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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Acabou-se o argumento", dizem eles

por josé simões, em 05.12.17

 

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É por estes dias o argumento puxado para os fóruns e para os espaços de comentário nas rádios, jornais e televisões pela "direita unitária", que é aquela direita que oficialmente não é de direita mas do centro, que tanto pode ser do PS como do PSD ou até do CDS, cheia de boas maneiras e de responsabilidade e com luvas brancas e falinhas mansas, que tem boa timeline de esquerda no Twitter e no Facebook, encartada na direcção de televisões ou com avença e lugar cativo no comentário pago, que com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo acaba de vez o argumento da direita, que não eles, do TINA por oposição à irresponsabilidade e ao despesismo esquerdista, inimigo das boas contas, da consolidação orçamental, da diminuição do défice e do Estado cumpridor, pagador a tempo e horas, eficaz e longe da economia o mais possível, como se fosse isso que alguma vez tivesse estado em cima da mesa e não a transferência de rendimentos do trabalho para o capital, só, e a coberto da mentira da "gordura" e do "viver acima das possibilidades", do sofrimento terreno para alcançar a glória dos mercados, nestes últimos dois com uma reversão, mínima, só possível por uma conjugação de factores, irrepetíveis: a ambição de António Costa em ser primeiro-ministro e o pavor do PCP e BE por mais 4 anos de Governo da direita radical. O resto é história e Mário Centeno faz parte dela.

 

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Parabéns ao PCP

por josé simões, em 23.11.17

 

 

 

Parabéns ao PCP, o da boca cheia de "piquenas" [não é gralha] e "micro" empresas. Com a pressão que a medida coloca na tesouraria das empresas, em meses fixos do ano, o que vai acontecer é um a dois meses de salários em atraso, na maioria das vezes nunca recuperáveis. Então no pequeno comércio, cada vez mais pressionado por hipers, promoções, shoppings e black fridays, e dependente das vendas do dia-a-dia para cumprir obrigações salariais, obrigações com a Segurança Social e obrigações com a Autoridade Tributária, vulgo fisco, vai ser o descalabro total.

 

O pagamento dos subsídios de Natal e de férias no sector privado vai deixar de ser feito parcialmente em duodécimos e voltará a ser feito de uma só vez, em 2018, depois da aprovação de uma proposta do PCP.

 

 

 

 

O insulto à inteligência

por josé simões, em 05.10.17

 

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Que agora os comunistas, acossados pelo PS e ressabiados pelas câmaras municipais perdidas para os socialistas nas autárquicas de 1 de Outubro de 2017, vão encher as ruas todos os dias com manifs e bloqueios de protesto vários, por tudo e por mais alguma coisa; que agora os sindicatos afectos ao PCP vão criar uma onda de greves na administração pública e nas empresas públicas; que vão paralisar o país e todas as repartições do Estado, com contratempos incalculáveis e prejuízos incomensuráveis para os serviços públicos e para a vida das pessoas. Como se as pessoas saíssem para a rua a mando dos comunistas, como se as pessoas desatassem a fazer greves e a perder um dia de salário e de subsídios diversos agregados só porque alguém lhes diz para fazerem greve, só porque o PCP lhes manda fazer. As pessoas não saem para a rua porque se sentem injustiçadas, as pessoas não fazem greve porque se sentem exploradas e espoliadas, fazem-no porque são acéfalas às ordens da Brigada Brejnev que domina os sindicatos, por ordem do partido que lhes pede o voto nas urnas, no segredo da cabina de voto, e que elas recusam dar, para virem depois para as ruas dar a cara, com palavras de ordem e bandeiras não mãos.

 

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Os cúmplices

por josé simões, em 02.08.17

 

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Nicolas Maduro, com o apoio do PCP, faz na Venezuela à oposição o que a PIDE fazia em Portugal ao PCP: prender pela calada da noite.

 

 

 

 

O mundo ao contrário

por josé simões, em 19.07.17

 

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Para o deputado comunista João Ramos, a proposta preconizada pelo governo pode por em causa o direito de propriedade dos pequenos proprietários florestais.

 

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Os cúmplices

por josé simões, em 05.07.17

 

Demonstrators gather in front of the police as the

 

 

A manifestação, na qual participaram dirigentes políticos e sindicais, entre os quais a presidente do CPPC e candidata comunista à Câmara Municipal do Porto, Ilda Figueiredo, e o líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), João Oliveira

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.06.17

 

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não é possível olhar para esta catástrofe iludindo as consequências de anos de integração na União Europeia e às suas políticas comuns

 

 

 

 

 

Todo o poder aos sovietes!

por josé simões, em 03.05.17

 

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À parte o pormenor que são os 50 mil precários, contas redondas, que vão entrar para debaixo do guarda-sol do Estado, depois de um violentíssimo ajustamento de 3 anos no sector privado, onde precários, contratados a prazo e efectivos, foram directamente para o desemprego, sem retorno e sem programas extraordinários de regresso, o PCP e o Bloco vão poder indicar os precários mais precários que os precários, uma espécie de caixa de supermercado prioritária no acesso aos quadros do Estado para militantes, camaradas e amigos. E isto é lindo.

