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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O umbigo deles

por josé simões, em 03.08.17

 

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O princípio que defende que nas eleições norte-americanas deviam poder votar todos os cidadãos de todos os países que assim o entendessem, pelas implicações globais ao nível político e económico, é o mesmo princípio que devia permitir aos contratos de trabalho da Autoeuropa serem discutidos e aprovados pelos milhares de trabalhadores das centenas de empresas que dependem directa e directamente da multinacional alemã.

 

[Imagem]

 

 

 

 

||| Um Governo de irresponsáveis

por josé simões, em 30.09.15

 

Saul Bass.png

 

 

Penalizar a Volkswagen. A Volkswagen da Autoeuropa dos 200 mil empregos directos e indirectos; a Volkswagen dos 0,8% do PIB; a Volkswagen dos 10% das exportações.


A vida corre-nos bem e, como diz Paulo 'Oliveira de Figueira' Portas, os empresários só estão à espera que a coligação de direita seja reeleita para decidir avançar com o investimento na economia.


«O Governo admite penalizar as empresas que falsearam informações sobre os motores de automóveis, em Portugal»


[Na imagem poster de Saul Bass]

 

 

 

 

||| É assim que a coisa funciona

por josé simões, em 16.05.14

 

 

 

Primeiro vem um ministro esclarecer, desvalorizando a "inverdade" com uma mentira. Quase sempre o ministro câmara de eco, Luís Marques Guedes, quando as notícias são péssimas, sempre o vice-primeiro-ministro botões de punho-pepsodent, Paulo Portas, quando a mentira tem uma base de verdade. Depois, quando a verdade vem à tona, já é tarde demais porque, o esclarecimento, da "inverdade" com a mentira ou da mentira com uma base de verdade, já passou em todas as rádios e em todas as televisões a todas as horas certas em todos os telejornais e em todos os blocos noticiosos e há sempre as alminhas de boa-fé que ouviram a verdade a que temos direito mas que já não ouvem a verdade ela própria porque nem sequer passa na comunicação social, ela própria câmara de eco do ministro câmara de eco.

 

[Imagem de Chris Goennawein]

 

 

 

 

 

 

|| Ninguém passa cartucho às concepções económicas e salariais de Passos Coelho

por josé simões, em 07.03.13

 

 

 

«Trabalhadores da fábrica de Palmela têm dois aumentos salariais em 2013 e recebem ainda um apoio social como compensação pela conjuntura económica do país.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Proletários de Todo o Mundo, Uni-vos!

por josé simões, em 25.03.09

 

 

Gostava de conhecer a opinião de António Chora, militante e dirigente do Bloco de Esquerda, e líder da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, sobre a remake feita pelo seu partido ao anúncio da Antena 1.

 

E se a joint-venture entre a Ford e a Volkswagen que levou à criação da Autoeuropa tivesse no início optado pelos Estados Unidos ou pela Alemanha para instalar a unidade de produção?

 

O Bloco de Esquerda aplaude o proteccionismo de Sarkozy que está a provocar irritação nos Checos?

 

(Na foto a primeira edição do Manifesto do Partido Comunista via Mary Evans Picture Library)

 

Vamos fabricar um Carro ou vamos fabricar um Trabant?

por josé simões, em 09.11.07

 

Leio hoje no Público “Luta pelo futuro monovolume em risco na Autopeuropa, a fábrica que era de topo no ranking passou a reportar falhas, teve de abrandar a produção e exige mais dos fornecedores (…) portugueses” que por sua vez se queixam “da mudança de atitude do grupo alemão e as mudanças internas decididas pela nova gestão têm levado os trabalhadores a reclamar mais diálogo.” Mais à frente “o caso” é deslindado: “O Facto do novo homem forte da VW vir da Audi, Martin Winterkorn, é a explicação para inspecções mais exigentes.”
 
Confesso que me apetecia escrever já aqui uma quantidade de barbaridades, daquelas mesmo feias, mas vou fazer um esforço de contenção. Então andam para aqui há um ror de anos a apregoar que a viabilidade da economia portuguesa e das empresas nacionais, face a um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, passa por elevar os padrões de qualidade como forma de conseguir lutar ombro-a-ombro com as novas economias emergentes, nomeadamente as asiáticas, que estão nos mercados pelo baixo custo e mão-de-obra barata, e depois reclamam!? Mas reclamam do quê? O que é que o diálogo reclamado pelos trabalhadores tem que ver com produção baseada em altos níveis de qualidade?
 
O problema é o homem vir da Audi. Elucidativo. O problema não é a tradicional balda portuguesa, e como tal vamos dar-lhe um tempinho até ele se adaptar a Portugal, aos portugueses, à especificidade dos povos do sul da Europa e outras tretas do género. Já alguém parou para pensar porque será que Audi é sinónimo de prestígio e qualidade? Vamos fabricar um Carro ou vamos fabricar um Trabant; é a questão.
Outra questão é que estão com a corda na garganta e fingem não perceber, que é ainda mais grave do que não perceber…
 
Adenda: Aqui há uns anos tive um director que para pôr os novos colaboradores da empresa “na ordem” quando a coisa começava a descambar para a conversa, tipo muita parra e pouca uva, perguntava: “Óh meu amigo! O senhor veio para aqui para conversar ou para trabalhar?”
 
(Foto via La Reppublica)