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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Do direito dos povos à autodeterminação e independência

por josé simões, em 11.09.17

 

barcelona_1900_map.png

 

 

Dantes, um povo, uma região, decidiam a sua entidade própria, decidiam seguir o caminho que muito bem entendiam, declaravam a independência, cada um ia às suas e não se falava mais nisso. Ou falava-se. Uma guerra, mais ou menos prolongada no tempo, com mais ou menos mortos e feridos. Ou nem isso, já que tínhamos entrado na era da civilização sobre a barbárie e os checos separaram-se dos eslovacos na boa e as repúblicas soviéticas foram cada uma às suas a olharem de soslaio para a irracionalidade e na Jugoslávia de Tito. Era o chamado "direito dos povos à autodeterminação e independência", reconhecido pela Carta da ONU e por constituições de países vários, Portugal incluído.

 

Agora há um problema chamado "mercados". E há a "avaliação de risco"  e há o "risco negativo"  e há a "percentagem do PIB" e há a "economia do país" e há os milhões a pagar de indemnização ao parceiro de divórcio e há "o investimento", estrangeiro ou outro, e há o Banco Central Europeu e há o Fundo Monetário Internacional e há o "rating" atribuído. Um cataclismo medonho, a Besta do Apocalipse que faz os milhares de mortos e a destruição antes provocada por uma guerra da independência parecer coisa de limpar o rabinho a bebés e qualquer um com cu [quem tem cu tem medo] arrepiar caminho.

 

Se isto não é o triunfo do capitalismo financeiro global sobre o destino que as pessoas querem dar às suas vidas, às suas terras, às suas comunidades, não sei o que será mas coisa boa não é

 

[Imagem]

 

 

 

 

||| Do direito dos povos à autodeterminação e independência

por josé simões, em 19.09.14

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 18.09.14

 

 

 

A primeira página do The Independent, sob um fundo de tempestade e tormenta que se avizinha, por contraponto à primeira página do Telegraph, com um radioso sol nascente como fundo.

 

 

 

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 18.09.14

 

 

 

A primeira página do Daily Telegraph

 

 

 

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 14.09.14

 

 

 

A capa do [Scotland] Sunday Mail.

 

 

 

 

 

 

||| Pimenta no cu dos outros para nós é refresco

por josé simões, em 09.09.14

 

 

 

Pessoas que ficam muito preocupadas com a possibilidade da Escócia poder vir a ser um país independente. E até fazem campanha pelo "Não" e tudo.  E pessoas que ficam muito preocupadas com a possobilidade de a Catalunha poder vir a ser um país independente. E até fazem campanha pelo "Não" e tudo. Pessoas que até queriam passar alcatrão e penas no Álvaro, ministro, por ter acabado com o feriado do 1.º de Dezembro. E fizeram campanha e tudo

 

[Imagem What Will Happen to the Union Jack If Scotland Votes for Independence?]

 

 

 

 

 

 

||| Mas…

por josé simões, em 16.02.14

 

 

 

Constituição da República Portuguesa

 

Artigo 7.º
Relações internacionais

 

3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

 

 

«Barroso, a Escocia: "Seguir en la UE será extremadamente difícil, si no imposible"»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

«Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Tinha alcançado da corte castelhana de Madrid plenos poderes para aplicar em Portugal pesados impostos, os quais deram origem à revolta das Alterações de Évora (Manuelinho) e a motins em outras terras do Alentejo. Foi a primeira vítima do golpe de estado do 1º de Dezembro de 1640. Depois de morto, foi arremessado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço, pelos conjurados.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| USA, São Francisco, 26 de Junho de 1945; Portugal, Lisboa, 21 de Fevereiro de 1956

por josé simões, em 25.11.12

 

 

 

CAPÍTULO I


Objectivos e princípios


Artigo 1.º


«o respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos»

 

