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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Sebastião Moreira de Sá

por josé simões, em 23.06.17

 

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"Sebastião come tudo tudo tudo tudo, Sebastião come e sabe o que quer"

 

 

 

 

O triunfo da imbecilidade na SIC Notícias

por josé simões, em 22.06.17

 

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Imaginemos um político qualquer que chega ao estúdio de televisão para a avença paineleira-comentadeira e, antes de começar a debitar spin, dizia "antes de começar a falar de política queria deixar uma palavra solidária para com os familiares e as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande por ser uma zona de grande implantação do meu partido". Imaginemos.

 

Textualmente, "antes de começar a falar de futebol queria uma palavra solidária com as vítimas do incêndio, é uma zona onde prevalece muito sportinguista", Manuel Fernandes na SIC Notícias no programa extra do pontapé-na-bola a propósito do Rússia - Portugal para a Taça das Confederações.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.06.17

 

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não é possível olhar para esta catástrofe iludindo as consequências de anos de integração na União Europeia e às suas políticas comuns

 

 

 

 

 

Costa contra os maus, II

por josé simões, em 20.06.17

 

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Costa pede esclarecimento urgente sobre SIRESP e não encerramento de estrada em Pedrógão Grande

 

É por aqui que António Costa Costa vai "morrer", na procura do unanimismo perfeito reage aos acontecimentois sempre após a reacção da opinião pública e nunca por antecipação. A Agência do Medicamento vem para Lisboa? Costa sempre defendeu o Porto. Há pontas soltas e outras mal-alinhavas e ainda histórias mal contadas no ror de mortos em Pedrógão? Costa já pediu esclarecimentos. Costa contra os maus.

 

 

 

 

Porquê?

por josé simões, em 19.06.17

 

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Porque é que andamos há décadas a massificar a floresta de eucalipto - o "ouro verde" como alguém um dia teve o desplante de a baptizar, destruindo a Reserva Ecológica Nacional, reduzindo a Reserva Agrícola Nacional - património natural e ambiental comum, fomentando a desertificação e os desequilíbrios ecológicos em nome do crescimento económico e da criação de riqueza? Para quem e para quantos?

 

Porque é que andamos há décadas a apostar e promover a indústria das celuloses - que se alimenta da massificação do eucalipto, em nome da criação de emprego - quantos, alguém já se dedicou a esta contabilidade? Em nome da criação de riqueza - Para quem e para quantos, alguém já efectuou este balanço? Em nome do crescimento económico - compensa ao Estado o investimento do dinheiro dos impostos dos contribuintes na indústria dos incêndios para garantir recheadas as contas bancárias dos accionistas e patrões das celuloses e dos industriais do eucalipto? Compensa em vidas humanas perdidas e famílias destruídas?

 

Porquê?

 

 

 

 

A morte matou a morte

por josé simões, em 18.06.17

 

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"A morte matou a morte" podia muito bem ser o título desta imagem de Adriano Miranda no Público.

 

Burn, baby burn

por josé simões, em 18.06.17

 

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Quando era puto, uns 7/ 8 anos, assisti ao incêndio de um palacete abandonado na avenida Luísa Todi em Setúbal, onde é hoje a Repartição de Finanças, na zona da doca das Fontainhas, frente ao Rei do Choco, passe a publicidade, de proporções dantescas, para a dimensão física de um puto, e pela envolvência, já que era ali o depósito de madeiras da então Socel, actual Portucel, e que ocupava toda a área que vai desde o actual posto de abastecimento de gasolina até ao quartel do Regimento de Infantaria 11 e cais de embarque dos ferrys. Um acontecimento do caraças para uma aldeia grande como era Setúbal.

 

Juntou-se logo ali um multidão, milhares de pessoas à roda, e não estou a exagerar mesmo para a dimensão física de um puto com 7/ 8 anos, pelos telhados das casas, por cima das pilhas de barrotes do parque da Socel [mesmo nas barbas do fogo!], dentro das traineiras e dos botes na doca, no miradouro de São Sebastião, em cima das árvores, lá em cima n' "a Barreira" - agora "Escarpas de Santos Nicolau". Uma alegria.

 

E todos largavam postas de pescada. Que tinha sido fogo posto, que deviam agarrar no gajo e mete-lo lá dentro, que foi um desgraçado, que na altura não havia "sem-abrigo", que ali dormia a fazer a comida, que estava lá dentro assado, que estava mais gente com ele, que tinha sido o dono para poder erguer um arranha-céus, que aquilo ia pegar aos barrotes da Socel, que depois pegava às casas das Fontainhas, já íamos em Roma com o Nero ou em Londres em 1666 e continuava, que os bombeiros deviam atacar dali e não dali, que não chegavam, que a água não tinha força, só neste país, se fosse em Lisboa já estava resolvido, e outras barbaridades que não lembram nem ao diabo.

 

E ainda nem sequer havia internet, nem havia Facebook, nem havia Twitter.

 

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...

por josé simões, em 15.06.17

 

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