 

 

 

 

 

A profundidade das profundezas do PCP

por josé simões, em 09.01.17

 

Igor Palmin Tashkent, an underground transition, 1

 

 

As "divergências profundas" do PCP em relação a Mário Soares são precisamente aquilo que faz com que Mário Soares seja profundamente respeitado e considerado e tenha um lugar de destaque na história de Portugal. E dizem estas coisas com a maior das naturalidades sem sequer se aperceberem que se enterram até ao pescoço fora do inner circle comunista devoto.


[Imagem "A underground transition", 1979, Igor Palmin Tashkent]

 

 

 

 

O Vómito

por josé simões, em 07.01.17

 

 

 

pelo seu papel destacado no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril e às suas conquistas, incluindo a soberania nacional

 

 

 

 

Talvez lá para o XXVII ou XXVIII Congresso...

por josé simões, em 04.12.16

 

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"Reposição de salários, pensões" e de apoios sociais vários, "reposição do horário de trabalho na Função Pública" e dos "feriados roubados", "reversão das privatizações", uma "solução governativa que não é a nossa", "este não é um Governo de esquerda" mas um Governo do PS apoiado pelo PCP, "não é quanto pior melhor mas quanto melhor melhor" e evitar que a direita regresse ao poder.


A auto-crítica, pública, o reconhecimento, público, sobre a participação do PCP em todo o processo que levou a que a direita radical chegasse ao poder e governasse com a Troika, o erro histórico que foi o PCP ao lado do PSD e do CDS na Assembleia da República no derrube do Governo minoritário do PS, o assumir as culpas, isso ficou por fazer, talvez daqui por mais sete ou oito congressos, quem sabe.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ora vamos lá ao que interessa

por josé simões, em 03.12.16

 

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Anda este mundo e metade do outro em mui grande rebuliço porque o PCP no XX Congresso evocou e enalteceu Fidel Castro – O Grande Ditador, isto depois do PCP ao longo dos anos em sucessivos editoriais no Avante! mostrar grandes saudades pelo Muro de Berlim e pela URSS, depois do PCP numas teses estapafúrdias ao XVIII Congresso fazer a apologia da monarquia comunista da Coreia da Norte, depois do PCP ter reservado na Festa do Avante! um pavilhão para uma organização terrorista dedicada ao narcotráfico – as FARC, depois de Jerónimo de Sousa e o PCP se terem deslocado a Angola para visitar o MPLA – partido irmão e o democrata José Eduardo dos Santos, que os dólares e o petróleo fazem conversões milagrosas na direita radical, depois do PCP ter virado chinês após a morte de Álvaro Cunhal, chinês da China, essa grande democracia económica de grandes investidores e nacionalizadores de empresas públicas portuguesas para o Estado chinês.


Ora vamos lá ao que interessa, porque é que o PCP, esse partido anti-democrata e totalitarista, depois de todas as tropelias e maldades que antecederam a evocação de o Grande Ditador Fidel Castro no Congresso continua a subir nas sondagens, continua a subir nos votos expressos em urna e em número de deputados em eleições para a Assembleia da República, continua a ser uma força política com um peso enorme ao nível das autarquias – Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, continua a ter uma invejável implantação nas fábricas, nas empresas, nos sindicatos, continua a ter uma presença não despicienda no movimento associativo e colectividades?


Porque as pessoas são burras e incultas não serve de resposta porque essa já foi usada para explicar o fenómeno Trump nos States, e as pessoas, comentadeiros, avençados nas televisões, rádios e jornais, que apontam todos os defeitos ao PCP estalinista e anti-democrático, excluem-se sempre das conclusões e das explicações para o fenómeno PCP, êxito no terreno e no dia-a-dia das pessoas.


[Imagem de Scott Scheidly]

 

 

 

 

O algodão não engana

por josé simões, em 02.12.16

 

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Quantas vezes já o viram, quais os líderes de partidos políticos se dão ao luxo de molhar o dedo na boca para virar a página do discurso, em directo para as televisões na era do "tudo estudado ao milímetro"?


Genuíno.

 

 

 

 

Comunistas por Trump

por josé simões, em 07.11.16

 

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Os EUA estão divididos. De um lado estão os que querem preservar o Império mesmo à custa do seu país – são os neocons. Do outro lado estão os querem salvar os EUA ainda que seja à custa da perda da sua hegemonia imperial. A representante dos primeiros é a sanguinária e corrupta Hillary Clinton, responsáveis por incontáveis mortes de civis no Iraque, na Líbia, na Somália, no Iémen e na antiga Jugoslávia (em 1999 apoiou o seu marido na guerra de agressão da NATO). Ela é a mulher que, tal como uma ave carniceira, deu uma gargalhada ao saber do assassinato de Kadafi ("Viemos, vimos e matámos", berrou ela). A sua eventual vitória significará uma alta probabilidade de guerra nuclear.
O outro candidato, Trump, é o que aceita o retorno a um mundo multipolar a fim de salvar da derrocada o seu próprio país – uma derrocada económica, financeira, monetária, política e moral. Apesar da sua vulgaridade, grosseria e algumas ideias tolas ele é certamente o candidato que dá mais garantias à paz mundial e à maioria do povo estado-unidense. Se estas eleições não forem mais roubadas do que de costume Trump poderá vencer.
Ter ou não um planeta coberto de cinzas radioactivas depende dos resultados de 8 de Novembro.


O sectarismo filho da puta


[Via]

 

 

 

 

Que tal?

por josé simões, em 06.11.16

 

 

 

[Daqui]