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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A globalização é boa

por josé simões, em 20.03.17

 

 

 

Que a liberalização é boa, que o proteccionismo não só é mau como um retrocesso civilizacional, que há que fazer figas [é só o que resta] para que o efeito Trump não seja o efeito dominó na Europa de Marine Le Pen, Nigel Farage e Gert Wilders, que a liberalização até tirou da miséria não-sei-quantos-milhões de chineses lá na China, [ler colocou não-sei-quantos-milhões de chineses miseráveis lá na China ao nível dos miseráveis europeus na Europa, sem que nesta equação nunca sejam tidos em conta os milhões de europeus que baixaram da classe média para a classe baixa e da classe baixa para o "lumpem"]. E até aqui já todos percebemos. Agora falta percebermos todos, eleitores de Trump, de Marine Le Pen, de Nigel Farage e de Gert Wilders incluídos, se a liberalização é tão boa e o proteccionismo tão mau e até um retrocesso histórico, porque é que andamos sempre com o coração nas mãos e o credo na boca e a fazer figas para que os senhores que propõem acabar com o paraíso na terra e o sol brilhará para todos nós não ganhem eleições. As pessoas não gostam de boa vida que a globalização lhes deu ou a globalização é, tem sido, boa para quem?

 

 

 

 

 

O fim da globalização não vai ser uma coisa bonita de se ver

por josé simões, em 11.01.17

 

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Le Pen imita Trump e ameaça fábricas de marcas francesas no estrangeiro


[Imagem]

 

 

 

 

||| Imperialismo

por josé simões, em 02.05.16

 

 

 

Imperialismo não é chegar com as tropas e ocupar o território e, passados uns tempos, sair e deixar um Governo fantoche instalado. Não. Isso é terrorismo de Estado, de um país sobre outro. Imperialismo é meter as marcas e as corporações acima da regulação e da legislação dos Estados e dos governos dos países. Imperialismo é meter o poder económico a decidir pelo poder político. Imperialismo é isto:


"You can download all the documents below, as a whole and per chapter.
TTIP Leaks"

 

 

 

 

||| Change

por josé simões, em 08.04.16

 

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"I am delighted to have been invited by the Vatican to a meeting on restoring social justice and environmental sustainability to the world economy," Mr. Sanders said in a statement. "Pope Francis has made clear that we must overcome 'the globalization of indifference' in order to reduce economic inequalities, stop financial corruption and protect the natural environment. That is our challenge in the United States and in the world."

 

 

 

 

||| O mundo perfeito

por josé simões, em 15.07.15

 

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O mundo perfeito do capitalismo das marcas, do crescimento e da criação de riqueza a perder de vista, sem luta de classes, higiénico. Apesar de tudo não tão perfeito quanto isso já que as relações familiares não são de tios para sobrinhos como nos Disney comics.


«It is an autocracy where women are discriminated against, migrant workers are exploited and free speech is curtailed. But according to the World Economic Forum (WEF), Qatar is a model of efficient government.»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Em nome do Pai

por josé simões, em 17.06.15

 

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Já tínhamos uma Bíblia da anti-globalização selvagem, pelo capitalismo das marcas e das corporações. Agora temos um Papa anti-globalização selvagem, contra o Governo global das multinacionais. E um Papa com uma Bíblia na mão é outra loiça.


[O livro é meu, a imagem é minha]

 

 

 

 

||| 3 de Dezembro de 1984 – 3 de Dezembro de 2014

por josé simões, em 03.12.14

 

Bhopal, India.png

 

 

Bhopal, India [segundo a Magnum Photos]

 

 

 

 

||| Mais um tiro no porta-aviões

por josé simões, em 07.12.13

 

 

 

Assinar um acordo sem cuidar que do lado de lá haja o mesmo tipo de protecção social e garantias laborais que há do lado de cá.

 

Assinar um acordo na gula do mercado dos não sei quantos milhões de consumidores do lado de lá para ir encontrar uma mina de não sei quantos milhões de potenciais dentes na engrenagem de produção das empresas deslocalizadas e da subcontratação de da sub-subcontratação de cá para lá.

 

Assinar um acordo para depois nos virem dizer que é necessário o lado de cá reduzir salários e abdicar de direitos e garantias e trabalhar de sol a sol trezentos e sessenta e cinco dias por ano até que a morte nos separe porque estamos a perder competitividade em relação ao lado de lá.

 

Empobrecer a classe média do lado de cá para promover os miseráveis do lado de lá até ao nível exacto dos miseráveis ex-classe média do lado de cá para depois nos virem dizer que a globalização é boa e que a globalização retirou não sei quantos milhões da miséria.