Desculpem a minha ignorância mas não consigo perceber o que é que a Esquerda e a Direita têm a ver com isto [há povos de Esquerda e povos de Direita?]; o que é que a República e a Monarquia têm a ver com isto [uma pessoa é primeiro republicana ou monárquica antes de ser português, chinês, inglês, ou catalão?]; o que é que ser bom ou mau para Portugal e/ ou para a Europa tem a ver com isto [o bem estar de Portugal e/ ou da Europa é um valor mais alto que os anseios de um povo/ região?]; não percebo o argumento da junção das coroas de Aragão e Castela 500 anos antes de Madrid existir, como se a História dos povos e das nações fosse algo imutável, ao mesmo tempo que se passa ao lado da independência de Portugal em relação a Castela ter sido sempre impulsionada de baixo, pelo povo e pela burguesia, contra o desejo e a ambição das elites, da nobreza e algum clero, consumada em casamentos de conveniência, laços sanguíneos e alianças políticas diversas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| As palavrinhas mágicas

por josé simões, em 26.04.12

 

 

 

Mijinhas à parte, e continuando a ser uma incógnita a razão/ razões para o[s] Governo[s] da República nunca terem percebido que a independência da ilha só colhe apoio entre os cidadãos do continente, e, com isso, continuarem continuamente a alimentar campanhas independentistas manhosas na primeira, ou por interposta[s], pessoa[s], permitindo que o soba continue a ser o soba e fomentando o nascimento e proliferação de toda uma corte que se alimenta do erário público, a questão é de rápida solução, bastando para tal pronunciar as palavrinhas mágicas: re-fe-ren-do.

 

[Imagem de Alex Levac]

 

 

 

 

 

 

|| Viva Zapata!

por josé simões, em 25.11.11

 

 

 

Está bem que antes de Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco terem dado às ilhas adjacentes nos idos de 1419 não havia por lá ninguém, indígenas, nada, só mato e árvores. Daí que até se falar em colonialismo e opressão parece-me um 'cadinho exagerado. Mas em nome do direito dos povos à autodeterminação e independência, e se for essa a vontade do povo, expressa por exemplo em referendo, aceita-se. Por quem sois, que viva Zapata!

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Já ontem era tarde

por josé simões, em 01.07.11

 

 

 

No Orçamento de Estado [e no bolso do contribuinte] quantas TAP’s, Carris, CP’s e RTP’s vale a ilha da Madeira?

 

Se a ideia é libertar o contribuinte, privatize-se o que há para privatizar e independência (já!):

 

"por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?"

 

 

 

 

 

 

|| Do direito dos povos à independência e auto-determinação

por josé simões, em 22.07.10

 

 

 

Agora que o Kosovo já é “legalmente” independente resta aguardar para ver quanto tempo a Albânia espera até ter o seu Texas.

 

(Na imagem O Álamo - Misión de San Antonio de Valero)

 

 

 

 


|| Tantas vezes vai o cântaro à fonte que algum dia lá fica a asa

por josé simões, em 13.07.10

 

 

 

Um dos problemas de quem vive numa ilha é que, devido ao horizonte visual/ espaço físico estar bloqueado pelo mar, isso acabar, mais cedo ou mais tarde, por se reflectir num também bloqueio do horizonte intelectual - é a acção do meio ambiente sobre o ser humano - e, como consequência, uma afastamento da realidade tal como os outros, os que vivem no continente, a interpretam.

 

Alberto João Jardim, “isolado” lá na “sua” ilha, perdeu definitivamente o contacto com a realidade. Só assim se explica que continue a acenar com a independência da Madeira quando é isso precisamente o que a maioria da população continental portuguesa quer.

 

Há um tempo para tudo, e o tempo de Alberto João Jardim, definitivamente, já não é o tempo do Continente (se é que alguma vez o foi). Mesmo quando fala para dentro do seu espaço físico.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

|| Do direito dos povos à independência

por josé simões, em 17.04.10

 

 

 

 

Como é por todos sabido, o direito dos povos à independência é um exclusivo africano:

 

«Eu sempre achei que Cabo Verde não deveria ter sido independente (…). Eu pensava que Cabo Verde não é propriamente África porque Cabo Verde é um arquipélago do norte do Atlântico (…)»

 

Não sei se a Mário Soares começou a pesar 30 anos de acusações vindas da Direita de ter sido o responsável por todos os males e tragédias da descolonização, mas logo Cabo Verde a única ex-colónia portuguesa em que a independência foi decidida pela via eleitoral? Se quisesse ser muito deselegante diria que a idade não perdoa…

 

«Cabo Verde é um país africano (…). Está localizado (…) a 640 km a oeste de Dacar, Senegal. Outros vizinhos são a Mauritânia, a Gâmbia e a Guiné-Bissau, ou seja, todos na faixa costeira ocidental da África (…)»

 

(Imagem)