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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A propósito do jantar "web summita" no Panteão Nacional

por josé simões, em 12.11.17

 

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A propósito do jantar "web summita" no Panteão Nacional e, quando em tom de brincadeira, se diz que a direita neo-liberal, se puder e der dinheiro, até vende a própria mãe:

 

           A mim parece-me bem.

 

           Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan,
           privatize-se a Capela Sistina,
           privatize-se o Pártenon,
           privatize-se o Nuno Gonçalves,
           privatize-se a Catedral de Chartres,
           privatize-se o Descimento da Cruz,
           de Antonio da Crestalcore,
           privatize-se o Pórtico da Glória
           de Santiago de Compostela,
           privatize-se a Cordilheira dos Andes,
           privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu,
           privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei,
           privatize-se a nuvem que passa,
           privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno
           e de olhos abertos.

 

          E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
          privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez
          a exploração deles a empresas privadas,
          mediante concurso internacional.
          Aí se encontra a salvação do mundo…

 

          E, já agora, privatize-se também
          a puta que os pariu a todos.

 

José Saramago in Cadernos de Lanzarote – Diário III. Lisboa: Editorial Caminho, 1996

 

 

 

 

||| A lista de espera

por josé simões, em 21.01.14

 

 

 

Em lista de espera, e por ordem de prioridade, primeiro estão os PIDES de Cavaco Silva, António Augusto Bernardo e Óscar Cardoso.

 

«Manuel Alegre apela à trasladação de Salgueiro Maia para o Panteão Nacional»

 

 

 

 

||| O Eusébio é do Povo não é de Moscovo

por josé simões, em 07.01.14

 

 

 

Independentemente de uma certa ideia de povo e, por consequência, de uma certa ideia de Panteão Nacional, assim a modos que os enterros do clero e da nobreza nas naves das igrejas na Idade Média, por oposição aos enterros do povo, e posteriormente da burguesia, nos adros e nos terrenos ao redor, independentemente do mérito, do valor e dos serviços em prol da comunidade;

 

independentemente de uma preocupação com os "custos elevadíssimos" da operação por parte de quem se reformou em idade activa, muito antes do prolongamento da idade activa, e vive desde então da "partilha de custos", assumida por quem têm de trabalhar de manhã à noite a contar os dias que faltam para o final do mês até para lá da idade da reforma;

 

independentemente do descaramento, da falta de vergonha, da falta de pudor, da falta de tudo, da parte de quem integrou a direcção de Vale Azevedo em falar do Benfica e de Eusébio;

 

independentemente de tudo isso deixo aqui o que escrevi no Twitter logo no dia da morte de Eusébio: "Eusébio devia ficar sepultado no estádio da Luz, naquele talhão de relva mesmo por debaixo da estátua".

 

[O título do post é em "modo PREC" afirmativo]

 

 

 

 

 

 

Aquilino Ribeiro

por josé simões, em 19.09.07

 

«Morro insatisfeito. A minha obra é imperfeita e bem o sinto. (…) Sei que estou a aproximar-me do ocaso. Mas, como os trabalhadores da minha serra, hei-de morrer com a enxada na mão. (…) Olhem sempre em frente, olhem o Sol, Não tenham medo de errar, sendo originais, iconoclastas e anti, o mais anti que puderem, e verdadeiros, fugindo aos velhos caminhos trilhados de pé posto e a todas as conjunturas dos velhos do Restelo. Cultivem a inquietação como fonte do renovamento.»
 
Hoje dia 19 de Setembro de 2007 faz-se justiça. Apesar das pressões e movimentações de um lobi manhoso.
 
(Imagem roubada daqui)