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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Igualdade de oportunidades" diz ele

por josé simões, em 21.09.17

 

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No PSD "preocupamo-nos com a igualdade de oportunidades", nada de confusões com "igualitarismo" que isso é coisa de comunistas e de socialistas. E continuou Passos Coelho blah-blah-blah enquanto a câmara de televisão rodava e mostrava José Pedro Aguiar-Branco sentado a uma mesa a olhar para baixo, quiçá a pensar na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de ganhar um milhão de euros com a privatização dos transportes públicos do Porto, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro da Defesa de ir Bogotá promover um conjunto de empresas ligadas ao sector militar uma semana depois da sua sociedade de advogados ter promovido em Lisboa um seminário sobre como investir na Colômbia, na "igualdade de oportunidades" que teve enquanto ministro de visitar o Peru e três meses depois o seu escritório anunciar uma parceria com uma sociedade de advogados de Lima. E mais blah-blah-blah e geringonças e comunismos e radicalismos, que José Pedro Aguiar-Branco é candidato por Guimarães mas foi a Viana do Castelo como a cara do salvador dos estaleiros. Das suspeitas da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Judiciária não os salvou, não.

 

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Passos tenciona voltar a ser primeiro-ministro em 2019

por josé simões, em 19.09.17

 

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Portugal não pode regressar ao nível salarial nem ao nível remuneratório das pensões de 2011 e, portanto, os salários e pensões têm de ser cortados "de forma permanente".
 
 
 
 
 

As habilidadezinhas em tempo de perdão fiscal

por josé simões, em 19.09.17

 

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Corria o ano de 2014 e o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, vá-se lá saber porquê, perdoou, por dívidas ao fisco, 5,7 milhões de euros à Cofina, a empresa proprietária, entre outros, do campeão nacional da luta pela transparência e cumprimento, Correio da Manha [sem til], que, no ano seguir, e uma semana antes das eleições, fazia esta maravilhosa primeira página, vá-se lá saber porquê.

 

[Via]

 

 

 

 

Uma pergunta simples

por josé simões, em 18.09.17

 

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Já não indo pelo "falar verdade" na boca de Passos Coelho da "habilidadezinha de comunicação" do simulador online para a devolução do IRS e da carga fiscal que, em princípio, só iria aliviar em 2019, se ainda durante o anos de 2015 "nós [eles] pusemos em prática um alívio do IRS" porque é que a generalidade dos portugueses não o sentiu no bolso, antes pelo contrário?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.09.17

 

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Passos Coelho acusa Governo de deixar Serviço Nacional de Saúde à míngua

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.09.17

 

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Qualquer dia temos mais gente a sair de Portugal porque não têm incentivo suficiente à poupança

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

Não disto foi nada com ele

por josé simões, em 03.09.17

 

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Aquele senhor que passou quase 5 anos de uma legislatura a tentar meter desempregados contra trabalhadores no activo - os direitos adquiridos, e a meter desempregados, principalmente os jovens, contra reformados e pensionistas - não descontaram para receber o que recebem, alguns deles a suportarem com as magras reformas filhos e netos no desemprego, vítimas do "ajustamento, fala agora em "maior coesão geracional". Não podemos diabolizar os reformados depois do "não podemos diabolizar o FMI" e do "não podemos diabolizar o eucalipto".

 

Aquele senhor que mais desigualdades e miséria provocou em 5 anos de governação reduzindo o debate à despesa do Estado e às "gorduras do Estado", gerindo o Estado na lógica de quem gere uma família, cortando a eito subsídios e comparticipações numa altura em que as pessoas mais deles precisavam diz agora que "não podemos reduzir o debate à despesa do Estado".

 

Aquele senhor que publicamente lamentou que durante os quase 5 anos de duração da sua legislatura a única reforma que ficou por fazer foi a da redução dos custos do trabalho lamenta agora que em Portugal só uma percentagem reduzida da população pague IRS.

 

Aquele senhor que durante quase 5 anos de legislatura reduziu o subsídio de desemprego - nos montantes a pagar e na sua duração temporal, e que quase eliminou o RSI, aparece agora preocupado com a necessidade de definir um "patamar mínimo para a sobrevivência".

