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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses"

por josé simões, em 20.10.17

 

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"Agora, o que lhe posso dizer é que, nos anos em que eu estive ministra da Agricultura, não aconteceu nenhuma tragédia em Portugal com estas proporções. E, portanto, não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses". Pois não, não foi enquanto esteve, foi dois anos depois de ter estado e por ter estado quatro anos. Para se perceber melhor como funciona a cabeça da rã que quer ser boi:

 

1. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma Autoridade Florestal Nacional, há muito reivindicada pelos agentes do sector, com uma estratégia assente nas fileiras florestais, na gestão florestal e na defesa da floresta. Acabou com ela, reduziu as suas estruturas e eliminou a defesa da floresta das preocupações governamentais;

 

2. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Código Florestal aprovado pela Assembleia da República carecendo, unicamente, de regulamentação. Se não concordava com esse instrumento legislativo podia ter promovido a sua revisão, mas não, acabou com ele e as florestas voltaram à legislação de 1903, sim, 1903;

 

3. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 608 Planos de Utilização dos Baldios, 241 mil hectares. O que fez? Nem mais um plano, nem mais uma aprovação ou qualquer hectare, e em troca iniciou a privatização dos baldios;

 

4. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um processo de combate às pragas e doenças, em especial na fileira do pinho. O que fez? Nada. Em 2015 esta fileira era a que mais preocupação apresentava no que se refere aos incêndios florestais e à rendabilidade da floresta;

 

5. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um sentido para o Fundo Florestal Permanente que deixava de ser um saco azul do ministério para assumir opções em cinco áreas prioritárias — sensibilização, prevenção, planeamento e gestão, sustentabilidade e investigação. O que aconteceu? Ninguém passou a saber para onde ia a verba e a quem era entregue;

 

6. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, uma estrutura jurídica de acompanhamento da gestão florestal que impedia a selvajaria das novas plantações e obrigava à responsabilidade pessoal dos projectistas. O que aconteceu? Revogou esse regime.

 

7. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma obrigação de anúncio público e controle da licitação de material lenhoso. O que aconteceu? O ICNF deixou de cumprir as boas regras de gestão;

 

8. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, o primeiro interprofissional do universo das florestas — o da cortiça. O que aconteceu? Abandonou-o à sua sorte;

 

9. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um regime de apoio às organizações de produtores florestais e às organizações da caça. O que aconteceu? O apoio público deixou de ser conhecido e passou a ser à peça;

 

10. O governo do PSD/CDS encontrou o Plano Estratégico de Reestruturação e Modernização das Industrias de Primeira Transformação de Madeira. Tal plano tinha como objectivo preparar um programa, para os fundos europeus a partir de 2014, que recuperasse a fileira do pinho. O que aconteceu? Ninguém ouviu mais falar do programa nem este se revelou nos fundos europeus pós-2014;

 

11. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, o território coberto com Planos Municipais e Planos Distritais de Defesa da Floresta com gabinetes técnicos organizados e planos operacionais. O que aconteceu? Nunca mais houve a coordenação nacional do planeamento e da execução;

 

12. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um programa que criava a “Rede de Salvaguarda do Território Florestal”. Só em 2008 e 2009 foram abrangidos 38 concelhos de seis distritos numa área total de 800 mil hectares. Em 2013 onde estava o programa? Tinha desaparecido;

 

13. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, mais de 278 mil hectares de área integrada em 36 Zonas de Intervenção Florestal. O que aconteceu? No final de 2015 a área verdadeiramente integrada em ZIF’s era menor;

 

14. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Dispositivo Integrado de Prevenção Estrutural (DIPE) que integrava uma Unidade de Coordenação e Planeamento, um Grupo de Analistas e Utilizadores de Fogo, um Grupo de Gestores de Fogo Técnico, o Corpo Nacional de Agentes Florestais e a Estrutura Nacional de Sapadores Florestais. O que fez? Acabou com este dispositivo;

 

15. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma estrutura de 2085 pessoas com responsabilidade na defesa da floresta contra agentes bióticos e abióticos. O que aconteceu? Reduziu a metade e desmobilizou os técnicos com melhor formação;

 

16. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 263 equipas de sapadores florestais. A meta determinada anteriormente eram 260 e em 2005 só existiam 166 equipas. O que aconteceu? A renovação do equipamento foi insignificante;

 

17. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 11 mil km de caminhos florestais beneficiados. O que deixou? Menos de 10%;

 

18. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 630 pontos de água beneficiados. O que deixou em 2015? Menos de metade em bom estado e os restantes a carecerem de intervenção urgente;

 

19. A prof. Assunção Cristas entrou no governo, em 2011, com uma área ardida de 73.298 hectares. Em 2013 atingiu os 152.690. Nada fez, ficou à espera dos anos seguintes e até rezava pela ajuda divina;

 

20. O governo do PSD/CDS acabou com os Governos Civis, elementos fundamentais da estruturação de protecção civil e segurança. Deixou o país sem coordenação supramunicipal. E é o que se tem visto...

