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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

No pasa nada!

por josé simões, em 13.11.17

 

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O princípio subjacente é o mesmo que leva a que Portugal seja sistematicamente condenado em última instância pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, contra todas as decisões e interpretações dos sucessivos tribunais nacionais, em casos de, por exemplo, liberdade de expressão. Somos todos a favor mas "o respeitinho é muito bonito", com a agravante de, neste caso concreto, o senhor ter passado quatro anos de uma legislatura a proclamar a necessidade de disciplinar, moralizar, fiscalizar a atribuição de fundos comunitários, prontamente badalado aos quatro ventos pelos apóstolos nas "redes sociais".

 

Caso Tecnoforma: Bruxelas contraria o Ministério Público e diz que houve fraude

 

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É o que há

por josé simões, em 21.10.17

 

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Pedro Passos Coelho, o pantomineiro do pin, vai até à zona dos incêndios em missão "OMO lava mais branco" chamar aos outros antes que os outros lhe chamem a ele e, nos pinos e flic-flac que faz à frente dos microfones e das câmaras de televisão, deixa cair aquilo que seria um furo jornalístico, de primeira página e abertura de telejornal, em todo o lado sem comunicação social capturada pela direita radical e com jornalistas dignos da carteira e com brio profissional. O liberal de pacotilha, do Estado mínimo, do "aliviar o peso do Estado", da auto-regulação do mercado em benefício do consumidor, quer que o Estado intervenha no mercado da madeira queimada por forma a regular os preços, "social-democracia sempre!", sem que nenhum "jornalista" destacado para o local como câmara de eco lhe pergunte como concilia a contradição ideológica ou como justifica tamanha arte de contorcionismo, antes destacando que o "PSD quer dirigentes da Protecção Civil recrutados por concurso" e que "Passos Coelho aponta caminhos para a reestruturação da Protecção Civil", só faltando acrescentar o chavão "reforma estrutural". É o que há.

 

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A Lapa

por josé simões, em 11.10.17

 

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Quando Pedro Passos Coelho decidiu interromper o seu "desígnio terreno" escrevi que mais importante do que conhecer o seu sucessor era saber do futuro de ideólogos e apóstolos do "predestinado" interrompido, porque "incompreendido", dentro do partido. Ontem ouvimos Pedro Santana Lopes ser pago para anunciar na SIC Notícias a sua candidatura à liderança do PPD enquanto assumia a defesa do "defunto" ["Não parece bem que o partido possa ser entregue a quem, numa altura tão difícil para o país, passou a vida a pôr em causa o trabalho de salvação nacional que quase era feito. Para mim, é algo absolutamente incongruente. Devo dizer: não consigo compreender que isso possa acontecer. Porque, tal como os seres humanos, não concebo que a generalidade dos militantes do PSD, que defendeu e foi solidária com o Pedro Passos Coelho, possa agora dizer: Ai Passos Coelho saiu? Então vamos agora escolher aqueles que o quiseram deitar abaixo e disseram mal o tempo todo. E por isso acho que tenho esse dever"] e rematar que "Miguel Morgado e Duarte Marques são valores dentro do partido". Nada como a separação das águas e a clarificação.

 

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Obrigada, Pedro Passos Coelho

por josé simões, em 09.10.17

 

 

 

Tenho lido nos últimos dias vários elogios a Passos Coelho. É normal. Compreensível que os adeptos e amigos lamentem a sua saída da liderança do PSD e mais compreensível ainda que queiram consolá-lo na derrota. Já mais difícil é aceitar o conteúdo de tais odes.

Dizem por exemplo que "tem uma ideia para o país" e que quis fazer reformas "necessárias", como a da segurança social e da saúde. Devo ter andado distraída porque só vi cortes e mais cortes, na maioria apresentados como "transitórios". Não dei por qualquer proposta de reforma. E não se invoque como desculpa a obstaculização pelo Tribunal Constitucional porque quando este em agosto de 2014 chumbou a denominada "contribuição de sustentabilidade", apresentada em substituição da transitória CES (contribuição extraordinária de solidariedade), e que diminuía definitivamente as pensões de mais de mil euros, reconheceu a necessidade de uma reforma do sistema que assegurasse a "justiça intergeracional" enquanto verberava o executivo por só propor cortes cegos. Recorde-se aliás que o governo Passos nomeou pelo menos dois grupos de "sábios" para estudar um projeto de reforma da SS -- e nada. O "pensamento" de Passos nesta área merece pois tanto respeito como aqueles papéis da "reforma do Estado" que encomendou a Portas e que ainda hoje nos fazem rir.

