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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Contra a caspa e a oleosidade"

por josé simões, em 02.08.17

 

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Errado, Cristiano Ró-náldo. As pessoas, cumpridoras das suas obrigações fiscais, sentem-se incomodadas quando vêem alguém, que ganha num dia o que elas ganham num ano, em prejuízo do bem comum usar da chico-espertice chamada "planeamento fiscal" para fugir com umas migalhas do seu rendimento aos cofres do Estado e que, quando levado perante o juiz, o melhor que lhe sai da boca para fora é uma imbecilidade com quatro pontos de exclamação sobre a inveja e a cobiça, numa "rede social" onde ganha dinheiro com a indignação das pessoas que ganham num dia o que ele ganha num ano.

 

O que incomoda as pessoas é o meu brilho, insetos só atacam lâmpadas que brilham!!!!

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.03.17

 

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Achei que a publicação podia dar algum tipo de vantagem ao infrator, que podia prejudicar o combate à fraude e evasão fiscal

 

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A direita do "sentido de Estado" e da marcha do balão do "arco da Governação"

por josé simões, em 26.02.17

 

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"Grande elevação de carácter" era Paulo Núncio, quando foi convidado para secretário de Estado, ter dito "desculpa lá ó Paulo" ou, como a direita muito gosta, cheio de forma e salamaleque, "o doutor Paulo queria desculpar mas dado o meu passado ao serviço de offshores não me é eticamente permitido aceitar, vou ter de declinar o convite".

 

"Grande elevação de carácter", e uma vez que o leque da direita do "sentido de Estado" e da marcha do balão do "arco da Governação" para a ética tem uma abertura "de costa a costa", era Paulo Núncio ter sido imparcial e independente e não ter metido 10 mil milhões de euros na gaveta do esquecimento. Mas, como sói dizer-se, é mais forte do que ele, é a raça dele.

 

Não, doutora Maria de Assunção, isto não demonstra uma "grande elevação de carácter" coisíssima nenhuma, demonstra outra coisa completamente diferente e que me abstenho, aqui e agora, de nomear.

 

 

 

 

 

Só estou a ler jornais

por josé simões, em 24.02.17

 

 

 

A gente lê no jornal que Paulo Portas e Abel Pinheiro foram escutados no âmbito do "Processo Portucale" a discutir o pagamento do salário do futuro líder do CDS por parte de um banco [não nomeado]. Depois o CDS chega ao Governo e mete um homem - Paulo Núncio, à frente do Fisco e a primeira medida é criar  o terceiro Regime Especial de Regularização Tributária [RERT III], que permitiu a quem escondeu dinheiro em contas no estrangeiro legalizar a situação e proteger-se de futuras condenações a troco de uma taxa de 7,5% sobre o montante declarado e que, entre outros negócios obscuros, o RERT III serviu para ilibar os dirigentes do Grupo Espírito Santo de qualquer acusação a respeito das luvas recebidas pela compra dos submarinos ao consórcio alemão Escom e depois a gente lê no jornal que a maioria de direita PSD/ CDS se recusou seguir o rasto do dinheiro em Comissão Parlamentar de Inquérito.

 

A gente lê no jornal que Paulo Núncio antes de ser colocado pelo CDS à frente do Fisco tinha sido advogado fiscalista na sociedade Morais Leitão, Galvão Teles & Associados onde esteve ligado ao ramo do escritório para o offshore da Madeira, sendo representante da MLGTS Madeira Management & Investment SA e que, pouco tempo depois de entrar no Governo, assinou o despacho sobre a tributação dos dividendos dos grupos com sociedades gestoras de participações sociais [SGPS] que isentou os grandes grupos económicos do pagamento de milhões de euros em impostos e depois a gente lê no jornal que "durante todo o tempo em que foi governante e tutelou a administração tributária, as estatísticas das transferências de dinheiro para contas offshores feitas a partir de Portugal" não foram publicadas.

 

Não estou a insinuar nada, nem sequer estou a levantar falsos testemunhos, longe de mim tal intenção, só estou a ler jornais.

 

 

 

 

 

De Espanha, nem bom vento nem bom casamento

por josé simões, em 09.12.16

 

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O fisco espanhol andar a apertar os jogadores de um dos dois campeonatos nacionais de futebol mais mediáticos e milionários do mundo – o outro é o inglês, é má política porque os clubes podem deslocalizar a La Liga para a Holanda ou para a Irlanda [teoria liberal].


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Uma boa oportunidade para ficar calado

por josé simões, em 24.09.16

 

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Quando se trata do Estado a meter o bedelho na vida de cada um há argumentos e há argumentos e há o peso da História no país que deu Salazar ao mundo e aos portugueses uma ditadura de quase 50 anos suportada numa polícia política e num argumento usado para a justificar.