 

A moção de censura apresentada por Assunção Cristas é um acto polítivo miserável. Eu acuso

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 17.10.17

 

 

 

O CDS de Assunção Cristas, ministra da Liberalização do Eucalipto, do saque à Reserva Agrícola e Ecológica e do Desordenamento do Território; o CDS de Pires de Lima, ministro do Todo o Poder às Celuloses; o CDS vai apresentar uma moção de censura ao Governo "pela falha grave de cumprir a função mais básica do Estado" nos incêndios de Verão e Outono. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

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A rã que quer ser boi

por josé simões, em 10.10.17

 

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A rã que quer ser boi ou a estrondosa vitória do CDS nas autárquicas de 2017, sempre de dedo em riste apontado ao PCP por nunca perder eleições.

 

O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, defendeu hoje que os resultados das eleições autárquicas elevaram a fasquia ao partido, que se deve assumir como alternativa ao Governo do PS

 

 

 

 

They call me Melo yellow

por josé simões, em 09.09.17

 

 

 

[A extrema-esquerda] nos tempos do PREC era mais violenta e expressiva

 

I' m just mad about Saffron, A-Saffron's mad about me

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 27.07.17

 

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que "não exclui nenhum tipo de instrumento parlamentar", incluindo uma moção de censura ao Governo, na exigência de "toda a verdade" a propósito da tragédia do incêndio de Pedrógão Grande.

 

A líder do CDS-PP disse esta quarta-feira que o partido tem tido "sentido de Estado" na questão dos incêndios e lamentou a ausência de uma campanha de prevenção de comportamentos negligentes.

 

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As coisas como elas são

por josé simões, em 24.07.17

 

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Os critérios para contabilizar as vítimas de incêndios deixaram de ser os definidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses para passarem a ser os que dão jeito ao PSD e CDS na oposição, amplificados pela comunicação social militante.

 

Não há indemnizações pagas por os nomes das vítimas do incêndio se encontrarem em segredo de Estado que não é violado como nos casos mais mediáticos a envolverem políticos por ser uma violação que não rende primeiras páginas nem aberturas de telejornais.

 

O Governo não se marimba para a separação de poderes e não interfere no trabalho do Ministério Público e da Polícia Judiciária.

 

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Uma puta de gema

por josé simões, em 21.07.17

 

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"Outros feirantes, portugueses de gema". Separava assim, na Quadratura do Círculo na SIC Notícias, o Conselheiro de Estado António Lobo Xavier os ciganos feirantes dos outros feirantes, mais claros e que não cheiram a fumo, deduz-se. 500 anos de gerações nascidas em território nacional sem direito a nacionalidade. Nem portugueses de clara nem portugueses de gema. De gema, como o Conselheiro António Lobo Xavier, daquela categoria que nos 80s se ria muito com a anedota da mulher do Samora Machel apresentada ao Presidente português em visita de Estado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Nunca mais chega o Verão

por josé simões, em 07.07.17

 

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Quatro anos de cativações, dez chumbos pelo Tribunal Constitucional, oito orçamentos rectificativos, nenhuma meta cumprida. Vamos lá então falar de cativações.

 

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Jacinto Leite Capelo Rego

por josé simões, em 09.04.17

 

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A Mota-Engil com Paulo Portas como "consultor" ganhou o concurso internacional para a construção da Escola da NATO em Oeiras com o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, responsável pelo lançamento do concurso, presidente do Conselho de Fiscalização do CDS.

 

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Os malucos do riso

por josé simões, em 28.03.17

 

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A direita radical do micro Estado-Estado mínimo desmantelado em favor de interesses privados com o argumento do "aliviar o peso do Estado na economia" preocupada com a falta de investimento público.

 

[Imagem Joko Collages]

 

 

 

 

Cada cavadela cada minhoca

por josé simões, em 26.03.17

 

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Se não fosse mulher, Paulo Portas não teria reparado em mim

 

[Imagem de Ruth Orkin]

 

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 25.03.17

 

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Assunção Cristas e Maria Luís ficaram a uma falta de perder mandato

 

 

Se fosse vereadora, daria o mínimo de faltas possível

 

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Velhos tiques

por josé simões, em 16.03.17

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

Tempos modernos

por josé simões, em 13.03.17

 

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O aparecimento da memória na política, ler: a internet, o Facebook e o Twitter, revelou-se um problema para os partidos do parlapiê sem mestre, mestres na arte do hipnotismo e da "malabarice", o  PSD [especificamente Pedro Passos Coelho] e o CDS.