 

Mais um tiro no porta-aviões. Globalização não é isto. Globalização my ass!

 

«OMC chega a acordo histórico para o comércio global»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Globalização à la carte

por josé simões, em 18.09.12

 

 

 

Liberalizaram os mercados na secreta esperança de encontrar um mercado com não-sei-quantos mil milhões de consumidores, levaram pela cara com um mercado de não-sei-quantos mil milhões de produtores. É a hora do capitalismo das marcas apostar na pacificação e no desenvolvimento de África, é só já o que resta.

 

 

 

 

 

|| No shit?!

por josé simões, em 05.04.11

 

 

 

 

 

Até à data, o que a globalização fez foi colocar os miseráveis do terceiro mundo a viver ao nível dos miseráveis do primeiro mundo. Sempre é uma subida no ranking, ou como canta o Gabriel que é Pensador: “Eu queria morar numa favela… Eu queria morar numa favela… Eu queria morar numa favela…

 

«Strauss-Kahn reconhece que globalização acentuou 'fosso entre ricos e pobres'»

 

(Imagem de René Jacques)

 

 

 

 

 

 

 

|| Lebensraum

por josé simões, em 02.11.10

 

 

 

 

 

«O mundo não mudou. Simplesmente está menos vazio.»

 

Capitão Jack Sparrow, Piratas das Caraíbas

 

 

 

 

 

 

 

|| Conver… quê?

por josé simões, em 25.10.10

 

 

 

 

 

É que subjacente à globalização estava um novo mercado de não-sei-quantos milhões de consumidores e as contas saíram furadas por um novo mercado de não-sei-quantos milhões de produtores (um pormenor…), a competir em pé de desigualdade com o que se convencionou chamar de Ocidente, pela ausência de legislação laboral, segurança social, cuidados de saúde e apoio à velhice, entre outros. E ainda há muito para explorar. Quando o filão esgotar na Ásia (e em particular na China) e na América Latina, às marcas ainda resta África.

 

(Imagem de Malcom Moore)

 

 

 

 

 

 

 

|| Ainda hei-de ver Paulo Portas em Davos, nas cabeças das manifs anti-globalização, a apedrejar lojas de marca

por josé simões, em 20.09.10

 

 

 

 

 

A gravata que Paulo Portas traz à roda do pescoço é Made in Portugal?

O fato que Paulo Portas veste é Made in Alcains?

Os sapatos que Paulo Portas calça são Made in S. João da Madeira?

E quando ele começa a debitar populismo não há um jornalista, um só que seja, que lhe diga: oh stôr (assim mesmo que a direita é muito ciosa do seu estatuto) mostre lá aí as etiquetas da sua roupa (sff, que também se usa).

 

(Imagem de Narendra Shrestha para a EPA, via Guardian)

 

 

 

|| O escudeiro

por josé simões, em 31.10.09

 

 

 

Uma das características dos “escudeiros” do Capitalismo, aliás comum aos “escudeiros do Comunismo, é a de só falarem naquilo que lhes interessa, e, quando não há volta a dar-lhe, dourarem “a pílula” nem que para isso tenham de dizer só meia verdade - ou meia mentira -, consoante o ponto de vista.

 

«(…) a grande escravatura continua a ser a clássica: em África ou na Ásia existem hoje mais escravos braçais do que em qualquer outro período da história humana.»

 

E porquê? – Não se alonga… Podia aconselhar ao escriba a leitura de Naomi Klein em No Logo – O Poder das Marcas, que vem lá tudo explicado tim tim por tim tim, mas isso era o mesmo que tentar ensinar um padre a rezar a missa.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

Da globalização

por josé simões, em 14.02.09

 

Uma das maiores patranhas que nos têm impingido ultimamente é a de que a globalização serviu para retirar da pobreza milhões de pessoas por esse mundo fora, e, nomeadamente na Índia e na China, entre outros países asiáticos. Nada mais falso.

 

Em primeiro lugar a globalização serviu para abrir novos mercados ao Mercado e para que as multinacionais e as marcas duplicassem, triplicassem, quadruplicassem, quintuplicassem as mais valias.

Em segundo lugar para que surgisse uma classe de quadros superiores nativos, clones feitos à imagem e semelhança do molde original ocidental.

Em terceiro lugar para que os pobres dos países globalizados subissem de escalão e ficassem ao nível dos pobres nos países ocidentais.

É um pormenor que faz toda a diferença.

 

(Foto fanada no Guardian)