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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A insustentável leveza de Passos Coelho

por josé simões, em 20.03.17

 

Chuck Jones. Character layout drawing, Bugs Bunny,

 

 

Daí nem ser de gastar o precioso tempo do Conselho de Ministros com tamanha maçada:

 

Teríamos necessidade entre 40 a 50 mil milhões de euros para poder imunizar o sistema bancário dos riscos mais elevados

 

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Era só já o que restava no "pote"

por josé simões, em 14.03.17

 

 

 

Em 2015, depois de 4 - quatro - 4 anos passados sem que a questão da banca tivesse sido abordada em Conselho de Ministros, logo por azar o segundo "pilar" do memorando de entendimento com a Troila, Pedro Passos Coelho do programa do PSD "compatível com o memorando da Troika", o primeiro-ministro do "ir além da Troika", mostrava grande preocupação com a Caixa Geral de Depósitos, logo também por azar o banco do Estado.

 

Era só já o que restava no "pote" e havia que arranar uma forma de meter os contribuintes a pagar do seu próprio bolso a privatização.

 

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"A credibilidade do banco de Portugal"

por josé simões, em 06.03.17

 

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"A credibilidade do Banco de Portugal". Carlos Costa faz-de de desentendido e desvia o foco com um "defender a reputação" do Banco de Portugal quando o que está em causa é a reputação do Governador do Banco de Portugal, nada de misturas, galdeiragem à parte, como diz o pagode. A reputação do Governador que aceitou ser reconduzido no cargo depois do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES, com conclusões nada abonatórias para a sua pessoa, assinadas pelos representantes dos partidos que o reconduziram; a reputação de quem aceita ser reconduzido no cargo a poucos meses das eleições; a reputação de quem já Governador do Banco de Portugal não colocou o lugar à disposição do novo poder político. Não há "confiança do público na eficácia e na diligência da supervisão bancária" que resista a governadores desta estirpe.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

Para memória futura

por josé simões, em 04.03.17

 

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Passos diz que o governador do Banco de Portugal tem condições para cumprir o mandato.

 

]Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

"Não há problema nenhum"

por josé simões, em 03.03.17

 

 

 

E depois disto o senhor continua como director-adjunto, com programa semanal de autor e a dar a sua douta opinião, todos os dias e a todas as horas, sobre tudo o que mexe à face do planeta. Já lá vão quase 3 anos.

 

[Via]

 

 

 

 

 

As alcoviteiras

por josé simões, em 17.02.17

 

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Discrição, recato, fiabilidade, boca cerrada, três das qualidade exigidas a um banqueiro. Como António Domingues manchou a sua reputação por andar, ressabiado, com segredinhos de pé de orelha a António Lobo Xavier, administrador da sua entidade patronal - o BPI, Conselheiro de Estado nomeado por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República.

 

 

 

 

 

As coisas são o que são

por josé simões, em 15.02.17

 

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Que foi António Lobo Xavier quem mostrou ao Presidente da República os sms trocados entre o ministro Centeno e o banqueiro Domingues. António Lobo Xavier do conselho de administração de um banco privado concorrente do banco do Estado. Do banco privado BPI  onde o Governo do Partido Socialista foi buscar o banqueiro Domingues para pôr na linha a Caixa Geral de Depósitos, em nome de quem andou por Bruxelas a negociar, na posse de informação privilegiada, em modo antes de o ser já era. Privado também o escritório de advogados onde o Governo do Partido Socialista foi encomendar um fato por medida para que o banqueiro privado escapasse ao controlo público. O público anónimo que via o banco do Estado recusar um crédito de uns milhares de euros para fazer obras na casa ou para abrir um pequeno negócio, mãos largas com milhões a fundo perdido para privados em negócios privados que o meteram no buraco em que se encontra, em 40 anos de administrações do "arco da governação", albergue de nomeações PS/ PSD/ CDS. Digam o que disserem as coisas são o que são e não há volta a dar-lhe, continuemos pois a discutir sms entre ministros e banqueiros e continuemos a enterrar ainda mais a Caixa Geral de Depósitos até ao ponto em que seja o contribuinte a pagar do seu próprio bolso a sua privatização.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

O Marcelo das lamentações

por josé simões, em 06.02.17

 

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Meia-dúzia de maduros, originários de nenhures a milhares de quilómetros de distância, aterram na Portela e, semanas depois, já sabiam desde o número de funcionários da limpeza nos ministérios às fundações gordurentas, das escolas com telhados de amianto aos enfermeiros nos hospitais, das obras públicas às estradas sem portagem, do número de alunos por turma ao valor do IMI arrecadado pelas câmaras municipais, de tudo e mais alguma coisa, onde cortar e taxar, e ninguém se pergunta como, a razão desde conhecimento detalhado.

 

A gente lamenta que o Presidente não tenha detectado que a troika só detectou o que lhe disseram para detectar as embaixadas do arco da governação, semanas a fio em romagem ao quartel-general instalado no Terreiro do Paço.

