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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Em 5 minutos

por josé simões, em 12.11.17

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

A direita dos comediantes

por josé simões, em 31.08.17

 

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Aqueles que à direita andaram, freneticamente, de norte a sul do país de megafone numa mão e de espantalho na outra com a deriva radical de um Governo do Partido Socialista suportado pela irresponsabilidade do Bloco de Esquerda que conduziria, inevitavelmente, o país à ruína e ao terceiro e ao quarto e ao quinto resgate de Portugal que já era a Grécia e do Syriza estalinista-trotsquista nos gabinetes da Rua da Alfândega, são aqueles que lamentam a reforma do responsável, e prenhe de 'sentido de Estado', militante e deputado do Bloco de Esquerda, António Chora, anos a fio à frente da Comissão de Trabalhadores da paz na Autoeuropa. Siga a marcha.

 

 

 

 

Todo o poder aos sovietes!

por josé simões, em 03.05.17

 

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À parte o pormenor que são os 50 mil precários, contas redondas, que vão entrar para debaixo do guarda-sol do Estado, depois de um violentíssimo ajustamento de 3 anos no sector privado, onde precários, contratados a prazo e efectivos, foram directamente para o desemprego, sem retorno e sem programas extraordinários de regresso, o PCP e o Bloco vão poder indicar os precários mais precários que os precários, uma espécie de caixa de supermercado prioritária no acesso aos quadros do Estado para militantes, camaradas e amigos. E isto é lindo.

 

 

 

 

 

Das raras vezes que fala verdade as coisas até nem lhe saem mal

por josé simões, em 30.04.17

 

 

 

Curioso não é que enquanto haja quem se preocupe em encontrar uma solução para o problema da dívida pública e para o peso do serviço da dívida no bolso dos portugueses que a primeira reacção e o primeiro pensamento de Pedro Passos Coelho seja para o dinheiro que os países que nos emprestaram vão deixar de ganhar com um perdão, uma renegociação, or ever, curioso é que diga isto com a maior das naturalidades, de ar grave e voz de barítono, e nem jornalistas, nem outras forças políticas, nem comentadores, nem politólogos, nem ninguém reaja.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

Largo Primeiro de Dezembro

por josé simões, em 01.12.16

 

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Que "o coração do rei de Espanha está com Portugal" não devia ser abertura de telejornais nem primeira página de jornais, assim o é desde 1143, coração e cabeça. Que a frase tenha sido proferida pelo próprio rei de Espanha, em Lisboa, na Assembleia da República, na véspera do 1.º de Dezembro de 1640, feriado reposto, com Pedro Passos Coelho sentado na primeira fila da bancada parlamentar do PSD, é uma ironia do destino.


[Imagem fanada à Câmara Municipal de Sesimbra]

 

 

 

 

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WC Bloco

por josé simões, em 30.11.16

 

Queensbridge housing project in Queens, New York.

 

 

Um deputado, como qualquer outro cidadão, está no seu legítimo direito de em democracia poder manifestar a sua opção pelo sistema de governo que prefere: República ou Monarquia.


Um deputado, eleito pelos cidadãos, num sistema democrático liberal não tem o direito de envergonhar o país na 'casa da democracia', não tem o direito de enxovalhar e provocar um chefe de Estado estrangeiro em visita oficial a convite do Presidente da República.


Ir para o Parlamento na recepção ao rei de Espanha com as cores da República espanhola ao peito não é falta de educação, é uma provocação desnecessária, baixa e reles.


[Imagem "Queensbridge housing project in Queens, New York", by Arthur Rothstein, June, 1942]

 

 

 

 

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Coisas simples

por josé simões, em 15.10.16

 

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Perguntem às pessoas o que preferem, se pagar as bebidas açucaradas, o tabaco, o álcool mais caro e ter a sobretaxa de IRS eliminada e as pensões aumentadas, se continuarem a pagar a Coca-cola, o Português Suave, o SG e o Amber Leaf, a Sagres e os shots de Absolut ao preço em que estão e continuar com a sobretaxa, ad aeternum, num simulador online que baixa e sobe em função do calendário eleitoral e as pensões no sítio em que estão, em nome da crescimento económico e do dinheiro que não há para nada porque é preciso injectar na banca da excelência da gestão privada. Perguntem.


[Na imagem, de autor desconhecido, o Diabo que não chegou, nem aos balcões do SEF, em Setembro]

 

 

 

 

O custo da democracia

por josé simões, em 22.09.16

 

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Que "a democracia tem um custo" vai ser o argumento a atirar à cara de quem está contra o fim das restrições ao financiamento público dos partidos, no país onde desde 2009 o sector privado tem os salários congelados ou sofre aumentos simbólicos entre os zero virgula alguns e o um por cento. Logo seguido do inevitável "populista!". E é precisamente por a democracia ter um custo que da parte dos partidos fundadores da democracia devia haver algum pudor e alguma prudência para não fomentar o aparecimento de populismos fora do sistema, agora que Paulo Portas se retirou, e que têm como objectivo último suspender a democracia.