Acesso do fisco a contas: "Quem cumprir as suas obrigações nada tem a temer", diz Costa

 

 

 

 

Guardar

||| Panamá Tretas, 4.ª Semana

por josé simões, em 30.04.16

 

 

 

Blah-Blah-Blah. Num quiosque ou numa banca perto de si.

 

 

 

 

||| O mundo ao contrário

por josé simões, em 26.04.16

 

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Com Jean-Claude Juncker presidente da Comissão Europeia começa hoje no Luxemburgo o julgamento do jornalista francês e de dois ex-auditores da PricewaterhouseCoopers por terem passado ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação documentos que provam um esquema de fuga aos impostos por grandes empresas conhecido como LuxLeaks.

 

 

 

 

||| A primeira página

por josé simões, em 11.04.16

 

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Não, a primeira página dos campeões nacionais da transparência e da luta contra a fraude e a evasão fiscal não é que o "Grupo Cofina foi penhorado pelo Estado por dívidas ao Fisco e à Segurança Social no valor de cerca de 12,5 milhões de euros" e que o contribuinte arrisca ser proprietário do Correio da Manha [sem til]. Não, não é.

 

 

 

 

||| O resto é conversa

por josé simões, em 10.04.16

 

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A pergunta que importa fazer é se pagou todas as obrigações fiscais no país, se cumpre escrupulosamente todos os procedimentos legais porque é que leva o dinheiro para uma offshore? O resto é conversa.


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||| Circo PSD

por josé simões, em 05.04.16

 

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Primeiro o aviso de que nem todo o Panama Paper é Panama Paper resultante de esquemas fora-da-lei e de lavagens mas também de esquemas juridicamente perfeitamente legais e de lavagens, que a moralidade não é para aqui chamada.


Depois rios de caracteres, escritos nos jornais do economês e nas redes e na bloga, que está de regresso depois de 4 anos de interregno, pelos ideólogos liberais do “social-democrata, sempre!”, o primeiro-ministro no exílio Pedro Passos Coelho, pedagogicamente a ensinar ao pagode ignaro que planear fiscalmente a fuga ao pagamento de impostos, altos, é uma coisa bué louvável, compreensível e aceitável face ao Estado ladrão, e que a fuga aos impostos, baixos, também, que o Estado, ladrão, só atrapalha o direito do mais forte à liberdade no capitalismo que se quer selva.


Por fim os his master's voice vêm insinuar que os Panama Papers são todos Panama Papers e que todos os esquemas e lavagens são esquemas e lavagens e que o Estado está a ser ludibriado e a perder dinheiro a olhos vistos, dinheiro que faz falta ao Estado e às suas funções sociais, para corrigir desequilíbrios e atenuar desigualdades e que o capitalismo tem de ter um rosto humano e não pode ser tudo uma selva do vale tudo. Fazer barulho, muito barulho, que enquanto se faz barulho faz-se prova de vida e até os mais distraídos ficam a pensar que há aqui interesses obscuros da "Geringonça" em que estas coisas não se saibam, que não se saiba quem são os meliantes que andam pelo Panamá a viver acima das nossas possibilidades.


Se isto não é um circo...


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||| Da série "Não há dinheiro para nada"

por josé simões, em 04.04.16

 

“Borderlife” an installation by Biancoshock in

 

 

Este é só um escritório de advogados, esta é só uma offshore, esta é a primeira de uma das faces, agora conhecida, do "não há dinheiro para nada" e do "andámos demasiado tempo a viver acima das nossas possibilidades", o jargão usado em todo o mundo e em todas as línguas para justificar retirada de direitos e garantias, o embaratecimento dos custos do trabalho, a fragilização das relações laborais, o aumento das desigualdades e os Estados colocados ao serviço de interesses privados.


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||| O Salário Mínimo Nacional empecilho

por josé simões, em 20.03.16

 

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O aumento do salário mínimo como óbice à competitividade das empresas do sector do calçado, nomeadamente no "motor da economia", as exportações.


"Magnatas do calçado escondem 2,6 milhões ao Fisco"


[Imagem "October 1943 Washington, DC Saddle shoes are still popular at Woodrow Wilson High School", autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Não chega

por josé simões, em 04.01.16

 

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Fica a faltar a maioria de esquerda no Parlamento proibir o Fisco como máquina de cobrança coerçiva de dívidas de empresas privadas.


"Fisco e Segurança Social proibidos de penhorar casas"


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||| 4 anos que abalaram Portugal

por josé simões, em 15.04.15

 

 

 

Nem os bolcheviques sem saber ler nem escrever em 1917 no ministério das finanças russo foram tão incompetentes como o douto partido do contribuinte à frente da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais portuguesa em 2015.


[A imagem é minha]