E quanto a ideia para o país, a tal que nos asseveram que tem? Conto variadíssimas, enjorcadas e contraditórias. Será a que traduziu nos ataques que fez em 2009 a Ferreira Leite, defendendo o governo Sócrates e a sua aposta no investimento público? Ou a de 2010 e da revisão ultra liberal da Constituição que meteu ao bolso mal mergulhou a pique nas sondagens - na mesma época em que se dizia pela legalização do aborto, pelo casamento das pessoas do mesmo sexo, pela adoção por casais homossexuais e pela "legalização de todas as drogas" (modernices que abjurou a partir de 2011, votando contra a adoção por casais homossexuais e a legalização da canábis e tendo imposto "aconselhamento psicológico" compulsivo às mulheres que quisessem abortar e pagamento de taxa moderadora)? Será a da justificação do chumbo do célebre PEC IV por "atacar a despesa social (...), recorrendo aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)" apesar de estar perfeitamente ciente de que ao falhanço daquele plano se seguiria irremediavelmente o pedido de resgate e medidas muito mais gravosas? Quiçá está plasmada no programa eleitoral do PSD, que já com o memorando da troika assinado ainda garantia que num governo chefiado por Passos "após PEC 1, 2 e 3, que impuseram sacrifícios a funcionários públicos, pensionistas e contribuintes em geral" a austeridade iria "incidir sobre as estruturas do Setor Público Administrativo, do Setor Empresarial do Estado e do "Novo Estado Paralelo", bem como através da reavaliação e reestruturação dos compromissos assumidos com as PPP"? Ou na campanha, quando jurava que nunca mexeria no subsídio de Natal? Ou, ao invés, encontramo-la na efetiva governação PSD e nos cortes sobre cortes a salários de funcionários públicos e pensões, no aumento de impostos que até o seu ministro das Finanças assumiu ser sem precedentes e na proclamação sanguinária de "ir além da troika"?

Não sabemos, nem quem o elogia nos satisfaz a curiosidade sobre de qual dos Passos fala. Só nos garante que se trata de "uma pessoa séria e lisa". Percebe-se a tentação de, por contraste, passar certificados de seriedade a quem não esteja indiciado de corrupção, mas mantenhamos os critérios: poderá ser sério quem assim muda de discurso? Pode ser séria a pessoa que em 2015 garantiu não ter entre 1999 e 2004 -- período em que, após sair do parlamento, trabalhou a recibos verdes para a Tecnoforma -- pagado contribuições à SS porque "não sabia que tinha de o fazer"? Que deputado e empresário seria este que não conhecia a legislação nem as obrigações fiscais básicas dos cidadãos? E que raio de lisura é a de quem mantém o apoio a um candidato autárquico que faz declarações racistas, acusando quem o critica por isso de "populismo e demagogia"? Ou a de quem aceitou apresentar um livro de "segredos de políticos" e manteve a intenção após saber-se dos nojos que lá constavam?

Não, não há aqui espaço para recordar todas as "lisuras" de Passos cidadão, político e governante; falemos então da coragem que lhe atribuem, a "de impor sacrifícios para salvar o país". Como é que compaginam isso com a alegação tantas vezes repetida de que todas as malfeitorias estavam inscritas no memorando assinado com a troika? É que das duas uma: ou teve a coragem de impor algo a que não era obrigado ou só fez o que era obrigatório fazer por via de um programa negociado por outros. Sendo que, como é sabido, o PSD participou ativamente na negociação entre Portugal e a troika (e por várias vias: António Borges era à época o chefe do FMI-Europa, posição em que ainda estava quando recomendou Vitor Gaspar para ministro das Finanças, e de onde saiu diretamente para estratega-mor das privatizações).

Lamento: não tenho prazer em zurzir em quem está de saída, mas o que é demais é demais. Há porém um inestimável serviço ao país pelo qual Passos ficará na história -- uniu a esquerda. E isso sim, é obra.