 

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Ulrico strikes back

por josé simões, em 19.01.17

 

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Independentemente das contas do banqueiro Ulrico estarem ou não certas e de os contribuintes terem ou não salvo a banca, em Portugal, o que o banqueiro Ulrico não diz é que lamenta o contribuinte ter gasto um cêntimo de euro que seja para salvar a banca; que lamenta a banca não ter sido salva na íntegra pelos seus accionistas; que um cêntimo de euro que seja retirado ao contribuinte para salvar a banca é um cêntimo de euro retirado à economia do país por causa dos desmandos dos accionistas banqueiros; que quando os accionistas dos bancos se andaram a lambuzar com dividendos pornográficos, proveito de uma economia de casino e especulativa, não tenha havido dos accionistas dos bancos um reconhecimento para com o contribuinte, sempre ali à mão de semear para a salvação terrena; que ele, Ulrico, enquanto banqueiro nunca tenha dado um passo que lhe seja publicamente conhecido para poupar o contribuinte e evitar todas estas situações.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

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Os ilusionistas

por josé simões, em 12.01.17

 

 

 

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, a 3 de Agosto de 2014: "A medida de resolução agora decidida pelo Banco de Portugal, e em contraste com outras soluções que foram adoptadas no passado, não terá qualquer custo para o erário público, nem para os contribuintes". Passos Coelho, a 4 de Agosto: [A solução] é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas". Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, a 7 de Agosto: "Aconteça o que acontecer ao Novo Banco, [o Estado] não vai ser chamado a pagar eventuais prejuízos. Isso tem de ficar muito, muito claro". Cavaco Silva, presidente da República, a 26 de Setembro de 2014: "A autoridade de supervisão, entre as alternativas que se colocavam, escolheu aquela que melhor servia o interesse nacional e que não trazia ónus para o contribuinte".

 

 

 

 

Mais tabaco

por josé simões, em 14.12.16

 

 

 

E se a ideia fosse deixar a Caixa Geral de Depósitos de tal maneira de rastos que a solução fosse pôr o contribuinte a pagar os tais dos 5 mil milhões para a privatizar, sabendo-se que Pedro Passos Coelho e o inner circle neoliberal que tomou o PSD por dentro sempre se manifestaram a favor da privatização do banco? Ainda "era um favor que o comprador nos fazia", pagarmos-lhe para ficar com aquele cancro, o argumento usado nas "redes sociais" pelos ideólogos de Passos Coelho para justificar a oferta do BPN ao testa de ferro Mira Amaral.


[Vídeo]

 

 

 

 

A coerência fica-vos tão bem

por josé simões, em 02.12.16

 

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Paulo Macedo confirmado na Caixa Geral de Depósitos


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 28.11.16

 

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Chegado de Marte na véspera, "António Domingues deixa a presidência da Caixa Geral de Depósitos por achar que o banco está a ser usado como arma política".


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Querem fazer de nós parvos?

por josé simões, em 23.11.16

 

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Quando nos governos de direita é o saltitar entre empresas privadas e cargos de administração pública, ou até para tutelar ministérios e secretarias de Estado com a tutela das áreas de onde se veio, como no caso de Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro, por exemplo, no privado a negociar com o Estado e, depois no Governo, a supostamente renegociar com o privado o que antes haviam negociado, é o Estado a necessitar dos melhores que, vá-se lá saber porquê, estão sempre no privado, bancos incluídos, e posteriormente os melhores a não poderem ficar castrados da sua carreira profissional, e do seu futuro no sector privado, só por terem feito uma comissão de serviço, também supostamente para defenderem os interesses do Estado, que é como quem diz, os interesses de todos os cidadãos, em economês, o dinheiro do contribuinte, se bem que os resultados finais desse amor pátrio e da defesa do interesse comum seja sempre a delapidação do património do Estado mais o onerar da carga fiscal e dos sacrifícios exigidos a cada um.


Quando sob a égide de um Governo do Partido Socialista, suportado pela esquerda parlamentar, um administrador contratado, e ainda com vínculo ao sector privado, participa, como observador, em actos públicos relacionados com o banco que vai tutelar, é a falta de transparência, é a promiscuidade, é o acesso a informação confidencial e privilegiada, é a falta de ética, é um fato talhado por medida, é o diabo a sete.


Querem fazer de nós parvos?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O único e a the next big thing

por josé simões, em 02.11.16

 

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Nem sei o que é mais preocupante, se o que António Domingues e a nova administração da Caixa Geral de Depósitos têm a esconder que lhes leve a fazer finca-pé e não tornar públicas as declarações de rendimentos, nem que para isso tenham de "desobedecer" ao Tribunal Constitucional, se a insistência de António Costa, de Mário Centeno, do Governo do Partido Socialista. no nome de António Domingues, o último banqueiro honesto e credível à face da terra ou a the next big thing do negócio bancário.


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