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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E agora ninguém se ri

por josé simões, em 11.07.17

 

Benjamin_D._Maxham_-_Henry_David_Thoreau_-_Restore

 

 

Um secretário de Estado do Governo da direita radical a fazer a apologia de um inimigo da cobrança excessiva de impostos e de um crítico do capitalismo e da ideologia do crescimento infinito. E agora ninguém se ri, Henry David Thoreau por Francisco José Viegas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Terrorismo

por josé simões, em 21.04.17

 

Iraqi prisoners held by 1QLR in 2003 in a photogra

 

 

Recapitulando, o terrorista de Dortmund afinal não é um fundamentalista islâmico, é um fundamentalista do capitalismo finamceiro especulativo, vulgo liberalismo.

 

[Na imagem "Iraqi prisoners held by 1QLR in 2003", autor desconhecido]

 

 

 

 

 

||| O capitalismo mata o capitalismo

por josé simões, em 22.07.15

 

Capitalism_graffiti.jpg

 

 

A ideia é simples e universal: empobrecimento geral – que a austeridade é purificadora e liberta o homem e os Estados dos 7 pecados mortais, baixos salários e diminuição dos custos dos trabalho, ausência de direitos e garantias, aumento da mais-valia ao patrão e accionista.


Depois do plano gizado e universalmente aplicado um dos ícones do capitalismo – a Apple, vende 47, 5 milhões de iPhones em três meses – um aumento de 35%, mas não chega, os investidores queriam mais, muito mais do que o aumento de 38% dos lucros e as acções "deslizaram" [bonito termo da novilíngua] 7%.


Não lhes passou pela cabeça baixar o preço final do produto, produzido quase de graça aí num qualquer mercado do crescimento supersónico a dois dígitos, como forma de aumentar as vendas já que do empobrecimento geral e da baixa dos custos de trabalho e da perda do poder de compra não sobra nada ao colaborador ex-trabalhador para se dar ao luxo de transportar iPhone no bolso de trás das calças.


Capitalismo sem consumismo. Pois sim.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O mundo perfeito

por josé simões, em 15.07.15

 

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O mundo perfeito do capitalismo das marcas, do crescimento e da criação de riqueza a perder de vista, sem luta de classes, higiénico. Apesar de tudo não tão perfeito quanto isso já que as relações familiares não são de tios para sobrinhos como nos Disney comics.


«It is an autocracy where women are discriminated against, migrant workers are exploited and free speech is curtailed. But according to the World Economic Forum (WEF), Qatar is a model of efficient government.»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Isso agora é o que menos importa

por josé simões, em 10.07.15

 

cartas.png

 

 

Como o quando e o onde já sabemos, o que interessava agora saber é o "quem, como e porquê" ganhou 100 milhões de euros sem mexer uma palha, sem criar um posto de trabalho, sem investir na economia real, sem produzir absolutamente nada, sem beneficio para a economia e para a sociedade, sem sair de casa, só com especulação. Pedro Passos Coelho gosta disto, é o mercado a funcionar, diz. E estas, sim, é que são as "regras do jogo" que importa mudar.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Em nome do Pai

por josé simões, em 17.06.15

 

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Já tínhamos uma Bíblia da anti-globalização selvagem, pelo capitalismo das marcas e das corporações. Agora temos um Papa anti-globalização selvagem, contra o Governo global das multinacionais. E um Papa com uma Bíblia na mão é outra loiça.


[O livro é meu, a imagem é minha]

 

 

 

 

||| Circo

por josé simões, em 15.06.15

 

circo.png

 

 

Ou como a incompetência do FMI está a matar o capitalismo:


«Não só se confirma que a desigualdade está ao "mais alto nível em décadas" e que uma maior desigualdade tem como consequência um abrandamento do crescimento da economia [...].


[...] mais desigualdade faz as economias crescer menos. "Se a parte do rendimento dos 20% mais ricos aumenta, então o crescimento do PIB diminui no médio prazo", [...] "um aumento da parte do rendimento detida pelos 20% mais pobres está a associado a um crescimento do PIB mais elevado".


Como a desigualdade faz mal ao crescimento, faz sentido perceber o que a está a provocar, para tentar inverter a tendência.


Um dos mais importantes é o aumento do prémio que é oferecido aos que têm mais qualificações. Com o desenvolvimento tecnológico, a parte da população que tem qualificações que lhes permitem tirar mais vantagens desse desenvolvimento viu os seus rendimentos subirem muito mais do que os que não têm essas qualificações.