 

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A caricatura

por josé simões, em 04.10.17

 

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A caricatura, que levou dois longos anos para perceber que era uma caricatura, diz que se vai embora para não ser apontado e acusado de caricatura, se bem que, se decidisse continuar, tinha apoios internos que lhe permitiam continuar como caricatura, afiança. Mais caricatura menos caricatura e mais importante que ver a lista de caricaturas assumidas, na calha ou envergonhadas, para suceder à caricatura na liderança do partido, numa espécie de "regresso ao passado", "primeiro como tragédia, depois como farsa", é perceber o que vão agora fazer, o lugar dentro do partido para ideólogos e apóstolos da caricatura - Miguéis Morgados, Brunos Maçães, Avillezes, Ruis Ramos, Marias Joões Marques, Abreus Amorins, Josés Manuéis Fernandes, Camilos Lourenços, assim de repente e perdoem-me os que ficaram esquecidos, e de uma bancada parlamentar miserável e indigente, pontuada por Hugos Soares e Duartes Marques, a levar goleada de qualquer das outras de qualquer latitude em qualquer que seja o tema a debate, transformando aquele que já foi o maior partido português numa caricatura.

 

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Sumário

por josé simões, em 02.10.17

 

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Das eleições autárquicas, que passou a falar de política nacional a a tentar surfar todos os relatórios inventados e todas as pequenas más notícias ampliadas até à catástrofe, não se tiram ilações nacionais. Além disso o "doutor Costa não ganhou as eleições em 2015", foi ele quem as ganhou, e assim sendo não se demite para não deixar órfão e sem liderança um partido sem liderança e órfão desde 2015, o ano em que o doutor Costa não ganhou as eleições. Vai reflectir. Como diz o doutor Cavaco Silva, o que quer que isso possa significar, "trago sempre no bolso as chaves do meu carro" e se Passos Coelho, o doutor Passos, reflectir, tudo muito bem reflectidinho, ainda vai a tempo de inventar uma empresa a meias com o doutor Relvas que lhe permita candidatar-se ao Portugal 2020 e começar de novo.

 

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Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019, Capítulo II

por josé simões, em 29.09.17

 

 

 

Passos descai-se e volta a assumir intençaõ de cortar 600 milhões nas pensões

 

 

[Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019, Capítulo I]

 

 

 

 

Contagem decrescente

por josé simões, em 29.09.17

 

 

 

Passos matou PSD em Lisboa, é homicídio qualificado

 

 

 

 

"Igualdade de oportunidades" diz ele

por josé simões, em 21.09.17

 

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No PSD "preocupamo-nos com a igualdade de oportunidades", nada de confusões com "igualitarismo" que isso é coisa de comunistas e de socialistas. E continuou Passos Coelho blah-blah-blah enquanto a câmara de televisão rodava e mostrava José Pedro Aguiar-Branco sentado a uma mesa a olhar para baixo, quiçá a pensar na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de ganhar um milhão de euros com a privatização dos transportes públicos do Porto, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro da Defesa de ir Bogotá promover um conjunto de empresas ligadas ao sector militar uma semana depois da sua sociedade de advogados ter promovido em Lisboa um seminário sobre como investir na Colômbia, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de visitar o Peru e três meses depois o seu escritório anunciar uma parceria com uma sociedade de advogados de Lima. E mais blah-blah-blah e geringonças e comunismos e radicalismos, que José Pedro Aguiar-Branco é candidato por Guimarães mas foi a Viana do Castelo como a cara do salvador dos estaleiros. Das suspeitas da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Judiciária não os salvou, não.

 

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Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019

por josé simões, em 19.09.17

 

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Portugal não pode regressar ao nível salarial nem ao nível remuneratório das pensões de 2011 e, portanto, os salários e pensões têm de ser cortados "de forma permanente".
 
 
 
 
 

As habilidadezinhas em tempo de perdão fiscal

por josé simões, em 19.09.17

 

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Corria o ano de 2014 e o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, vá-se lá saber porquê, perdoou, por dívidas ao fisco, 5,7 milhões de euros à Cofina, a empresa proprietária, entre outros, do campeão nacional da luta pela transparência e cumprimento, Correio da Manha [sem til], que, no ano seguir, e uma semana antes das eleições, fazia esta maravilhosa primeira página, vá-se lá saber porquê.

 

[Via]

 

 

 

 

Uma pergunta simples

por josé simões, em 18.09.17

 

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Já não indo pelo "falar verdade" na boca de Passos Coelho da "habilidadezinha de comunicação" do simulador online para a devolução do IRS e da carga fiscal que, em princípio, só iria aliviar em 2019, se ainda durante o anos de 2015 "nós [eles] pusemos em prática um alívio do IRS" porque é que a generalidade dos portugueses não o sentiu no bolso, antes pelo contrário?

 

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Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.09.17

 

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Passos Coelho acusa Governo de deixar Serviço Nacional de Saúde à míngua

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.09.17

 

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Qualquer dia temos mais gente a sair de Portugal porque não têm incentivo suficiente à poupança

 

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