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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

As coisas como elas são

por josé simões, em 25.11.17

 

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Ver Marcelo, o Presidente-Sol, a explicar aos jornalistas, com a carteira profissional passada pela Farinha Amparo, que o Presidente não tinha de saber ou deixar de saber da ida do Infarmed para o Porto, que isso é da exclusiva competência do Governo. Priceless.

 

Não ocorrer a nenhum jornalista, com a carteira profissional passada pela Farinha Amparo, perguntar ao PSD, por interposta pessoa o deputado Leitão 'legionella' Amaro, "ó senhor deputado, mas a atribuição de isenção de IMI não é da exclusiva competência das câmaras municipais?".

 

 

 

 

O militante n.o 1 no seu labirinto

por josé simões, em 30.07.17

 

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As redes sociais são boas quando usadas pelos avençados do partido do militante n.º 1 para largarem spin, fazerem acções de propaganda e manobras de intoxicação da opinião pública.

As redes sociais são boas para o grupo de comunicação social do militante n.º 1 estar nelas.

As redes sociais são boas para os jornalistas do grupo de comunicação social do militante n.º 1 virem para as redes sociais queixarem-se das redes sociais.

As redes sociais são boas para os órgãos de comunicação social do grupo de comunicação social do militante n.º 1 lucrarem milhões com o clickbait.

As redes sociais são boas para a televisão do militante n.º 1 fazer RT e linkar, de sábado a segunda, notícias saídas no jornal do militante n.º 1.

As redes sociais são boas para o pivô do telejornal noticiar "o movimento nascido nas redes sociais" e o que "o político tal disse nas redes sociais".

As redes sociais são boas, a começar pela "alvorada" dos blogues, porque democratizaram a opinião e, como consequência, a opinião pública deixou de só opinar o que interessava à opinião privada, patrocinadora de fazedores de opinião pagos pelo grupo de comunicação social do militante n.º 1.

 

Redes sociais são usadas para difundir "mentiras e meias verdades"

 

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Já se fazia um Congresso dos Jornaleiros

por josé simões, em 27.01.17

 

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Coisa verdadeiramente surpreendente é a condenação do marido de miss Swaps pelo Tribunal da Secção Criminal da Comarca de Lisboa com uma multa 15 euros diários durante oitenta dias [num total de 1 200 euros] e ainda a assumir as custas do processo, por coacção sobre o jornalista e actual director de O Jornal Económico, Filipe Alves, não ter sido notícia de primeira página nem abertura de telejornal, só merecendo uma nota de rodapé, ao pé de As Previsões da Maya, no online do campeão da transparência e da independência do jornalismo face aos poderes instalados, em geral, e ao político, em particular, desde que o particular envolva nomes ligados ao Partido Socialista.

 

Já se fazia um Congresso dos Jornaleiros para debater estas questões.

 

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* Jornaleiro

 

 

 

 

O respeitinho é muito bonito

por josé simões, em 18.01.17

 

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Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condena Portugal por violação da liberdade de expressão. Outra vez

 

 

 

 

Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 17.01.17

 

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Num país que não lê jornais [sublinho jornais], qual a razão da preocupação com as linhas editoriais e com a orientação política dos comentadeiros com lugar cativo, se quem os lê já está doutrinado e já sabe ao que vai?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Mau jornalismo

por josé simões, em 07.11.16

 

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Escrevem hoje o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em parangonas de primeira página, respectivamente, que "Seis pontes e cinco fins de semana alargados ameaçam produtividade" e que "Patrões queixam-se de perdas de produção. Feriados no próximo ano vão permitir cinco fins de semana alargados". Como não há almoços grátis o que nos privado equivale a que quem quiser fazer pontes ou fins-de-semana alargados tem de para esse efeito usar dias de férias e ainda assim negociado com a entidade patronal com bastante antecedência, vulgo no final do ano anterior que é quando são marcadas as férias do ano seguinte, e ainda assim dependendo do serviço e não podendo pôr em causa o normal funcionamento da empresa, o que quer dizer que mesmo que o trabalhador queira a tal da ponte há sempre um "mas" a considerar; que até empresas como a Autoeuropa e a Visteon Corporation , por exemplo, que não são propriamente mercearias de bairro, no princípio de cada ano fazem chegar às empresas fornecedoras e/ ou associadas e/ ou que trabalham em função de, um calendário onde constam todas as férias, paragens, pontes e fins-de-semana prolongados programados, por forma a não haver a tal da quebra de produção e a ameaça à produtividade com que o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fazem as grandes parangonas, ou isto é jornalismo de encomenda para patrões do princípio do séc. XX que no séc. XXI cheios de cagança ostentam "empresário" antes do nome, ou isto é jornalismo ideologicamente capturado pela direita radical dos baixos salários e da precariedade como modelo, ou isto é só mau jornalismo, ou isto é todas as três hipóteses numa mistura de merda, literalmente.


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A diferença entre jornalismo e bosta

por josé simões, em 22.08.16

 

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A diferença entre jornalismo e bosta pode ser demonstrada por dois artigos de opinião, assinados, respectivamente, por Inês Cardoso, sub-directora do Jornal de Notícias – "Formigas sem medalha" – o jornalismo, e "Excursão ao Rio", a bosta assinada por um também director-adjunto mas do pasquim impresso em papel de jornal e que dá pelo nome de Correio da Manha [sem til].


