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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A vida dos outros

por josé simões, em 08.09.17

 

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[Via e aqui]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 27.07.17

 

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que "não exclui nenhum tipo de instrumento parlamentar", incluindo uma moção de censura ao Governo, na exigência de "toda a verdade" a propósito da tragédia do incêndio de Pedrógão Grande.

 

A líder do CDS-PP disse esta quarta-feira que o partido tem tido "sentido de Estado" na questão dos incêndios e lamentou a ausência de uma campanha de prevenção de comportamentos negligentes.

 

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Aquela coisa que já foi um partido político

por josé simões, em 24.07.17

 

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PSD tem 24 horas para tornar pública a lista das pessoas que elegeram Hugo Soares líder da bancada

 

PSD dá 24 horas ao Governo para divulgar lista de vítimas de Pedrógão

 

 

 

 

 

Muito gostam eles do "protectorado"

por josé simões, em 26.06.17

 

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Muito gostam eles do "protectorado" [como diria o vice-pantomineiro], é o Conselho das Finanças Públicas - verdadeira "gordura do Estado", é a "comissão técnica independente para avaliar insuficiências e responsabilidades da máquina pública no grande incêndio de Pedrógão"... Se bem que a opinião de Nuno Garoupa vale o que vale - nada, por não avalizada por um técnico estrangeiro.

 

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Preocupações

por josé simões, em 21.06.17

 

A dead deer lays on the roadside in an area affect

 

 

A nós preocupa-nos o topete, o descaramento, a falta de vergonha de todos os governantes, para o caso do PSD, com passagens pela Agricultura, Indústria, Ambiente e Administração Interna, entretidos em desregular e desmantelar o património natural e ambiental comum em benefício de interesses privados para onde posteriormente transitaram acabada a comissão de serviço no Governo. Missão cumprida.

 

PSD preocupado com a "descoordenação" no combate às chamas

 

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||| Diz que é da seca extrema

por josé simões, em 11.08.15

 

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Assunção Cristas liberalizou o eucalipto, por cima de toda a folha, caduca e persistente. Pires de Lima trouxe a mais-valia para as celuloses, que da criação de emprego ninguém deu por ele. O país está a arder, mais do que é costume. Diz que é da seca extrema. Obrigado CDS.


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||| Nunca é demais recordar

por josé simões, em 11.08.15

 

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[Em destaque ontem na 25.ª Hora da TVI 24]

 

 

 

 

||| As continhas estão mal feitas

por josé simões, em 08.05.14

 

 

 

"Incêndios de 2013 custaram 34,2 milhões de euros"

 

As continhas estão mal feitas. Primeiro porque afectou sobretudo agricultura em minifúndio com as suas manias das explorações sustentadas e ecologicamente equilibradas e que só atrapalham a vida aos grandes produtores de exploração intensiva, ainda por cima propriedade de velhos, que só 'strovam a vida aos novos que querem fazer alguma coisa por este país, cujos filhos emigraram para França e para a Alemanha, os manhosos e calaceiros.

 

Segundo porque afectou principalmente floresta propriedade do Estado e o Estado, como é por todos sabido, não tem jeito para gerir nada e nem tem jeito nem trambelho que seja proprietário de florestas e de serras e de rios, que ficam muito mais bem explorados e preservados e rentabilizados nas mãos dos privados.

 

Terceiro porque o CDS, perdão, a ministra Assunção Cristas e o secretário de Estado Daniel Campelo melhor do que ninguém identificaram os problemas assinalados nos dois pontos anteriores e trataram de meter mãos à obra e de resolver o assunto, como o Daniel muito bem explica.

 

Quarto porque o CDS, perdão, o ministro Pires de Lima já veio assinar por baixo a estratégia do CDS, perdão, da ministra Cristas e do secretário de Estado Campelo e mostrar, até aos mais incréus, que a aposta foi mesmo em cheio.

