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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da democracia em Angola

por josé simões, em 12.07.17

 

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O Estado de direito, a separação de poderes, a independência da Comissão Nacional de Eleições ou, como diz o outro, o MPLA, o "partido irmão".

 

[Via]

 

 

 

 

You gotta fight for your rights

por josé simões, em 09.06.17

 

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Que Corbyn ganhou o voto jovem até aos 34 anos, mesmo de quem nunca antes se tinha dignado sair de casa para fazer uma cruz num papel. À imagem do que já tinha acontecido com Sanders nos States. Dois velhos, velhos mesmo velhos, com idades para serem avós do tal eleitorado jovem, tão velhos que ainda são do tempo do capitalismo reprodutivo, dos direitos e garantias, da social-democracia e da repartição da riqueza. E porque é que um jovem sai de casa para ir votar no avô com um discurso ultrapassado ao invês de ir para outro lado qualquer ou até mesmo ficar na net? Vai-se ver e a explicação da direita liberal é na base de algum revivalismo retro vintage...

 

[Imagem]

 

 

 

 

"O pensamento político de Sá Carneiro"

por josé simões, em 20.04.17

 

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Luís 'Danny Kaye' Montenegro, sendo que o original tinha infinitamente mais piada porque cantava e dançava, líder da bancada parlamentar do outrora partido social-democrata, imortalizado pela sigla PPD/ PSD e designado, por Relva & Marco, futuro líder do partido ex-liberal, tomado por dentro por um bando de gaiatos, social-democracia-sempre-com-ponto-de-exclamação-no-fim, depois de 5 - cinco - 5 anos a acusar o Bloco e o PCP de legítimos herdeiros do estalinismo-trotsquismo e representantes legais do totalitarismo-chavista-castrista na Europa, por via da corrente syrizica na Grécia, se bem que o Syriza não rime, nem que a vaca tussa, com o KKE e que nesta altura do campeonato seja ideologicamente mais social-democrata do que as siglas do PSD, um pormenor que não estraga narrativas, vem agora invocar a experiência da democracia grega, por oposição ao totalitarismo da democracia constitucional parlamentar portuguesa, com quase 50 anos de provas dadas, a propósito de aproximar o sistema político dos eleitores, sem que o pormenor de um bónus de 50 - cinquenta - 50 deputados, não eleitos em eleições livres e democráticas, dados ao partido vencedor das eleições, seja explicado aos eleitores, em particular, e ao povo, em geral. Deve ser isto "o pensamento político de Sá Carneiro" que enche a boca do designado, por Relvas & Marco, futuro líder do partido ex-liberal, tomado por dentro por um bando de gaiatos, social-democracia-sempre-com-ponto-de-exclamação-no-fim, de cada vez que abre a boca sem ter nada para dizer e sem referências políticas que se aproveitem.

 

 

 

 

 

Os truques

por josé simões, em 05.03.17

 

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Com o silêncio cúmplice de uma comunicação social, sistematicamente acusada por dirigentes e adeptos, mais ou menos [des]conhecidos, de ser anti-Sporting, aquilo que foi uma evidente falta de profissionalismo aliada a uma gritante incompetência - as horas de espera dos associados da agremiação do Campo Grande em quilómetros de fila à roda do estádio para poderem exercer o seu direito de voto, foi transformada, amplificada e transmitida urbi et orbi como uma "grande manifestação de sportinguismo", "um sinal da vitalidade do clube", "uma resposta dos associados", "uma prova de democracia" [!!!], entre outros, para dar vazão à afluência de 19 mil associados, 4 mil votantes por correspondência, com o resultado a ser conhecido às 3 horas da madrugada [!], por comparação com as últimas eleições no outro lado da segunda circular, com 23 mil sócios, sem quaisquer minutos de espera em fila, a depositarem o boletim nas urnas que fecharam às 22 horas e o resultado a ser conhecido ainda antes das 23. Pecou por defeito Luís Filipe Vieira quando disse, sem mandar ninguém bardamerda, que o SL Benfica está 10 anos à frente da concorrência, 10 anos sim, mas 10 anos luz.

