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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E nunca mais ninguém falou nisso

por josé simões, em 08.09.17

 

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À enésima vez de tentarem capitalizar politicamente a desgraça alheia e à enésima de acabarem enterrados até ao pescoço com a estratégia, a direita radical, depois de se começar a perceber que afinal os donativos para o incêndio de Pedrógão Grande andavam pelas mãos da bem-fadada sociedade civil e pelo quarto sector, o da "economia social", maioritariamente ligado à Igreja Católica, Misericórdias, Caritas e e IPSS's diversas, maioritariamente administradas por elementos ligados ao PSD e ao CDS, ensaia uma saída de fininho pela porta das traseiras. Afinal não há má-fé, afinal não é fraude, afinal não é o insinuado gamanço, pelo Estado, pelo Governo, pelo PS no Governo, afinal é só morosidade que estas coisas têm trâmites a seguir e levam o seu tempo, como ensaiou Duarte Marques no frente-a-frente com Mariana Mortágua no Jornal das 9 da SIC Notícias.

 

Dos 14 milhões que se calcula terem sido doados pelos portugueses a diferentes fundos, apenas 3 milhões são geridos pelo Estado no fundo REVITA. A RTP entregou os seus donativos ao provedor da Santa Casa de Pedrógão Grande, candidato do PSD à Câmara.

 

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Pelo facto de se escrever num blogue a calúnia e a difamação são impunemente permitidas?

por josé simões, em 06.09.17

 

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Maria João Marques no blogue da direita radical.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 27.08.17

 

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O primeiro-ministo no exílio depois dos suicídios e dos 64 mortos que afinal não eram 64 mortos mas 64 mortos.

 

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo que nem uma tragédia como a de Pedrógão Grande deu sentido de Estado e seriedade política ao primeiro-ministro.

 

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Descubra as diferenças

por josé simões, em 27.07.17

 

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que "não exclui nenhum tipo de instrumento parlamentar", incluindo uma moção de censura ao Governo, na exigência de "toda a verdade" a propósito da tragédia do incêndio de Pedrógão Grande.

 

A líder do CDS-PP disse esta quarta-feira que o partido tem tido "sentido de Estado" na questão dos incêndios e lamentou a ausência de uma campanha de prevenção de comportamentos negligentes.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 27.07.17

 

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Apenas quatro dia depois de ter feito gordas de primeira página para uma notícia baseada na boataria e no diz que disse do Facebook o Expresso faz um multimédia "acredita mesmo em tudo que lê na internet?"

 

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A Voz do Povo

por josé simões, em 26.07.17

 

 

 

Ao balcão do café: "A Procuradora do PSD nomeada pelo PSD safou o líder para lamentar do PSD com uma pinta do caraças"

 

 

 

 

 

O PSD tal e qual ele é

por josé simões, em 26.07.17

 

 

 

Nem Pedro Passos Coelho nem Hugo Soares vieram pedir desculpa aos portugueses por durante três dias terem andado a alimentar uma teoria da conspiração, uma espécie de "x-files" à portuguesa, com base no jornalismo do "diz que disse" nas "redes sociais" e de uma "empresária" contadora de cadáveres, do Expresso, amplificado pela SIC e pela SIC Notícias, instrumentalizando as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, e seus familiares, com o intuito de capitalizar politicamente. Escroques.

 

 

 

Um cómico este Hugo Soares

por josé simões, em 25.07.17

 

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Se o PSD não sabe se a lista das vítimas do incêndio em Pedrógão Grande está ou não em segredo de justiça primeiro pede um esclarecimento à Procuradora-Geral da República e depois, consoante a resposta recebida, pede ou não ao Governo para o levantar, não faz chicana política nem tenta capitalizar com a desgraça e o sofrimento alheios. E, em caso de dificuldade, faz pedagogia e pede ajuda à comunicação social militante que desconhece a separação de poderes num Estado liberal democrático, acampada à porta do primeiro-ministro e da ministra da Administração Interna,  ao invés de ir bater às portas certas [que não são propriamente as das "redes sociais" e as das empresárias elaboradoras de listas].