 

Portanto, quando se diz e se escreve que os "Incêndios de 2013 custaram 34,2 milhões de euros" as continhas estão mal feitas porque há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro, mesmo que implique secar os rios, e a pôr a economia privada a crescer, mesmo que isso implique matar biodiversidade e o ecossistema público e vidas humanas. Pormenores.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Um fenómeno inexplicável

por josé simões, em 29.08.13

 

 

 

Não explicou como é que se faz uma delegação de competências sem a respectiva dotação orçamental que assegure a sua execução, ainda para mais quando o poder local é vítima primeira do garrote orçamental. Mas isso agora também não interessa nada e "para o que é bacalhau basta". Levezinho, levezinho, levezinho, para manter a tradição.

 

Um fenómeno inexplicável, o tempo de antena que o senhor tem em todos os órgãos de comunicação social, a propósito de tudo e mais alguma coisa e por dá cá aquela palha, desde a floresta que arde à Moda Lisboa, do pontapé na bola aos arrumadores na avenida, das condições meteorológicas aos engarrafamentos na ponte.

 

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|| O homem invisível ou qual é a coisa qual é ela que cai no chão e fica amarela?

por josé simões, em 27.08.13

 

 

 

A cultura e a tradição oral portuguesa são ricas em provérbios à roda do tema fogo.

 

["Senhor ministro, trate do que o Ministério não faz, prepare apoios para os agricultores devastados.

O Estado não é sequer capaz de tratar, limpar e ordenar as matas que são do Estado e que andam ao Deus dará;

O Governo devia corar de vergonha ao falar em floresta.

O Estado é o empresário agrícola mais incompetente de todos."]

 

E qualquer deles é óptimo para terminar um post sobre populismo manhoso. "Brincar com o fogo é perigoso jogo", "Arde o fogo segundo a lenha do bosque", "Nunca acendas um fogo que não possas apagar", ou "Com o fogo não se brinca". Mas, e para a estirpe da personagem, umas adivinhas categoria pré-primária assentam que nem uma luva. "Branco é galinha o põe".

 

[Imagem daqui e post "fanado" dali]

 

 

 

 

 

 

|| Outra maneira de expor o problema

por josé simões, em 26.08.13

 

 

 

Ou, se quisermos, de colocar a questão: quem e porquê [historial de negócios com o Estado e ligações ao poder político] das empresas, e intermediários, da "indústria do fogo", que lucram quatro vezes mais por o Estado [ler: dinheiro dos impostos dos contribuintes] gastar quatro vezes mais no combate do que na prevenção dos incêndios?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 18.08.13

 

 

 

Há 35 anos consecutivos no poder, sem cuidar do ordenamento do território e da prevenção, culpa o governo central por não haver "pena de morte" ou "prisão perpétua" nas Ilhas Adjacentes.

 

Só já falta dizer que os bandidos e criminosos vieram do cont’ nente, o que até seria uma narrativa credível, mais, muito mais credível, e que não pode/ pôde ser usada nas cheias de 2010 e nas suas dezenas de mortes, vítimas de mesmo desordenamento do território e da mesma política de desenvolvimento, não sustentável e inimiga do ambiente.

 

[Imagem "Scary Clowns Halloween Parade in New York City", Gonzales Photo]

 

 

 

 

 

 

|| Burn baby, burn

por josé simões, em 20.07.12

 

 

 

Urge reflexão: Estado contrata meios privados para combate a incêndios. Sem incêndios, não sobrevivem. [Fanado ao Tiago no Twitter]

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Ordenamento do território

por josé simões, em 13.08.11

 

 

 

Vejo na televisão as imagens de um incêndio em Chaves ao mesmo tempo que o repórter em voz-off vai informando que os bombeiros não tiveram descanso durante toda a noite a deixar arder pinhal porque a prioridade é proteger pessoas e bens e depois se ainda houver forças e água e pinhal logo se vê. Logo depois entra a entrevista a um dos defendidos pelos bombeiros durante a noite: “infelizmente temos pinhal por todo o lado”. Por estas horas já deve estar mais “felizmente”, já só há casas. Se isto não é o mundo ao contrário…