 

 

 

 

 

Jornalismo profissional, independente e desengajado

por josé simões, em 16.10.16

 

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O Manuel Palito reloaded ao sexto dia na Serra da Freita, o assalto ao hipermercado no Barreiro, e as eleições nos Açores, na região Autónoma dos Açores, parte integrante do território nacional, ao 11.º minuto de telejornal na SIC, num directo de 40 segundos antes da ida para intervalo, o intervalo para onde a TVI foi sem dar notícia do acto eleitoral. O facto de a direita radical ter sido esmagada nas urnas foi, por certo, uma coincidência sem interferência directa no alinhamento noticioso que remeteu para 3.º plano as eleições ganhas por Vasco Cardoso, "um personagem simpático", "num meio pequeno", numa análise onde o PS não foi tido nem achado, por Marques Mendes, ex-líder do PSD.


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Omnivotante

por josé simões, em 12.10.16

 

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"Se Deus quiser" o CDS vai ganhar as eleições em S. Miguel. Assunção Cristas, com João Almeida como emplastro, ao lado de Ana Afonso, cabeça de lista pelo círculo eleitoral.


Omnisciente, Omnipotente, Omnipresente e Omnivotante.

 

 

 

 

||| O coração das trevas

por josé simões, em 20.12.15

 

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Podem continuar a trabalhar as soluções governativas que muito bem entenderem que enquanto não apontarem ao "coração das trevas" – o Partido Popular Europeu, nada muda na Europa.


[Imagem "Marlon Brando by Mary Ellen Mark on the set of Apocalypse Now"]

 

 

 

 

||| Sempre, sempre ao lado do povo

por josé simões, em 07.12.15

 

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E, quando o povo se engana, a vanguarda da classe operária muda de povo.


«Tendo-se realizado as eleições legislativas na República Bolivariana da Venezuela, onde após 17 anos (e 18 actos eleitorais em que foram derrotadas) as forças contra-revolucionárias alcançaram a maioria dos lugares no parlamento, o PCP expressa a sua solidariedade às forças reunidas no Grande Pólo Patriótico e, nomeadamente, ao Partido Socialista Unido da Venezuela e ao Partido Comunista da Venezuela, com a confiança de que as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas encontrarão as soluções que defendam o processo revolucionário bolivariano e as suas históricas conquistas que tão importante repercussão têm tido na América Latina.


O PCP salienta que estas eleições se realizaram no contexto de uma conjuntura económica particularmente desfavorável em resultado da baixa do preço do petróleo e no quadro de grandes operações de desestabilização e boicote económico dos sectores mais reaccionários venezuelanos articuladas com a ingerência do imperialismo contra a Revolução Bolivariana.


O PCP alerta para a tentativa do imperialismo utilizar os desfavoráveis resultados eleitorais na Venezuela para intensificar o seu combate aos processos de soberania e progresso social que tem subtraído o continente latino-americano ao seu domínio e apela à solidariedade com os povos e as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas e de toda a América Latina»


«Solidariedade com a Venezuela Bolivariana»


[Imagem "01 May 1960, Moscow", Bettman/ Corbis]

 

 

 

 

||| Portugal, 4 de Outubro de 2015

por josé simões, em 20.09.15

 

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Parece que o Syriza derrotou as sondagens nas urnas.


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||| Golpe de Estado institucional

por josé simões, em 22.07.15

 

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O que Cavaco Silva veio dizer ao país e que saiu fora da meia dúzia de linhas a escrevinhar no sítio da Presidência com a data que na presidencial gana lhe deu para marcar eleições, fazendo de conta que tinha ouvido todos os partidos com assento parlamentar e dando a ideia de que falava para o boneco, foi que, descontando o provincianismo parolo do "na Europa é assim vezes 26" e dos "28 que são 23 menos 5" e da desavergonhada colagem ao discurso do governo, em forma de sublinhado e assinado por baixo, dos "sacrifícios dos portugueses" e da "estabilidade necessária" para o futuro e de "não deitar tudo a perder", foi que não indigitará um Governo saído de uma solução de minoria/ maioria simples na Assembleia da República, exorbitando as suas competências e inventando a seu bel-prazer e conveniência de colorido partidário normas que não constam na Constituição da República Portuguesa. E isto todos, todos sem excepção, devíamos de imediato começar a desmascarar e a desmontar, contra o risco de termos a verdade democrática saída das urnas nas próximas eleições legislativas desvirtuada por ganhos na secretaria, um golpe de Estado institucional.