 

 

 

 

Jornalismo rasca

por josé simões, em 25.07.17

 

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[Clicar na imagem].

Sábado o dia todo, domingo o dia todo, segunda-feira o dia todo, todo o santo dia à roda de uma suposta notícia na primeira página do Expresso de sexta-feira à meia-noite. A todas as horas certas em todos os telejornais "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "as listas que circulam nas redes sociais", "uma empresária que fez uma investigação". O verdadeiro jornalismo rasca neste momento tem casa no Expresso e na SIC e SIC Notícias, já que o Correio da Manha não tem pretensões a "jornalismo de referência".

 

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Aquela coisa que já foi um partido político

por josé simões, em 24.07.17

 

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PSD tem 24 horas para tornar pública a lista das pessoas que elegeram Hugo Soares líder da bancada

 

PSD dá 24 horas ao Governo para divulgar lista de vítimas de Pedrógão

 

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 24.07.17

 

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Os critérios para contabilizar as vítimas de incêndios deixaram de ser os definidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses para passarem a ser os que dão jeito ao PSD e CDS na oposição, amplificados pela comunicação social militante.

 

Não há indemnizações pagas por os nomes das vítimas do incêndio se encontrarem em segredo de Estado que não é violado como nos casos mais mediáticos a envolverem políticos por ser uma violação que não rende primeiras páginas nem aberturas de telejornais.

 

O Governo não se marimba para a separação de poderes e não interfere no trabalho do Ministério Público e da Polícia Judiciária.

 

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Um fim-de-semana em beleza

por josé simões, em 16.07.17

 

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   - Aquilo é o Monte do Tempo, o local da "Pedra do Sacrifício", o Templo de David e Salomão, de Salomão o Rei dos Judeus, os judeus do judaísmo, a religião monoteísta mais antiga do mundo, e aparece um imbecil com a cabeça enrolada em trapos e com tempo de antena global nas televisões de todo o mundo a falar em "potência ocupante".

 

   - Pedro Passos Coelho, que foi a Pedrógão Grande ainda o fumo saía das brasas do incêndio e que logo aproveitou a tournée para anunciar urbi et orbi o suicídio de cidadãos anónimos movidos pelo desespero e pelo abandono a que foram votados pelo Governo socialista, vem agora bramar para as televisões contra o "aproveitamento político" e o indecoro que é a presença na região dos ministros do Governo socialista no exercício da função para a qual foram investidos, serem ministros e resolverem os problemas das pessoas.

 

Um fim-de-semana em beleza.

 

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Reservoir Dogs

por josé simões, em 06.07.17

 

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Uma legenda para esta foto. Quentin Tarantino não teria feito melhor.

 

 

 

 

"Não faz sentido estar a demonizar o eucalipto"

por josé simões, em 29.06.17

 

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O problema do eucalipto é o minifúndio, principalmente, e por razões históricas, aprendia-se dantes na escola, a norte do rio Mondego. E depois meteram na cabeça das pessoas que podiam ficar ricas à conta do "petróleo verde", era só plantar, esperar que crescesse, chamar o lenhador e meter o dinheiro ao bolso. E agora temos um problema. Um problema de florestas cerradas em guarda de honra a estradas nacionais e municipais. Tão cerradas que nem os comandos lá conseguem entrar. Tão cerradas que eram bem capazes de servir como cenário a uma remake de Apocalipse Now. Portanto, e mais uma vez e outra vez e as vezes que forem necessárias, Pedro Passos Coelho é desonesto, não é defeito é feitio, quando diz que a floresta de eucalipto é a que arde menos e aquela onde o fogo se apaga com maior facilidade, a menos que ideia seja entregar todo o território nacional às celuloses, processo interrompido com a saída de Assunção Cristas do ministério da Agricultura e de Pires de Lima do ministério da Economia.

 

Entre o diabolizar o FMI, o Diabo que vem e o demónio no eucalipto, lá vai ele cantando e rindo.

 

[Na imagem um troço da EM 621 entre Vale de Cambra e o alto da Serra da Freita]