até ao princípio dos tempos, que quando vai às compras, ou faz algum pagamento, e a pessoa que está do outro lado se engana no troco e nos dá mais do que é devido, como somos gente honesta devolvemos porque não é nosso e porque a relações sociais, comerciais, económicas, or ever, devem assentar num princípio de responsabilidade e confiança entre as partes.

 

Mas se não o fizermos também "não cometemos abuso nenhum, nem somos suspeitos nem envolvidos de termos participado de qualquer forma em nenhuma irregularidade", é isso, não é?

 

 

 

 

 

 


04
Abr 13
Por josé simões, às 18:08 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Também sabe "que só a história [o] julgará convenientemente e com distância" por ter guardado na gaveta durante 2 – dois – 2 longos meses um relatório incriminatório para o seu colega de Governo e para a "Universidade" que o licenciou - sabe-se lá se com segundas intenções para uma hipotética remodelação governamental -, e segue o exemplo do ministro da Propaganda na demissão?

 

Uma coisa o ministro Nuno Crato sabe, ou pelo menos já ouviu falar, na velha máxima "Roma não paga a traidores". Mas quem sou eu para lembrar estas coisas do saber de gerações já com Passo Coelho a enaltecer "a lealdade e a dedicação ao serviço público" do 'compagnoin de route'…

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


02
Abr 13
Por josé simões, às 13:52 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Acusado de acesso indevido a dados pessoais, corrupção passiva para acto ilícito, abuso de poder e violação do segredo de Estado, suspeito de, e enquanto director dos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa, usar informação privilegiada em benefício de interesses particulares e corporativos, vai depor condicionado pelo "segredo de Estado" de que é acusado de ter violado.

 

É o "segredo de Estado" por medida e por encomenda, numa Democracia menor, onde um primeiro-ministro iluminado e acima e qualquer suspeita, decide se um órgão de soberania é ou não digno de confiança no acesso a informação confidencial e sensível, sistematicamente violada por "paisanos" anónimos de nomeação política.

Kafka não teria escrito melhor.

 

[Na imagem fotograma de Frankenstein Júnior, Mel Brooks, 1974]

 

 

 

 

 

 


01
Abr 13
Por josé simões, às 09:27 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

A primeira página do jornal i

 

 

 

 

 

 


29
Mar 13
Por josé simões, às 17:26 | comentar

 

 

 

Quando Durão Barroso fugiu para Bruxelas, para se poupar os contribuintes a gastos desnecessários e ao enfado democrático que é consultar o povo para dizer de sua justiça, a solução encontrada para a sua substituição, dentro do quadro constitucional e sem recorrer a eleições antecipadas, foi a nomeação, pelo Presidente da República, do vice-presidente do PSD para o cargo de primeiro-ministro. O que se lhe seguiu reza a História.

 

Agora, que o Governo está preso por linhas de alinhavar e que, aqui e ali, se começam a ouvir vozes para que a solução governativa, depois da abalada destas coisas, sem ponta nem trambelho, que nos governam, passe, mais uma vez, pelo quadro parlamentar, e outra vez sem recorrer à consulta popular, porque ainda temos menos dinheiro do que da última e o povo já está rescaldado com trambiqueiros e trampolineiros… Vocês não estão a ver bem o filme, pois não?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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