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Vamos a isso?

por josé simões, em 03.07.16

 

Os-truques-da-imprensa-portuguesa.jpg

 

 

As reacções corporativas descabeladas de quem se vê desmascarado apanhado em falso, nunca à verdade dos factos mas ao anonimato de quem, com uma ferramenta simples - conta no Twitter e no Facebook, se limita a desmascarar os truques do jornalismo engagé português e a subtileza da informação manipulada pró facção, sem que haja declaração de interesses como acontece noutros países ocidentais, devia servir de ignição à esquerda, aproveitando a conjuntura do Governo PS com maioria parlamentar Bloco de Esquerda/ CDU, para o arranque de um projecto informativo à imagem do que a direita radical faz com o Observador depois do embrião que foi a defunta revista Atlântico. Vamos a isso?

 

 

 

 

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No Correio da Manha falam francês, só lhes falta saber tocar piano

por josé simões, em 24.06.16

 

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Ainda sou do tempo da "liberdade de expressão" invocada pelo Correio da Manha para poder escrever nas páginas do jornal o que lhe ia na alma [isto para não ser insultuoso], até às vezes para reproduzir os "boatos, calúnias e mentiras" que as "redes sociais" propagavam.


Lies are being spread on social media about CM and CMTV
Mensonges sur les réseaux sociaux contre CM et CMTV
Mentiras en las redes sociales contra el CM y CMTV


Esqueceram-se do alemão e do mandarim.


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Tudo numa imagem

por josé simões, em 23.06.16

 

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O jornal Público à procura do bloco central de interesses. David Dinis, fundador do órgão oficial da direita radical, ladeado por Francisco Assis, cruzado contra a "esquerda radical" e a "Geringonça", e Paulo Rangel, cruzado contra a "esquerda radical" e a "geringonça".

 

 

 

 

E o problema é precisamente esse

por josé simões, em 19.06.16

 

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Ainda sou do tempo em que o que vinha nos jornais era letra de lei, papel de Bíblia, "como é que podes afiançar semelhante coisa? Vinha no jornal". Ponto. Pronto. E pronto, não se falava mais nisso, e as costas das mãos a baterem sincopadamente nas páginas abertas do jornal em cima da notícia, a prova provada, as tábuas do Moisés. Depois veio a net, e vieram os newsgroups e veio o hi5, e vieram os blogs, e veio o Facebook, e veio o Twitter, e veio o Google e o contraditório em milésimos de segundo, e os jornais e os jornalistas não vieram, ficaram lá atrás, no tempo do "veio no jornal", palavra do Senhor. E o problema, para os jornais, é precisamente esse.


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E os espertalhões chutam para canto

por josé simões, em 19.06.16

 

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Fingindo não perceber que o que está em causa não são os 2 000 iniciais, nem os 15 000 da polícia nem tampouco os 80 000 da Fenprof, mas os 40 000, "não desmentidos pela polícia", metidos num Rossio metido dentro da Rua da Betesga, num milagre dos tempos modernos do jornalismo engagé, a chutar depois para canto à espera que o tempo passe.


[Imagem de Geoff Cordner]

 

 

 

 

Jornalismo engagé

por josé simões, em 18.06.16

 

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No dia 29 de Maio os colégios paralelos conseguiram meter 40 mil protestantes no quadrado vermelho na imagem, mais coisa menos coisa [atrás, de onde a foto foi tirada, há uma parede de casas], "segundo os números do movimento Defesa da Escola Ponto – que a PSP não desmente", já que uma das funções da polícia é tomar partido, mentir e desmentir, algo que não faz nem nos acidentes de viação, por exemplo.


No dia 18 de Junho a famosa organização e mobilização do PCP, que dá jeito invocar quando dá jeito desclassificar qualquer iniciativa, já que a Fenprof é do PCP e a CGTP é do PCP, como toda a gente aprende desde o dia em que nasceu, só consegue meter "alguns milhares" entre o Marquês e o Rossio em defesa da escola pública, apesar da ajuda dos esquerdalhos radicais do Bloco e dos radicais esquerdalhos que tomaram o PS por dentro – a Geringonça.

 

Jornalismo engagé é isto.

 

 

 

 

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"Dá razão"

por josé simões, em 28.05.16

 

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1. Os contratos de associação em questão foram submetidos à fiscalização prévia do Tribunal de Contas (TC) em 2015.


2. Como é habitual, foi produzida uma informação técnica preparatória, pelos Serviços de Apoio do Tribunal, a qual não tem natureza vinculativa e não é notificada às partes.


3. O Tribunal de Contas considerou que os contratos em causa estavam de acordo com a legislação em vigor e que os encargos deles resultantes tinham o devido suporte financeiro, pelo que concedeu visto.


4. Em sede fiscalização prévia, o TC não se pronunciou nem tinha que se pronunciar sobre as questões contratuais que neste momento estão em discussão pelas partes envolvidas.

 

 

 

 

Panamá Tretas, sétima semana

por josé simões, em 21.05.16

 

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Governo aprova injeção de €4 mil milhões na Caixa. Acordo fechado na TAP. Chineses entram em Agosto. Sanções de Bruxelas? UE precisa de um Governo de esquerda bem-sucedido. Zzzzzz...


O trabalho do jornal do militante n.º 1 para descredibilizar toda e qualquer futura investigação sobre offshores, e provocar na opinião pública a indiferença às respectivas notícias, está feito. Mission accomplished.

 

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