[Na imagem Donald Trump by Scott Scheidly]

 

 

 

 

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O imposto Pedro Mortágua

por josé simões, em 20.09.16

 

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

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Estamos todos bem

por josé simões, em 19.09.16

 

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Quarta semana do mês de Setembro do ano de 2016 e andamos todos a debater o que é ser rico em Portugal.


Estamos todos bem, pobres e remediados incluídos.
Parabéns à direita radical que consegue sempre definir a direcção do carreiro.


[Imagem]

 

 

 

 

Assim soou a Venezuela, Nicolás Maduro e miséria

por josé simões, em 19.09.16

 

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Podia Mariana Mortágua ter dito "há que ir buscar o dinheiro do contribuinte, que não há para pagar a saúde, a educação, as reformas e pensões e a sustentabilidade da Segurança Social, mas que foi usado para resgatar bancos e manter o statos quo de gerações de uma elite que, não só acumula riqueza, como vampiriza riqueza", que tinha soado muito melhor e toda a gente percebia. Assim soou a Venezuela, Nicolás Maduro e miséria e a direita radical aproveita.


[Imagem]

 

 

 

 

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O Pátio dos Impostos

por josé simões, em 02.08.16

 

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Que uma casa no Chiado não vale o mesmo que uma casa em Chelas já toda a gente sabe, há muitos anos até, foi por isso que começou a haver barracas em Chelas, no tempo em que as pessoas que podiam comprar uma casa iam morar para Santo António dos Cavaleiros, que morar no Chiado era uma coisa dos filmes com o António Silva e o Vasco Santana e, vendo as coisas pela positiva, até foi bom que assim acontecesse porque esteve na origem de uma quantidade de profissões e na criação duma quantidade de empregos dedicados ao estudo sociológico e psicológico e analógico e patológico e "insertor" social dessa nova espécie humana que vivia nos subúrbios e nos subúrbios dos subúrbios, para chegarem, todos, os sociólogos e os psicólogos e os analistas e os assistentes, ao mesmo tempo à mesma conclusão, que as pessoas não viviam no centro de Lisboa porque os preços eram incomportáveis, exactamente como começou o post e o que esteve por detrás da ida das pessoas acampar campismo selvagem para Chelas e deprimir para Santo António dos Cavaleiros e inaugurar uma quantidade de esquadras de polícia, o que só vem dar razão à teoria marxista de que o crime faz a sociedade andar para a frente, podiam era ter poupado uma quantidade de anos de trabalho e de investigação se perguntassem directamente às pessoas "olhe, o senhor, fachavor, porque é que veio armar uma barraca em Chelas?", "olhe, fachavor, a senhora, porque é que veio com os seus dois filhos para uma T3 numa torre com 9 andares com frente, esquerdo e direito e com a casa da porteira alugada a um casal cabo-verdiano com sete filhos?".


Agora que em Chelas, no lugar onde dantes haviam barracas, há habitação e não uma habitação qualquer mas habitação a apanhar sol todas horas que o dito está no ar e com uma vista maravilhosa para o Tejo e para as duas pontes, é taxar o conforto de Chelas que espaço para construir barracas é o que para aí não falta. E nem sei se estão a ver isto transposto para o Rio de Janeiro, favela acima, é sempre a subir o IMI, ainda mais força ganha a canção do Gabriel, O Pensador, "eu queria morar numa favela".


Esquerda impostora, de invenção de impostos e também de patranheira e embusteira, era só o que faltava e vem mesmo a calhar para a direita impostora fazer esquecer a direita impostora. E já nem é anedota o "qualquer dia até o ar que respiramos paga imposto", é caso mesmo sério, já ninguém se ri, a começar pelos que optaram morar no campo pelo preço das casas e pela qualidade de vida.


[Na imagem Favela da Mangueira, Rio de Janeiro]

 

 

 

 

Um país, dois sistemas

por josé simões, em 11.06.16

 

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[...] foi aprovado uma outra lei, que na prática proíbe a subconcessão da STCP (Sociedade de Transportes Públicos do Porto, SA) a privados.


[Deng Xiaoping na imagem]

 

 

 

 

||| "Cartão" também é macho

por josé simões, em 14.04.16

 

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Cartolina é fêmea e Papelão é macho como Cartão, mas mais bruto e indelicado. Papel Manteiga é pornográfico porque muito Último Tango em Paris. Papel de Arroz cheira a Salazar e Folha Pautada tem conotações repressivas. Papel de Parede é de onde nunca mais saem e Papel de Bíblia é ofensivo de outros credos. Papel Offset é o modus operandi e Papel Higiénico é o que certas ideias merecem. Mandar levar no cu não me parece ofensivo porque não discriminatório de género.


«BE quer mudar nome do Cartão de Cidadão porque é "sexista"»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Por iniciativa da esquerda, pela mão da esquerda, com o apoio da esquerda

por josé simões, em 15.03.16

 

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"É assim que de uma forma sub-reptícia e matreira se vai privatizando a saúde"