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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 11.01.18

 

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Chegámos aquele ponto de ter as "redes" infestadas de comentadores, residentes profissionais ou em part-time, apóstolos e escudeiros do ex Governo da direita radical, do Governo de Rui Machete ministro dos Negócios Estrangeiros, de calças na mão, curvado perante a cleptocracia angolana a pedir desculpas por Portugal ser um Estado de direito, a avançarem com a possibilidade da ministra da Justiça ter dito o que disse para preparar o caminho à substituição da actual Procuradora-geral da República por alguém amigo do novo regime em Luanda. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| A lista de Paula Alcatrão e Penas

por josé simões, em 14.05.15

 

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Braga: «Duas irmãs violadas em família que as acolheu»


Seia: «Mãe suspeita de prostituir filha menor»

 

Afixada a lista no hall de entrada das respectivas habitações teria permitido aos menores em causa saber que viviam intra-muros com abusadores sexuais sem escrúpulos.


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||| Uma maioria, um Governo, um Presidente, uma televisão

por josé simões, em 29.04.15

 

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A televisão do camarada Chico Balsemão, no intervalo dos comentadeiros do pensamento, único militantes do partido do n.º1, em horário nobre que é como quem diz no telejornal das 8 que é como quem diz no telejornal da hora do jantar que é quando o pagode está todo em casa à mesa à espera da telenovela, passa o projecto de lei do alcatrão e penas da ministra do justicialismo, Paula Teixeira da Cruz, logo a seguir a duas notícias de abusos abusos sexuais sobre crianças, umas até estavam à guarda de amas [vejam só!], e o one size fits all man do CDS, Telmo Correia com aquela cara de Professor Pardal, muito compenetrado e cheio de sentido de Estado, com o proteger a criança, da direita, e o proteger o monstro-violador, da esquerda-oposição, e a Teresa 'Leal ao Vale e Azevedo' Coelho, do PSD, com a mascarilha do Zorro descaída a tapar o pescoço, com o supremo interesse da criança, e a esquerda, toda sem excepção, a defender o indefensável, maquilhado de direitos humanos e de Constituição, os monstros da esquerda, sem coração, da esquerda, como é que possível, a esquerda? Ainda há bocado dois depravados violaram crianças, a esquerda...


Uma maioria, um Governo, um Presidente, uma televisão.

 

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||| E que nome é que se dá a isto?

por josé simões, em 23.04.15

 

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«Ministra da Justiça entregou aos deputados estatística da pedofilia já desmentida»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Por falar em abuso sexual de crianças e em listas "milagrosas"

por josé simões, em 20.04.15

 

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Alguém devia explicar isto à ministra Paula Teixeira da Cruz.


[Aqui]

 

 

 

 

 

 

 

 

||| Pior do que ser burra é ser burra e não querer aprender

por josé simões, em 25.03.15

 

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Descontando o facto de neste vale tudo atentatório do Estado de direito a ministra da Justiça poder aparecer amanhã em 'modo Paulo Morais' para justificar a reintrodução do pelourinho em todos os concelhos, «a taxa de reincidência no crime de abuso sexual de menores é de 80% a 90%» e posso prová-lo, uma vez que a «larga maioria dos abusos sexuais de menores acontece no seio da família ou é cometida por pessoas "muito próximas"» a 'Lista de Paula' é para afixar no hall de entrada ou na sala de refeições da casa da vítima, para o menor saber que tem um familiar que abusa sexualmente dele e para o abusador não se esquecer que é um abusador sexual de um familiar?


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||| E milícias nas ruas e primeiras páginas no Correio da Manha

por josé simões, em 14.03.15

 

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No habitual tom mavioso quando quer enrolar os mais incautos:


«Deve de alguma maneira dar-se aos pais e à tutela parental a possibilidade de colherem [sic] alguma informação nesta matéria em certas circunstâncias?»


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||| O regresso do pelourinho

por josé simões, em 12.03.15

 

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1. O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que procede à alteração do Código Penal, tornando mais eficaz o combate ao abuso sexual e à exploração sexual de crianças e à pornografia infantil. [Continuar].


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||| Cá para mim isto é censura

por josé simões, em 19.02.15

 

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Nos idos de 1984 uma das acusações contra um alegado membro das FP 25 era a de ter em casa o Manual do Guerrilheiro Urbano de Marighella, igualzinho ao meu, o que está na foto que ilustra o post. Em Portugal, antes do 25 de Abril de 1974, os jornais estavam todos no Bairro Alto pela proximidade com o Exame Prévio, a censura. Antes da queda do Muro de Berlim o pessoal da RDA que morava junto à fronteira com a RFA safava-se a ver televisão, assim como os checoslovacos, os húngaros e os jugoslavos, estes pela proximidade com a Áustria. O camarada Hugo Chavéz proibiu os Simpsons antes de encerrar estações de televisão e jornais críticos do "socialismo bolivariano do século XXI", enquanto em Cuba os blogues da oposição são escritos a partir do exterior e as rádios com emissão em Miami são captadas com "batata frita" de interferência. Dos desgraçados da Coreia do Norte nem vale a pena falar e o nosso islamofascista na Turquia vai prendendo jornalistas, cartoonistas, humoristas, e fechando jornais enquanto na Rússia os jornalistas críticos de Putin quando acordam estão mortos com um tiro na nuca. E podíamos continuar pelo "great firewall" da China, para já não falar de queimas de livros e outras coisas que tais em passados recentes. Tudo com o mesmo argumento: a ordem pública, a segurança, das pessoas e do Estado.