 

Aquele senhor que fez a "reforma da Saúde" cortando salários, aumentando a carga horária dos profissionais, pagando o máximo a empresas de trabalho temporário para contratarem pelo mínimo e atribuindo competências a empresas privadas, Misericórdias e IPSS; aquele senhor que fez a "reforma da Educação" congelando salários e progressões nas carreiras, congelando contratações e aumentando o número de alunos por turma, reduzindo verbas no ensino público enquanto atribuía competências a colégios privados em duplicação de oferta nas áreas cobertas pelo Estado; aquele senhor cujo vice-primeiro-ministro apresentou um "Guião Para A Reforma do Estado" com meia dúzia de generalidades e banalidades em meia dúzia de folhas A4 em Times New Roman tamanho 24 diz que agora "não se discutem reformas".

 

Nada disto foi nada com ele.

 

 

 

 

Estas coisas não se inventam, capítulo III

por josé simões, em 29.08.17

 

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Pedro Passos Coelho nunca criticou os bombeiros, Pedro Passos Coelho limitou-se a desancar na Autoridade Nacional da Protecção Civil que, como é por todos sabido, é passível de ser desancada de alto a baixo, os bombeiros não.

 

António Costa devia saber que quando lida com alguém do CDS o apêndice "doutor/ doutora" deve preceder sempre o trato. "Aquela senhora doutora".

 

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Capítulo II

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 27.08.17

 

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O primeiro-ministo no exílio depois dos suicídios e dos 64 mortos que afinal não eram 64 mortos mas 64 mortos.

 

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo que nem uma tragédia como a de Pedrógão Grande deu sentido de Estado e seriedade política ao primeiro-ministro.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 29.07.17

 

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Pedro Passos Coelho primeiro-ministro do Governo que em 2013 viu o Tribunal Constitucional chumbar a pretensão de um corte entre os 10% e 35% no valor das pensões de sobrevivência a pagamento é o mesmo Pedro Passos Coelho que em 2017 mostra mui grande indignação por atrasos pontuais na atribuição das pensões de sobrevivência?

 

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O PSD tal e qual ele é

por josé simões, em 26.07.17

 

 

 

Nem Pedro Passos Coelho nem Hugo Soares vieram pedir desculpa aos portugueses por durante três dias terem andado a alimentar uma teoria da conspiração, uma espécie de "x-files" à portuguesa, com base no jornalismo do "diz que disse" nas "redes sociais" e de uma "empresária" contadora de cadáveres, do Expresso, amplificado pela SIC e pela SIC Notícias, instrumentalizando as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, e seus familiares, com o intuito de capitalizar politicamente. Escroques.

 

 

 

A lei dos palermas

por josé simões, em 19.07.17

 

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Parece que a Autoridade Nacional de Protecção Civil adoptou como norma para os bombeiros aquilo que é a norma para todas forças de segurança, militares ou civis, em todo o mundo civilizado: haver uma única fonte. autorizada e documentada. para fazer a ligação com os órgãos da comunicação social. Como vão deixar de cair aviões Canadair por dá cá aquela palha e a pedido da urgência do directo e do ser o primeiro a dar a notícia, os palermas, que têm de fazer prova de vida e aparecer às horas certas nos noticários a dizer qualquer coisa por mais imbecil que seja, vêm falar em "lei da rolha".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Um fim-de-semana em beleza

por josé simões, em 16.07.17

 

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   - Aquilo é o Monte do Tempo, o local da "Pedra do Sacrifício", o Templo de David e Salomão, de Salomão o Rei dos Judeus, os judeus do judaísmo, a religião monoteísta mais antiga do mundo, e aparece um imbecil com a cabeça enrolada em trapos e com tempo de antena global nas televisões de todo o mundo a falar em "potência ocupante".

 

   - Pedro Passos Coelho, que foi a Pedrógão Grande ainda o fumo saía das brasas do incêndio e que logo aproveitou a tournée para anunciar urbi et orbi o suicídio de cidadãos anónimos movidos pelo desespero e pelo abandono a que foram votados pelo Governo socialista, vem agora bramar para as televisões contra o "aproveitamento político" e o indecoro que é a presença na região dos ministros do Governo socialista no exercício da função para a qual foram investidos, serem ministros e resolverem os problemas das pessoas.

 

Um fim-de-semana em beleza.

 

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