[...] “a suavização da regulação nos mercados de trabalho está associada com uma desigualdade no mercado e um peso do rendimento dos 10% mais ricos mais elevada”, [...] “a flexibilidade do mercado de trabalho beneficia os ricos e reduz o preço de negociação dos trabalhadores de mais baixos rendimentos”.


A política fiscal já desempenha um papel significativo a enfrentar a desigualdade de rendimento em muitas economias avançadas, mas esse papel redistributivo da política fiscal pode ser reforçado através de uma maior importância para os impostos sobre a fortuna e a propriedade, de uma tributação mais progressiva dos rendimentos, da redução das oportunidades para a fuga aos impostos, de uma melhor escolha dos benefícios sociais, ao mesmo tempo que se minimizam os custos de eficiência”»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Dia do Trabalhador

por josé simões, em 01.05.15

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

||| Good bye Lenin!

por josé simões, em 07.11.14

 

good bye lenine.jpg

 

 

«Perante a campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública desencadeada a pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim», o PCP considera necessário afirmar o seguinte [...]»


Para quem quiser, ainda que por breves instantes, regressar à realidade surrealista socialista do Portugal de 1974 continua a ler aqui. Para quem nasceu depois de 1974 e só pela boca de terceiros teve contacto com a realidade surrealista socialista do Portugal de 1974 continua a ler aqui.

 

 

 

 

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 22.02.14

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

||| Privatize-se o Vaticano!

por josé simões, em 26.11.13

 

 

 

Dirigido por essa espécie de Mário Soares de batina branca que, brandindo o báculo, incita o Povo de Deus à violência:

 

«O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como "uma nova tirania" e advertiu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão"»

 

Dos paineleiros-comentadeiros, com lugar cativo nos media e agenda governamental para cumprir, não são de esperar milagres argumentativos depois do "t’arrenego!" a Mário Soares. De Paulo Portas, sempre mui pio e temente na primeira fila, logo à frente do ambão e de boca aberta para tomar O Senhor, é esperado mais um milagre contorcionista, ou o milagre com que é, pela Graça de Deus, atendido bastas vezes: o de passar pelos intervalos da chuva.

 

[Imagem de Duncan Phillips]

 

 

 

 

 

 

||| Eppur si muove

por josé simões, em 13.11.13

 

 

|| O capitalismo, como [alguns de] nós o conhecemos, existiu

por josé simões, em 21.08.13

 

 

 

"Foi uma política de baixos salários que nos trouxe até aqui"

 

"[…] tenho a certeza absoluta de que o meu avô prefere muito mais ter uma queda de resultados, mas poder continuar a dar emprego às 3.200 pessoas."

 

 

 

 

 

 

|| O poder das marcas ou o mercado a funcionar

por josé simões, em 12.02.13

 

 

 

Uma multinacional sueca comercializa refeições congeladas, cozinhadas por uma empresa francesa numa fábrica no Luxemburgo, que contratou uma empresa cipriota para comprar a carne que, por sua vez, subcontratou outra na Holanda que fez a encomenda na Roménia.

 

Há quem ache isto normal, é o mercado a funcionar, dizem. Descontando a novidade de acontecer na Europa [costumava ser no Sudoeste Asiático e na América Latina], e descontando a parte do "quem se lixa é o consumidor", nesta cadeia tudo funciona correctamente e na perfeição, desde a desresponsabilização social das empresas, até à inexistência de vínculos contratuais, passando pelo aumento das mais-valias e pelos respectivos baixos salários para horários de trabalho "alargados" e sete dias por semana, mais a ausência de direitos e garantias para quem está no fim da escala da cadeia de produção. Resumindo, uma major, sueca, europeia, da Europa do Estado social, do ramo da alimentação, com lucros fabulosos para distribuir pelos accionistas e que, para todos os efeitos, só tem "meia dúzia" de funcionários nos seus quadros…

 

A Naomi Klein, que explicou tudo isto há muitos anos, sofreu um ataque cerrado dos paladinos do neo-liberalismo e do capitalismo desregulado e foi dada como louca e ignorante.

 

Há quem ache isto normal. Desculpem, mas não acho nada disto normal.

 

 

 

 

 

 

|| A função redistributiva do Capitalismo

por josé simões, em 08.12.12

 

 

 

Gritar a plenos pulmões, com aquela entoação que as peixeiras usam no mercado para apregoar a sua 'pedra' de sardinha [vocês sabem]:

"O meu capitalismo é liiiiindooooo!!!"

 

[Imagem]