«Terrorismo: os novos crimes aprovados pelo Governo


[...] aceder a sítios na Internet que incitem a este fenómeno vão passar a ser considerados crimes no âmbito de um conjunto de medidas aprovadas esta quinta-feira.»


Cá para mim isto é censura, mas isso sou eu que até tenho um blog com um nome "estrambólico-pavoroso", como certa vez disse o saudoso José Medeiros Ferreira.

 

 

 

 

||| "Grandes Opções de Plano"

por josé simões, em 18.02.15

 

 

 

Quanto é que custou ao bolso do contribuinte o plano de encomendar uma auditoria para contradizer o estudo da ONU, para Paula Teixeira da Cruz ficar bem na fotografia de ministra da Justiça, e quem é quem nas relações perigosas entre a empresa auditora e o inner circle político-partidário com ligações ao poder?


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||| Varrer para cima do topete

por josé simões, em 14.01.15

 

 

 

Confundir medo com vergonha. «[...] não tenho medo nem varro para debaixo do tapete». O problema da senhora é mesmo um problema de valores. Éticos e morais. «no dia que sentir que tenho alguma responsabilidade política seria a primeira a tirá-la.». Siga.

 

 

 

 

||| O circo de Natal

por josé simões, em 20.11.14

 

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Descontando o facto de o Governo que o CDS-PP integra não ter "um modelo de baixos salários e de desemprego para o país", descontando o ministro do CDS-PP, Pedro Mota Soares, se esforçar por apoiar a  criação de “empregos de futuro e bem remunerados” para os mais jovens numa multinacional e maior cadeia de restaurantes do país, descontando a aposta do ministro do CDS-PP, Paulo Portas, nos comissionistas avençados de uma multinacional e maior imobiliária do país, a gente ouve coisas e não acredita. Foram ditas por um ministro do Governo da Nação ou são só o animador do circo de Natal a entreter a audiência enquanto recolhem o trapézio e montam as grades para as feras?

 

"Quem é que cria mais postos de trabalho? a Remax ou o BE?"

 

 

 

 

 

 

||| Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos

por josé simões, em 20.11.14

 

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A especulação imobiliária continuou de vento em popa, os preços não caíram para o seu real valor, antes pelo contrário, "o metro quadrado em Lisboa, mesmo nas zonas mais nobres" manteve o preço ou até subiu, criou empregou que se fartou onde fazia falta - na construção civil, e não nos avençados à comissão sobre as vendas - nas imobiliárias.

 

A gente vai pelos arrabaldes e pelos subúrbios das cidades – não pelos centros, que nos centros está o comércio moribundo no rés do chão e no primeiro andar mora o armazém do comércio moribundo do rés do chão, e vê ruas, praças, avenidas inteiras com prédios inteiros de T dois e T três e T quatros à venda e que foram, que vão ser salvos pelos chineses e pelos russos, que estão mortinhos por comprar habitação na Damaia ou em Santo António dos Cavaleiros ou no Poço Mouro e na Reboreda, em Setúbal, salvando assim muitas famílias que "conseguiram negociar imóveis que, se o preço caísse a abaixo do valor de compra original, ficariam ainda em maiores dificuldades. Assim puderam vender bem e depressa, reajustando as suas vidas à nova realidade", que é como quem diz continuaram a viver dentro das suas possibilidades, agora sem os anéis mas com os rendimentos dos anéis, e continuaram a poder continuar a exortar os da Damaia, de Santo António dos Cavaleiros, da Reboreda e do Poço Mouro a viver dentro das suas e a entregar as casas ao banco.

 

Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos. A gente promete não se rir.

 

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|| Três bons altos quadros para o Estado

por josé simões, em 19.11.14

 

 

 

 Para secretário-geral da Justiça ou director-nacional dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras ou director do Serviço de Informação de Segurança, por exemplo.

 

"Funcionários municipais devolveram 4407 euros encontrados no lixo"

 

 

 

 

 

 

 

||| Canalhocracia [Capítulo III]

por josé simões, em 19.11.14

 

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«Confrontada com as declarações de Teixeira da Cruz, a CRESAP desmente a ministra. Fonte oficial assinalou que foi a ministra quem "procedeu à designação por escolha da sua inteira responsabilidade". De acordo com a CRESAP, no concurso para o cargo de presidente do IRN, aberto em outubro de 2013, "não foram encontrados pelo júri três candidatos com mérito", condição exigida para serem apresentados três nomes à tutela. Refira-se que o mesmo já tinha acontecido num primeiro concurso. 

 

De acordo com documentos que a CRESAP facultou ao DN, neste concurso houve apenas quatro candidatos, entre os quais o próprio António Figueiredo, que estava à frente do instituto (antes direção-geral) desde 2004. Um dos quatro membros do júri era Maria Antónia Anes, que subscreveu também a ata a informar da ausência de três candidatos com mérito. 

 

"Isto significa", sublinha a negrito o porta-voz do organismo, "que a CRESAP não indicou o nome do Dr. António Figueiredo à Senhora Ministra da Justiça porque não chegou a apresentar uma proposta de designação, pelas razões apresentadas".»

 

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Canalhocracia, Capítulo I

 

Canalhocracia, Capítulo II