[Américo Thomaz na imagem]

 

 

 

 

||| Coisas a não conjugar no Google

por josé simões, em 10.05.15

 

 

Coisas a não conjugar no Google: "Santana Lopes + sondagens + Universidade Moderna".


«Santana Lopes pergunta: "E os directores de centros de sondagens, demitem-se?

 

 

 

 

||| Falta de assunto

por josé simões, em 07.05.15

 

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Caso as eleições por cá fossem a uma quinta-feira, como na Bifelândia, íamos ter os opinadores publicados, que agora não se cansam de perguntar “porque é que em Portugal as eleições não são a uma quinta-feira como na Bifelândia?” no dia a seguir à publicação dos resultados divididos em duas sub-categorias distintas, descendentes da categoria mãe, a do "lá fora é que é bom:


A primeira: a categoria "é como a Maria Piça tudo o que vê cobiça", a escrever textos inflamados contra o patrão que não deixou o trabalhad... colaborador sair para votar na hora do expediente, que se quiser que vá votar na hora do almoço que trabalho é trabalho e democrac... coganc é cognac, mas na hora do almoço é para almoçar, aqueles que têm hora de almoço, para já não falar naqueles que trabalham nas fábricas a quilómetros da cidade e que nem na hora do almoço quanto mais, mais aqueles que nem tiveram tempo para se coçar numa correria de casa para o trabalho e os miúdos na escola e as compras para o jantar, e só os calaceiros das câmaras e da função pública é que foram, votar vejam só.


A segunda: a categoria "a mulher do outro é sempre melhor que a minha", caladinha, quase sem respirar para não mexer os lábios não vá alguém pensar que querem dizer alguma coisa, a esfregar as mãos de satisfação dentro dos bolsos, contentinha da silva por a abstenção ter sido de tal forma elevada que beneficiou o partido que convinha beneficiar, para a próxima fazemos as eleições a uma segunda-feira a seguir a um fim-de-semana de 3 dias com feriado na sexta.


Porque é que nós não temos um Guardian, um Independent ou um Telegraph? Falta de assunto é isto.


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||| Da coluna vertebral dos vermes

por josé simões, em 16.04.15

 

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Ou o preço a pagar por aparecer [quando dá jeito] nos intervalos de andar a saltitar botões de punho [com muito "sentido de Estado" e não menos muita responsabilidade] de aeroporto em aeroporto.


«As palavras de Passos Coelho causaram incómodo no CDS, embora não abalem o desejo de coligação.». LOL. "Se calhar também podíamos dizer que o CDS governaria melhor sozinho". ROFL. Poder, podiam, mas não era a mesma coisa. «Apesar destas declarações, a palavra de ordem no CDS é "sangue frio e muita calma"». LMAO. O pote, a penalização nas urnas e que Pedro Passos Coelho cometa o maior erro político da sua vida: depois de ter tido arte e engenho para irrevogavelmente desmontar um pantomineiro não ter agora o espírito de matador para acabar de vez com o partido apêndice. [OMFG!!!]


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||| Chapelada

por josé simões, em 01.04.15

 

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Da última vez que tinha ouvido falar em "chapelada" eleitoral tinha sido na casa do avô Zé, à roda da mesa de jantar, era eu um puto e o pai contava quando uns fulanos da Legião Portuguesa apareceram no quartel com uns boletins de voto que eles, depois de "aconselhados" pelo comandante da companhia, na parada em formatura, depositaram numa caixa. Não, o pai não esteve na tropa na ilhas adjacentes da Madeira e Porto Santo, esteve no Regimento de Infantaria de Évora.


«PCP exige a recontagem de todos os votos e vai recorrer ao Constitucional»

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.01.15

 

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«Se, como parece, a burguesia grega tiver de facto reagrupado no SYPIZA, lá terá o capitalismo mais um balão de oxigénio, quando só mesmo a sua morte nos libertaria o caminho.»


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