Os motins de Salisbury Place em 1391, de Bawdy House em 1668, de Spitalfield em 1769, os Old Price em 1809 e, mais recentemente, os motins de de Cable Street em 1936, de Notting Hill em 1958 ou de Red Lion Square em 1974, todos eles convocados com recurso ao BlackBerry, Twitter e Facebook.
É nas ocasiões que se distinguem os homens com agá grande dos vermes, os democratas dos totalitaristas.
(Na imagem cartaz chinês de propaganda)
Mais [muito mais] perigosos que os velhos fascistas, são os novos fascistas escondidos atrás da retórica anti-capitalista e anti-globalização.
And therefore think him as a serpent's egg
Which hatch'd, would, as his kind grow mischievous;
(Imagem)

Ouvido no autocarro: «Tanta energia desperdiçada a roubar lojas lá em Londres quando podiam estar todos a trabalhar nas agências financeiras».
Toca a apagar postas na bloga, apdeites no tuita e no feiçe buque no gugle mais, e a rasgar páginas de artigos de opinião nos jornais: também há brancos e loiros e ruivos nas pilhagens de Londres.
(Na imagem The 1995 Brixton Riot, cronologia via)
Só para os mais distraídos: at least desde os anos 50 do século passado que, volta e meia e pelas mais variadas razões, acontecem motins nos bairros de Londres e de outras cidades inglesas [façam-se jeitosos e pesquisem que para lições de História está aí o Abrupto na coluna dos links]. Faz parte da dinâmica. Do crescimento. Do choque. Cultural. Civilizacional. Da luta de classes. Do “elevador social” que nunca sai da subcave [à atenção de Paulo Portas]. E dessas coisas todas que é bonito dizer-se nestas alturas e que amanhã já ninguém se lembra.
Podem portanto continuar a levar a vidinha que no pasa nada. Ou, como diria o “outro” "The Revolution Will Not Be Televised" (para grande desgosto dos escribas do 5 Dias).
(*) Panic in the streets of London.
(Na imagem capa de Black Martket dos The Clash com base na foto de Don Letts @ Notting Hill Carnival Riots , 1976
Daqui até à especulação que pode por fim ao actual estado de terrorismo urbano é menos de um foguete. Não há nada que o mercado não resolva.
Como é que se escreve rolling stones em grego?
(Foto Orestis Panagiotouvis/ EPA)
Um puto parvalhão, filho de um banqueiro e de uma empresária de jóias, foi apanhar uma bebedeira com os amigos. Vai daí, melhor diversão não há que apedrejar um carro da polícia. A reacção da polícia – desproporcionada, reconheça-se – foi disparar e o puto bateu a bota, lerpou, morreu.
Saiem os anarquistas, okupas, esquerdistas social-democratizantes (obrigadinho ó Jerónimo), e toda a tralha anti-globalização em acção de destruição massiva em protesto contra a repressão as desigualdades e o capitalismo. O capitalismo é fodido! (digo eu).
Olha se fossem os carecas da cruz suástica. Têm rastas e lenços do Arafat, é o que vale.
(Foto de Steve Eason via Hulton Archive/ Getty Images)